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Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

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Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

Tudo para o "bem" das novas gerações

Hugo Gomes, 30.06.17

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Para o bem ou para o mal, Sam Raimi teve impacto no agora formado género de "cinema de super-heróis". No caso deste Homecoming, a "coisa" não anda nem desanda, apenas se mantêm tímido, despersonalizado e contido no seu registo de produto de linha. É mau? Perguntam muitos. A resposta, é desperdiçar talentos sob o fruto da "competência".

A Mão Invisível que esmurra o proletariado

Hugo Gomes, 20.06.17

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Longe da pedagogia de um Laurent Cantet, «La Mano Invisible», de David Macian, é um espectáculo sobre o trabalho precário e da nossa submissão. Um experimento sobre a dignidade do trabalhador e do ciclo repetitivo que se tornou este dilema de "trabalhar até morrer". Um exemplar espanhol que tão bem poderia dialogar com o nosso português «A Fábrica do Nada». Dois filme politizados e longe do formalismo documental que se poderia ter suscitado.

Mumificando universos partilhados

Hugo Gomes, 08.06.17

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O problema desta «A Múmia» não está inteiramente no filme em si, mas sim na indústria omnipresente. Uma cópia dos modelos mercantis com todos os marcos que poderíamos "desejar" neste tipo de produções. É previsível, cumpre a sua agenda de forma aplicada e ainda transtorna os monstros que assustaram gerações passadas. A palavra-chave é mercado. Enfim, mais um "universo partilhado" nas nossas rotinas cinematográficas como se não bastasse aqueles que ainda temos que "aturar".

Paul Vecchiali: de punho no ar contra a "política de autores"

Hugo Gomes, 08.06.17

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Das entrevistas que mais guardo com afeto está a do cineasta e produtor Paul Vecchiali, ainda hoje desprezado do seu real cognome de mestre francês. Segundo as suas palavras, François Truffaut o considerou o herdeiro do cinema de Jean Renoir, uma comparação que o próprio renega até porque sempre desejou estar à margem de uma viciosa “política de autores”.

No caso do Renoir em La Bête Humaine, há uma cena de amor entre o Jean Gabin e a Simone Simon onde ele faz uma panorâmica horrível. No caso do Visconti, no Rocco e os seus Irmãos há algo parecido. Na altura falava-se da política de autores, mas hoje em dia é necessário bater nessa política! Hoje é preciso dizer-se “há um filme genial com um plano idiota”! Ou então “há um filme de um realizador medíocre com três planos sublimes”! Acho anormal que uma pessoa que trabalhou vagamente num argumento bloqueie o trabalho de 50 outras pessoas. Já me bati no tribunal por situações assim.” Ler entrevista completa aqui.