29.4.18

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Michael Anderson, conhecido como o realizador de Logan’s Run e nomeado ao Óscar por Around the World in 80 Days (À Volta ao Mundo em 80 Dias), faleceu na passada quarta-feira em Vancouver, porém, o anuncio da sua morte apenas chegou à comunicação social este sábado. Tinha 98 anos.

 

Londrino de gema, Anderson começou a sua carreira na década de 40 como assistente de realizador até ingressar as Forças Armadas durante a Segunda Guerra Mundial. Ao retornar, filma cinco produções para a Associated British Picture Corporation, incluindo The Dam Busters (1955), que foi um êxito em Inglaterra.

 

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Michael Anderson tornou-se realizador do seu filme mais célebre, À Volta ao Mundo em 80 Dias, após a desistência do realizador original, John Farrow. Com David Niven, Shirley Maclaine, Robert Newton, Cantinflas, e cameos de luxo como Marlene Dietrich, Frank Sinatra e Buster Keaton, Esta adaptação do famoso livro de Julio Verne recebeu 5 Óscares incluindo o de Melhor Filme, Anderson encontrou-se nomeado para a categoria de Melhor Realizador, perdendo para George Stevens (O Gigante).

 

A sua carreira prolongou-se com alguns altos e baixos de bilheteira, rodeando sobretudo pela temática bélica. Anderson tinha ainda a apetência de trabalhar com estrelas como Gary Cooper (realizou a sua última aparição no grande ecrã com The Naked Edge em 1961), Charlton Heston, Tony Curtis e Liv Ullmann.

 

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Em 1976 dirige aquele que seria o seu filme mais citado, Logan’s Run, inspirado num homónimo livro de William F. Nolan. Esta ficção cientifica protagonizada por Michael York, remete-nos a uma sociedade distópica onde é impossibilitado viver acima dos 30 anos, tornou-se um sucesso de bilheteira e vencedor de um Óscar especial como menção aos seus sofisticados efeitos visuais.

 

Depois de Logan’s Run, segue Orca (1977), entendido como uma resposta ao sucesso de Jaws (1975) e o género terror o convida mais uma vez em 1979 com Murder By Phone. A partir, Anderson aventura-se na televisão como séries e telefilmes.  

 

Michael Anderson (1920 – 2018)

 


publicado por Hugo Gomes às 18:51
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28.4.18

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Michelle Pfeiffer encontra-se em negociações avançadas para integrar o elenco da sequela de Maleficent (Maléfica) ao lado das retornadas Angelina Jolie e Elle Fanning, assim como Ed Skrein.

 

O filme será dirigido por Joachim Rønning que recentemente trabalhou com a Disney no quinto filme de Pirates of the Caribbean. Jez Butterworth e Linda Woolverton estarão por detrás do argumento.

 

Livremente baseado no universo da “Bela Adormecida”, Maleficent, estreado entre nós em 2014, conseguiu render uns impressionantes 750 milhões de dólares a nível global.

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:29
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Henry Cavill poderá regressar como Superman em mais uma aventura a solo, visto que uma sequela direta de Homem de Aço 2 foi agendada (mesmo não tendo sido divulgado qualquer data de estreia).

 

Contudo, novas informações apontam para a reunião do realizador Christopher McQuarrie (Jack ReacherMission: Impossible - Rogue Nation) com o ator, no fim de debater ideias para esta futura continuação. É de salientar que ambos trabalharam no, ainda por estrear (em agosto no nosso país), sexto filme da saga Mission: Impossible (Fallout). 

 

McQuarrie revelou estas conversas durante uma entrevista ao site ComicBook: “Passamos muito tempo no set e o Henry é um grande fã do Superman. Não posso deixar de contar histórias para as pessoas, então ele contou-me algumas ideias sobre Superman e eu achei que era muito boas, e no final dei a ele os meus dois centavos.”

