Data
Título
Take
13.5.10

 

O cinema tem tido as mais diferentes variações desde que a 7ªArte se tornou em entretenimento de grande escala, porém esta funcionalidade de “divertimento” advém separadamente da faixa etária o qual os estúdios tentam conduzir, assim sendo as obras de autor, muito pouco viradas para o dinheiro manufactor e direccionadas num estilo de arte, que esforçadamente tenta manter vivo tal primitiva forma, têm sofrido a marginalidade pelos sistemas de avaliação, que por sua vez intencionalmente ocultados pelos órgãos de comunicação ou as distribuidoras cinematográficas. A verdade é que as massas interessam pelas grandes produções porque o efeito de consumo e de necessidade que os media transmite é infalível e quase “brainwashed”, mas o cinema “outsider” dos velhos artesões de cinema é posto de parte e renegado pelo público que outrora venerou. A culpa vêm de um certo filme de George Lucas (Star Wars) e de Steven Spielberg (Jaws) que definiram o cinema numa escala de marketing elevada, sendo que as chamadas excentricidades de autor são reduzidas e limitadas e nos tempos de hoje, fazer filmes é agradar a gregos e troianos, e não somente a troianos. Porém os sistemas de avaliação são outra dor de cabeça dos estúdios, se julgávamos que a censura havia sido extinta nas grandes civilizações cinematográficas como Hollywood, então enganam-se redondamente, a violência, sexo e os diálogos são analisados a dedo, porém não sendo literalmente “cortados” ou recebendo o carimbo vermelho de “censurado”, os danos colaterais se revelam no chamado PG, no português pode significar as “simpáticas” palavras de “para maiores de …”. Nos dias de hoje filmes de maiores de 18 são difíceis de comercializar tudo porque as distribuidoras se julgam que salas de cinema são sinónimo de pais levando os filhos ou grupo de adolescentes que fazem algo para passar o tempo. Ora vejamos que os grandes blockbusters quase não excedam o “M/12” e muitas vezes recorrem ao universal “M/6” como foi o caso do colossal Avatar de James Cameron, tudo porque o dinheiro fala mais alto do que o artístico ou o rigor cinematográfico, e num mundo tão sensível como o que assistimos hoje, a democratização do cinema para todos é um sinal de bom costumes e muito dinheiro envolvido. Todavia é uma grande valia de ver grandes produções como o anterior Wanted de Timur Bekmambetov e o “screw” Kick Ass de Matthew Vaugh (nos cinemas), a ter o respeitoso sinal de “M/16”. Cinema para todos, não é esse o lema das distribuidoras!

tags:

publicado por Hugo Gomes às 17:57
link do post | comentar | partilhar

sobre mim
pesquisar
 
arquivos
2019:

 J F M A M J J A S O N D


2018:

 J F M A M J J A S O N D


2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


recentemente

Na Netflix, nem tudo é or...

Primeiras Impressões: «Te...

Parasitismo da Palma de O...

Porque todo o começo tem ...

Primeiras Impressões: «Jo...

Primeiras reacções: Ad As...

Primeiras impressões: «Mi...

RHI: Revolution Hope Imag...

Dor e Glória, o mapa para...

It: Chapter Two: integrar...

últ. comentários
aprenda a limpar fogão encardido...
10 ótimas dicas de pesca.
Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
stats counter
HTML Hit Counter
counter
links
mais comentados
31 comentários
25 comentários
20 comentários
12511335_1084470088250815_732384524_o
subscrever feeds
SAPO Blogs