O cinema ficou na porta do lado!
Se Jackie Chan está abaixo de forma, toda a gente já sabia, a idade não perdoa, porém a persistência do célebre actor chinês em continuar a representar um “Charlot” das artes marciais leva com que outrora gloriosa caia na inevitável anedota. Após Rush Hour 3, onde o actor Chris Tucker, seu sidekick, consegue disfarçar o cansaço do ego do asiático através de um humor a roçar o stand up comedy, infelizmente em Spy Next Door de Brian Levant não goza da mesma sorte.

A começar pelo argumento que tem de original como um clone, pedinchado as manias de combinar espionagem com “amas-secas”, inevitável é dizer que já vimos isto antes. O seu ponto mais promissor acaba por ser a sua grande decepção, os esperados “exibicionismos” de artes marcais de veia cómica, sem dinamismo e deveras inconsequente, a imaginação falta e muito, ao contrario do tagline do filme que aclama ser mais divertido que a trilogia de Brett Ratner – Rush Hour – o qual o actor Chan é protagonista.

Se a historia e os “truques apelativos” falham, então o que resta? Quase nada, os personagens é oco, estereotipizados e pouco mais, os desempenhos são péssimos, Jackie Chan está ridículo e sem força de vontade, Amber Valletta não exibe nada de actriz e a realização assemelha a de qualquer filme pornográfico, sem vida alguma, tudo soa tão amador. Contudo a que abençoar o islandês Magnús Scheving como o vilão de serviço, Poldrak, os momentos mais divertidos da fita são geradas por este actor, muito conhecido pela “criançada” na bem sucedida série infantil, Lazytown.

Falando em crianças, são o alvo furtivo deste filme, nada contra esta faixa etária do público, mas o problema realmente reside porque Spy Next Door não tem atractivos suficientes para agradar os acompanhantes dessas audiências, os adultos. Voluntariamente mau, o filme que revela uma possível reforma de Jackie Chan aos papeis sem duplos. Tem potencial de ser o pior filme do ano.
Real.: Brian Levant
Int.: Jackie Chan. George Lopez, Amber Valletta, Billy Ray Cyrus, Magnús Scheving
A não perder – se não tiverem outra opção de filme
O melhor – Magnús Scheving e o seu Poldrake
O pior – Além de tudo, Jackie Chan, sem idade para aquelas andanças
Recomendações – Spy Kids (2001), The Pacifier (2005), Big Momma’s House 2 (2006)
Arquivo de Criticas
Outras Categorias
Sites de Cinema
CineCartaz Publico