O sucesso de Millennium deriva obviamente da sua matéria-prima literária que aos poucos alcançou conquistar o Mundo e fazer deles num dos melhores thrillers literários de sempre, resumido em três livros que seguem a vertiginosa aventura entre da hacker Lisbeth Salander e do veterano jornalista, Mikael Blomkvist, assimilados no seio de uma corrupção á escala nacional. O seu público é obviamente mais adulto que as eventuais febres literárias, nomeadamente Harry Potter e Twilight, que ao contrario destes revelam uma madureza na escrita por parte de Stieg Larsson, que infelizmente faleceu antes do primeiro livro ser publicado. Millennium teve assim, potencial para integrar num bem sucedida saga cinematográfica, felizmente os suecos anteciparam aos americanos que deram a conhecer ao Mundo em geral o ambiente natural das personagens do imaginário de Larsson, tal como aconteceu com Millennium part 1 – Men Who Hate Women, que consistiu num êxito na Suécia e alguns outros cantos da Terra. Mas estaria Portugal disposto a aceitar este sucesso? No nosso país estreou no dia 24 de Setembro caindo logo na 12ª posição no box-office nacional, nada mau para um produto vitima de uma certa ignorância por parte das nossas distribuidoras, o DVD que estreou no inicio deste mês tem vendido bem, claro não em proporções industriais, mas comporta-se dignamente ao lado de um District 9 ou até mesmos a outros grandes blockbusters, dando a conhecer ao nosso mercado nacional que existe fãs sustentáveis a este “vicio”literário, e por estas e por outras eis que estreia nos nossos cinemas a segunda parte da trilogia que de inicio estava programada para integrar uma série televisiva. Infelizmente não existiu qualquer tipo de propaganda a esta obra, revelando um desleixo total das distribuidoras em conquistar novos espectadores á fita, ao invés disso anunciam Dear John, baseado num romance de Nicholas Spark, como um acontecimento cinematográfico da semana. Toda a gente sabe quem vencerá nesta luta directa nas bilheteiras, sendo que a língua sueca afasta muitos espectadores preconceituosos, mas revelo que senti surpreendido pela sala semi-cheia nos cinemas Zon Lusomundo do Alvaláxia, tendo já assistido a blockbusters com menos publico, a verdade é que os fãs estão presentes, não se ouvem com histeria como os estereótipos seguidores da Twilight Saga, essa mina de ouro da Zon, mas façam ouvir face a tantas estreias americanas. Contudo é previsível e com as rápidas notícias de uma recriação hollywoodesca, que tais filmes terão um maior apreso no mercado cinematográfico.
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