31.12.17

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a todo os nosso leitores, um Feliz 2018 e claro, bons filmes.

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:50
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Assim seguimos para a já habitual lista de 10 melhores do ano. Começo por referir que fora no geral um ano difícil de Cinema, onde a criatividade escassa e as ideias parecem cansados. Contudo, mesmo assim algumas obras destacaram nesta tremenda época de desilusões. Desde super-heróis adultos até derradeiros adeus a estrelas, passando por poetas motoristas e o sucumbir de gigantes monarcas. E já agora, o cinema português está de parabéns.

 

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10) Lucky

 

 

“Mesmo que Stanton aposte no “realismo” que acabara de definir (“realism is a thing”), e nas verdades entre indivíduos que nunca corresponde uma verdade absoluta, este cantinho transforma-se o seu Éden, prevalecendo memórias e garantido o merecedor descanso eterno. Isto acontece porque o sentido alterou com o contexto, a celebração aos vivos é agora uma dedicada canção para os mortos.” Ler crítica

 

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09) A Fábrica do Nada

 

“As Máquinas não podem parar, e o Cinema deve acompanhar todo esse processo de auto-sustentabilidade. A Fábrica do Nada, a quarta longa-metragem de Pedro Pinho, é esse conceito simultâneo de fazer cinema e falar de política, um retrato de um activismo em pleno passo de reflexão.” Ler crítica

 

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08) Verão Danado

 

“A verdade é que o cinema tem ido cada vez mais ao encontro dos mais jovens e, com isso rejuvenescido. E esse rejuvenescimento não é um factor que deva ser ignorado, nem sequer desprezado. Verão Danado exibe os dotes dessa tremenda juventude… até Nuno Melo, quando surge, cobiça esse tão inexistente elixir. Ó tempo, porque não voltas atrás?” Ler crítica

 

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07) Logan

 

O veio entre BD e Filme foi quebrado, já não estão em sintonia, mas sim, em oposição. A personagem ganha com esta nova forma de emancipação, uma carga dramática que sobrepõe ao heroísmo mercantil e o estabelece como um peão de uma tragédia existencialista. Sim, era este o filme que merecíamos em 2013, esta é a prova de que os super-heróis das nossas infâncias conseguem ser material para intermináveis histórias humanas, ao invés das fórmulas acostumadas.

 

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06) Get Out

 

“É fácil cair no erro de considerar Get Out em mais um arquétipo do "bate e foge" como tem sido claro no cinema deste género. Felizmente, os marcos do género aqui incutidos são um embuste, um disfarce para que Peele consiga difundir a sua mensagem através da sua "voz". Voz essa perturbada com o crescente temor sociopolítico que abraça os EUA pela discussão na "praça pública" de temas que se consideravam "enterrados" há anos. Sim, Get Out é um filme sobre o medo. E é também nesse medo que encontramos o ponto de ebulição e o lançamento de farpas às mob flash politicamente corretas que -  à sua maneira - são culpadas pela crescente vaga de populismo e de idealismos do arco-da-velha.” Ler crítica

 

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05)  La Mort de Louis XIV

 

Um objecto violento sobre a morte enquanto estado transgressivo. La Mort de Louis XIV é um filme sobretudo sobre o tempo, essa espera eterna pela queda de um gigante monarca, e o desconhecido que o atenta, a si, e aos seus entes e servos. Depois de três experimentações que resultaram em “híbridos” indigestos da linguagem dos actores, Albert Serra resolve apostar na sua primeira grande Obra (até que enfim um estilo encontrado), neste caso servente de um titã do cinema francês (Jean-Pierre Léaud) a mercê de novos “golpes”.

 

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04) Paterson

 

“Mas é nessa poesia que recorta os dias de Paterson, assim como a sua mente, uma ode às vozes estampadas nas palavras de muitos, e com especial atenção a obra de William Castle William até porque Paterson (cidade) é um signo da sua própria poesia, mesmo que não queira cair em citações de trechos do seu trabalho. Porque, parecendo que não, o filme de Jim Jarmusch já transborda, por si, essas palavras soltas, unidas numa precisa e bela onomatopeia. Como o filme, achamos que não há melhor maneira de terminar aqui do que citar, por uma última vez a personagem misteriosa: "Sometimes an empty page presents more possibilities".” Ler crítica

 

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03) 120 Battements par Minute

 

“Fora géneros e orientações, 120 BPM é um filme sobre a celebração da vida e o quanto queremos residir nesse “bailado”. Até a morte, maioritariamente induzida como assombração, revela-se uma celebração quando surge, anunciando a chegada de uma nova etapa. Se a vida é na realidade uma compostura de etapas, daquelas que nos comprometem com novos desafios, objectivos e porque não, amores,120 BPM usufrui desta metamorfose cíclica de forma a estruturar uma narrativa aberta, sem a recolha de moralismos-objectivos, mas o de simular a vida em mudança através do seu ritmo desalinhado.” Ler critica

