10.5.18

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Cannes ficou em sobressalto após uma convocatória de última hora do produtor Paulo Branco. A Amazon abandonava a distribuição norte-americana de Dom Quixote, o que levou Branco a manifestar-se frente aos jornalistas que se amontoavam na bancada da Alfama Films, no Marché du Film.

 

Eram 15h00 (hora francesa) e esperava-se a decisão do tribunal em relação à projeção do “filme maldito” de Terry Gilliam no Croisette. Enquanto isso, o produtor português não poupou palavras em direção a Thierry Frémaux e à organização do Festival, acusando-os de calúnia e difamação. Ainda assim, o próprio referiu que caso o tribunal proibisse a exibição do filme no Festival, estaria disposto a negociar a sua projeção, sublinhando a ausência de qualquer transação financeira. Ou seja, estamos perante uma questão de orgulho. Pouco tempo depois, o tribunal de Paris indeferiu o pedido de Paulo Branco. O Festival de Cannes não tem que se preocupar, The Man who Killed Don Quixote (O Homem Que Matou Dom Quixote) continua designado como o filme de encerramento da sua 71ª edição e Thierry Frémaux tem razões para rir.

 

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Em outras notícias, o realizador dissidente russo Kirill Serebrennikov encontra-se detido na Rússia, impossibilitando a sua ida ao Festival para apresentar a sua obra, Leto, em Competição. O delegado referiu que a organização tentou tudo ao seu alcance para trazer o realizador à Riviera Francesa, mas segundo Frémaux, Putin terá lhe dito que “na Rússia, a justiça é independente”, relato que suscitou gargalhadas entre o público.

 

Mas a piada acabou, apesar de tudo, por ser outra. O filme Yomeddine, a primeira longa-metragem do egípcio A.B. Shawky, encontra-se em Competição, um filme manipulador e sobretudo ofensivo. O porquê? Porque o jovem realizador decide contar a história de um leproso viúvo que viagem pelo Egipto em busca do pai que o abandonou. Ao seu lado conta com a companhia de um burro e de um menino órfão. A viagem é atribulada e desafortunada, com todos os tiques para o espectador de condescendência do seu protagonista, o qual deve-se salientar que é um não-ator que sofre das reais “deformidades”. Para além deste sentimento de pena, junta-se um perfeito desleixo na realização, fraca aptidão no tratamento das personagens e uma banda sonora omnipresente para os efeitos previstos: emocionar imperativamente. No final houve aplausos … tímidos … mas, houve.

 

Rafiki, o romance lésbico queniano que faz História, trata-se do primeiro filme desse país selecionado para o Festival, uma honra que levou a realizadora Wanuri Kahiu, em palco, a gritar “We are proud to be Kenyan”. Quanto ao filme em si, bem, as boas intenção não fazem Cinema, sendo que ao contrário de Yomeddine, o grande problema de Rafiki é a sua ingenuidade, o que por sua vez o leva a caminhos panfletários que prejudicam as personagens e até mesmo as suas relações.

 

Se a Seleção Oficial ainda não mostrou a prometida garra, a Quinzena dos Realizadores abre com audácia e furtividade requerida. O colombiano Ciro Guerra regressa à secção com Pajaros de Verano (realizado com a colaboração de Cristina Gallego), uma trama de gangsters e narcotráfico sob um cenário indígena tribal. Recordamos que Martin Scorsese encontrou-se presente na abertura para receber a La Carrosse d’Or.

 

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publicado por Hugo Gomes às 02:55
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9.5.18

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A sensibilidade como prova humana …

 

A primeira longa-metragem do egípcio de A.B. Showky caí sobre nós como um teste endereçado a uma hipocrisia gritante. Seremos capazes de odiar uma personagem tão desafortunada como este Beshay (Rady Gamal), um leproso (o ator detém tais deformidades) viúvo que parte numa jornada ao lado de um órfão, em busca do pai que o abandonou numa "colónia"? Pois bem, Yomeddine desarma-nos. Questionamos quão humanos somos ou, na realidade, se somos seres frígidos sem qualquer compaixão. A verdade é que nunca não passa de uma manipulação. Ou isso, ou sou na realidade um corpo ambulante sem coração. Passo então a explicar: a certa altura deste episódio, o nosso protagonista reúne com um clã de "aberrações" (designação dada por este grupo) que o acolhe como membro de uma longa e família solidária (onde a diferença de cada um os une).

