Data
Título
Take
5.9.08

 

Real.: Eric Brevig

Int.: Brendan Fraser, Josh Hutcherson, Anita Briem

 

 

Julio Verne, o visionário escritor influenciou o mundo com os seus retratos cientifico-fantasticos da aventura literária, onde a sua imaginação transportou o leitor numa jornada ao desconhecido, por vezes quase vidente do futuro próximo. Por exemplo 100 anos antes das primeiras viagens á Lua, Verne terminara a sua obra, Da Terra á Lua (1865), o qual abordava a sua visão científica de o Homem ter a capacidade de viajar ao satélite da Terra por via de projécteis. No cinema, suas obras eram adaptadas e com sucesso, tendo a imaginação do autor a combinar com a magia do cinema, que resultava na incursão de dois Mundos que se debateriam simbioticamente, o literário e o cinematográfico, com isso filmes ímpares como A Volta Ao Mundo Em 80 Dias (1956), 20000 Leagues Under The Sea (1954) e até mesmo o enigmático Le Voyage dans la Lune (1902), esta ultima uma pérola sagrada do cinema mudo, conquistavam público, crítica e um “lugarzinho” na história do cinema. Tecnicamente os contos de Verne sempre contribuíram com inspiração para esta forma de arte. Infelizmente inspiração é o que falta para este The Journey of the Center of the Earth, com o sufixo de 3D, um filme puramente familiar que centra-se na história de um professor universitário (Brendan Fraser) que em conjunto com o seu sobrinho (Josh Hutcherson) exploram o centro de um vulcão, até encontrar o tão falado Centro da Terra, um lugar perdido no tempo e povoado de vida.

Brendan Fraser é mais uma vez protagonista no tipo de filmes mais comerciais de sempre, depois de Mummy 3 ter vingado nas bilheteiras de todo o Mundo, mas não tendo conquistado o público em geral, The Journey To The Center of the Earth é um pequeno filme, tendo em conta a sua envergadura como produção que simpatizou com o publico e mesmo sendo uma fita esquecível, concretizou aquilo que este procurava, entretenimento, neste caso á base dos óculos 3D. O meu aviso é “cuidado”, estes projectos criados na exclusividade do cinema em três dimensões assemelham-se em termos argumentativos a um simulador de feira popular, e mesmo para o mais “addicted”, há quem já tenha visto algo com muito mais adrenalina no campo da virtualidade.

Fraser corresponde ao herói de ênfase cómica, ou seja, o mesmo papel de sempre, enquanto o resto do elenco se joga entre os estereótipos e a previsibilidade no destino de cada um, mesmo que Josh Hutcherson dei-lha uma pouco de vida á fita, tendo apesar de tudo uma grande performance vindo de um adolescente com pouco mais de uma dúzia de anos. O argumento mesmo sendo baseado na novela literária de Julio Verne, se cruza escandalosamente com uma montanha russa cheio de distracções pelo caminho. Dito isto, quem procura esse tipo de entretenimento o encontrou, só falta mesmo esquecer as disparatadas inverosimilhanças do plot, mas de resto é bullseye. Quem procura algo mais, afaste-se da sala o mais rápido possível. O equívoco em três dimensões desde Spy Kids 3.

O melhor – A experiência 3D

O pior – apenas viver disso

 

RecomendaçõesSpy Kids 3D (2003), The Lost World (1925), The Descent (2005)

4/10 **

 

The Journey of the Center of the Earth 3D” – 6 estrelas “Sejamos francos. A nível qualitativo cinematográfico, “Journey to the Centre of the Earth” é uma nódoa. O argumento é dotado de uma narrativa mal desenvolvida e repleta de situações de extrema implausibilidade (…)Devo confessar que foi a minha primeira experiência 3D e, apesar de não ter sido algo de transcendente, é sempre um evento diferente que nos agrada e desenjoa relativamente à seriedade daquilo que realmente é cinema.Cinema is my Life

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:36
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últ. comentários
Título do post muito criativo.
Legal o tema do post. Parabéns.
Aguardando. Blog bem legal!
Um luxo de actores num filme de lixo, repito LIXO....
Gostei muito da crónica. Vou acompanhar o seu blog...
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