Data
Título
Take
28.4.10
28.4.10

 

Real.: Dominic Sena

Int.: Kate Beckinsale, Gabriel Macht, Tom Skerritt

 

Kate Beckinsale é nesta fita, uma federal que se encontra naquele que é considerado o pior posto da polícia, o montante vigilante num centro de investigação na Antárctica, também denominado de Pólo Sul, o mais inóspito local do Mundo. Carrie Stetko, nome da sua personagem, tem agora a missão de encontrar um serial killer á solta na vastidão do inferno branco, onde as condições atmosféricas extremas se fazem sentir e alguns mistérios avassaladores vêm ao de cima.

 

 

Dominic Sena (Gone in Sixty Seconds) realiza um thriller com bases na graphic novel homónima de Greg Rucka e Steve Lieber, uma interessante incursão de policial que explora e muito, o conceito inovador do isolado continente em que detém oficialmente como o único continente da Terra em que não existe registos de nenhum homicídio. O continente branco é porém, aqui comparado com os vastos cenários de ficção científica em que a Antárctica assemelha a um planeta qualquer saído dos clássicos Alien (Ridley Scott) ou o planeta Marte de Total Recall (Paul Verhoeven).

 

 

Whiteout, o filme, é despreocupado face a tal material primoroso, sendo assim o seu fraco aproveitamento das condições zeros de sobrevivência que os cenários proporcionam, arriscando na variação policial rotineira e banal. Na influência dos melhores do género como a dos romances de Agatha Christie o qual a novela gráfica se inspira, o novo filme de Dominic Sena é deformado em construir uma narrativa que valorize o suspense presente na obra literária, escapista em facilitismos na sua realização académica e sem brilho.

 

 

O mesmo se pode dizer de um elenco em que Kate Beckinsale não deslumbra, Tom Skerritt encontra-se esbanjador e Gabriel Macht como um carácter de papel, sem interesse nem virtude a uma história que arranca debilmente a partir de flashbacks, que forçadamente tentam solidificar a protagonista, e a trama de suspense reduzida a um amadorismo confrangedor. Era um dos mais esperados e promissores fitas do ano 2009, mas é algo tão frio e entediante como o próprio Pólo Sul.

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:43
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