 

É de recordar que Zack Snyder, o realizador do primeiro filme e do cada vez mais debatido Batman V Superman: Despertar da Justiça, assim como de Justice League: Liga da Justiça (trabalho continuado por Joss Whedon) sempre demonstrou interesse numa sequela, e tal foi falado após o lançamento do original Homem de Aço. Apesar das reações não terem sido unânimes o primeiro tomo da DCEU conseguiu arrecadar 668 milhões de dólares em todo o Mundo.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:00
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26.4.18

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Ao longo de 15 anos de História de Festival, o Indielisboa sempre revelou uma das suas prioritárias ambições, dar aos espectadores da capital um Cinema longe dos formatos promovidos pelo circuito comercial. São novas linguagens, novos panoramas e perspetivas quanto à maneira de fazer cinema, longe das majors e a milhas dos orçamentos milionários. Como tal, o independente, assim soando imagem de marca, é um estatuto que apela sobretudo à criatividade dos envolvidos e do artesanal improviso.

 

O Indielisboa arranca sob um universo quase deslocado da maioria dos espectadores, apresentando-o sob a visão portuguesa em relação ao resto do Mundo. A Árvore, de André Gil Mata, é o filme-honra de dar o primeiro “pontapé”, direção absoluta de uma programação rica em novos talentos com veteranos a demonstrar uma vez mais a sua vivacidade. Gil Mata não é um desconhecido nestas andanças “indie”, e como gratidão, o primor técnico em sustentação de fantasmas (os não-viventes numas Balcãs arrasadas pela Guerra e pelo medo da repetição de tais atos) preencherão o grande ecrã da Sala Manoel de Oliveira, do Cinema São Jorge.

 

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Enquanto isso, a cineasta Lucrecia Martel e o muito reservado pioneiro da Nouvelle Vague, Jacques Rozier, serão os heróis independentes, os estabelecidos signos desta constelação de olhares e métodos. De 26 de abril a 6 de maio, o Indielisboa não inovará a sua natureza, porém, confirmará a sua posição no circuito dos festivais nacionais.

 

A decorrer no Cinema São Jorge, Culturgest, Cinema Ideal, Biblioteca das Galveias e Cinemateca.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:30
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25.4.18

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A infinidade da fórmula …

 

Em 2012, a Marvel Studios conquistaria o seu grande objetivo até então, consolidar os seus universos num filme só - The Avengers - entretenimento corriqueiro que conflituaria o seu lado camp (direto da alma de Joss Whedon) e da “lubrificação” produtiva que o estúdio estaria a promover. A manobra foi um sucesso global, 1500 milhões de dólares rendidos para ser exato, o que levaria a Marvel a preparar uma outra visão. “Make it bigger” alguém terá dito ao produtor executivo Kevin Feige de modo a preparar com muita antemão este Infinity War, o totalizado crossover dos sucessos garantidos deste universo.

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Até à chegada desta Guerra Infinita, muito a Marvel experimentou (sem sair dos parâmetros estabelecidos do estúdio). Aí nesse espaço decorreu de tudo, desde os altos (Guardians of the Galaxy, Thor: Ragnarok e Black Panther) a pontos baixos (Thor: Dark World, Captain America: Civil War), não apenas forma a expandir um universo partilhado (a definição literal de world building cinematográfico), mas como encontrar um realizador capaz de segurar tão ambicioso projeto. Com o despacho de Whedon num segundo e tremelico The Avengers, a Marvel arranjou, não um, mas dois realizadores pronto a abordar a mais arriscada missão dos “mightiest heroes of earth”, e eles são os irmãos Russo. Infelizmente, essa dupla, a nível dos artesãos que passaram pelas “garras” desta megalómana casa, são de facto os mais despersonalizados e desinteressantes. Resultado, operar todo um filme na concordância dos seus apetites tecnológicos (relembrando que James Gunn conseguiu lidar com o frenesim visual através da trabalhada química dos seus atores).

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Infinity War é aquilo que se esperava nos cantos interestelares do estúdio, um longo (sublinho, longo) episódio a servir de coletânea ao ainda tão fresco legado do grande ecrã. Pensando nos Russos e toda a equipa por detrás do projeto como os “verdadeiros super-heróis”, encaramos a seguinte missão: como colocar em duas horas e meia toda a “bonecada” deixada pelos 18 filmes anteriores, narrar uma intriga formulaica e ainda desenvolver o vilão que andou 10 anos sentado numa cadeira sem qualquer preocupação nessa composição?

