Data
Título
Take
22.3.09

Real.: John Erick Dowdle

Int.: Jennifer Carpenter, Steve Harris, Jay Hernandez

 

 

Era inevitável, o quê? O facto de os americanos refazerem o grande sucesso espanhol (REC) de Jaume Balagueró e Paco Plaza, o que não estávamos era que fosse tão instantâneo, nem sequer deixado o sucesso castelhano assentar. Este pretensiosismo de Hollywood é apenas pratico para que os louvores do marco de (REC) sejam encaminhados pelos americanos para os americanos. Sabendo que essa vaidade dos “nativos” não gostarem de ler legendas em filmes, caso contrario é os portugueses que optam mais pelas legendas do que a nossa língua falada, Quarantine de John Erick Dowdle é o seu narcisismo, a sua “cópia”, cujo argumento, as sequencias e os sustos foram preservados integralmente. Este mockumentario (ou pseudo-documentário) apresenta-nos Angela Vidal (Jennifer Carpenter), uma repórter de um programa matinal que compõe uma peça televisiva sobre o turno da noite dos bombeiros. Durante as filmagens surge uma urgência, o qual a jovem repórter e o seu cameramen acompanham os bombeiros a um velho edifício, a chamada foi para socorrer uma idosa aflita em seu apartamento, mas o que parecia ser uma simples missão, torna-se num questão de vida ou de morte com a ameaça de um vírus patogénico e mortal.

Se (REC) cruzou o cinema de Romero com Blair Wtch Project qual fez furor no Festival de Cannes, Quarantine é antes de mais uma “musculada” revisão que sujeita-se ao patriotismo da produção. O filme é uma cópia, como já havia dito e ninguém tem duvidas, contudo há que destacar alguns caracteres que tornam este filme mais apelativo, e esses mesmos surgem com pequenas cenas inéditas que envolvem mais sustos, alguns deles de categoria mais “americanizada”, como o eventual surgimento de animais como “pseudo-assombros” e a já batida caracterização dos militares governamentais dos EUA, hostis mesmo para os civis que contraem um pouco de medo adicional.

Contudo a originalidade é aqui questionada, e mesmo com o disfarce publicitário de se apresentar como um filme de terror “baseado no (REC) ” não evita os enésimos déjà vus que surgem ao espectador que anos antes atormentou-se com a película espanhola. Balagueró aclamou que este “monstro americano” foi produzido de forma mais académica que a sua obra original, que segundo consta, os actores não sabiam ao certo o que iria decorrer. Uma espécie de brincadeira “halloweenesca” á equipa técnica, captando as expressões, gritos e gemidos mais reais possíveis, aqui os actores tinham um guião e apenas interpretavam, nada mais. Tudo parece automático, e mesmo Jennifer Carpenter ter mais carisma que Manuela Velasco, nada feito, os seus gritos não convencem nem mesmo ao “espectador mais ceguinho”.

A não perder – a facilidade que os americanos conseguem fazer um remake de quase tudo

O melhor – a adição da hostilidade das tropas americanas fora do recinto da acção

O pior – não havia necessidade de refazerem (REC) num curto espaço de tempo

 

Recomendações – (REC) (2007), The Blair Witch Project (1999), Diary of The Dead (2007)

 

Ver também

(REC) (2007)

  

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:35
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3 comentários:
De Filipe Machado a 22 de Março de 2009 às 22:52
Infelizmente, cada vez mais os remakes são de filmes recentes...


De airton a 22 de Março de 2009 às 23:47
opaa
axei seu blog no addtional camera gostei....
o meu eh de cine tbm...

esse filme eh mto foda....nao vi a versao espanhola ainda


nao deixe de acompanhar o post de hj...os inovadores dos tempos em que nao haviam cliche

http://publicandobr.blogspot.com/2009/03/inovacoes-do-tempo-onde-nao-havia.html


De Tiago Ramos a 23 de Março de 2009 às 11:12
Confesso que nem o [REC] tive oportunidade de ver...


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