 

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Como cinéfilo, a nossa mente transporta-nos diretamente a Freaks, de Tod Browning, o controverso filme interpretado por verdadeiras "monstruosidades". Contudo, mesmo envolvido em contornos do horror clássico (muito à frente do seu tempo e do nosso) e a uma essência de crueldade, Freaks tem a capacidade de causar no espectador a compaixão, sentimento que Yomeddine é incapaz de indiciar.  Aliás, o filme torna-se mais incapacitado que o próprio protagonista, vítima de uma condescendência profunda por parte da audiência, uma "delicadeza" de etiqueta no qual somos inertes em esconder.

 

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Com um enredo perfeitamente banalizado, sem a criação de um universo trágico-caricato, como o fornecido, por exemplo, por um Kusturica (filmografia cujos elementos testemunhados poderiam nos levar), o filme peca sobretudo pela falta de ênfase dramática necessária para insuflar o discurso do nosso Beshay ("Eu sou um ser humano"). John Hurt atingiu esse pico com O Homem Elefante, mas convém salientar que o fez derivado a uma composição trabalhada por David Lynch em relação ao guião e na emotividade das suas personagens. Essa maturidade é inexistente em Yomeddine.

 

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Contabilizamos hora e meia, nada mais, nada menos, de ganchos narrativos sem espessura, uma realização oscilante incapaz de amar o plano, a montagem amadora e improvisada que ostenta um automatizado desleixo. É um monstro, no sentido de apresentar um cinema nulo que nos apela ao lado samaritano. Diríamos que estamos perante de um filme desumano, que falsamente nos engana com intenções desencorajadas por profecias de solidariedade.

 

Filme visualizado no 71º Festival de Cannes

 

Real.: A.B. Shawky / Int.: Rady Gamal, Ahmed Abdelhafiz, Osama Abdallah

 

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2/10

publicado por Hugo Gomes às 23:55
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A Separação …

 

Em 2016, durante uma das suas visitas à Cinemateca Portuguesa, o cineasta húngaro Béla Tarr referiu que, por vezes, para fazer Cinema bastava filmar uma simples reunião de pessoas e esperar que a “magia” acontecesse desse mesmo ajuntamento. Pegando nesse conceito simplista, mas não totalmente um falso conselho, verificamos que o despertar de muitas tramas do storytelling cinematográfico advém da união de indivíduos, a relação entre eles fará o resto. Quanto maior o número de envolvidos, mais espinhosa poderá tornar-se essa mesma intriga, uma teoria do caos que Asghar Farhadi parece praticar nesta sua migração por terras de Almodóvar.

 

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O realizador dos consagrados A Separation e The Salesman não é estranho nessas ditas viagens identitárias (recorda-se a sua ida para a França ao serviço de um retrato de matrimónios e divórcios em Le Passé). Como tal, o seu dispositivo de experimentação das personagens e quiçá do espectador é conservado, diria mesmo transladado neste Todos lo Saben. Mas a passagem pela alfândega influenciou-o; as moralidades impostas no seu Cinema, marcas evidentes, são ultrapassadas perante uma serventia ao guião (da sua autoria), por sua vez fundamentado através dos chamados plot twists que se identificarão como ganchos para o vinculo entre espectador e filme.

 

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Mas o leitor questiona até aqui o porquê da menção daquele ponto-de-vista do cineasta húngaro, essa reunião em prol do sentido cinematográfico? Em Todos lo Saben entendemos que um casamento, a desculpa para um coletivo de personagens, funciona como ponto central, ou vetor, do mesmo guião. É necessário causar um “choque” entre os mesmos para impulsar a intriga, assim como a combustão, uma abordagem algo académica mas funcional. E se a cerimónia matrimonial é apenas uma solução arranjada para a colocação destas “cobaias”, a verdadeira experimentação “farhadiana” ocorre quanto um sequestro tem lugar [o implantado conflito, base de todos os outros]. O suposto drama submete-se às fixações do thriller, que por sua vez acaba por ser interrompido com uma questão “telenovelesca”.

 

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Novamente, reafirmamos que esta devoção pelo enredo prejudica inúmera vezes o ritmo da obra; s atores andam à deriva em personagens excessivamente barrocas, mártires induzidos nos clichés do miserabilismo e do romance de cordel. Devido a essa insuflação algo exagerada, a sobre-informação destila num só golpe, não aparando a queda destas mesmas personagens no ridículo. Enquanto gritam, choram, enquanto debatem em conflitos facilmente interrompidos com a passividade deste grupo de seres, os atores pouco conseguem erguer os seus “bonecos” longe dos requisitos da soap opera espanhola. O underacting de Javier Bardem é inadequado à sua personificação, sendo o exemplo mais gritante dessa descida pela caricatura involuntária (podem rir à sua conta).

