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26.8.08

Reinventado o documentário musical!

 

Apresentado pela primeira vez em Setembro de 2007 no festival de Toronto, eis que chega o esperado documentário de Grant Gee, que se incute como um retrato impressionante sobre a banda de punk rock, Joy Division, iniciada em 1976. Segundo a premissa, um grupo de quatro jovens se conhecem no concerto dos Sex Pistols e foi então que decidiram formar uma banda que ditasse os emblemas da sociedade envolto nas canções quase claustrofóbicas protagonizadas pelo “bizarro” Ian Curtis (vocalista), que se tornou numa fonte de coolness dos anos 70.

 

 

Depois de se ter representado a vida de Curtis numa biopic cinematográfica, falo obviamente do invulgar Control (2007) de Anton Corbijn, o documento visual de Grant Gee é mais do que uma simples abordagem à vida, crescimento e morte da banda, mais do que inserções de triagens video-musicais ou concertos, mais do que entrevistas e mais do que um objecto sujeito à exclusividade dos fãs ou dos meros curiosos. Este Joy Division é além de tudo um documentário de “D” grande, Gee arranja tema, mas a sua visão é maior do que um mero modelo documental, é acima de tudo um retrato de uma geração, uma era, a frontalidade de uma mentalidade e as suas constantes mudanças em influência da musica, quer do grupo em questão ou de outros do género na época ambiente. Eis um filme de preponderâncias e de estilos.

 

 

Com uma experimentalidade narrativa sempre em movimento, com as melhores recolhas de relatos e personalidades, e a assombrosa figura de Ian Curtis que é invocado sobre o ambiente quase noir deste documentário, fazem desta fita, que advém de um simples ensaio musical ou televisivo, numa obra cinematográfica superlativa, porque nem sempre o cinema se faz com filmes de ficção. Para fãs e para aqueles nem o são!

 

Real.: Grant Gee / Int.: Richard Boon, Anton Corbijn, Kevin Cummins

 

 

O melhor - A complexidade do documento, as variadas abordagens e Ian Curtis

O pior – quantos é que realmente irão vê-lo na sala de cinema?

 

Recomendações – Control (2007), The Commitments (1991), The Rose (1979)

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 20:06
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últ. comentários
Título do post muito criativo.
Legal o tema do post. Parabéns.
Aguardando. Blog bem legal!
Um luxo de actores num filme de lixo, repito LIXO....
Gostei muito da crónica. Vou acompanhar o seu blog...
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