Entre Deuses e mortais.
Efeitos especiais, fantasia, aventura, mitologia grega … Chris Columbus tinha tudo para arrancar com um novo franchising do género fantástico familiar, uma espécie de compensação do facto de ter ficado de fora da saga milionária de Harry Potter. O consolo que o realizador de Home Alone e Bicentennial Man (onde converteu Robin Williams num robô sonhador) encontrou foi na série literária juvenil escrita por Rick Riordan, onde retrata uma combinação de mitologia grega com a “pacovice” americana.
Percy Jackson and the Lightning Thief é a aventura de um jovem, o homónimo Percy Jackson (Logan Lerman), o qual sempre se sentiu diferente, porém suas dúvidas são certas e o que ele não sabia é que se encontra no meio de uma guerra entre Deuses, incluindo Zeus (Sean Bean) e o seu irmão Poseidon (Kevin McKidd), o pai desconhecido de Percy Jackson. Tal confronto é derivado pelo desaparecimento do raio-mestre de Zeus, cujo Percy é o bode expiatório. Após descobrir a verdade sobre suas origens, o facto de se tratar um semi-deus, o jovem rapaz parte á aventura de encontrar o responsável por tal feito como também salvar a sua mãe, que se encontra prisioneira de Hades.
Esta grande produção invoca todos os elementos cativos para toda a família, todavia é um mal oleado rendimento ambicioso reduzido a clichés e mais clichés (é mais culpa de Riordan que do argumentista Craig Titley). Os efeitos especiais são os protagonistas, ora são discretos (a transformação de Pierce Brosnan num centauro ou Uma Thurman na Medusa), ora são demasiados vistosos. O elenco, esse, ou é um conjunto de estrelas (Sean Bean, Uma Thurman, Rosario Dawson e Pierce Brosnan), ou uma escola de má interpretações: o protagonista Logan Lerman é inexpressivo, Brandon T. Jackson é demasiado estereotipado, Alexandra Daddario quer ser á força toda uma Megan Fox, pelo menos de talento é quase o mesmo e Catherine Keener desilude pela negativa, porém o filme só faz mesmo sentido com a entrada de Steve Coogan como um estiloso Hades, o deus dos mortos.
A narrativa é demasiado condensada e rápida de concretizar e a historia é marcada pela inverosimilhança ditamente norte-americana – Mas porque raio todos os deuses e criaturas gregas se encontram exclusivamente nos EUA? A resposta, não consigo dar, porém recomendo a quem não consegue esperar pelo remake de Clash of the Titan de Louis Leterrier. Fora isso, Percy Jackson and the Lightning Thief é o exemplo perfeito de que os blockbusters estão a “vulgarizar-se” em demasia.
Real.: Chris Columbus
Int.: Logan Lerman, Catherine Keener, Sean Bean, Pierce Brosnan, Uma Thurman, Steve Coogan, Brandon T. Jackson, Rosario Dawson, Kevin McKidd, Alexandra Daddario
A não perder – para quem julga que Percy Jackson é o novo Harry Potter
O melhor – Steve Coogan, evidentemente
O pior – de todo os defeitos, o mais “chocante” é a decepção que foi Catherine Keener
Recomendações – Harry Potter and the Chamber of the Secrets (2002), The Chronicles of Narnia – The Lion, The Witch and the Wardobre (2005), The Golden Compass (2007)
Arquivo de Criticas
Outras Categorias
Sites de Cinema
CineCartaz Publico