Os pesadelos não terminaram!
Este terceiro capítulo é marcado assim pelo regresso parcial de Wes Craven á sua figura imaginária, após insatisfeito com a sua matéria convertida no A Nightmare On Elm Street 2, o realizador aposta assim num segundo rumo daquele que prometia ser uma das mais lucrativas sagas do terror. Ao lado do na altura inexperiente Chuck Russell, assinam esta nova incursão do Pesadelo Em Elm Street em que atribuem a Freddy Krueger, contornos fiavelmente comerciais. Porém, desagradado e em constantes conflitos com o estúdio acerca do rumo da sua personagem maquiavélica, Craven abandona o projecto, deixando-o á deriva do resto dos produtores e do realizador, contudo este episodio foi assim dos mais rentáveis de toda a saga e foi possivelmente o inicio de uma nova viragem no franchising, como diria Claude Rains em Casablanca “I think this is a begining of a beautifull friendship”.
Como subtítulo de Dream Warriors, o terceiro Pesadelo se povoa na sobrevivência das ultimas crianças de Elm Street, diagnosticadas como mentalmente perturbados e colocados no hospital psiquiátrico em Springwood. O filme ainda é marcado pelo regresso de Heather Langenkamp, celebre como a heroína do original, Nancy Thompson, que promete neste novo capítulo da fasquia ajudar o que resta da geração Elm e combater as forças malignas dos seus sonhos, neste caso pesadelos, nomeadamente aqueles controlados pelo infame Freddy Krueger. Patricia Arquette é a nova e grande protagonista, desempenhando o papel de Kristen Parker, uma das vítimas de Krueger. Arquette se revela na futura actriz que conhecerá o estrelato com filmes como Stigmata de Rupert Wainwright ou The Lost Highway de David Lynch e na série Medium, tanta do seu primeiro filme e aquele que consistiu como a viragem de uma carreira. Ao lado dela também encontraremos um Laurence Fishburne jovem, anos de luz de Matrix.
O terceiro e alucinante capítulo é marcado por um excesso de protagonismo das forças antagónicas, Freddy Krueger (Robert Englund) concretamente, o que irá não só contagiar o resto da saga como os inúmeros slasher movies que se avizinham, tudo porque a estrela deste pesadelo surrealista e sangrento deixou de ser os heróis e passou a ser o vilão, o massacre se torna assim o divertimento e não a sobrevivência. Dream Warriors é também investido por inúmeras cenas marcantes, como o ventríloquo humano ou a “cobra”, desenhado para ser um órgão genital masculino, representando a emancipação sexual dos jovens através dos sonhos, segundo os produtores. A música homónima do grupo roqueiro Dokken se faz sentir neste divertido e prazenteiro exemplar de terror e comédia, desejo meu se todas as sequelas fossem assim.
“Welcome to the prime time, bitch”
Real.: Chuck Russell / Int.: Patricia Arquette, Heather Langenkamp, Robert Englund, Craig Wasson, Laurence Fishburne
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A Nightmare on Elm Street (1984)
A Nightmare on Elm Street part 2 – Freddy’s Revenge (1985)
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