Data
Título
Take
3.3.09

Real.: Mark Herman

Int.: Asa Butterfield, Jack Scanlon, Vera Farming, David Thewlis

 

 

“I felt it was a story that needed to be told” cita o produtor David Heyman para a revista Empire (Senti que esta historia merecia ser contada), enquanto falava do seu novo filme The Boy In The Striped Pyjamas, a adaptação do livro de John Boyne que relata a história de uma amizade entre duas crianças, separadas por arame farpada e pela crueldade do mundo que lhes rodeia (A Segunda Grande Guerra e o Holocausto). David Heyman é conhecido como o produtor do grande sucesso franchising Harry Potter, como também das bem sucedidas produções de I Am Legend com Will Smith (2007) e o novo êxito de Jim Carrey (Yes Man), agora descarta Hogwarts e o seu pano de fundo magico e segue para uma narrativa mais real, mais cinzenta mas que para os olhos de uma criança, reapresenta algo como esperança, o que muitos adultos não sentiam e actualmente não sentem. Desta vez não existe feiticeiros, criaturas mágicas, nem escolas de feitiçaria, tais referências foram substituídas por Nazis, judeus e Campos de Concentração, entramos definitivamente na Segunda Guerra Mundial, mais propriamente no Holocausto movido pelo terceiro Reich. Mark Herman, o qual realizou Hope Springs – Terapia do Amor (2003) com Colin Firth e Minnie Diver, leva a cabo a direcção desta fita que aborda a inocência de uma criança, e a frieza de um adulto, o elenco é composto pela revelação infantil de Asa Butterfield que aqui interpreta Bruno, filho de um oficial Nazi que conhece Shmuel (Jack Scanlon) em circunstancias bastante estranhas, Bruno aborda Shmuel o facto de este andar vestido constantemente com um “pijama às riscas”, sem sabendo que se tratava de um uniforme do Campo de Concentração o qual rapaz está enclausurado. Uma espécie de A Lista de Schindler pela perspectiva de uma criança.

Butterfield havia participado noutra fantasia juvenil, Son of Rambow (2007) de Garth Jennings, mas é em The Boy In The Striped Pyjamas que consegue um grande destaque como protagonista, tendo sido nomeado para BIFA (British Independente Film) como a Jovem Promessa de 2008, premio esse, que foi entregue a Dev Patel do filme-sensação de Danny Boyle – Slumdog Millionaire. O papel de Butterfield é exigente, sendo um veículo importante da coluna vertebral da fita, caso se o protagonista fosse fraco, então receberia contornos menos credíveis e convincentes, mas felizmente, as nomeações como promessa infantil não foram em vão, o pequeno actor consegue captar o de mais inocente ainda reside numa criança. Quanto á representação dos adultos do filme, a fita de Herman é carregada de actores britânicos de grande experiência nomeadamente David Thewlis, que desempenha o pai de Bruno, uma prestação convincente o que se esclarece na cena final e a “emprestada” a Hollywood tem aqui um premiado papel pelos BIFA, Vera Farming, conhecida por ter participado no galardoado filme de Martin Scorsese, The Departed, sendo o melhor desempenho e todo o filme, captação de emoção e amor maternal, um empenho intenso que desmitifica o outro lado da Alemanha Nazi.

São filmes como estes que permanecem vivo os horrores das atrocidades cometidas na Segunda Guerra Mundial, mais concretamente o Holocausto. Mesmo sendo um filme com certas irregularidades narrativas, como a falta de solidez na história de amizade entre Bruno e Shmuel, tem o mérito de conseguir captar a premissa na perfeição e apresentar um final duro, puro e emocionante que deixará qualquer um sem palavras. Não caiem no erro de negar o Holocausto, se faz favor! Porque nunca é tarde lembrar que por vezes os olhos de uma criança captam detalhes imperceptíveis ao olho do adulto. A inocência ainda existe e a provas está aqui!

A não perder – a forma melódica de que é constituído aquele final, o melhor do filme sem dúvida

O melhor – uma história abrangente ao Holocausto, contudo diferente.

O pior – Um pouco mais de solidez na relação entre os dois meninos levaria o filme de Mark Herman ao estatuto de obra-prima.

 

Recomendações – The Schindler’s List (1993), Son of Rambow (2007), The Pianist (2002)

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:38
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1 comentário:
De Gustavo a 29 de Janeiro de 2011 às 15:32
è um bom filme, mas é um pouco para o tragico


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