 

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02) The Tribe

 

Um filme-choque. É essa  a verdade da sua natureza. Mas por vezes a provocação integra a experiência do cinema e porque não pensar que esta nasceu através da arte de provocar como o comboio filmado que assustou uma multidão na projeção de 1896. Enquanto isso, somos deslumbrados com uma lavagem ousada e politicamente incorrecta de um filme ucraniano sobre a repreensão social, sobre as sociedades mantidas e vividas no silêncio que encontram na violência a sua liberta forma de expressão. É cliché dizer isto, mas ... é um soco no estômago.

 

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01) Aquarius

 

Aquarius é tudo num só, menos um "filme" no seu sentido mais simplista. É uma força de expressão filmada em estado de fúria, mas cuja cólera é registada com sapiência. Ao mesmo tempo é uma "mensagem numa garrafa", uma obra para perdurar para futuras gerações, assim como a cómoda que acompanhou todo uma árvore geracional de Clara. Um retrato subliminar do estado brasileiro que por sua vez conserva a riqueza da cultura de Recife e imortaliza Sónia Braga como a maior das divas do Brasil. Será muito cedo para falar em obra-prima? Muito bem, arrisco em declará-lo como tal. Que venha então a primeira pedra.” Ler crítica

 

Menções honrosas – The Little Men, São Jorge, Ma Vie de Courgette, Silence, War of the Planet of the Apes

 

E para o leitor, quais foram os melhores do ano 2017?

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:34
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30.12.17

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O thriller Get Out – Foge foi escolhido como filme do ano pela OFCS (Sociedade de Críticos Online), a qual o Cinematograficamente Falando … integra. Para além do cobiçado estatuto, a longa-metragem de Jordan Peele venceu ainda a categoria de Melhor Argumento Original. Em comunicado, a OFCS elogiou o feito: “Um golpe de mestre que juntou género e questões sociais num potente cocktail”.

 

Quanto às interpretações, Gary Oldman saiu a ganhar na categoria principal masculina com a sua encarnação de Winston Churchill em The Darkest Hour, de Joe Wright, e Sally Hawkins como atriz graças a The Shape of the Water. Nas categorias secundárias, Sam Rockwell (Three Bilboards Outside Ebbing, Missouri) e Laurie Metcalf (The Lady Bird) foram os premiados.

 

A destacar ainda o prémio de realização, que coube a Christopher Nolan (Dunkirk), e de Melhor Filme de Língua Estrangeira para 120 BPM.

 

Filme – Get Out

 

Realizador – Christopher Nolan (Dunkirk)

 

Actor Principal – Gary Oldman (The Darkest Hour)

 

Actriz Principal – Sally Hawkins (The Shape of Water)

 

Actor Secundário - Sam Rockwell (Three Bilboards Outside Ebbing, Missouri)

 

Actriz Secundária - Laurie Metcalf (The Lady Bird)

 

Argumento Original – Jordan Peele (Get Out)

 

Argumento Adaptado – James Ivory (Call Me By Your Name)

 

Documentário – Faces Places

 

Filme de Língua Estrangeira – 120 BPM

 

Animação – Coco

 

Elenco - Three Bilboards Outside Ebbing, Missouri

 

Fotografia – Roger Deakins (Blade Runner 2049)

 

Edição – Lee Smith (Dunkirk)

 

Revelação - Timothée Chalamet (Call Me By Your Name)

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:21
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28.12.17

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O bom samaritano!

 

Colossal flop desculpado pelas suas boas intenções, o de desmascarar o negacionismo do genocídio arménio, praticado pelo Império Otomano no final da Primeira Grande Guerra. Assim poderemos caracterizar esta obra de grande folego que contou com alguns cenários filmados em Portugal. Foram 90 milhões de orçamento, onde apenas teve devolução de 10 milhões em rendimento. O estúdio não saiu preocupado. Segundo consta em comunicado, o filme serviu sobretudo para incentivar consciências e mostrar uma verdade ignorada, acima de qualquer valor monetário.

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Terry George é um realizador dotado desse "cinema de consciências", basta ver o seu Hotel Rwanda onde retratou um dos genocídios mais desprezados da nossa História. Contudo, nesse filme datado de 2004, o episódio ficou-se por isso mesmo, um episódio representativo daquela tragédia. Dentro dessas limitações, George conseguiu trazer personagens construídas à imagem da dramatização dos factos, enquanto que em The Promise o enredo é levado a eito numa esquematização infernal. São vários anos abordados em duas horas de fita e muitos mais os objetivos humanistas a serem traçados.