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Não é impossível, é sim extremamente inconsequente juntar tudo no mesmo fosso. Em suma, um filme em constante resistência com as suas afinidades mercantis, informação intensa e exaustiva que dilui ao nada. Sim, existe muito a acontecer, há um climax suspenso ao longo de duas horas como se fosse o director’s cut de um terceiro ato (malditos terceiros atos) da aristotélica distorção em Hollywood. Todos os diálogos, ora afrontam-se na emergência (temos que salvar o Mundo, temos que recuperar as pedras, temos que destruir a luva … temos … temos), ora deixam-se levar em falsas elipses para injetar no espectador as habituais graçolas marvelescas (poderemos incluir isso como uma nova definição de humor?). Aliás, querendo resumir Infinity War numa palavra, esta seria fórmula. É simples e concretamente uma fórmula aplicada, porém, tal já se sabia em antemão. O que não se previa era que a Marvel, consumida pela sua grande ambição, revelasse um Universo Partilhado insustentável (e atenção, apesar de tudo é o estúdio que conseguido aplicar bem-sucessivamente tal plataforma numa saga). É uma boleia pela Galáxia, personagens a interagirem com as outras e easter eggs minados, elementos que encaixam uma nas outras como peças de um puzzle cuja concretização ilustrada encontra-se no anterior modelo a seguir.

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Thanos, o novo Hitler alienígena, é acorrentado a um extremo síntese de caracter, confundindo isso com complexidade. Todavia, este Infinity War difere dos outros capítulos por centralizar na sua força antagónica, ao invés nos heroicos vingadores, o resultado dessa mudança de olhar poderá fascinar os fãs que tem nos últimos tempos desiludidos nesse ramo. Mas a tragédia invocada nesta personificação digital de Josh Brolin é puro engodo (para além do “boneco”, em conjunto com o congénere de Justice League, são medonhamente artificiais), um arrasto, ou antes, uma desculpa para as inúmeras batalhas “apocalípticas” que pontuam em todo o seu esplendor nesta narrativa saturada. Porém, a tragédia acaba por ser outra, e nesse termo há que dar uma vénia ao trabalho de composição que Chris Hemsworth tem atribuído ao seu personagem Thor, cada vez sob cadências mais negras.

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Mas se este episódio tem as aspirações, ao seu modo, da perfeita Tragédia Grega, é certo que no cair do pano apercebemos que já vimos este filme sob iguais conjunturas. Aliás, George Lucas havia feito em 2005, Revenge of the Sith, a queda de um império, de uma ideologia, de um modo, revelando o ascensão do Lado Negro e a humilhante derrota da Força (“O mal triunfa quando os homens de bem nada fazem para o impedir”, Edmund Burke). Contudo, o resultado está longe da epopeia, e os sinais demonstrados são de cansaço, o mero e pesaroso cansaço.

 

"In time, you will know what it's like to lose. To feel so desperately that you're right. Yet to fail all the same. Dread it. Run from it. Destiny still arrives."

 

Real.: Joe Russo, Anthony Russo / Int.: Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Josh Brolin, Elizabeth Olsen, Chadwick Boseman, Tom Holland, Scarlett Johansson, Chris Evans, Vin Diesel, Zoe Saldana, Tom Hiddleston, Chris Pratt, Benedict Cumberbatch, Idris Elba, Paul Bettany, Dave Bautista, Benicio Del Toro, Jon Favreau, Gwyneth Paltrow, Peter Dinklage, Bradley Cooper, Samuel L. Jackson, Don Cheadle, Anthony Mackie, Benedict Wong, Danai Gurira, Pom Klementieff, William Hurt, Cobbie Smulders

 

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4/10
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publicado por Hugo Gomes às 10:19
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Entre haikus, caninos e rebelião …

 

O nome Wes Anderson é por si, um convite extremoso para os nossos sentidos e um filme como Isle of Dogs, tendo em conta a sua natureza técnica e tecnológica (uma animação stop-motion), revelasse num desafiador deleite para os mesmos. Desafiador? Sim, porque este regresso do realizador texano a este tipo de animação artesanal (nove anos depois de Fantastic Mr. Fox) é a prova das possibilidades atingidas pela arte do stop-motion, um filme que constantemente cumpre os obstáculos que voluntariamente depara.

