Mais negro, mais violento, mais sádico …
Real.: Lexi Alexander
Int.: Ray Stevenson, Dominic West, Julie Benz, Doug Hutchison, Wayne Knight
Teoricamente é a resposta da Marvel ao sucesso de The Dark Knight da DC Comics, o clima negro, sério, realista e violento num herói de banda desenhada. Produzido pela Lion’s Gate, a mesma produtora da série Saw, o qual verifica-se nas doses generosas de violência gráfica, Punisher – War Zone é a adaptação de uma BD spin-off do anti-heroi da Marvel, Punisher, que conheceu a grande tela em 1989 sob a pele de Dolph Lundgren e em 2004 com Thomas Jane a vestir a camisola da caveira estampada. Ray Stevenson é talvez o mais fiel até agora, a sua frieza se transmite numa personagem tão sádica como o Punisher, o qual condiz exactamente com o negro e corrupto ambiente onde isola-se. Muito próximo do recente Rambo do que a versão de 2004, Punisher – War Zone é uma fita de acção divertida e gore que nos desperta o prazer pecaminoso que há em nós, uma reciclagem da serie B dos anos 80. Dominic West consegue ser um vilão de respeito e é bom voltar a ver Wayne Knight, o celebre “gordo” de Jurassic Park (1993).
Compras, compras, compras ….
Real.: P.J. Hogan
Int.: Isla Fisher, Hugh Dancy, Krysten Ritten, John Goodman, Joan Cusack, John Lithgow, Kristin Scott Thomas
Rebbeca Bloomwood (Isla Fisher) possui um emprego com futuro como colunista de uma revista financeira de sucesso, além de estar apaixonada pelo seu chefe, Bloomwood possui um grave problema, ela é viciada em compras e tal vicio a levará a cometer loucuras que ameaçam a sua estabilidade financeira e psicológica. Uma comédia romântica com tudo no sítio nos parâmetros comerciais, parece a segunda versão de The Devil Wears Prada de David Frankel, porém não possuído nada de original nos requisitos de comédia romântica nos dias de hoje, consegue funcionar graças a uma protagonista divertida, Isla Fisher e algumas interpretações surpreendentes neste tipo de produção (a revelação Krysten Ritten). No geral é um filme que nos faz sorrir por momentos, os seus momentos de diversão são o que chega para alegrar-nos o dia, mas infelizmente esquecemos no seguinte.
Vampiras … e lésbicas! Será obra-prima?
Real.: Phil Claydon
Int.: James Corden, Matthew Horne, Silvia Colloca, Margarita Hall, Sianad Gregory, Vera Filatova
Num ano em que assistimos a paródia ao mundo de George A. Romero em Zombieland de Ruben Fleischer, os vampiros também tiveram a sua chance de brilhar na comédia satírica em Lesbian Vampire Killers de Phil Claydon, que ao contrário do filme anterior é menos pretensioso e mais serie Z. Temos assim uma comédia que roça o caseiro ao piroso, mas é esse factor que o faz de divertido, arrancando ao espectador algumas gargalhadas. Lesbian Vampire Killers apresenta dois jovens que iniciam uma trip com o intuito de esquecer as suas desventuras amorosas, perdidos num local isolado e longínquo de Inglaterra, são ameaçados por uma temível e antiga maldição que segundo o qual anuncia o despertar de uma vampira rainha, que por sinal é … lésbica. O filme de Phil Claydon é um daqueles casos de projectos que nasce a partir de um nome, tal como aconteceu á 3 anos atrás com Snake on Planes de David R. Ellis. Um guilty pleasure semi-grindhouse para todos aqueles que acham que Twilight não é digno do nome “filmes de vampiros”, nem mesmo este. Divertido, mas não é brilhante. Já agora, não percam de amores por Vera Filatova.
Arquivo de Criticas
Outras Categorias
Sites de Cinema
CineCartaz Publico