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Resultado? Um épico sensaborão com personagens de cartão, um trio amoroso disparado a pólvora seca, um vazio dramático que não é auxiliado com o esforço dos atores e toda uma tragédia sem espessura que só ostentam os valores de uma produção cara e vistosa. Sim, como diz o velho ditado, as boas intenções não pagam imposto. Neste caso não fazem um filme.

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Apesar das imensas críticas e de um repúdio que se confunde com senso comum, a verdade é que todos os dramas "épicos" cobiçam ser um novo Titanic, aquele consolidar de "História morta" (a representação histórica) enquanto se afiambra com um romance com pés e cabeça para aludir a dimensão humana evocada na tragédia. Por sua vez, The Promise falha pela sua ambição e pelo fraco gosto em transgredir a própria capa de "historieta" do costume. Em suma, como um luxuoso telefilme, eis uma desculpa para olhar para as atrocidades da nossa História, nesse sentido não somos uns "monstros" sem coração, mas no que aborda Cinema ... ora bolas, que tragédia!

 

Real.: Terry George / Int.: Oscar Isaac, Christian Bale, Charlotte Le Bon, Tom Hollander, Marwan Kenzari, Numan Acar, Jean Reno, James Cromwell, Shohreh Aghdashloo

 

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4/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:02
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O site C7nema (aqui) revelou a sua lista de melhores do ano, tendo como primeiro lugar do pódio um dos filmes-sensação de Hollywood, Get Out [ler crítica]. O brasileiro Aquarius [ler crítica] e Paterson [ler crítica] sucedem no top. Infelizmente, nenhuma obra portuguesa figura a lista, porém, é de destacar o polémico mother! como um dos elegidos.

 

1) Get Out - Foge

2) Aquarius

3) Paterson

4) The Handmaiden (A Criada)

5) Body and Soul (Corpo e Alma)

6) 120 battements par minute (120 Batimentos por minuto)

7) Personal Shopper

8) Good Time & Mother (Mãe!)

10) The Tribe (A Tribo)

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:36
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O maior de todos os espéctaculos … queriam eles!

 

One of us. One of us”. Peço desculpa, filme errado. Tod Browning e os seus freaks não moram aqui. Ao invés, temos outras aberrações, seres “especiais” iludidos por um ambiente circense sob cantorias de “motivação”, obviamente com especial agrado para a award season (“This is Me” estará na mira da premiação).

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Eis uma distorcida biografia de PT. Barnum, magnata do chamado show business (indústria do entretenimento), adaptada como um musical da Broadway. Eis um “bicho” sufocante e espampanante que nos encurrala e nos atenta a nossa musicalidade, enquanto ao mesmo tempo dispara um miserabilismo inspirador que nos fará perdoar a “exploração das aberrações ambulantes”. Fora isso, visto que o verdadeiro Barnum foi um perito em vender fraudes, o filme tende em seguir esse registo de capa fraudulenta em brilho artificial. E a farsa vai mais além do espetáculo, pois The Greatest Showman roça num oportunismo do seu género - a “tradição” do musical como produto de cinema, onde é cada vez mais vinculado ao saudosismo. Esse mesmo amarcord (recorda-me) encaramos através dos créditos iniciais, antes de Hugh Jackman, o nosso anfitrião, dar as “boas-vindas” no seu grande espetáculo “The greatest show in the Earth”. Talvez seja o ator um verdadeiro showman nisto tudo, e prova disso é a sua figura perante a automatização narrativa, aquele resultado de milésimos ensaios que não nos dá a oportunidade de falhar.

 

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The Greatest Showman é, como se evidencia, uma oleada versão dos espectáculos de palco, reluzentes, carnavalescos, despachados e de uma perfeita introspeção moralista. E a quem crítica todo este efeito berrante, existe um espelho; a personagem de um crítico de teatro que, segundo este fictício Bernum, é “um sujeito infeliz, um critico de teatro, incapaz de ser feliz no mesmo”. Sim, a velha cantiga do analista versus a arte analisada, como se fossemos os “corações de pedra” perante uma celebração de anomalias como atrações de feira.

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Fora isso, feito como manda a sapatilha dos musicais wannabe, The Greatest Showman é somente fogo de artificio e dogmas executados instantaneamente para nos conquistar, sem nunca ter em conta a nossa opinião. É o insuflar-nos com a sua razão, sem nunca olhar atrás e falsamente assumir o que não é. Depois disto, suspiramos por mais "La La Lands", pela compreensão dos elementos do género e, sobretudo, pelo respeito pela memória do espectador.

