Quarta-feira, 24 de Março de 2010

O cinema ficou na porta do lado!

 

Se Jackie Chan está abaixo de forma, toda a gente já sabia, a idade não perdoa, porém a persistência do célebre actor chinês em continuar a representar um “Charlot” das artes marciais leva com que outrora gloriosa caia na inevitável anedota. Após Rush Hour 3, onde o actor Chris Tucker, seu sidekick, consegue disfarçar o cansaço do ego do asiático através de um humor a roçar o stand up comedy, infelizmente em Spy Next Door de Brian Levant não goza da mesma sorte.

 

 

A começar pelo argumento que tem de original como um clone, pedinchado as manias de combinar espionagem com “amas-secas”, inevitável é dizer que já vimos isto antes. O seu ponto mais promissor acaba por ser a sua grande decepção, os esperados “exibicionismos” de artes marcais de veia cómica, sem dinamismo e deveras inconsequente, a imaginação falta e muito, ao contrario do tagline do filme que aclama ser mais divertido que a trilogia de Brett Ratner – Rush Hour – o qual o actor Chan é protagonista.

 

 

Se a historia e os “truques apelativos” falham, então o que resta? Quase nada, os personagens é oco, estereotipizados e pouco mais, os desempenhos são péssimos, Jackie Chan está ridículo e sem força de vontade, Amber Valletta não exibe nada de actriz e a realização assemelha a de qualquer filme pornográfico, sem vida alguma, tudo soa tão amador. Contudo a que abençoar o islandês Magnús Scheving como o vilão de serviço, Poldrak, os momentos mais divertidos da fita são geradas por este actor, muito conhecido pela “criançada” na bem sucedida série infantil, Lazytown.

 

 

Falando em crianças, são o alvo furtivo deste filme, nada contra esta faixa etária do público, mas o problema realmente reside porque Spy Next Door não tem atractivos suficientes para agradar os acompanhantes dessas audiências, os adultos. Voluntariamente mau, o filme que revela uma possível reforma de Jackie Chan aos papeis sem duplos. Tem potencial de ser o pior filme do ano.

 

 

Real.: Brian Levant

Int.: Jackie Chan. George Lopez, Amber Valletta, Billy Ray Cyrus, Magnús Scheving

 

  

 

A não perder – se não tiverem outra opção de filme

 

O melhor – Magnús Scheving e o seu Poldrake

O pior – Além de tudo, Jackie Chan, sem idade para aquelas andanças

 

Recomendações – Spy Kids (2001), The Pacifier (2005), Big Momma’s House 2 (2006)

 

 

3/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:32
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