Na retrospectiva, 2009 foi um ano criativo de obras e cheio de puros momentos cinematográficos. Um ano em que os melhores realizadores mostraram suas garras e sua expressividade, em que os actores deram o melhor de si e que o espectador visualizou algo único na grande tela. È por estas e por outras que vos presenteio com uma lista, que na humilde opinião, figuram os dez melhores filmes estreados nos cinemas portugueses em 2009:
#10) Inglourious Basterds
“O título de Inglourious Basterds é baseado numa obra italiana de 1978 de Enzo G. Castellari, o qual Tarantino é fã, porém o titulo traduzido nas terras de Camões foi Sacanas sem Lei. Felizmente é com gosto que vejo esta fita a ser bem sucedida quer nos EUA, quer no nosso pequeno país, pelos vistos muito aderiram á fantasia adolescente de Tarantino. O autor tem aqui a sua marca, sem lei, nem piedade, violência gratuita ao seu jeito, diálogos inteligentes, personagens “semi-vivas”, tudo num argumento que demorou uma década a ser escrito. O realizador melhora a sua ênfase dramática a olhos vistos, todavia Inglourious Basterds é um sucesso por aquilo que Tarantino sempre nos habituou o seu exagero. Ninguém sairá indiferente da sala de cinema, isso vos garanto.” ler critica
#09) Still Walking
“Still Walking é assim, calmo, sereno, belo, delicado e simplista, fazendo dele, uma das melhores obras do ano. E tal como os nipónicos mais tradicionais para vê-lo é preciso paciência e dedicação, só assim consegue explorar as belezas dos frames e interagir com uma família que podia muito bem ser a nossa.” Ler critica
#08) Tetro
“Com Tetro, a liberdade e o classicismo se unem como um só e toda a narrativa encontra um elo com as personagens e com a personificação do realizador, o qual se verifica como um homem de família e esse conceito que está sempre presente na história destes dois meios-irmãos, o qual destino os uniu para testemunhar a tragédia que sempre abateu seu seio (…) Não é fácil encontrar um filme em plenos 2009 que nos façam “reféns” do teor clássico que anteriormente compunha o cinema. Tetro é um dos marcos mais importantes do ano!” Ler critica
#07) Ponyo on the Cliff by the Sea
“È o tipo de obra que Miyazaki nos habituou, cheio de pormenores de destreza animada e personagens cativantes e bem lineadas, assim sendo Ponyo on the Cliff by the Sea é um tesouro que nos exibe logo em primeiro plano um fundo do mar mais vivo que aquele que foi criado á seis anos antes através de computadores da Pixar. Beleza sem palavras!” Ler critica
#06) The Curious Case of the Benjamin Button
“Os estúdios expressaram que Fincher pressionou demasiado a produção, segundo eles, o realizador de Se7en e Fight Club queria fazer o melhor filme possível para arrebatar nos Óscares, tendo causado algumas implicações dentro da produção do filme, se tal for verdade e se este filme vencer na cobiçada estatueta de Melhor Filme, é as provas que temos que quando querem e acreditem, os autores e os envolvidos conseguem premeditar na qualidade do filme. Calma amigos, o veredicto disto tudo, é que expectativas, trailers, posters negros, não defraudam ninguém, The Curious Case of Benjamin Button é mesmo aquele “grande” filme que toda a gente ansiava. Realização, fotografia, ambiente, efeitos visuais, actores (a química entre Pitt e Blanchett é perfeita), o argumento, maquilhagem, etc, etc, resultam numa obra indispensável neste novo milénio.” Ler critica
#05) The Wrestler
“Um filme tão inspirador como este merece uma salva de palmas, porquê não é todos os dias que vemos um actor “desfalecido” a subir ao pódio, naquele que é o seu grande momento de glória, no final nada melhor que Bruce Springsteen a fechar com a sua canção que côa na sala de cinema como vozes divinas, é então que saímos daquela comovente historia e entramos na vida real, contudo até mesmo na “cinzenta” realidade encontramos esses pequenos momentos que no transportam a um estado de concluído.” Ler critica
#04) Revolutionary Road
“Em termos técnicos é um filme trivial, simples, mas numa segunda visão e no aprofundamento da mesma, apercebe-mos que nem sempre a simplicidade é sinónimo de banalidade, além de ser um veículo de duas das melhores interpretações que o cinema norte-americano nos deu nos últimos anos; Winslet é magnífica e cada vez mais madura (a olhos vistos), Leonardo DiCaprio parece o vinho do porto, quanto mais velho (etariamente, claro, não fisicamente) melhor, e aqui tem provavelmente o melhor desempenho da sua vida (mas algo me diz que Jack de Titanic ainda lhe persegue), contudo á que salientar um grande erro da Academia em não nomear Leo na categoria em que tinha direito (a de Melhor Actor Principal).” Ler critica
#03) Gran Torino
“Gran Torino foi nomeado aos Globo de Ouro, mas infelizmente esquecido nos Óscares, aliás o filme todo foi um “outsider” nesse campo, mas não é por isso que não estamos perante de uma obra-prima do cinema, a mostra que os filmes não têm que ser complexos e bacocos na dramatização. Gran Torino resume-se A Obra, O Homem e a Lenda.” Ler criticas
#02) Let The Right One In
“A fotografia é negra e claustrofóbica, a realização, mais uma vez madura, o ritmo é lento, mas confirmo, releva a beldade do filme. Let The Right One In destaca-se pela sua experimentalidade com o terror, e a prova de que este não tem que ser um mero “pipoqueiro” sedento de sangue, mas sim um conto de contornos únicos de formosura. Um dos melhores filmes do ano, faz de Twilight um objecto pelas mãos de Uwe Boll. Magnifico!” ler criticas
#01) Waltz with Bashir
“Poderá assemelhar-se ao aclamado Persepolis, mas ao contrário da fita da autoria de Marjane Satrapi ser um testemunho animado aos tons de preto-e-branco no que requer a denunciar, sem nunca evitar os maniqueísmos, em Waltz with Bashir não existe tempo para julgamentos. A animação é talvez das mais vivas e artísticas do novo milénio, esquecendo um pouco do lançamento em massa dos gráficos digitais, a sua narrativa via documentaria é um dos grandes exemplos que o cinema se encontra em movimento e sempre em evolução. Com cenas animadas capazes de surpreender, algum humor negro a criar mise-en-scené incontornáveis, e uma noção histórica imaculada em que qualquer pormenor não é deixado para trás. Foi com a valsa por Bashir que se encontrou a graciosidade da esperança, essa, de um dia dois povos viverem em coexistência e não em guerra. No final fiquei comovido, nunca me senti assim desde há muitos anos atrás, pela primeira vez senti triste pelo que se está a passar no Médio Oriente, encarei o conflito com outro olhar e atitude. Foi cerca de duas horas tenebrosas, nesta “A Lista de Schindler” da animação.” Ler critica
Menção honrosa – Le Heure d’ Eté, Milk, Changeling, This is England, the Hurt Locker, Moon
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