 

Real.: Michael Gracey / Int.: Hugh Jackman, Michelle Williams, Zac Efron, Rebecca Ferguson, Zendaya, Keala Settle

 

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4/10
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publicado por Hugo Gomes às 20:08
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24.12.17

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UM FELIZ NATAL E CONFORME SEJA A VOSSA ESCOLHA, BONS FILMES

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:49
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23.12.17

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A Máscara do Medo

 

A violência adquire um só rosto, uma face sem particularidades e características que se confunde na cara dos outros, assim como na nossa. Essa mesma máscara é adaptável a qualquer uma, basta as palavras proferidas serem mais leves que as memórias que essa mesma guarda. Do México, esse cenário de violência provinda de uma guerra narcótica e tribal, a corrupção do sistema e a negligencia quer dos silenciosos, quer dos silenciados, é matéria finita no cinema. O documentarista Everardo Gonzalez somente abandona a ficção e as suas armadinhas e abraça a primeira pessoa do panorama. La Liberdade del Diabo é um registo de histórias que nunca chegam a espelhar a total patologia social mexicana, mas são inacreditáveis as palavras de dor, rancor ou somente os testemunhos dessa mesma realidade que se ouvem através de um sistema de Fregoli.

 

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Pois, que se lixe a ficção a servir de “sala de pânico”, este “cinema verité” contido em talking heads encontra refúgio no anonimato de uma máscara comum. Esta experiência adquire a sua farsa, um tipo de farsa que Joshua Oppenheimer executara no seu díptico The Act of Killing / The Look of Silence, uma encenação utilitária para a invocação de uma verdade de difícil extração. Em La Liberdade del Diabo, a farsa é simbolizada pelo disfarce facial, o lado ficcional dessa coletiva de memórias infelizes. O sofrimento e a crueldade estão de mãos dadas para a conceção de uma narrativa, neste documentário que conduz-se com emergência e choque para todos aqueles que encontram a segurança no conforto do lar (ou da sala de cinema).

 

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Existe em Gonzalez um certo ar de perverso voyeurista, mas essa curiosidade que “por vezes mata o gato” indicia um ativismo. Se é eficaz ou não para com o espectador, isso advém da sua perspetiva e sensibilidade. Contudo, quem nos dera que o tão “conceituado” Wang Bing fosse assim. Tão urgente e menos ocidentalizado. Enfim…

 

Filme visualizado no 11º Lisbon & Sintra Film Festival

 

Real.: Everardo Gonzalez

 

 

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6/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:14
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13.12.17

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Todos diferentes, todos humanos … no cinema fantástico de Del Toro!

 

No universo de Guillermo Del Toro (assim o chamaremos) existe toda uma coletânea de simbolismos, elementos fantásticos e criaturas mitológicas que operam conjuntamente como uma metáfora político-social. Talvez seja por isso que adereçamos a este seu mundo fértil de dêcors e caracterizações uma profundidade alusiva que muitas das variações fantásticas atingidas pelo cinema  - sublinhando as adaptações das série infanto-juvenis que seguiram moda no rescaldo do sucesso de Harry Potter e afins - nem sequer sonharam obter.

 

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Em The Shape of Water deparamos, indiscutivelmente, com esse cunho autoral, até porque o Cinema do mexicano é reconhecível, e muito mais a sua colaboração com o actor Doug Jones, o verdadeiro “homem das mil faces”, um exímio herdeiro do legado Lon Chaney. Existem esses recortes, aqui e ali, empréstimos de outras experiências que o cineasta viveu nos seus “anos loucos” por terras de Hollywood, como as transladações de Hellboy e de Blade ao grande ecrã, orquestradas numa diluição de mundos secretos com o realismo formalizado que o espectador indicia como déjà vu.

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É verdade que este vencedor do Leão de Ouro no último Festival de Veneza, um feito para um cinema cada vez mais “série B” ou da infame etiqueta “cinema de género”, é uma obra pretensiosa, com os truques baratos da award season, para além de prolongar os lugares-comuns definidos por este cinema querido, mas é dentro dessa capa de vulgaridade que Del Toro faz das suas para implantar uma rebeldia ao bem-estar do espectador. Pequenos, mas eficazes actos de activismo que tornam The Shape of the Water numa fábula adulta e não tão inocente como aparentemente se julga. Obviamente que todo este dispositivo fabulístico segue numa demanda pela despersonalização de um mundo tão nosso, desde a criatura até ao ar agridoce desta América fechada e pintada sob tons de pseudo-medievalismo, tudo servindo como catarse para um plano maior.

