Data
Título
Take
18.4.10

Real.: Paul Greengrass

Int.: Matt Damon, Jason Isaacs, Khalid Abdalla, Brendan Gleeson, Yigal Naor, Greg Kinnear, Amy Ryan

 

Matt Damon volta a vestir a pele de Jason Bourne, todavia não é mais um capítulo da trilogia do personagem de Robert Ludlum, mas numa variação contemporânea neste Green Zone. Evidências, essas é a sua reunião com Paul Greengrass (The Bourne Supremacy, The Bourne Ultimatum) que volta a oferecer-nos mais outra obra de acção em “câmara de colo”. O novo filme de Greengrass gira sobre a convicção da Guerra do Iraque e do mistérios das nunca encontradas armas de destruição maciça, o qual serviu de pretexto para a “invasão”, e é então que seguindo tal premissa, se desenrola um clima de conspiração que só o Sargento Roy Miller parece capaz de o deter, ou mais ou menos isso.

 

 

Adaptação de um livro de Rajiv Chandrasekaran, Paul Greengrass capta o seu estilo fílmico numa realidade que estamos prontos a aceita, elaborado em conjunto com o autor um filme bélico com contornos policiais com actores de luxo, desde o pequeno papel, mas eficaz de Jason Isaacs (conhecido pela saga Harry Potter), Brendan Gleeson carismático como sempre, Greg Kinnear a representar o oportunismo ditamente americano e Yigal Naor soberbo no papel de um general do exercito de Saddam, curiosidade o actor de origens israelita já tinha interpretado o ditador iraquiano na série House of Saddam, produzido pela BBC. Em fraca prestação está Amy Ryans, a comprovar que a sua nomeação ao Óscar de Melhor Actriz Secundaria em 2008 foi um deveras engano, como revelação temos Khalid Abdalla (United 93, The Kite Runner) no papel do iraquiano Freddy, uma personagem imprescindível na conclusão desta história sob fogo cruzado. Quanto a Matt Damon, carisma é suficiente, mesmo que a sua personagem não se separa do antecessor herói do actor.

 

 

O clímax é certeiro, preenchendo-se com um argumento eficaz e bem estruturado, a realização digna de Greengrass transmite um certo realismo sedutor. Em suma, Green Zone assemelha-se a The Bourne em quase tudo; realização, argumento, direcção e protagonista, porém partilha com os anteriores com o título de filme de acção do século XXI, sendo isso e descartando por momentos a novela fictícia de Jason Bourne, temos aqui um dos mais vibrantes filmes de acção dos últimos anos e sem o utensílio de efeitos CGI, contudo não se justifica o resultado fracassado nas bilheteiras nos EUA, devido talvez á fraca aceitação dos “nativos” em relação a posição americana no Médio Oriente.

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 02:40
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