 

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Para muitos poderá ser uma prova de exibicionismo técnico, aliás apoderar de um “know how” com tamanha destreza e tendo especial dedicação ao detalhe, em simultâneo com a preservação das características reconhecíveis do cinema de Anderson, é acima de tudo uma declaração de ego justificável. Como tal, é impossível falar de Isle of Dogs, o filme, e separá-los das aventuras tidas e contidas do realizador. Poderá ser este o universo partilhado de requinte que não se envolve em manobras gritantes de easters eggs gratuitos? Ao jeito deste mesmo mundo cinematográfico, Isle of Dogs joga numa aventura exposta em diferentes camadas narrativas, interpolada pelo lirismo representado por cada uma das personagens.

 

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Wes Anderson invoca a memória de Akira Kurosawa (em espirito sonoro) como ingresso a esta sociedade nipónica faz-de-conta, adereçado ao estereótipos de uma imaginário ocidentalizado, mas crente ao signo cinematográfico (este é um Japão evidenciado no Cinema e na sua cultura pop). Da mesma forma que as personagens / marionetas são insufladas não com as idiossincrasias dos atores que emprestam voz (o elenco é impressionante), mas sim, da continuação autoral do norte-americano. Ao mesmo tempo que espelha um sentido claro de alusão político-social em todo este cenário. É que em Isle of Dogs, remetendo o espectador a um futuro distópico, os cães são marginalizados, aprisionados numa ilha de lixo à mercê da sua sorte. E aí entra Atari, um jovem que parte para essa mesma ilha com o intuito apenas de reaver o seu anterior “amigo de quatro patas”, uma missão que será facilitada com o auxilio de cinco cães “alfas” (Chefe, Duque, Rex, Rei, Boss), sem saber que esta demanda terá consequências na sociedade que os abandonara (“o que será do melhor amigo do Homem?”).

 

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Uma revolução iminente que oscila pela fabulação do Oriente neomedieval e da transladação cultural (este Japão é sobretudo um travestido EUA dos últimos tempos, cego e ideologicamente isolado do resto do Mundo). Contudo, é neste último ponto que entra a cedência de Anderson para com a sua pintura, o moral high ground que parece residir na personagem ocidentalizada, uma aluna de intercâmbio (com voz de Greta Gerwig) composta por um ativismo de sonho yankee. Se os estereótipos (nada de ofensivo portanto, apenas uma leitura best hits cultural) formam em parte uma visão estrangeirada de um Japão artificial, é bem verdade que é através desta possessão identitária que Wes Anderson encontra a sua voz mais radicalizada. Contudo, nada que impeça a apreciação da invejável estética obtida do stop-motion, prevalecendo como uma maravilhosa performance de materialização. Em certa parte é um haiku (poema japonês), cuja tradução … bem essa … mencionando a silenciada tradutora para com a honestidade libertada e revoltada do pequeno herói - “eu depois vos traduzo”.

 

“I Bite”

 

Real.: Wes Anderson / Int.: Koyu Rankin, Liev Schreiber, Scarlett Johansson, Greta Gerwig, Frances McDormand, Bryan Cranston, Edward Norton, Bill Murray, Harvey Keitel, Yoko Ono, Ken Watanabe, Tilda Swinton, F. Murray Abraham, Roman Coppola, Anjelica Huston, Bob Balaban

 

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8/10

publicado por Hugo Gomes às 08:28
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24.4.18

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A plataforma Netflix encomendou à Dreamworks Animation Television, uma série animada de  Fast and Furious (Velocidade e Furiosa).

 

Nesta nova produção, seguiremos o Tony Toretto, um adolescente que segue as pisadas do seu primo Dom no que respeita a carros e não só, que juntamente com os seus amigos são recrutados por uma agência do governo, de forma impedir que uma organização criminosa apodere-se do Mundo.

 

Estamos empolgados em estender e expandir nosso bem-sucedido relacionamento com a Netflix, não apenas contribuir com a programação de alta qualidade da DreamWorks, mas conectar os fãs de filmes da Universal com novas e fascinantes histórias (…) A nossa nova casa na Universal marca um novo e excitante capítulo na forma de contar de histórias no nosso estúdio, e Fast & Furious é apenas um inicio.” afirmou Margie Cohn, presidente da DreamWorks Animation Television.