 

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Falar da nossa natureza humana e a actualidade que nos atinge com subjectividade, sem com isso deixar que a mensagem não seja perceptível, é tarefa capaz para a “forma desta água”. Identificamos esses mesmos elementos paralelos, reconhecidos e experienciados, e apercebemos a trajectória que nos conduz a uma lição “dickeana” da seriedade humana (Phillip K. Dick e não Charles Dickens): o que distingue os seres humanos dos animais? O que nos torna humanos? Mas ao invés da singela imagem de andróides replicantes, agora vulgarizados por um cinema de entretenimento ansioso pelo estatuto de adulto (Blade Runner 2049 sofreu com essa saturação e a queda do dito cinema maduro que teima em marcar presença na principal industria), temos um protótipo de criatura da Lagoa Negra, a mitologia que se mistura com elementos invertidos de Hans Christian Andersen (sim, A Pequena Sereia representada por uma muda Sally Hawkins em missão do encanto ao seu “príncipe”) e os factos históricos distorcidos a perpetuar uma sensação de paralelismo.

 

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A desigualdade, discriminação e a incompreensão pelo próximo, matéria evidente em todo este contexto. Sim, por mais rico que seja o ambiente próspero de Del Toro, ele torna-se previsível e perceptível para o espectador. Não existem leituras agravantes e, possivelmente, é nesse sentido que The Shape of Water vinga de muitas construções fantásticas e de ficção cientifica que ultimamente tem sido produzidas, não existindo a pretensão de esconder ou de confundir com intelectualidade. Neste caso, o Mundo é aberto e apto para todos o usufruírem, quer como crítica sociopolítica, quer como a fábula adulta pelo qual tem sido vendido.

 

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Se Del Toro é um artesão formidável na construção desse imaginário materializado, já a música de Alexandre Desplat acompanha esse processo e salienta os já proclamados tons fabulísticos deste amor intraespécies, que na verdade se refere ao mais antigo dos contos humanos. Dentro daquilo que tem sido produzido lá para os cantos de Hollywood, The Shape of Water é uma gema, um brilho reluzente de um cineasta que nos fascina através da criança que vive dentro de nós. Simplesmente honesto. 

 

Real.: Guillermo Del Toro / Int.: Sally Hawkins, Richard Jenkins, Doug Jones, Michael Shannon, Octavia Spencer, Michael Stuhlbarg

 

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7/10

publicado por Hugo Gomes às 16:15
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Na roda da desventura!

 

Podemos reconhecer, a partir do ano 2000, dois factores benéficos para a “sobrevivência” do cinema de Woody Allen. A primeira, Scarlet Johansson impulsionou um novo fôlego e dinâmica na cooperação entre actor/autor. É evidente que um dos melhores trabalhos do nova-iorquino nasceu daí, Match Point, um revisitar aos temas de adultério e crimes passionais que havia estabelecido no seu Another Woman(Uma Outra Mulher). E como segundo ponto temos a vinda do director de fotografia Vittorio Storaro, cuja  entrada no universo Woody enriqueceu esses emaranhados de histórias com uma visão preparada, cuidada ,e sobretudo, atribuindo a artificialidade que o seu cinema há muito desesperava.

 

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Nesse sentido, depois de Café Society, este Wonder Wheel (Roda Gigante) é, até à data, o filme que estabelece esse bem cooperativo, a fotografia que enquadra-se no ambiente pseudo-fantasioso de Coney Island e que respira por vontade própria. O artificialismo referido assinala-se como uma leitura dessa mesma fantasia, o escapismo visual que indicia uma transformação. Deste modo, a fotografia de Storaro converte-se do dito requinte estético, o clima que nos transporta ao seu ambiente natural, para uma tendência de expressionismo. Os atores respiram através desta mesma imagem, das cores que nos transmitem, enquanto espectadores, uma atitude reactiva em relação às suas emoções, pensamentos e, porque não, devaneios.

 

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Mas fora do ponto visual, que nos saliva, Wonder Wheel é um filme que curiosamente esclarece a veia de Woody Allen enquanto, sobretudo, argumentista. O seu apetite pela tragédia e a forma como a nos entrega, um exercício de dispositivos narrativos que maltrata as suas personagens. Estas, indiciadas como cobaias desse mesmo tubo de ensaio – a busca pela tragédia propriamente dita e de que forma atingi-la. Se é bem verdade que encontramos na personagem-guia (um nadador salvador com apetite pelo dramático personalizado por Justin Timberlake) um espelho do Allen voyeurista, é também indiscutível que essa mesma raiz o condensa num marco de direcção para o arranque desta desventura. As personagens vivem uma mentira, insinua a certa altura Timberlake, código genético destes peões que habitam no mais “fraudulento” dos locais, Coney Island.

 

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Existe sobretudo uma rivalidade entre essas “mentiras” que disputam pelo quotidiano dos viventes, a feira que assume o decor e o cinema, constantemente trazido à baila, como uma alternativa aquela matéria algo circense. Estas feiras temáticas eram em tempos a prioridade na distracção dos habitantes de Nova Iorque, porém, encontraram-se condenadas pela popularidade crescente das salas de cinema, pelo facilitismo da projecção e pela qualidade da experiência que se poderia experienciar aí.

