Data
Título
Take
19.12.08
19.12.08

Real.: Julien Leclercq

Int.: Albert Dupontel, Mélanie Thierry, Marie Guillard

 

 

Não quero passar muito tempo a falar dele, mas Chrysalis é a prova de que o cinema francês tenta esforçadamente seguir o modelo das grandes produções hollywoodescas e confundido inteligência e imaginação narrativa com uma salganhada de temas sem fundamento. Pois bem, Chrysalis – Um Futuro Próximo de Julien Leclercq é uma combinação entre um policial vulgar com os habituais clichés com a ficção científica a dever muito a Blade Runner ou um outro conto de Phillip K. Dick, a forma com que os dois géneros distintos, mas não impossíveis de acordar, são de facto incontinente.

David Hoffman (Albert Dupontel) é o tenente da polícia europeia marcado por uma tragédia familiar e profissional que o converte numa versão “light” e presunçosa de Dirty Harry, apesar do actor visto em filmes como Paris de Cédric Klapisch e Irréversible de Gaspar Noé ser uma figura improvável para enquadra-se numa personagem explícita de acção (e kung fu). Em paralelo com a história de Hoffman está Manon Brugen (Mélanie Thierry, a Aurora do “fracassadoBabylon A.D.), filha de uma médica cirúrgica que recupera a sua face depois de esta ter sofrido um acidente quase mortal, a grande dúvida de Brugen é o facto de não se lembrar do sucedido antes do acidente e cada vez mais ter a noção que não é a pessoa que dizem ser.

Pretensioso até demais, com preocupação no sentido estético da fita, com uma ausência de emoção que o prejudica nos momentos onde podia usufruir em seu favor e personagens que parecem estar ainda anexadas ao papel do argumento, tudo isto resulta numa fita pseudo-fantástica com mais olhos que barriga. Ainda poderia se submeter ao ruizinho se não fosse o facto de a realização ter alguns ataques de génio, como a sequência da perseguição pedestre com excelentes movimentos de câmara.

O melhor – a estética do filme

O pior – não ter ponta que se pegue em termos de argumento

 

Recomendações – Babylon A.D. (2008), Minority Report (2002), Blade Runner (1982)

 

4/10

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:17
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1 comentário:
De Asigurari a 5 de Setembro de 2011 às 14:42
O filme não é uma obra-prima, mas ainda é bom se você quiser vê-lo sábado à noite. 4 de 10 é a classificação correta.


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últ. comentários
Título do post muito criativo.
Legal o tema do post. Parabéns.
Aguardando. Blog bem legal!
Um luxo de actores num filme de lixo, repito LIXO....
Gostei muito da crónica. Vou acompanhar o seu blog...
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