Data
Título
Take
6.10.07
6.10.07

 

Real.: Martin Scorsese

Int.: Tenzin Thuthob Tsarong, Gyurme Tethong, Tulku Jamyang Kunga Tenzin, Ken Leung

 

 

Em 1937, acredita-se que Tonzy Giatso, uma criança de dois anos e meio, seja a reencarnação do falecido Dalai Lama. Depois de ter sido separado da sua família, a criança agora apelidada de Kundun, que significa “A Presença” é levado para o palácio de Lhassa, o qual inicia um longo ciclo de aprendizagem até ser nomeado Dalai Lama.

Quase nem dá para acreditar que um realizador tão violento como Martin Scorsese, que utiliza muitas vezes a violência gráfica para exprimir a sua arte, seja o realizador de uma obra que tenta manter o moral de paz e um panfleto a não – violência. Apoiado pelo próprio Dalai Lama, Kundun é uma biopic que segue de perto a sua infância até á sua saída do Tibete, onde Scorsese usa um básico esquema temporal para transportar o espectador através dos anos passados na vida do 15º Dalai Lama.

Do mesmo realizador de Taxi Driver, Tudo Bons Rapazes e Casino, Kundun é uma das suas obras mais fracas da filmografia de martin Scorsese, que raramente se consegue distinguir de um vulgar biopic e para infelicidade do autor, já havia existido o galardoado Last Emperor de Bernardo Bertolucci, o qual as comparações são evidentes, muito devido a caracterização da riqueza cultural budistas como também a dos cenários erguidos em zonas montanhosas e praticamente proibidas a estranhos. Apenas poderá sobreviver graças a montagem de Scorsese, a fotografia e a beleza das imagens que por vezes existe um escape do verdadeiro ego de Scorsese em exibir a sua violência que tanto lhe deu fama. A banda sonora de Philip Glass é impecável numa mistura de música orquestrada com cantos de monges budistas.

O elenco exibe algum esforço, mas infelizmente não são profissionais, alguns são monges que empregaram os seus papéis com amor, mais que muitos actores por dinheiro. Belo mas não faz jus á carreira de Scorsese, mesmo com as boas intenções e com a intuição de paz de Dalai Lama.

 

 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:02
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