 

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Apesar da aparente extinção dessa Coney Island levada da breca, o Cinema poupou-o do esquecimento, conservou-o nas suas fitas, um tributo de um entretenimento ao seu antepassado. E acrescento, foi com Coney Island que o cinema norte-americano seguiu em passos  na sua linguagem ao encontro do real, com Little Fugitive (Ray Ashley e Morris Engel, 1953). Contudo, em Wonder Wheel, a narrativa declara o seu fascínio trágico no qual circula ao encontro dessa mesma “ferida”. A tragédia assim proclamada como um substantivo sólido é a combustão dessa mesma trama, e a rainha desta, Kate Winslet, prova ser a maravilha disputada. Talvez em Wonder Wheel deparamos com o inicio de uma nova faceta de Woody Allen. A ver vamos.

 

Real.: Woody Allen / Int.: Kate Winslet, Jim Belushi, Juno Temple, Justin Timberlake

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7/10

publicado por Hugo Gomes às 15:58
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Que o jogo comece …

 

Existe uma imagem (uma das muitas é claro) definida naquilo o qual chamamos de senso comum do Cinema. Essa, de que a mulher é vista como uma espécie de engodo, uma distracção útil nas mesas de poker. Assim como o ilusionista precisa da sua assistente para “controlar” os olhos do público, no poker, a mulher instala uma certa desestabilização na mente dos oponentes do baralho. Em Molly’s Game, tendo como base o livro da “intitulada princesa do pokerMolly Bloom, a distracção encontra-se na actriz Jessica Chastain, para além da sua colecção de decotes que pavoneiam como desestabilizadores do olhar do espectador, o seu desempenho serve com isso, deixar em aberto a própria opinião do mesmo em relação do espectáculo que indiciamos.

 

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Porque aquilo que deparamos não é mais que a primeira experiência de Aaron Sorkin (possivelmente o mais conceituado dos argumentistas do activo em Hollywood), no cargo de realizador, o resultado era tudo que se poderia esperar de alguém que dá uso à sua imaginação para idealizar um storytelling, mas nunca a capacidade de materializa-lo no grande ecrã. Nota-se, não o nervosismo, mas a transferência de experiências que condensam a sua noção de narrativa visual. Há uma tendência ao conto “chico-esperto” à lá Scorsese (talvez a pretensão maior de arte cinematográfica fecundada para os lados de Hollywood), atravessando um registo de flashbacks sob o apoio da voz-off que não deixa pormenor algum ao espectador, a abordagem de um negócio ilícito levado como uma doutrina de etapas indulgentes, soando um livro da colecção “para totós” do que relato de vivências. 

 

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Esta suposta transparência tenta dar a Molly’s Game um ar de irreverência, ousadia e rebeldia social em relação à temática, mero engodo que nos encaminha à cedência de uma profunda fábula moralista, com pé carregado no “preto-e-branco”, na lavagem ética da sua protagonista e nas costuras do seu passado, dando uma ênfase psicanalítica das suas ações. Dito isto, Molly’s Game é um mero produto autobiográfico sem condução para mais do que o aproveitamento do “verídico” como marketing ganho.

 

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Em relação à sua protagonista-engodo, Jessica Chastain encontra-se, de facto, em plena forma; porém, mais uma vez referindo, uma distracção que nos atraiçoa, colocando o espectador como um “cego”, frente às irregularidades desta grande “aposta” (o avanço para realizador do argumentista de The Social Network e de Steve Jobs). No final, fica o conselho: Aaron Sorkin … continua como argumentista e mantêm-te nessa posição, se faz favor. 

 

Filme visualizado no âmbito do 11º Lisbon & Estoril Film Festival

 

Real.: Aaron Sorkin / Int.: Jessica Chastain, Idris Elba, Kevin Costner, Jeremy Strong, Michael Cera, Chris O'Dowd

 

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4/10

publicado por Hugo Gomes às 15:45
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8.12.17

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Foi divulgado o trailer da sequela Jurassic World: Mundo Jurássico, que se intitulará de Fallen Kingdom (Reino Caído). Chris Pratt e Bryce Dallas Howard regressam ao elenco e o mesmo se pode dizer de Jeff Goldblum, uma cara bastante conhecida do franchise.

 

J.A. Bayona (A Monster Calls, The Orphanage) é o realizador, substituindo assim Colin Trevorrow, que apenas se mantêm as funções de produtor.

