Data
Título
Take
28.10.07

 

Real.: Tom Barman

Int.: Frank Vercruyssen, Diane De Belder, Natali Broods

 

Esta é a história de varias pessoas que vivem as suas vidas num belo dia de Antuérpia, aparentemente nada tem em comum, mas todas aquelas encontram-se numa festa daquela noite organizada por uma das personagens.

Se já se encontra farto dos meros produtos holywoodescos, ou das simplicistas estruturas que compõem a maior parte dos filmes de nacionalidades diferentes, então a resposta é Any Way The Wind Blows, realizado por Tom Barman, vocalista de uma banda belga muito conhecida, designada por dEUS. Any Way The Wind Blows é um bizarro filme cheio de personagens fascinantes, mas todas sem grande desenvolvimento e nenhum protagonismo. Imaginem juntar a estrutura mosaíca de Paul Thomas Anderson (Magnólia), o experimentalismo de David Lynch e a inspiração nos diálogos cheios de referências á cultura de Quentin Tarantino.

Tal como se pôde verificar na sinopse, é um filme quase indescritível e aparentemente sem grande substancia, Any Way The Wind Blows não possui nenhum argumento estruturalmente aceite, apenas representa, aquilo que, chamamos a vida quotidiana. O seu argumento é existencial onde os parâmetros da música e do surreal equilibram de forma a dar origem a uma realidade tão credível como a de Magnólia por exemplo. Tom Barman revela-se como uma grande surpresa no campo da realização, despertando a sua veia artística e musical, numa narrativa sempre experimental, onde os diálogos são sempre interessantes tal como um leque de personagens bizarras, mas que sem isso prejudique o interesse que o espectador ganha nelas. Infelizmente não é um filme para toda a gente, apenas aconselhado a quem deseja fugir um pouco da rotineira diegese que existe com excesso na maior parte dos filmes que vemos, mas para quem não procura nada disso, bem já sabem …

8/10 ****


publicado por Hugo Gomes às 16:16
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