 

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No meio de toda esta “espanholada”, encontramos alguns resíduos da intervenção de Farhadi (o menos mal). A palavra adquire novamente a sua importância divina e, consequentemente, o julgamento de outros e a redenção perante o tribunal do povo. São essas as leis humanas quanto ao nosso conceito de comunidade e Todos los Saben percebe esse termo a tempo, explicitado no seu final ambíguo. Infelizmente é um filme mais dependente das suas ações do que das suas palavras.

 

Filme de abertura do 71º Festival de Cannes

 

Real.: Asghar Farhadi / Int.: Penelope Cruz, Javier Bardem, Ricardo Darín, Bárbara Lennie, Inma Cuesta

 

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5/10

publicado por Hugo Gomes às 10:48
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Pourquoi t’as l’air triste?”, pergunta Jean-Paul Belmondo a Anna Karina numa das muitas cenas fulcrais de Pierrot le Fou, ao que ela responde: “Parce que tu me parles avec des mots, et moi je te regarde avec des sentiments”. Não é por menos que o beijo entre os dois atores/personagens, o Ferdinand (Belmondo) e Marianne (Karina) encontra-se imortalizado no cartaz desta 71ª edição de Cannes. Eles levaram o Cinema por outros caminhos e sobretudo por outros sentimentos, estes que são relembrados com tamanha nostalgia.

 

Depois da feira das vaidades do tapete vermelho, o Grand Théâtre Lumière aplaudiu serenamente este trecho de uma das obras-mestras de Jean-Luc Godard, que foi seguido por um monólogo especial por parte de Edouard Baer, o mestre de cerimónias, com acompanhamento do piano de Gérard Daguerre, tributo que tocou no coração da própria Anna Karina, presente num dos balcões.

 

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Pierrot le Fou entra novamente em cena, desta vez com a mítica sequência em que Belmondo dirige-se aos espectadores, quebrando a quarta barreira. São tempos em que o Cinema comunicava diretamente connosco, sem filtros nem rodeios, e - condizendo com a cena inaugural da cerimónia - olhava para os espectadores com sentimento. Coisa rara no Cinema de hoje, mas o Festival de Cannes é sobretudo feito disto - uma busca incansável pelo Cinema que nos “fala” de forma emocional - e que melhor pessoa para rastrear tais “pegadas” que Thierry Frémaux, o qual tem demonstrado nos últimos tempos uma paixão cinematográfica cega, porém, apaixonada por causas algo perdidas. Ora as guerras com a Netflix e mais recentemente o seu olhar desconfiado às séries de televisões, o delegado artístico de Cannes tende usar como escudo a sua cinefilia, para o bem e para o mal. É um amante de cinema à moda antiga e durante 11 dias queremos acreditar que sim.

 

Com isto, Frémaux subiu ao palco, apresentou um a um o seu Júri de 2018, com especial homenagem à sua presidente, Cate BlanchettMadame, madame … and monsieur”, assim se dirige a atriz ao público. A cantora Juliette Armanet sobe ao palco para cantar Les Moulins, música que ecoou no grande teatro. Foram visíveis algumas lágrimas perante a melosa melodia.

 

 

E é então que chega-nos outro convidado, Martin Scorsese, o qual relembro que irá receber o Le Carrosse d’Or na Quinzena de Realizadores, que teve as honras, ao lado de Blanchett, em dar como aberto mais um Festival de Cannes. O 71º ano que arranca já com uma tremenda desilusão.

 

Asghar Farhadi tornou-se nos últimos anos num dos mais respeitados nomes do chamado world cinema e não é para menos. Um Urso de Ouro acolá e dois Óscares conquistados, uma mão cheia de obras que têm sobretudo seduzido a crítica e público cinéfilo, o iraniano tinha tudo para fazer deste Everybody Knows (Todos Lo Saben) num fascinante thriller dramático. Resultado, uma telenovela encurtada cujo o enredo provocou gargalhadas no visionamento de imprensa, um humor involuntário perante personagem barrocas fragilmente construídas e Javier Bardem a falhar o alvo dramático. Esperamos que este equivoco não se reflita no resto da Competição, até porque contamos com uma remessa refrescante de Cinema com muito a provar e, claro, “caras conhecidas” que não desejem ficar para trás. Por enquanto, Farhadi mostrou que até mesmo os “campeões” não são imunes à derrota.