 

Recordamos que Mundo Jurássico serviu como uma "ressuscitação" da franquia iniciada nos anos 90 por Steven Spielberg. O filme revelou-se um grande sucesso de bilheteira, chegando bem perto dos 1,7 mil milhões de dólares em receitas. A sequela tem estreia prevista para junho de 2018.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:47
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7.12.17

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Segundo a The Hollywood Reporter, Ryan Reynolds, o conhecido Deadpool, dará a sua voz ao Pokémon mais famoso numa adaptação live-action a ser preparada pela Legendary e a Universal Pictures. Sim, o actor será o Pikachu numa versão Detective, que segundo a mesma fonte, será concebido graças à tecnologia motion-capture.

 

Rob Letterman (Goosebumps: Arrepios) será o realizador, enquanto que Nicole Perlman (Guardiões da Galáxia) e Alex Hirsch (da série de animação Gravity Falls) serão os autores do argumento. Para além de Reynolds, Justice Smith e Kathryn Newton encontram-se confirmados no elenco.

 

A intriga remeterá a um jovem que para conseguir resgatar o seu pai, une esforços com o Detective Pikachu. As rodagens arrancarão em Janeiro de 2018.


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publicado por Hugo Gomes às 12:52
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5.12.17

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The Hollywood Reporter confirmou que Quentin Tarantino apresentou um pitch para um novo filme da saga Star Trek para a Paramount. Segundo a mesma fonte, o cineasta partilha a mesma visão que J.J. Abrams (responsável pela ressurreição cinematográfica da saga em 2009), o que poderá levar a uma união para o lançamento de um novo capitulo interestrelar.

 

Fala-se deste novo Star Trek como o décimo e último filme realizado por Tarantino. O estúdio não comentou o facto.

 

Recordamos que em 2015, como convidado do podcast Nerdist, Tarantino havia revelado desejo de concretizar um filme envolto do universo de Star Trek, argumentando que inúmeros episódios da série dos anos 60 poderiam ser readaptados para o formato longa-metragem.

 

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Quentin Tarantino encontra-se atualmente a preparar um filme inspirado nos assassinatos de Charles Manson. O filme terá distribuição da Sony, quebrando assim a relação de mais de duas décadas com os irmãos Weinstein via Miramax e The Weinstein Company, que datava portanto já desde a sua primeira longa-metragem: Reservoir Dogs de 1992. De acordo com uma fonte do Vanity Fair, o filme vai-se focar numa estrela de televisão, que teve uma série de sucesso e está à procura de entrar na indústria cinematográfica, e no seu parceiro (e duplo/stunt). Sendo assim, a tragédia que envolveu o assassinato de Sharon Tate e quatro amigos seus servirá como pano de fundo.

 

Entre os nomes do elenco já citados para entrar neste nono filme do realizador, temos pesos pesados como Brad Pitt (que entrou em Inglorious Basterds), Leonardo DiCaprio (que entrou em Django Unchained), e Jennifer Lawrence (em estreia no território Tarantino). Também Tom Cruise (outra estreia) terá tido um encontro com QT.

 

O orçamento está nos 100 milhões de dólares, e deve-se esperar que a produção tenha início no Verão do próximo ano, com estreia para 2019.

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:41
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4.12.17

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De Luís Ismael, criador da trilogia Balas e Bolinhos, chega-nos um novo trailer de Bad Investigate.

 

Uma comédia policial que coloca o espectador na caça de um perigosos criminoso conhecido como "El Dedo" (Enrique Arce). Luís Ismael para além de realizador, regressa como actor ao lado de Robson Nunes, Francisco Menezes, João Ricardo, Luísa Ortigoso, Ana Malhoa e Laura Galvão.

 

Bad Investigate tem data agendada para Janeiro de 2018.

  

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:08
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De 4 a 16 de Dezembro, Lisboa celebrará o que de melhor se produziu no Cinema na América Latina e Península Ibérica com o evento Mostra de Cinemas Ibero-americanos - No escurinho do cinema, uma iniciativa da Casa da América latina em comemorações de Passado e Presente - Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura 2017.

 

Serão exibidos num total de 36 obras divididas em recentes e premiadas longa-metragens ficcionais e documentais, assim como curtas, correspondentes a um número extenso de países itinerantes de língua portuguesa e espanhola. A abertura será feita com a projeção de Aquí No Passado Nada, de Alejandro Fernández Almendras, um coprodução chilena, francesa e norte-americana que nos leva a um jovem acusado de atropelamento mortal que tudo fará para provar a sua inocência. Uma obra experiente no circuito dos festivais, tendo sido selecionado no Panorama de Berlim, Sundance, San Sebastián e Miami.

 

Uma nota para participação lusa com Verão Saturno de Mónica Lima, uma curta existencialista de quem confronta a chamada “casa da meia-idade”, e a coprodução luso-brasileira, Joaquim, de Marcelo Gomes, que se encontrou presente no último Festival de Berlim.

