Por Dinamarca!
Baseado em factos verídicos, numa Dinamarca ocupada por Nazis decorrida em 1944, dois homens lutavam contra a invasão de ideais, eles eram Flammen (Thure Lindhardt) e Citronen (Mads Mikkelsen), dois resistentes engenhosos que faziam os seus dias um verdadeiro extermínio nazista, tendo como trabalho abater oficiais alemães. Contudo o que não sabiam é que eles próprios se encontravam no seio de uma conspiração, em que as suas funções eram na realidade traições á sua pátria mãe. Realizado por Ole Christian Madsen (Prag, 2006), eis mais um filme que incursa a resistência ao regime nazi da Segunda Guerra Mundial, trata-se de uma fita que demonstra competência quer no elenco (mais uma vez a confirmação de Mikkelsen, o qual é reconhecido pelos seus trabalhos com o realizador Madsen) e quer a nível técnico, como a reconstituição da época. Porém a sua qualidade é académica, o que define a sua estrutura narrativa, prolongada de duração e por vezes deveras confusa. Porém foi das melhores apostas do cinema dinamarquês de 2008. Um thriller habilidoso!
Real.: Ole Christian Madsen / Int.: Thure Lindhardt, Mads Mikkelsen, Stine Stengade
A Guerra dos Sexos!
A guerra dos sexos é pano de fundo para esta comédia romântica de linguagem grosseira dirigida por Robert Luketic (Legally Blonde, Monster-in-Law). A premissa segue uma produtora de um programa televisivo matinal que pede conselhos amorosos a um machista apresentador do mesmo programa, a fim de conquistar o homem dos seus sonhos. The Ugly Truth recorre a qualquer guia de divergências sexuais e as providencia como um entretenimento razoável, feel-good, com actores de grande carisma; Gerard Butler e Katherine Heigl (em vias de se tornar a nova “namorada” da América), porém a química entre ambos são quase inexistentes. Em certas situações acaba de se tornar inteligente, o que poderá gerar discussão logo após ao seu visionamento, mas tudo se conjunta numa fórmula repetitiva e previsível, mas sublinha-se – competente, mas não hilariante.
Real.: Robert Luketic / Int.: Gerard Butler, Katherine Heigl, Cheryl Hines
Aos 17 duma vez!
O cinema colegial parece ter evoluído pouco desde Ferris Bueller’s Day Off do falecido John Hughes e atingindo o pico em American Pie dos irmãos Weisz, mas em 17 Again do desconhecido Burr Steers chegamos a encontrar uma homenagem com um aroma doce de 80s. A história prescreve a já batida fórmula de um adulto que por magia se converte num rapaz de 17 anos, visto isto como uma segunda oportunidade para rescrever a sua vida (um versão reversa de Big de Penny Marshall. Zac Efron, vindo directamente da febre adolescente High School Music, encontra-se suportável e bem direccionado a um estrelato prematuro, minha sensação ou não, tal figura não corresponde a Matthew Perry (sua fase adulta) que possui um desempenho miserável. Com toques mágicos do cinema familiar, 17 Again é algo de gracioso dentro do género abatido nos tempos recentes pela estupificação de uma geração. Thomas Lennon constitui o personagem mais hilariante, o resto é mesmo assim, um amontoado de estereótipos colegiais que qualquer adolescente identifica, desde os campeonatos escolares de basquetebol e as cheerleaders até ás tribos bem definidas na cantina do liceu. Existe esforço, mas a maquina de fracturar falou mais alto …
Real.: Burr Steers / Int.: Zac Efron, Matthew Perry, Thomas Lennon
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