Real.: Andrew Adamson
Int.: William Moseley, Ben Barnes, Liam Neeson, Tilda Swinton
Passaram 3 anos desde The Chronicles of Narnia – The Lion, The Witch and The Wardobre, mas para Nárnia passaram 1300 anos desde os eventos envolventes com a Bruxa Branca. Os irmãos Pevensie regressam misteriosamente para a dita terra encantada, mas o que lá encontram é uma solidão total, o mundo onde eles conheceram já não é mais o mesmo e os narnianos são um povo em extinção. Cabe agora os nossos heróis juntar forças com o Principe Caspian (Ben Barnes), o herdeiro legítimo do trono de Nárnia, para combater um temível rei que deseja erradicar todas as formas de vida existentes desta terra magica.
Desde Harry Potter e o fenómeno de O Senhor dos Anéis, muitos estúdios encontraram neste tipo de material literário uma nova fórmula de êxito e com isso seguiu-se inúmeras adaptações cinematográficas; Eragon, Golden Compass e Spiderdwick Chronicles são exemplos dessas criações, mas nenhuma destas três se compara ao êxito que The Chronicles of Narnia obteve em 2005. Adaptado de uma série de livros juvenis escritos por C.S Lewis, a Disney e a Walden Media descobriram neste aspirante a O Senhor dos Anéis uma fortuna desejável. Atrás da saga do pequeno feiticeiro e da busca do anel, foi o filme de fantasia mais rentável do século XXI, e como inevitavelmente eis uma sequela.
Andrew Adamson realizador do original, teve aqui á sua disposição um argumento mais negro e maduro, mas pouco se poderia fazer mais que a versão 2005, já que a eficácia neste tipo de produções é o publico mais jovem, ainda menos ter o selo da Disney. E é neste factor que reside o maior problema do filme, tenta-se levar muito a sério mas os seus ingredientes não elevam para mais do que um simples filme de família. Nesse caso podemos esperar um entretenimento de bons valores familiares. Estranhamente a fita consegue obter alguns momentos mais satisfatórios, a primeira sequência é uma delas e Ben Barnes consegue construir um Principe Caspian etrusco, mas forte de presença.
A acção é demasiado rebuscada e os seus efeitos especiais enchem o olho, mas nada de outro mundo, as interpretações estão entre o inexpressivo e o estereótipo (tendo William Moseley como um “pequeno” mas forte actor). Enfim, não querendo tirar o seu mérito de “boa fita” (como também um certo cristianismo nos elementos de O Senhor dos Anéis), este The Chronicles of Narnia é uma revisão dos defeitos anteriores e da limitação artística. Era muito bom imaginar este tipo de filme num estúdio mais irreverente e independente. Mais do mesmo.
O melhor – a maduração do argumento
O pior – o desaproveitamento desse factor
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