Saving Grace!
Liam Neeson transforma-se num “action man” neste nova produção do “gaulês” Luc Besson, talvez o “estrangeiro” mais fascinado pelo mundo cinematográfico de Hollywood. Contudo, mesmo sendo Hollywood a meta a atingir, esta produção francesa tenta de certa forma estabelecer a França como um marco de referência, neste caso é o palco de todo o conflito de Taken, enquanto os EUA é terra da segurança e da elipse.
Neeson é Bryan Mills, um homem dotado de inúmeras habilidades capazes de remediar qualquer situação, que tem um prazo de 90 horas para resgatar a sua filha (Maggie Grace) do tráfico humano. Depois de uma interpretação “digna de Óscar” ao telefone com os raptores, o americano Mills viaja para uma estereotipada Paris, não só para reaver a sua filha, como também para impedir uma complexa rede criminosa de proliferar os seus obscuros negócios. Trata-se de um filme que realça o mito dos progenitores sobre-humanos após as suas crias estarem contacto em perigo e de um mito que Hollywood tanto ama, os “Hércules” contemporâneos. Um homem contra um exército, uma desvantagem que com a força do Cinema torna-se uma realidade e Liam Neeson é o mítico salvador da pátria, uma hipérbole do controlo e cuidados parentais.
Há muito por onde “bater” nesta aspiração a Rambo, mas Taken tem as suas virtudes enquanto produto de acção - Pierre Morel é implacável em transmitir um frenético ritmo ao filme, ao mesmo tempo que sobressai um exercício quase minimalista do género. Existe sim, uma veia algo “trash” que anula a ambição de produção, nomeadamente este é um filme que não faz perder tempo em pausas dramáticas durante a sua jornada de adrenalina. Outra virtude que garantirá o êxito da fita é o carisma do herói. Graças aos céus, que Neeson não é nenhum Steven Seagal ou um Dolph Lungdren, é expressivo o bastante para sair desse registo frívolo. Porém, a sua interpretação, que se encontra longe de ser excepcional, nos faz piamente acreditar nas suas intenções como último reduto.
A verdade é que já fizeram filmes como estes, histórias idênticas e protagonistas mimetizados, mas Taken: Busca Implacável revela-se num guilty pleasure, uma obra de rápido gatilho e de uma combustão reconhecidamente limitada, mas inflamável em toda a narrativa. Talvez seja um dos mais humildes do género nos últimos anos. Sem ser brilhante, entretém, por vezes é somente isso que interessa!
“I don't know who you are. I don't know what you want. If you are looking for ransom, I can tell you I don't have money. But what I do have are a very particular set of skills, skills I have acquired over a very long career. Skills that make me a nightmare for people like you. If you let my daughter go now, that'll be the end of it. I will not look for you, I will not pursue you. But if you don't, I will look for you, I will find you, and I will kill you.”
Real.: Pierre Morel / Int.: Liam Neeson, Maggie Grace, Famke Janssen, Xander Berkeley
O melhor – A revelação de Neeson como herói de veia Rambo
O pior – pouca psicologia, mais músculo
Recomendação – Man on Fire (2003), Commando (1985), Belly and the Beast (2003)
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