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:55
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23.4.18

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Trinta e seis anos depois, a Ilha dos Amores, de Paulo Rocha, regressa ao Festival de Cannes. O filme é um dos títulos que integram a secção Cannes Classics da 71ª edição do Festival de Cannes, que decorre de 8 a 19 de maio de 2018.

 

O filme de Paulo Rocha - que será brevemente editado em DVD em Portugal - será exibido numa cópia recentemente restaurada pela Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema, que teve origem na digitalização 4K com wet gate de interpositivos de imagem e som em 35mm tirados num laboratório japonês em 1996. A correção de cor digital foi feita por La Cinemaquina usando como referência uma cópia de distribuição de 1982. O restauro digital da imagem foi feito pela IrmaLucia Efeitos Especiais.

 

Para além desta obra, que teve a sua estreia mundial no certame gaulês, serão apresentados filmes nesta secção como 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968), O Ladrão de Bicicletas (1948), Viagem a Tóquio (1953), Vertigo (1958) e A Religiosa (1965).

 

Vale a pena recordar que na Cannes Classics estarão ainda em destaque duas mulheres pertencentes à história do cinema, Alice Guy e Jane Fonda, um ensaio de Mark Cousins sobre Orson Welles e um tributo de Margarethe von Trotta a Ingmar Bergman.

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:51
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22.4.18

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Morreu o ator Verne Troyer, conhecido o Evil Mini-Me da saga Austin Powers. A notícia da sua morte foi anunciada através da sua conta pessoal do Instagram e Facebook. Tinha 49 anos.

 

Nascido a 1 de janeiro de 1969, Troyer nasceu com uma desordem genética denominada de acondroplasia que limitava o seu crescimento, devido a tal, a sua carreira ficou sobretudo “presa” ao registo da comédia. Para além de Austin Powers, Troyer integrou o elenco de Love Guru, Postal, The Imaginarium of Doctor Parnassus e Harry Potter e a Pedra Filosofal.

 

Verne Troyer (1969 - 2018)


publicado por Hugo Gomes às 03:24
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21.4.18

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O cineasta canadiano David Cronenberg vai ser homenageado com o Leão de Ouro na 75ª edição do Festival Internacional de Veneza (29 de agosto a 8 setembro). Para o diretor artístico do festival, Albert Barbera, referiu o realizador como um artista “que levou as audiência para lá da fronteira do ‘exploitation’

 

Atualmente com 75 anos, Cronenberg expressou o seu contentamento com o Prémio de Carreira: “Sempre amei o Leão de Ouro de Veneza. Um leão que voa graças a asas douradas - essa é a essência da arte, não é? A essência do cinema. Será insuportavelmente emocionante receber o meu próprio Leão de Ouro.

 

Conhecido autor do cinema de género, David Cronenberg sempre se preocupara com o vinculo psicológico para com o físico em transformação. Proposta evidente em obras suas como The Fly, Crash, Dead Ringers, Videodrome e Eastern Promises.

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:16
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Quem lida comigo conhece perfeitamente os meus sentimentos em relação à obra de Philippe Garrell, nomeadamente à ultima fase (ainda a decorrer). Contudo, ao rever o Le Coeur Fantôme (O Coração Fantasma) deparei ainda mais com o porquê dessa “repudia” aos seus últimos trabalhos.

 

Em Le Coeur Fantôme, Garrell filma expressões, as personagens tem, por fim, uma face a preencher a tela, e nela, sem o uso de qualquer palavra, comunicam emocionalmente com o espectador (o olhar de Luís Rego diz tudo e mais alguma coisa). Uma “mania” perdida com um Garrell que começou a filmar as relações de longe, ingenuamente de longe.

 

Mas o que mais me fascinou neste revisitar fantasmagórico foi o peito cheio de masculinidade, sem receio às “balas” apontadas. Sim, Le Coeur Fantôme é um filme masculino, e ao mesmo tempo um filme sensível sem tentar produzir faíscas de empatia com o género oposto. Fala-nos de amor e ao mesmo tempo interroga esses mesmos afetos. Porquê amamos? Será que amar tem prazo de validade? Ou, teremos a necessidade de amar?

