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Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

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Paulo e os falsos-artistas

Hugo Gomes, 30.08.21

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A Ilha dos Amores (Paulo Rocha, 1982)

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Mudar de Vida (Paulo Rocha 1966)

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O Rio do Ouro (Paulo Rocha, 1998)

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Se eu Fosse Ladrão ... Roubava (Paulo Rocha, 2013)

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O Rio do Ouro (Paulo Rocha, 1998)

“A marca de um artista é fazer com que cada filme seja uma experiência e que cada filme não seja perfeito, nem está para ser perfeito. Ninguém pede ao Cézanne que ao invés de fazer 80 montanhas de Sainte-Victoire faça só um ou duas, mas que a faça bem. E nisso é que o Paulo [Rocha] era um artista, um artista contemporâneo. Ao contrário de muita gente por aí, que se diz experimentalista e que não anda a experimentar ‘coisa’ nenhuma. Andam a experimentar ‘mais do mesmo’ como se tivessem inventado a pólvora seca.”
- Regina Guimarães em “Távola de Rocha” (Samuel Barbosa, 2021)

Everybody was Kung Fu fighting

Hugo Gomes, 26.08.21

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Wuxia tecnológico com o seu quê de inclusão. Nesse sentido, o Universo Partilhado da Marvel fintou maior criatividade em Wakanda e o seu afro-futurismo (até o enredo era mais carpinteiro), aqui é a americanização das artes marciais e do folclore chinês que Hollywood sempre fixou ao longo destes anos, não há deslumbramento, aliás, os chineses têm feito … e fazem … filmes como estes (basta ver o recente êxito de “A Writer’s Odyssey”, de Yang Lu) com maior imaginação. Salva-se Tony Leung pelo espírito trazido nas suas associações cinematográficas, porque de resto “Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings“ é cedido ao vazio, como aquelas frases moralistas e feitas dignas dos “bolinhos da sorte”.