 

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publicado por Hugo Gomes às 02:14
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8.5.18

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A 71ª edição do Festival de Cannes arranca hoje com Asghar Farhadi à prova de fogo. Será que o iraniano consagrado, um dos nomes favoritos do Croisette, conseguirá estar à altura de tal tarefa? Recordamos que ano passado, Arnaud Desplechin e o seu Les fantômes d'Ismaël (Os Fantasmas de Ismael) silenciaram a imprensa com indiferença. Mas no caso do filme de hoje, Everybody Knows (Todos lo Saben), Farhadi contará com um dos casais mais queridos do cinema atual, Penélope Cruz e Javier Bardem, para um drama em jeito thriller a partir de uma reunião familiar - assim se pode ler na premissa e no trailer já divulgado há alguns meses.

 

É de relembrar que este ano as sessões de imprensa dos filmes da Competição decorrerão em simultâneo com a gala. Segundo Thierry Fremaux, esta decisão tem como objetivo “proteger os filmes”, recordando muitos dos exemplares “destruídos” pela crítica furtiva (à cabeça vem-nos os recentes Sea of Tree, The Last Face e Lost River).

 

 

Contudo, existe um fantasma que percorre os corredores do Palais. Todos questionam o que será de The Man who Killed Don Quixote do norte-americano Terry Gilliam. A decisão jurídica será revelada a partir de amanhã, estando Paulo Branco otimista em relação à justiça. Será que veremos o tão esperado e antecipado filme aqui em Cannes, ou haverá mudanças de última hora? Qualquer que seja o resultado, Portugal de certa forma entrou na discussão de muita da imprensa e críticos. Existe um medo, sim, e sobretudo uma espera. A espera de uma resposta.

 

Quando ao festival, este decorre até dia 19, contando com uma competição rica e, este ano, plena em descobertas, caras novas que contrastarão com veteraníssimos do cinema. Sim, falamos de Jean-Luc Godard e a possibilidade de vermos Le Livre d’Images como o seu “filme-testamento”, até porque existe também aqui uma espera. A queda de um gigante.

 

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publicado por Hugo Gomes às 10:37
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7.5.18

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Morreu aos 86 anos, o realizador italiano Ermanno Olmi, autor de obras como O Emprego (1961) e A Árvore dos Tamancos (1978), vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes. Olmi faleceu esta segunda-feira (7/5) após ter sido internado devido ao agravamento do síndrome de Guillain-Barré, que o mantinha paralisado durante meses.

 

Tendo iniciado o cinema na década de 50 com um rol de curtas-metragens, Olmi aventurou-se no universo das longas em ’59 com Il Tempo Si È Fermato, mas foi com a segunda obra, Il Posto (O Emprego, 1961) que destacou-se a nível internacional. O retrato de um jovem em busca de uma oportunidade para trabalhar numa grande empresa foi o impulsor para uma carreira reconhecida e premiada. Neste último ponto realça-se a Palma de Ouro de Cannes com A Árvore dos Tamancos (L'albero Degli Zoccoli, 1978) e o Leão de Ouro de Veneza com A Lenda do Santo Bebedor (La leggenda del santo bevitore, 1988), filme que contou com o protagonismo de Rutger Hauer.

 

Da sua obra, destaca-se ainda Por Muitos Anos e Bons (Lunga vita alla signora!, 1987), A Profissão das Armas (Il mestiere delle armi, 2001), Cantando por Detrás das Cortinas (Cantando dietro I Paraventi, 2003) e Vedete, sono uno di voi (2017), este último uma biografia do cardeal Carlo Maria Martini, ex-arcebispo de Milão. Venceu por três vezes o Donatello (o equivalente italiano dos Óscares) de Melhor Realizador e honrado com um Prémio de Carreira no Festival de Locarno em 2004.

 

Ermanno Olmi (1931 – 2018)

 


publicado por Hugo Gomes às 12:27
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publicado por Hugo Gomes às 08:48
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5.5.18

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Júri da Competição Internacional de Longas Metragens

Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa

EX-AEQUO

Baronesa, de Juliana Antunes

Lembro Mais dos Corvos, de Gustavo Vinagre

 

Prémio Especial do Júri canais TVCine & Series

EX-AEQUO

Baronesa, de Juliana Antunes

Lembro Mais dos Corvos, de Gustavo Vinagre

 

Júri da Competição Internacional de Curtas Metragens

Grande Prémio de Curta Metragem

Solar Walk, de Réka Bucsi

 

Prémio Silvestre para Melhor Curta Metragem

Braguino, Clément Cogitore

 

