Data
Título
Take
24.1.09

Real.: Woody Allen

Int.: Rebeca Hall, Scarlett Johansson, Penelope Cruz, Javier Bardem, Patricia Clarkson

 

 

O novo filme de Woody Allen já havia causado polémica no mundo fora, com as alegações do realizador de March Point e Scoop em que o filme seria marcado por uma cena de sexo a três, e que as belíssimas actrizes, Scarlett Johansson e Penelope Cruz teriam envolvimentos homossexuais, além disso ainda houve alguma insatisfação de inúmeros realizadores espanhóis acerca do autor nova-iorquino e dos apoios que tem recebido do Estado espanhol na sua passagem pela grande cidade de Espanha (Barcelona). Longe das polémicas, a nova longa-metragem irá causar curiosidade no espectador menos movido por tabus, a premissa segue duas mulheres americanas, Vicky (Rebeca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson) que viajam para a cidade de Barcelona e conhecem o artista Juan António Gonzalo (Javier Bardem) e a sua ex-mulher, a perturbada María Elena (Penélope Cruz), o quarteto irá envolve-se em jogos amorosos e aventuras sexuais. Depois de ter rodado Scoop e o aclamadíssimo Match Point (ambos protagonizados pela sua “nova” musa Scarlett Johansson) em Londres, segue agora para a segunda grande cidade de Espanha, Barcelona, o qual o autor não esconde a sua admiração para com esta cidade que “cruza o moderno com o antigo”. O filme de teor dramático, estranhamente saiu triunfante nos Globos de Ouro, o qual venceu o Globo de Melhor Filme Comédia.

O que vemos nesta fita multi-cultural, é a faceta mais ousada do autor Woody Allen desde Match Point, em que envolveu Scarlett Johansson em jogos de adultério, em Vicky Cristina Barcelona volta a integrar a actriz em variados jogos de sexualidade, tentando realçar o lado mais sensual de Johansson. Para dizer a verdade, a actriz que contracenou com Allen em Scoop está igual a si própria, sendo um veículo de menor interesse no filme, de estrutura clássica, mas arrojada quer de ideias, quer de argumento, quer de personagens. Woody recria um clima exótico que sai beneficiado com as magnificas paisagens arquitectadas e monumentais de Barcelona e Oviedo. Servindo de background para uma historia de embaraços amorosos, sexuais que confundo teologia com puro sex-appeal.

Trata-se de um filme bem intriguista, mesmo no universo woodyesco, o qual a sua pausada “fala” como realizador serve de “caixa Pandora” a temas anti-matrimoniais, a razão do adultério, as fantasias sexuais que preenchem as personagens e muitos outros artifícios de variabilidade erótica ou ousada que tentam dar intuito a uma questão, que o próprio autor propõe em toda a sua narrativa, “o que raio é o amor? E como podemos identifica-lo? As respostas não estão de bandeja, e se formos ver bem nem se encontram nesta fita boémia e libertina.

Não é o grande filme que tanto se esperava do realizador e argumentista com 73 anos, mas é de facto uma das suas obras mais inspiradoras, mesmo que desorganizadas. Contudo ao seu dispor temos um grandioso leque de actores catalões tais como Javier Bardem que preenche o ecrã com o seu charme latino e a espantosa Penélope Cruz, bem convincente no seu papel de María Elena. Rebeca Hall que vemos também em Frost/Nixon em exibição, é um talento a não perder, apesar neste filme não ter sido captada na totalidade pela câmara de Allen. Os filmes que o autor tanto nos habituou, continuam a ser agradveis rotinas cinematográficas anuais, por isso só me faltam, venha o próximo. Para ver com interesse, nada mais.

A não perder – o sinonimo de Woody Allen para a sintonia perfeita do amor representada num trio amoroso.

O melhor – A ousadia de Match Point transmitida novamente por Woody Allen

O pior – o que é que o filme tem de comedia para enquadrar-se na categoria de Melhor Filme Comedia dos Globos de Ouro?

 

Recomendações – Match Point (2005), Scoop (2006), Better Than Sex (2000)

 

 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 21:26
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