Real.: Jack Sholder
Int.: Robert Englund, Mark Patton, Kim Myers, Robert Rusler, Clu Gulager
Após o sucesso de um filme de baixo orçamento como A Nightmare On Elm Street (1984) de Wes Craven, era de esperar que um promissor estúdio como a New Line Cinema decidisse não deixar morrer uma das suas “árvores de fruto” e assim num espaço de um ano, eis que estreia a esperada sequela daquele que foi dos mais célebres exemplos de terror dos anos 80. A Nightmare on Elm Street 2, sob o subtítulo de Freddy’s Revenge, centra-se no novo miúdo da rua Elm, Jesse Walsh (Mark Patton), que se vê apavorado por estranhos pesadelos onde o qual surge um desfigurado homem de nome Freddy Krueger (Robert Englund) que proclama o corpo de Jesse para levar a cabo a sua insaciável vingança.
O segundo filme, escrito por David Chaskin, não agradou em nada o autor original, Wes Craven, que o acuse de ser ofendido á memória do original, sendo tais aclamações, o realizador da versão de 1984 abandona o projecto e no seu lugar, o desconhecido Jack Sholder toma posse. A Nightmare On Elm Street 2 de certa forma invoca o espírito do original, onde apresenta o “monstro” Krueger com toda a sua ferocidade e traços reconhecíveis de bruxo que aspira ser, presentes na sua caracterização, porém em termos temáticos, o argumento não respeita o legado deixado, apostando em novos horizontes, aptos de reproduzir numa futura saga cinematográfica, o que na verdade resulta nas mais variadas sequências involuntariamente ridículas. A sequela não agradou no geral os fãs do primeiro filme, acusando-o de possuir demasiado teor homossexual, presente metaforicamente nas sequências que por si já são risíveis.
Um periquito que explode, uma toalha que esbofeteia as nádegas do treinador escolar durante a hora da sua morte, uma língua extra que surge do nada e cães com caras de crianças são alguns dos momentos mais perdidos de uma fita que desesperadamente tenta suspirar o terror digno 80’s, porém a sua narrativa é levada com eficácia mesmo sob o argumento inverosimilmente e piroso. Os desempenhos roçam a mediocridade e o esforço, o estereotipo e a inovação, se Robert Englund é de facto uma estrela da serie Z, é em Kim Myers que merece alguns aplausos no facto de trazer alguma experiencia no seu ramo, mesmo que a sua personagem não permita mais e que as comparações físicas com Meryl Streep sejam evidentes, quanto ao protagonista, Mark Patton, já por si merecia o prémio de Scream Queen do ano. Destaque também para Robert Rusler e Clu Gulager.
Numa saga que no presente conta com nove filmes, este “fracasso” é um dos mais negros e eficazes, porém artisticamente desinspirado e equivoco. A repudia dos fãs do assassino da camisola às riscas é evidente, porém passados dois anos é que a saga “Nightmare” encontra finalmente uma fórmula de sucesso, no divertido A Nightmare On Elm Street 3 – Dream Warriors. Todavia serão poucos como este capítulo que tentam desesperadamente explorar a descoberta sexual dos adolescentes.
“You’ve got the body, i’ve got the brain”
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