Real.: John Lee Hancock
Int.: Sandra Bullock, Quinton Aaron, Kathy Bates, Adriane Lenox
Sandra Bullock é a mulher do momento, tendo sido aclamada como a actriz mais rentável de 2009, como também por ter vencido o Óscar de Melhor Actriz numa altura que Meryl Streep se encontrava na corrida e Gabourey Sidibe (Precious) era apontada como a favorita. Esta sua prestação gloriosa foi motivo que baste para o grande sucesso de Blind Side nos cinemas portugueses, mesmo após meses de atraso, sendo que o filme de John Lee Hancock tenha destronado The Twilight Saga – New Moon na sua segunda semana, mesmo com a histeria pagã que a seguia. Seria Bullock merecedora da estatueta? Bem, o seu desempenho em Blind Side é convicto, mas a verdade seja dita não é arrebatador, apesar da actriz de 28 Days se exibir uma forma física invejável.
Quanto ao filme, The Blind Side poderia ser apelidado como “mais um” na longa lista de filmes que envolvem um dos desportos rei dos EUA – o futebol americano – seguido a história de Anne Tuohy (Bullock), um mulher abastada de raízes cristãs que acolhe o gigante e afro-americano “Big Mike” (Quinton Aaron), cujo passado não se orgulha. Iniciando como uma inserção na família, logo Tuohy convence a “Big Mike” (também chamado de Michael Oher) a tornasse num federado jogador de futebol, tornando-se mais do que um vulgar praticante, mas num rapaz especial.
Recorrendo a uma estrutura clássica e familiar, The Blind Side logo cai no facilitismo dos clichés e modelos básicos de Hollywood, se não fosse ele uma glorificação cinematográfica baseada em factos verídicos e as suas intenções de bons costumes religiosos, ou seja, Um Sonho Possível (titulo português) é mais um a constar na lista dos “bonitinhos” dos EUA.
Se Bullock venceu a estatueta, já a actriz Adriane Lenox tem a melhor prestação da fita no papel da mãe natural de Oher, uma mulher desequilibrada cuja sua personagem não é mais do que um explorar de miséria, o resto dos empenhos encontram-se convincentes, Aaron capta simpatia e Kathy Bates brilha em mais um desaproveitamento. A única ofensa de The Blind Side é ter constatado na lista de Melhor Filme dos indicados da Academia, lugar que poderia muito bem servir a Single Man e Tom Ford ou Away We Go de Sam Mendes.
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