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6.9.09

 

A paixão é mortal!

 

O terror é equivocadamente catalogado como um produto menor, inconsequente e destinado aos adolescentes e jovens para desfrutar matanças intermináveis, mulheres na flor da idade despidas e todo um conjunto de estereótipos agradáveis para uma sessão de convívio. O terror dito adolescente são por normas produtos leves e descontraídos (sim, descontraídos, tendo em conta que de pouco cerebral é visto neste tipo de produções). All the Boys Love Mandy Lane é um exemplo disso, sem um pingo de ênfase dramática, sem consistência nas personagens, eis  mais um “filmezeco” que bem poderia ser lançado directamente para DVD, se não fosse o facto de ter tido lugar "cativo" nas salas de cinema do nosso país.

 

A fita de Jonathan Levine, que vai com três anos de atraso (o realizador que dirigiu o magnífico The Wackness dois anos passados), é a história de um cliché road trip (ou algo do género) organizado por um grupo de jovens, entre os quais Mandy Lane(Amber Heard), a rapariga mais cobiçada do liceu, aquela que todo o rapaz deseja “pôr-lhe as mãos”. Durante estas mini férias, algo de aterrador abate sobre eles, os jovens começam a desaparecer um a um e tudo indica que se trata da “obra” de um dos apaixonados não correspondidos por Lane. Esta variante de Friday 13Th apenas sobrevive graças a um twist que nos remete a alguns temas bem reais do nosso quotidiano, a fragilidade da mente de um jovem, exposto às mais diversas influências e manipulações psicológicas. E é nesse termo que All the Boys Love Mandy Lane se torna num “pequenina” surpresa … e volto a sublinhar  - "pequenina".

Porém nada o poderá salvar das habituais rotinas do género, porque longe daquele brilhantismo nas proximidades dos créditos finais, temos um “bocejante” massacre, visto e revisto vezes sem conta. Todos os ingredientes foram lançados, Levine se demonstrou um realizador maduro, mas não graças a este filme. Sendo mais do mesmo, mas … esperem … vale a pena dar uma espreitadela aqui.

 

Real.: Jonathan Levine / Int.: Amber Heard, Anson Mount, Whitney Able

 

A não perder – para quem deseja matar as saudades do “teen slasher”.

 

O melhor – o twist

O pior – a rotineira montra de clichés

 

Recomendações – Scream (1996), Friday the 13Th (1980), Tamara (2005)

 

Ver Outras Fontes

Split Screen – Sedução Mortal, por Tiago Ramos

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:59
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últ. comentários
Título do post muito criativo.
Legal o tema do post. Parabéns.
Aguardando. Blog bem legal!
Um luxo de actores num filme de lixo, repito LIXO....
Gostei muito da crónica. Vou acompanhar o seu blog...
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