 

Questões … e questões … questiono … intrigado, porém, questiono .

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:09
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20.4.18

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Apesar de em 2013 ter anunciado o fim da sua carreira no Cinema, Steven Soderbergh continua imparável, tendo realizado duas longas-metragens (Logan Lucky e Unsane - este último apresentado no Festival de Berlim deste ano) e ainda o projeto de TV Mosaic. O realizador tomará agora de assalto o controverso tema dos Panama Papers (Os Papeis do Panamá).

 

Este seu novo projeto terá como base o livro do vencedor do Pulitzer Jake Bernstein - Secrecy World -o qual revela a história por trás do vazamento de documentos que implicavam diversas figuras públicas como Vladimir Putin, David Cameron, Jackie Chan e até Pedro Almodóvar. Ao todo foram divulgados 11,5 milhões de documentos confidenciais da autoria da sociedade de advogados Mossack Fonseca que fornecem informações detalhadas de milhares de empresas de paraísos fiscais offshore.

 

Steven Soderbergh irá produzir o filme em conjunto com Michael Sugar, Scott Burns, Lawrence Grey, existindo ainda uma forte possibilidade de realizá-lo. Scott Burns (Side Effects, The Bourne Ultimatum) estará por detrás do argumento.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:50
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19.4.18

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Era uma vez na Síria …

 

Assim como o anterior Clash, de Mohamed Diab (filme de abertura do Un Certain Regard do Festival de Cannes de 2016), Insyriated (Na Síria) usufrui do dispositivo de “filme de cerco” para concentrar as suas ações de ativismo político-social. No caso do anterior, a Primavera Árabe egípcia é marcada como bandeja de arquétipos ao serviço duma propaganda ingénua.

 

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Quanto à segunda longa-metragem de Philippe van Leeuw, o dito cerco opera como uma espécie de aquário, onde o contacto com o exterior carece de ferramentas de perceção. Assim sendo, continuando na retaguarda da comparação, enquanto Diab utiliza o exterior como um cenário politizado - o interior [dum carro-blindado] servia como catarse desse mesmo panorama - Na Síria, o exterior é tão ou mais confuso que o interior, visto que a situação local, o qual constata, continua como uma crise humanitária, mas acima de tudo uma crise informativa, ou desinformativa para ser mais exato. É um facto incontornável que a Síria é uma “trigger word” (palavra-gatilho) para qualquer leitor, não a poupando quanto aos seus julgamentos, conspirações e visões a esse desolado, distante e simultaneamente perto cenário. Em Na Síria, eticamente [o facto de não ser um sírio], não compete ao realizador (belga) julgar nem exercer a sua ótica (entramos assim com isto numa faca de dois gumes à deontologia do Cinema enquanto arte ou expressão).

 

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Mas retomando ao exercício,  o cerco - novamente enfatizando como um subgénero estiloso - funciona como chave na ignição para este mergulho ao dito “inferno” proclamado e invocado constantemente. E nisso joga-se, como grande parte deste template narrativo, na inserção de um macguffin (mais que um objeto, uma pessoa), por outras palavras, num corpo deixado à sua mercê, deambulado na dúvida quanto ao seu estado (vivo ou morto). Como peças dominó, consequentemente, chegamos a um segredo que o espectador partilha, sabendo que a revelação exata da mesma nos levaria a uma saída.

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As personagens jogam-se perante o exercício, são escravos do mesmo, mais do que o estatuto de “barricados da Guerra”, que lhes é atribuída. O exterior é o antagonista do exercício em si. Ele relembra-nos que circunstâncias estamos a evidenciar - o tal cerco. Porém, o apertado limite cénico apresenta diversos problemas que desintegram por completo toda esta fita. Primeiro, o espectador nunca tem a perceção do circuito das suas personagens. O filme nunca consegue recriar mentalmente o ambiente que temporariamente coabitam, a topografia do assoalhado que serve de prisão nunca atenta a nossa perceção, o que dificulta a credibilidade deste mesmo estado. Segundo, se a saída representa o fim da trama por si proposta, tal sugestão nunca se revela num árduo objetivo, até porque entramos num terceiro ato (novamente os terceiros atos!) onde somos espantados com a facilidade da resolução. Desesperante, dirão alguns, quando à rapidez da mesma, mas incoerente para com a sensibilidade arrecadada do espectador ao longo da narrativa.

