Amizades entre as grades!
Dois anos antes de Clint Eastwood realçar a grandeza do ex-presidente da Africa do Sul e o Nobel da Paz, Nelson Mandela, o veterano realizador Billie August (The House of the Spirits) já havia tentado tal feito, emanando as memórias de James Gregory, o guarda prisional de Mandela, enquanto este se encontrava detido na Robben Island, uma prisão de alta segurança.
Apresentado no Festival de Berlim em 2007, competindo pelo Urso Dourado, mas ficando pelo prémio de Paz tal como a figura que biografa, Goodbye Bafana não possui o mesmo classicismo de Invictus de Clint Eastwood, nem Dennis Haysbert é um Morgan Freeman, porém isto não se trata de comparações, visto se tratarem de dois filmes distintos cujo único elo em comum é Mandela, representado por dois tempos distintos de sua vida.
A fita de Billie August retrata uma linha temporal cheio de mudanças, mas nunca a narrativa encontra tais impulsos evolutivos, o que nunca separa da sua forma preguiçosa de telefilme. Joseph Fiennes faz o seu melhor num personagem preso ao esquematismo anoréctico de sua diegese, provavelmente ele seja o melhor exemplar interpretativo deste rol, prejudicada pela já referida leveza intrínseca. Dennis Haysbert, por outro lado, encontra-se ausente da sua personificação de Mandela, quer física ou inerente, e a química entre ambos: o prisioneiro e o seu guarda prisional são praticamente inexistentes. Destaca-se acima tudo pela exótica banda sonora dirigida por Dario Marianelli, um vulgar telefilme que se conta apenas pelas boas intenções.
Real.: Billie August
Int.: Joseph Fiennes, Dennis Haysbert, Diane Kruger, Patrick Lyster
A não perder – neste momento é óptimo para complementar Invictus de Clint Eastwood
O melhor – as boas intenções da fita
O pior – não consegue trespassar da estrutura de telefilme de luxo.
Recomendações – Invictus (2009), Hunger (2008), Catch a Fire (2006)
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