Data
Título
Take
1.1.10

 

Odisseia no Centro da Terra

 

Baseado num livro juvenil de Jeanne Duprau, City of Ember de Gil Kenan tem qualquer coisa de semelhante a Waterworld de Kevin Reinolds (1995), apesar de ambos serem autênticos fiascos de bilheteira, os dois filmes separados por treze anos representam novas alternativas para colonizações humanas descritas. Enquanto em Waterworld, os humanos estariam condenados a viver sobre o Oceano devido ao aumento do nível do mar causado pelo aquecimento global (uma visão futurista bem real) em City of Ember vemos os humanos limitados a uma pequena povoação no subsolo, vivendo sob a dependência de geradores, canalizações e inúmeras leis. O filme de Gil Kenan, o mesmo da surpresa animada de 2006, Monster’s House, descreve-nos uma aventura bem ao jeito das novas tendências literárias juvenis com habituais mensagens ambientais e criticas acida às civilizações capitalistas. Além de contarmos com um cenário insólito e bem agradável de visualizar, aind atemos a nosso dispor um elenco carismático de “old school” composto por Bill Murray, Tim Robbins, Martin Landau e o subestimado Toby Jones, e revelações juvenis como Saoirese Ronan, após o seu excelente desempenho em Atonement (Joe Wright, 2006) e Harry Treadway (Control, 2007). Assim sendo City of Ember tem potencial de ser uma vertiginosa aventura para todas as idades, porém tudo parece ser desperdiçado por uma narrativa demasiado apressada e de nenhum dos actores conseguir destacar, Bill Murray encontrou a melancolia de Lost in Translation e parece ter ficado, e a falta de ousadia de uma projecto que requeria tal, ao invés disso sentimos que Kenan deu todos estes elementos ao seu filme anterior, atirando de cabeça ao futurismo de Duprau sem que houvesse amanhã. Vale pelo visual e pela premissa, porém não esperem nada demais. Uma aventura em modo fast forward.

Real.: Gil Kenan

Int.: Saorise Ronan, Harry Treadway, Bill Murray, Tim Robbins, Martins Landau, Toby Jones

 

Imagens

 

    

 

A não perder – se vivêssemos debaixo do solo?

 

O melhor – o cenário

O pior – o potencial que tinha, aquilo que chegou a oferecer

 

Recomendações – Waterworld (1995), The Village (2004), Mad Max 2 – The Road Warrior (1981)

 

Ver Outras Fontes

Split Screen – Cidade das Sombras, por Tiago Ramos

Ante-Cinema - «Critica» - Cidade das Sombras

5/10

 

tags:

publicado por Hugo Gomes às 22:18
link do post | comentar | partilhar

sobre mim
pesquisar
 
arquivos
2019:

 J F M A M J J A S O N D


2018:

 J F M A M J J A S O N D


2017:

 J F M A M J J A S O N D


2016:

 J F M A M J J A S O N D


2015:

 J F M A M J J A S O N D


2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


recentemente

Na Netflix, nem tudo é or...

Primeiras Impressões: «Te...

Parasitismo da Palma de O...

Porque todo o começo tem ...

Primeiras Impressões: «Jo...

Primeiras reacções: Ad As...

Primeiras impressões: «Mi...

RHI: Revolution Hope Imag...

Dor e Glória, o mapa para...

It: Chapter Two: integrar...

últ. comentários
aprenda a limpar fogão encardido...
10 ótimas dicas de pesca.
Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
0/10 - Nulidade
stats counter
HTML Hit Counter
counter
links
mais comentados
31 comentários
25 comentários
20 comentários
12511335_1084470088250815_732384524_o
subscrever feeds
SAPO Blogs