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9.3.10

Na morte, o mau humor não existe!

 

Beetlejuice, Beetlejuice, Beetlejuice”, é o suficiente para invocar o homónimo espírito, um ser defunto repugnante, mal-educado e sem tento na língua que faz da vida (após morte, é claro!) um longo trabalho de “bio-exorcismo”, ou seja expulsar os vivos nos domínios dos mortos. Os recém-falecidos Maintland irão recorrer aos seus serviços após verem a casa que viveram durante uma vida a ser habitada por novos residentes. Porém sendo fácil de chamar Beetlejuice, o difícil é mesmo se livrarem dele.

 

 

Originalmente escrito como um filme de terror, Beetlejuice foi concebido pelo cineasta Tim Burton numa comédia de teor gótico que utiliza o tema de vida pós morte numa consequência de pura sátira. Michael Keaton veste a pele do “irrequieto” e malicioso BeetleJuice, numa caracterização hilariante e fabulosa, o mesmo se atribui à transformação do actor para esta grotesca personagem (lembremos que BeetleJuice venceu o Óscar de Melhor Caracterização em 1989). Em resultado deste bem sucedido trabalho, Keaton voltaria a trabalhar com o autor, um ano depois, no grande sucesso Batman e sua sequela.

 

 

Uma história simples e com"pé a fundo" na diversão, BeetleJuice marca pontos pelos seus dotes visuais, como já referi, a caracterização. Os seus cenários góticos sã exuberantes e caricaturalmente macabros (grande valia de Burton) e os efeitos especiais como a animatronica serpente, no campo sonoro, destaca-se a negra banda sonora de Danny Elfman (o inicio de uma longa colaboração com Burton). Uma juvenil Winona Ryder, um igualmente jovem e carismático Alec Baldwin e Geena Davis em contagem crescente para o seu auge, completam o elenco desta comédia literalmente fúnebre (no aludido sentido!). Um festim visual e sonoro em que os fantasmas têm tanto sentido de humor como nós, os vivos. Um Tim Burton nos "anos verdes", com muito para aprender, mas talento suficiente para mostrar.  PS – em 1989 a 1991 foi produzido uma popular série animada sobre o personagem.

 

"Go ahead, make my millennium."

 

Real.: Tim Burton / Int.: Michael Keaton, Winona Ryder, Alec Baldwin, Geena Davis

 

 

 

A não perder – Um dos filmes chaves da entidade de Burton

 

O melhor – Michael Keaton no seu melhor

O pior – apesar de tudo, não ficar na memória

 

Recomendações – Scrooge (1988), Mars Atacks! (1996), Ghost Town (2008)

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:36
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