Um pesadelo igual a sucesso!
A quarta volta de Freddy Krueger tornou-se talvez uma das mais caóticas em termos de produção, os produtores estavam convictos da rentabilidade da sua saga e dos parâmetros que o terceiro filme – Dream Warriors – em termos de criatividade, por isso o desenrolar de uma sequela seria espremer ainda mais a “galinha dos ovos de ouro”. Porém a sua concepção passou pela greve dos argumentistas, pelos conflitos do próprio argumento e pela falta crença no novato realizador finlandês Renny Harlin, que apenas havia dirigido Prison em 1988, o seu primeiro filme norte-americano. Porém, mesmo contra as suas próprias tormentas, o quarto Pesadelo estreou em força, rendendo cerca de 50 milhões de dólares nos EUA, mais cinco milhões que o bem sucedido terceiro filme.
O seu sucesso derivou na sua provável forma da boa reputação de Dream Warriors de Chuck Russell, Dream Master, sendo esse o subtítulo deste capítulo segue o ritmo frenético do filme anterior, apresentando o personagem de Robert Englund como uma espécie de palhaço homicida, um pouco a leste da assombração de Wes Craven em 1984. Harlin dotou a saga de contornos mais estilísticos a nível visual, uma colecção grotesca de efeitos práticos são protagonistas de momentos bem arrepiantes a nível macabro, uma montagem rápida digna de qualquer teledisco da época, a musica sinistra característica de Wes Craven é substituída por batidas roqueiras e Krueger é assim, glorificando na sua mais sangrenta forma, a verdadeira estrela assim por dizer.
Assombroso em termos visuais, a fita peca pelos seus enormes buracos narrativos que sugerem o conflito que existiu na sua concepção. As personagens humanas perderam a sua graça e interesse, tornaram-se estereotipadas, apenas “carne para canhão” é o que as resume, mesmo com o carisma de Lisa Wilcox como a nova heroína, já que Patricia Arquette negou a participação neste filme, papel substituído pela pouco dotada para actriz, Tuesday Knight. Os holofotes focam a encarnação de Englund, com isso não há nada a dizer. Falta coesão, mas tem requinte visual que chegue, este quarto filme.
“How sweet, fresh meat!”
Real.: Renny Harlin / Int.: Lisa Wilcox, Robert Englund, Tuesday Knight, Danny Hassel
Ver Também
A Nightmare on Elm Street (1984)
A Nightmare on Elm Street 2 – Freddy’s Revenge (1985)
A Nightmare on Elm Street 3 – Dream Warriors (1987)
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