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Assim, portanto, a intriga dissipa-se após a proposta, nunca descola, mesmo que os atores (para além dos profissionais, grande parte são refugiados sírios) abordem as suas personagens com enorme rigor e subjugação exemplar. No fim de contas, é um filme de cerco, sublinho, mais um na lista, consoante seja o seu cenário.

 

Real.: Philippe van Leeuw / Int.: Hiam Abbass, Diamand Bou Abboud, Juliette Navis, Mohsen Abbas

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5/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:42
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Veremos novamente a dupla Antoine Fuqua e Denzel Washington em The Equalizer 2, a sequela do êxito de 2014 que contou com o ator na pele de um “homem habituado a resolver problemas” que volta ao ativo após deparar com um caso de violência e opressão.

 

Inspirado numa série de TV dos anos 80 (1985 – 1989), esta continuação conta com Pedro Pascal, Bill Pullman e Melissa Leo no elenco.

 

The Equalizer 2 tem estreia prevista para julho nos EUA.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:44
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Para além do novo filme de Lars Von Trier, The House that Jack Built, Cannes revelou mais títulos para a sua programação, entre os quais o badalado The Man who Killed Don Quixote, de Terry Gilliam, que se encontra sob disputa judicial quanto aos seus direitos de distribuição. O filme foi escolhido para encerrar o certame.

 

Quanto às outras adições, Un couteau dans le cœur (Knife + Heart) do francês Yann Gonzalez (tendo Vanessa Paradis como protagonista), Ayka do cazaque Sergey Dvortsevoy (realizador galardoado com o Prémio de Un Certain Regard por Tulpan) e o regresso do turco Nuri Bilge Ceylan (vencedor da Palma de Ouro em 2014) com Ahlat Agaci (The Wild Pear Tree) completam a Competição Oficial.

 

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Whitney, o documentário assinado por Kevin Macdonald (O Último Rei da Escócia), sobre a cantora mundialmente célebre Whitney Houston, será, em conjunto com Fahrenheit 451, a adaptação do livro de Ray Bradbury pelo canal HBO, serão as sessões da Meia-Noite.

 

Un Certain Regard também com novas adições, e bem lusófonas. Chuva e Cantoria Na Aldeia Dos Mortos, documentários do português João Salaviza e da brasileira Renée Nader Messora sobre o povo Krahô, um comunidade indígena vivente no centro do Brasil, junta-se à competição ao lado de Muere, Monstruo, Muere, do argentino Alejandro Fadel, e de Donbass, de Sergey Loznitsa, que abrirá a secção “Um Certo Olhar”.

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:18
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18.4.18
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publicado por Hugo Gomes às 23:49
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A importância da preservação do património cinematográfico e os métodos de arquivamento serão novamente debatidos numa segunda edição do Laboratório do Ciclo de Encontros O que é O Arquivo? Depois da primeira edição em 2017, a Cinemateca Portuguesa volta a albergar esta rúbrica que se prolongará durante os próximos três dia (18 a 20 de abril), contando com mesas redondas, sessões de cinema e intervenções de ilustres convidados incluindo o teórico e professor do Pratt Institute, Jonathan Beller.

 

Tendo organização do Arquivo Municipal de Lisboa-Videoteca, em parceria com a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, as sessões do O que é O Arquivo? serão gratuitas (com exceção da sessão de dia 18 de abril, às 21h30), composto cada uma por projeção de filmes seguida das intervenções de cineastas, investigadores, programadores e arquivistas. De forma a perpetuar o debate, no dia 19, será ainda lançado o livro O que é o arquivo? Laboratório 1: Arte / Arquivo.

