Jackson entre o Céu e o Inferno!
Susan Salmon (Saoirse Ronan), segundo cita “like the fish” tinha 14 anos quando foi assassinada pelo vizinho do lado, mesmo estando morta o seu espírito contínua vaguear entre o real e o “limbo”, a paragem principal antes de alcançar o tão cobiçado Paraiso. Sua alma continua atenta aos acontecimentos que havia deixado para trás, assistindo á decadência da família e da má aura do seu homicida. Peter Jackson captou a atenção do Mundo com a milionária trilogia “The Lord of The Rings”, a fiel e bem trabalhada adaptação do clássico da literatura de Tolkien, tendo arriscado em converter o romance de Alice Sebold – Lovely Bones – para a grande tela, com o cunho de Steven Spielberg que juntamente com o realizador, são dois dos mais poderosos Homens do Cinema. Produzido pela Paramount Pictures, esta foi a grande aposta do estúdio para os Óscares, sendo o qual a sua estreia marcada em 2008 foi adiada para poder integrar na temporada dos prémios, como é assim chamada, porém a critica não lhe foi afável e até mesmo a Academia o ignorou por completo. Lovely Bones é um filme pretensioso que tenta descaradamente reunir o drama humano de certa afronta ao cinema de Eastwood com as sofisticadas tecnologias que recriam um mundo paralelo que envolve confusão e ainda mais pretensiosismo visual. Tudo se torna banal, bacoco, sem emoção, nem uma direcção de alma, Peter Jackson perdeu a sua crença no cinema o que torna tudo tão claro quando o espectador e a narrativa se perde num extenso monólogo que invoca filosofia de vida e mais filosofia de vida, repetindo a si próprio sob a voz de Saoirse Ronan, que esforça, mas que o director não a destaca. No resto do elenco, encontramos personagens de teor idêntico a de qualquer papelão inconsequente, Susan Sarandon no papel de uma avó invulgar que não apelida nenhuma simpatia, Rachel Weisz desaproveitada e Mark Walhberg de novo a cumprir aquilo que nos sempre deu, mais um mau desempenho. Se não fosse a caracterização de Stanley Tucci na pele de um verdadeiro predador sexual, o filme teria adquirido resultados mais bocejantes. A banda sonora de Brian Eno é intensa e dá uma ajuda, Jackson brinca com os efeitos especiais, mas não deslumbra, no final de todo este espectáculo, ficamos surpreendidos é quando chegamos aos créditos finais, mais propriamente na exacta altura em que surge as palavras “Directed By Peter Jackson”. Pois bem, existe esforço, mas o filme perdeu-se mesmo no limbo.
Real.: Peter Jackson
Int.: Saoirse Ronan, Stanley Tucci, Mark Wahlberg, Susan Sarandon, Rachel Weisz, Michael Imperioli
Imagens
A não perder – quando os autores falham redondamente
O melhor – Stanley Tucci, o psicopata
O pior – O limbo de Jackson é tão incredivel quanto piroso
Recomendações – Ghost (1990), Just Like Heaven (2005), Mystic River (2003)
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