Como muitos sabem os blockbusters preenchem uma grande fatia no mercado cinematográfico, sendo que tais projectos sejam as apostas dos grandes estúdios, produções milenares de grande orçamento que vão não só para a concepção do filme, como também do marketing e divulgação dos mesmos. Nos dias de hoje são eles a prioridade dos ditos estúdios e das distribuidoras que já acertam as datas de estreia quase um ano antes, ou até mesmo como em alguns exemplos sem que o filme tenha sido sequer rodado. Serão os blockbusters o fruto evolutivo do cinema? Não, são apenas um subgénero criado inconsequente pelas massas, houve exemplos de obras de baixo orçamento que atingiram valores rentáveis consideráveis, sendo que a palavra blockbuster, “arrasa-bilheteiras” como gosto de apelidar, não soa sinonimo automático de êxito constante, mas sim de semi-entrada directa nos primeiros lugares do box-office, a aposta fundamental dos estúdios norte-americanos, o seu “ganha-pão” para ser exactos. Serão os blockbusters correspondente a um mau cinema, á 7ª Arte convertida em negocio? Em muitos casos o negócio resulta na exploração do ego do autor, Peter Jackson conseguiu o inimaginável em converter a “in”filmavel trilogia literária de Tolkien, The Lord of the Rings, num conjunto de três filmes que podem muito bem se colocar entre os melhores do género. Steven Spielberg iniciou o conceito em 1975 com Jaws, mais tarde conquistou o publico com a trilogia Indiana Jones e a inovação dos efeitos visuais em Jurassic Park (o Avatar do seu tempo), até há data é dos melhores autores do subgénero, sentindo-se á vontade com as grandes produções como “peixe na água”. Roland Emmerich, Michael Bay e James Cameron são três nomes de realizadores exclusivos das milionárias produções. E o que tem em comum esses três nomes? Os efeitos visuais, a tecnologia utilizada em tais obras o qual se tornaram compatíveis e em certos casos inseparáveis, é por isso que os respectivos 2012, Transformers e Avatar são dependentes em tais efeitos, e todos os três inovaram nessa “droga”. Os blockbusters são processados ao milímetro, sendo as datas de estreias, um dos exemplo, as épocas festivas como também o Verão são as perfeitas épocas, os actores são também importantes no equilíbrio das bilheteiras, sendo aposta em nomes conhecidos e chamativos um “alvo abater”, raramente os desconhecidos conseguem o papel de protagonista, contudo existe casos bem sucedidos como Daniel Radcliffe de Harry Potter, Shia LaBeouf em Transformers ou Brandon Routh no Superman Returns, tudo isso porque a matéria-prima é já por si demasiado apelativa. Agora que já exprimi os meus pensamentos acerca destas estreias cinematográficas anuais, quero revelar as minhas desilusões a redor de Clash of Titans de Louis Leterrier, um dos mais esperados do ano que se revelou mais do mesmo em termos produtivos, e mesmo sendo um êxito de bilheteira, tal facto não quer insinuar que a opinião de muitos abatem sobre o senso ou julgamento comum da fita. O caso mais desastroso foi Transformers – Revenge of the Fallen de Michael Bay, condenado a ser chamado de mega-êxito e ao mesmo tempo de “aquela banhada cinematográfica” a todos os níveis. Procura-se pessoas que saibam contar histórias, dirigir actores e equilibrar efeitos visuais, os blockbusters podem ser mais que meros pipoqueiros, ou espectáculos de pirotecnia, conseguem ser culto, vejamos o caso de The Dark Knight de Christopher Nolan.
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