 

Toda a programação do ciclo poderá ser vista aqui

 

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publicado por Hugo Gomes às 02:49
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17.4.18

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Longas-Metragens

Amin de Philippe Faucon (estreia mundial)

Carmen y Lola de Arantxa Echevarria (estreia mundial) – primeiro filme

Climax de Gaspar Noé (estreia mundial)

Cómprame un revólver ( Buy Me a Gun ) de Julio Hernández Cordón (estreia mundial)

Les Confins du monde de Guillaume Nicloux (estreia mundial)

El motoarrebatador ( The Snatch Thief ) de Agustín Toscano (estreia mundial)

En Liberté ! de Pierre Salvadori (estreia mundial)

Joueurs ( Treat Me Like Fire ) de Marie Monge (estreia mundial) – primeiro filme

Leave No Trace de Debra Granik première internationale

Los silencios de Beatriz Seigner (estreia mundial)

Ming wang xing shi ke ( The Pluto Moment ) de Ming Zhang (estreia mundial)

Mandy de Panos Cosmatos

Mirai ( Mirai ma petite sœur ) de Mamoru Hosoda (estreia mundial)

Le monde est à toi de Romain Gavras (estreia mundial)

Pájaros de verano ( Birds of Passage – Les Oiseaux de passage ) de Ciro Guerra & Cristina Gallego (estreia mundial) – filme de abertura

Petra de Jaime Rosales (estreia mundial)

Samouni Road de Stefano Savona (estreia mundial) – documentario

Teret ( The Load ) de Ognjen Glavonic (estreia mundial)

Troppa grazia de Gianni Zanasi (estreia mundial) – filme de encerramento

Weldi ( Dear Son – Mon cher enfant ) de Mohamed Ben Attia (estreia mundial)

 

Curtas-Metragens

Basses de Félix Imbert

Ce magnifique gâteau ! ( This Magnificient Cake ! ) de Emma De Swaef & Marc Roels

La Chanson ( The Song ) de Tiphaine Raffier

La lotta de Marco Bellocchio

Las cruces de Nicolas Boone

La Nuit des sacs plastiques ( The Night of the Plastic Bags ) de Gabriel Harel

O órfão ( The Orphan ) de Carolina Markowicz

Our Song to War de Juanita Onzaga – documentário

Skip Day de Patrick Bresnan & Ivette Lucas - documentário

Le Sujet ( The Subject ) de Patrick Bouchard

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:07
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16.4.18

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Morreu o ator R. Lee Ermey, conhecido pelo seu premiado desempenho em Full Metal Jacket (Nascido para Matar, 1987), de Stanley Kubrick. A notícia foi dada na sua conta de Twitter através do seu manager de longa data, Bill Rogin. Segundo o comunicado, Ermey terá falecido face a complicações respiratórias. Tinha 74 anos.

 

Nascido a 24 de março de 1944, Ronald Lee Ermey ficou marcado pelos seus papeis como militar, principalmente na pele do Sargento Hartman em Full Metal Jacket, que lhe valeu a nomeação ao Globo de Ouro. Ermey foi militar na vida real, tendo cumprindo carreira como sargento para U.S. Marine Corps e também como instrutor. No Cinema, fora a sua colaboração com Kubrick, é reconhecido pelos seus trabalhos em Se7en (Sete Pecados Mortais, 1995), de David Fincher, no remake de The Texas Chainsaw Massacre (O Massacre no Texas, 2003), por Marcus Nispel e ainda Mississippi Burning (Mississípi em Chamas, 1988) de Alan Parker.

 

R. Lee Erney (1944 - 2018)


publicado por Hugo Gomes às 01:43
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Segundo a The Daily Mail, o cantor Ed Sheeran encontra-se me negociações para participar no novo projeto do oscarizado realizador Danny Boyle (Slumdog Millionaire, Trainspotting) para a produtora The Working Title.

 

Para além de atuar, Sheeran poderá ter autoria em parte da banda-sonora do filme, que contará com argumento de Richard Curtis (Love Actually). O projeto será uma comédia musical que remete-nos a um homem que acorda naquilo que parece ser um dia normal como tantos outros, mas acaba por descobrir que é a única pessoa no Mundo que recorda das músicas dos The Beatles. Como é de evidenciar, tendo em conta a premissa, o filme será composto por músicas da famosa banda britânica.


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publicado por Hugo Gomes às 00:25
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