 

Para mais informações sobre a mostra, ver aqui

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:13
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Meteors, o documentário de Gürcan Keltek que nos apresenta uma visão poética sobre o conflito curdo-turco, conquista o grande prémio do quarto Porto/Post/Doc. O júri constituído pelo realizador grego Lois Patiño, Nuria Cubas, o fundador do FILMADRID, Festival Internacional de Cine de Madrid, a socióloga Hilke Doering, o crítico Mário Moura, o realizador Ivo M. Ferreira e a diretora artística Raquel Castro, elegeram ainda Dragonfly Eyes, uma partitura visual e narrativa de Xu Bing através de vídeos de câmara vigilância, para menção honrosa.

 

 

Grande Prémio Porto/Post/Doc

Meteors

 

Menção Honrosa

Dragonfly Eyes

 

Prémio Biberstein Gusmão (para autores emergentes)

Ziad Kalthoum (Taste Of Cement)

 

Prémio Cinema Novo

Proxima

 

Menção Honrosa

De Madrugada

 

Prémio Teenage

Makala

 

Menção Honrosa

Drib

 

Prémio Arché

A Olhar Para Ontem

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:40
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O próximo filme de Wes Anderson, Isle of Dogs (A Ilha dos Cães), foi o escolhido para abrir a 68ª edição do Festival de Berlim. O realizador norte-americano não é nenhum novato nestas andanças, visto que em 2014, o seu The Grand Budapest Hotel serviu de arranque ao certame da mostra de cinema internacional em Berlim. Para além disso, recordamos que os filmes The Royal Tenenbaums e The Life Aquatic with Steve Zissou, integraram a competição de edições passadas.

 

Quanto ao filme, concebido através do processo de animação stop-motion (Wes Anderson já havia trabalhado com tal em Fantastic Mr. Fox), focará num futuro alternativo onde os cães são considerados pragas no Japão e um rapaz de 12 anos que tudo fará para reaver o seu "amigo de quatro patas". O enredo é inspirado num conto japonês, nos trabalhos de Akira Kurosowa e nos especiais de natal da Rankin/Bass, a empresa australiana de produção em stop-motion que o levou a se aventurar no campo da animação.

 

Ao lado de Anderson em Isle of Dogs vamos encontrar muitos dos actores que têm colaborado com ele ao longo da sua carreira, como Jeff Goldblum, Bob Balaban, F. Murray Abraham, Tilda Swinton, Bill Murray e Frances McDormand. Scarlett Johansson, Bryan Cranston, Greta Gerwig, Liev Schreiber, Kunichi Nomura, Akira Ito, Akira Takayama, Koyu Rankin, Yoko Ono e Courtney B. Vance também vão contribuir com as suas vozes para o filme.

 

Isle of Dogs chegará aos cinemas em março do próximo ano.

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:35
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1.12.17

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Apesar dos rumores, a DC Comics parece não abrandar com a expansão do seu Universo, mesmo com resultados decepcionantes de Justice League.

 

Margot Robbie, em entrevista à MTV, revelou que a sua personagem Harley Quinn, o qual desempenhou em Suicide Squad (Esquadrão Suicida), poderá regressar em múltiplos filmes da franquia. É sabido que a Warner Bros / DC prepara um filme composto pelas vilãs deste universo cinematográfico, Gotham City Sirens, que será escrito por Christina Hodson, a sequela de Esquadrão Suicida, um spin-off envolto do amor-tóxico entre Harley e Joker, e por fim, divulgado em primeira mão pela actriz, um spin-off da sua personagem.

 

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"É difícil falar sobre isso porque esta coisa está sob chave e cadeado, mas tenho trabalhado em uma coisa separada sobre a Harley por algum tempo agora", revelou a actriz. "É totalmente diferente. Existe muita coisa a acontecer e, honestamente, não acho que alguém saiba o que acontecerá a seguir, mas acho que todos estão interessados ​​em colocar Harley no ecrã, ou todos estão a trabalhar em muitas e diversas versões para que isso acontece uma vez mais".

 

Desconhece-se mais pormenores sobre o "misterioso" filme, mas por enquanto sabemos, que a dupla de realizadores Glenn Ficarra e John Requa (Amor Estúpido e Louco e Focus), irão escrever e dirigir o dito romance entre Joker e Harley Quinn. Jared Leto retomará o seu papel nessa descrita "história de amor criminal (...) insana e torcida".

 

Quanto à sequela de Esquadrão Suicida, Gavin O'Connor (The Accountant, Warrior) é o escolhido para o realizar e escrever, substituindo assim David Ayer.

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:21
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