Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Mais uma vez são os peitos de Pamela Anderson a provar a incompetência das nossas distribuidoras nacionais

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Toda a gente reclama e com razão, mas desta vez é a minha vez de o fazer, trata-se sim da política das nossas distribuidoras na escolha de filmes, datas de estreias e outros afins. Este comentário vem ao caso da estreia de Superhero Movie – Um Estrondo de Filme, uma comédia que se encontra presente nas nossas salas desde dia 21 de Agosto e digo-vos é dos piores filmes que assisti este ano numa sala de cinema; espaventosamente mau, quer nas escolhas das gags, quer na sátira que chega mesmo a ser ofensivo. Foi um espectáculo penoso que confesso que nem sei o que me deu na cabeça para o ver, penso que foi a acessibilidade que esta “obra” de Craig Mazin, se é aquilo que podemos chamar de obra, foi adoptada pela nova rainha das distribuidoras, Lusomundo, e com uma grande aposta na publicidade deste e na sua presença na maioria das salas, é previsível que Superhero Movie sairá vencedor e porquê? Primeiro e pelos vistos é um facto da nossa cultura e actualidade, os portugueses adoram comédias, se tornam numa espécie de sedativo para as notícias depressivas que invadem o nosso dia-a-dia, outro factor e espero não querer reduzir ou generalizar as pessoas geral, é o conceito de “Maria vai com as outras”, o que está a dar, o outro tem que ver, e este tipo de pensamento é muito presente nos jovens e sempre foi, e são eles o grande público do grande ecrã.

 

 

Margot at the Weeding de Noah Baumbach, um filme desprezado em Portugal, mesmo pela qualidade do seu elenco.

Agora noutra perspectiva quando olho para a estante de novidades de um videoclube verifico títulos como Margot at the Wedding, o tão bem criticado filme de Noah Baumbach, Away From Her, o qual Julie Christie esteve nomeada nos Óscares, o magnifico Once com título português no Mesmo Tom e recentemente Leatherheads com George Clooney e Renée Zellweger, que era provavelmente capaz de atrair um vasto público, todos estes filmes que referis tem algo em comum, o quê? Foram lançados sem mais nem menos para o direct-to-video, neste caso direct-to-DVD. Filmes esperados, consagrados, elogiados e elaborados que forma “vandalizados” pelas nossas distribuidoras, que desrespeitou a sua integridade. Estamos a sofrer nos últimos anos, uma politica ignorante e demasiado comercial destes “donos do cinema”, filmes como Into the Wild e Surveillance reduzidos a duas ou três salas por este país fora e noutro caso exemplos como Meet the Spartans e este Superhero Movie são lançados como excesso e pior, sem qualidade nenhuma, fala-se dos cercas de 90% que viram a sua habitual ida ao cinema numa entrada ao pior lixo cinematográfico. Há que ver isso, mas como sempre o dinheiro fala mais alto e não existe honra alguma neste tipo de operações.

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publicado por Hugo Gomes às 23:27
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De Palavras de Cinema a 26 de Agosto de 2008 às 03:08
Concordo palavra por palavra. O grande problema que leva a que isto continue a acontecer é que o público português parece agradado pelas escolhas. Grande parte das pessoas parecem preferir ir ver um Superhero Movie a um filme independente com qualidade confirmada. Se alguns dos filmes que referenciaste, como Margot at the Wedding ou Once, estreassem nos cinemas portugueses iam ter uma audiência de poucas centenas de pessoas. Enquanto isso acontecer não é possível contestar a posição das distribuidoras que no final do ano têm de apresentar lucro. É preciso haver uma mudança de mentalidade no público português.

Outra coisa revoltante é também os atrasos nas estreias de alguns filmes. Principalmente quando são propositados com o intuito de fazer dinheiro, como aconteceu com No Country For Old Men quando foi atrasado para depois dos Óscares. Enfim, podíamos passar dias inteiros a falar com o que vai de errado nos cinemas em Portugal…


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