Data
Título
Take
4.10.07
4.10.07

 

Real.: Greg Mottola

Int.: Jonah Hill, Michael Cera, Christopher Mintz-Plasse, Seth Rogen

 

Dois adolescentes, amigos de longa infância, Seth (Jonah Hill) e Evan (Michael Cera), jovens inaptos que em breve, e primeira vez irão separar-se seguindo para universidades diferentes, vêem numa festa organizada por alguns dos seus colegas, o momento que tanto esperavam, ter sexo. E para ter esse “promissor” sexo, terão que arranjar bebidas alcoólicas, mas que infelizmente devido às suas idades isso não poderá ser permitido, ao menos que o seu amigo Fogell (Christopher Mintz-Plasse) com um B.I falso e bastante manhoso, possa comprar essas mesmas bebidas, sob a identidade de McLovin.

Seguindo o legado de Porky’s (1982) naquilo que apelidamos carinhosamente “um comédia com acne”, onde o que realmente importa nesse tipo de filmes é a vida apenas do sexo, onde a maior parte dos gags tem que estar envolvidos em sémen ou seios formosos, e que praticamente o protagonista é um “falhado” se podemos assim o chamar, onde todo o espaço reservado naquela cabeça está destinada a pensamentos íntimos e alguns não muito. Nesta classe de comédias, há pouco a acrescentar, outrossim coisa evolui mais um pouco a partir do nostálgico American Pie de Paul Weitz, mas a partir disso, o descarrilamento foi total; Van Wilder, Deuce Bigalow, Tom Cats, muitos e muitos mais, fazem parte do catálogo de mal gosto, abundantes em gags em estado automático e piadas gastas ou nulas.

Após entrar um estado de depressão artística, o mundo da comédia americana adolescente conseguiu encontrar um homem perfeito para uma nova era, a era de Judd Apatow, que deu nas vistas em 2005, graças a comedia do ano, Virgem Aos 40 que foi um belíssima surpresa no seu campo e que pós merecidamente Steve Carell num estado jovem da fama. Desde aí surgiam filmes como As Corridas Loucas De Ricky Bobby (Apatow como produtor) e o ainda apor estrear por cá, Knocked Up (realizador), o qual a crítica lá de fora só tem dito maravilhas. Apatow é um apostador e vencedor em toda linha, porque uma boa valia da sua cooperação nestas fitas é que ele devolveu ao género o que estes eram obrigados a ter mas que já não nos presenteava mais; entretenimento, e é isso porque este Superbad, o qual Judd Apatow é produtor, é muito bem sucedido.

Em primeiro lugar, em momento nenhum sentimos aborrecimento ao ver Superbad, além de ter gags sempre divertidos e frescos ainda nos oferece uma boa caracterização nas suas personagens, quem é que depois de ver a fita se irá esquecer facilmente de McLovin (Christopher Mintz-Plasse). De inicio o filme parece seguir um molde carrolliano tal como o seu congénere surrealista Harold & Kumar Go To White Castle e no inclassificável Dude, Wheres My Car? Evidentemente apercebe do erro a tempo e evita a todo o custo esse cliché cada vez mais usado em comédias. E não só isso que o filme de Greg Mottola evita, como também os lugares comuns percorridos por muitas comedias adolescentes, principalmente evolvendo um delicado assunto o qual muitas personagens parecem viver apenas.

Quantas às falhas, talvez aponto por alguns diálogos desinteressantes e demasiado grotescos, é que Mottola não é nenhum Tarantino que converte assuntos de tédio em discursos de tamanho interesse. Como também o filme derrapa um pouco no decorrer do final, ao tentar embaralhar mais tudo aquilo que este produziu, assim perdendo um pouco o seu ritmo aparentemente inesgotável. Divertido, inteligente, fresco, Superbad é uma comedia sobe o domínio de Judd Apatow com energia suficiente para elevar o filme para algo mais que uma simples comedia. Por enquanto é a melhor comedia (de imagem real) do ano, espero que Knocked Up que estará nos cinemas portugueses a 18 de Outubro, seja tão bom ou melhor que este. Só espero que Apatow não esteja a habituar-nos mal.

PS – os nomes dos dois protagonistas (Seth e Evan) são os mesmos que os criadores do argumento (Seth Rogen e Evan Goldberg). Não tem interesse, mas era só para saberem.

 

8/10 ****

 


publicado por Hugo Gomes às 16:33
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