Prémio Turismo de Macau para Melhor Animação

Rabbit's Blood, de Sarina Nihei

 

Prémio Turismo de Macau para Melhor Documentário

La bonne education, de GuYu

 

Menção Honrosa

Coqueluche, de Aurélien Peyre

 

Prémio Turismo de Macau para Melhor Ficção

Matria, de Álvaro Gago

 

Júri da Competição Nacional

Prémio Allianz para Melhor Longa Metragem Portuguesa

Our Madness, de João Viana

 

Prémio Dolce Gusto para Melhor Curta Metragem Portuguesa

Os Mortos, de Gonçalo Robalo

 

Prémio Melhor Realizador para Longa Metragem Portuguesa

André Gil Mata pela A Árvore

 

Prémio Novo Talento FCSH/Nova

Amor, Avenidas Novas, de Duarte Coimbra

 

Prémio Novíssimos Walla Collective + Portugal Film

Infância, Adolescência, Juventude, de Rúben Gonçalves

 

Menção Honrosa

Fauna, de Lúcia Pires

 

Júri Silvestre

Prémio Silvestre para Melhor Longa Metragem

O Processo, de Maria Augusta Ramos

 

Júri IndieMusic

Prémio IndieMusic Schweppes

Matangi/Maya/M.I.A, de Steve Loveridge

 

Júri da Amnistia Internacional

Prémio Amnistia Internacional

Waste N0.5 The Raft of the Medusa, de Jan Ijäs

 

Júri Árvore da Vida

Prémio Árvore da Vida para Filme Português

Russa, de João Salaviza e Ricardo Alves Júnior

 

Menção Honrosa

Bostofrio - Oú le Ciel Rejoint la Terre, de Paulo Carneiro

 

Júri Escolas

Prémio Escolas

Tremors, de Dawid Bodzak

 

Júri Universidades

Prémio Universidades

An Elephant Stings Still, de Hu Bo

 

Júri do Público

Prémio Longa Metragem

O Processo, de Maria Augusta Ramos

 

Prémio Curta Metragem

Stay Ups, de Joanna Rytel

 

Prémio do Público IndieJúnior DoctorGummy

Professor Sapo, de Anna van der Heide

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:13
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3.5.18

Em outubro passado, numa entrevista ao site C7nema, o realizador francês Arnaud Desplechin adiantou que a sua futura obra entrará “em território desconhecido” na sua carreira e que todo o enredo tem ecos hitchcockianos.

 

Com a chegada do Marché do Film em Cannes, vieram à baila novos detalhes sobre o filme. Com o nome Roubaix, A Light,  o projeto vai contar com Roschdy Zem como Daoud, um chefe de polícia experiente e sensato na cidade de Roubaix, no norte da França, que investiga o brutal assassinato de uma mulher por duas mulheres vizinhas e amantes, rotuladas como alcoólatras e viciadas.

 

Recorde-se que ainda em declarações ao C7nema, Desplechin afirmou que se inspirou “num artigo de jornal. Um homicídio, para ser mais exato.”. Desplechin falou-nos que apenas interessa “focar nos factos … somente nos factos.” O filme “será um objeto completamente seco, despido do lado ficcional, mas ao mesmo tempo devedor do estilo imposto por um The Wrong Man (O Falso Culpado), de Hitchcock.”, chegando mesmo a comparar “com o livro In Cold Blood (A Sangue Frio), de Truman Capote, apenas a narração do real, do facto, não havendo espaço para imaginação e pelo suposto.” Quanto a mais pormenores, Desplechin retratará ainda “a condição da mulher nos dias de hoje”, esperando com isso “uma atmosfera bem sociopolítica, nada parecido com o que fizera anteriormente.

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:14
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1.5.18

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No calor do sucesso de The Avengers: Infinity War, foi divulgado um novo trailer Ant-Man and the Wasp (Homem-Formiga e a Vespa), a aposta da Marvel Studios para o verão. Peyton Reed regressa à realização.

 

O filme continuará a jornada heroica de Scott Lang (Paul Rudd), o Ant-Man ao serviço do Dr. Hank Pym (Michael Douglas). Desta feita contará com a ajuda de Wasp (Evangelien Lilly). No elenco contaremos ainda com o retornado Michael Peña, e as adições de Michelle Pfeiffer como Janet Van Dyne e Laurence Fishburne como Dr. Bill Foster, que nos comics é um dos assistentes, quer de Pym, quer de Tony Stark. O ator Walter Goggins será o vilão de serviço (Sonny Burch).

 

Estreia prevista para julho deste ano.

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:31
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