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O filme de António-Pedro Vasconcelos, Os Gatos não têm Vertigens, lidera as nomeações da 3ª edição dos prémios da Academia Portuguesa de Cinema. Com quinze indicações aos Sophia, incluindo a nomeação na categoria de Melhor Filme, Melhor Realizador (António-Pedro Vasconcelos) e de Melhor Actriz (Maria do Céu Guerra), a obra sobre a amizade de uma idosa e um jovem rapaz de 18 anos levou a melhor sobre Os Maias: Cenas de uma Vida Romântica e O Grande Kilapy, ambos com 12 nomeações cada um e o último filme de Victor Gonçalves, A Vida Invisível  [7 nomeações].

 

Os nomeados foram apresentados pelos actores Paulo Pires e Carla Chambel numa conferência de imprensa que decorreu hoje, dia 4 de Março, na Cinemateca-Portuguesa Museu do Cinema. Nessa mesma apresentação foi ainda revelada a anfitriã da cerimónia de entrega dos respectivos prémios. Esse desafio foi entregue à actriz Cláudia Semedo, que expressou ser "o mais desejado de sempre", no final ainda brincou "prometo não tirar selfies como a Ellen DeGeneres, mas prometo trazer pizza para a gala". Gala, essa, que sucederá no Centro Cultural de Belém, no próximo dia 2 de Abril, e será transmitido em directo na RTP2.

 

Os Sophia 2015 contarão ainda com quatro novas categorias, incluindo o prémio Sophia estudante, cujos os três nomeados serão apenas divulgados dia 18 de Março.

 

Aqui ficam todos os nomeados:

 

Melhor Filme:

A Vida Invisível

O Grande Kilapy

Os Gatos não têm Vertigens

Os Maias - Cenas da Vida Romântica

 

Melhor Realizador:

Zézé Gamboa - O Grande Kilapy

Vítor Gonçalves – A Vida Invisível

António-Pedro Vasconcelos – Os Gatos não têm Vertigens

João Botelho – Os Maias

 

Melhor Actor Principal:

Filipe Duarte – A Vida Invisível

Graciano Dias – Os Maias

João Jesus – Os Gatos não têm Vertigens

João Lagarto – O Grande Kilapy

 

Melhor Actriz Principal:

Leonor Seixas – Sei Lá

Maria do Céu Guerra – Os Gatos não têm Vertigens

Maria João Pinho – A Vida Invisível

Sara Barros Leitão – Pecado Fatal

 

Melhor Actriz Secundária:

Fernanda Serrano – Os Gatos não têm Vertigens

Maria João Pinho – Os Maias

São José Correia - O Grande Kilapy

Silvia Rizzo - O Grande Kilapy

 

Melhor Actor Secundário:

João Perry – Os Maias

Manuel Wiborg - O Grande Kilapy

Nicolau Breyner – Os Gatos não têm Vertigens

Pedro Inês – Os Maias

 

Melhor Argumento Original:

Luís Alvarães e Luís Carlos Patraquim - O Grande Kilapy

Vítor Gonçalves, Jorge Braz, Mónica Santana Baptista - A Vida Invisível

Tiago Santos – Os Gatos não têm Vertigen

Frederico Pombares, Henrique Dias e Roberto Pereira – Virados do Avesso     

 

Melhor Documentário em Longa - Metragem:

Guerra ou Paz, Rui Simões

Fado Camané, Bruno de Almeida

E Agora? Lembra-me, Joaquim Pinto

Alentejo Alentejo, Sérgio Tréfaut

 

Melhor Montagem:

Rodrigo Pereira, Rui Alexandre Santos – A Vida Invisível

Pedro Ribeiro – Os Gatos não têm Vertigens

Pedro Ribeiro – Sei Lá

João Braz – Os Maias

 

Melhor Maquilhagem e Cabelos:

Sano de Perpessac – O Grande Kilapy

Susana Correia e Fátima Vieira – Os Gatos não têm Vertigens

Iris Peleira, Mário Leal – Variações de Casanova

Sano de Perpessac – Os Maias

 

Melhor Guarda-Roupa:

Teresa Campos – O Grande Kilapy

Os Burgueses – Os Gatos não têm Vertigens

Lucha d’Orey – Variações de Casanova

Tânia Franco – Os Maias

 

Melhor Caracterização / Efeitos especiais:

Sano de Perpessac - O Grande Kilapy

Sandra Pinto – Eclipse em Portugal

Iris Peleira – Cadências Obstinadas

Sano de Perpessac – Os Maias

 

Melhor Direcção Artística:

João Torres – O Grande Kilapy

João Torres – Os Gatos não têm Vertigens

Isabel Branco – Variações de Casanova

Silvia Grabowski – Os Maias

 

Melhor Direcção de Fotografia:

Leonardo Simões – A Vida Invisível

José António Loureiro – Os Gatos não têm Vertigens

André Szankowski – Cadências Obstinadas

João Ribeiro – Os Maias

 

Melhor Som:

Hugo Leitão e Branko Neskov – O Grande Kilapy

Vasco Pedroso, Branko Neskov e Elsa Ferreira – Os Gatos não têm Vertigens

Pedro Melo e Branko Neskov – Getúlio

Jorge Saldanha – Os Maias

 

Melhor Canção Original:

"Fora da Lei" versão rock, interpretado pelos Criança Queimada – Nirvana       

“Unforgettable”, letra e interpretação de Daniela Galbin – Pecado Fatal

“Clandestinos do Amor” de Ana Moura – Os Gatos não têm Vertigens

“Seta” de André Sardet e Mayra Andrade – Sei Lá

 

Melhor Banda Sonora Original:

Nuno Maló - Doce Amargo Amor

Filipe Coutinho – Pecado Fatal

Luís Cília – Os Gatos não têm Vertigens

José M. Afonso – Sei Lá

 

Melhor Curta-Metragem Documentário:

À Beira Da Europa, Bernardo Cabral

Le Boudin, Salomé Lamas

Luz Clara, Miguel Lima

O Meu Outro País, Solveig Nordlund

 

Melhor Curta-Metragem de Animação:

20 Desenhos e Um Abraço, José Miguel Ribeiro

Canto dos 4 Caminhos, Nuno Amorim

Foi o Fio, Patrícia Figueiredo

Fuligem, David Doutel

 

Melhor Curta-Metragem de Ficção:

Cinema, Rodrigo Areias

Coro dos Amantes, Tiago Guedes

Encontradouro, Afonso Pimentel

Miami, Simão Cayatte

Os Sonâmbulos, Patrick Mendes

 

Prémio de Carreira:

Eunice Muñoz (actriz)

Luís Miguel Cintra (actor, encenador)

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 21:39
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Mais um trailer de The Avengers: Age of Ultron foi revelado. Joss Whedon regressa à realização como também ao argumento naquele que é tido o final da Fase 2Robert Downey Jr. (Iron Man), Mark Ruffallo (The Avengers), Chris Evans (Captain America: First Avenger), Chris Hemsworth (Thor), Jeremy Renner (The Avengers, The Hurt Locker), Samuel L. Jackson (The Avengers, Pulp Fiction), Scarlett Johansson (The Avengers, The Lost in Translation), Elizabeth Olsen (Martha Marcy May Marlene, Silent House), Aaron Taylor-Johnson (Kick-Ass), Andy Serkis (Dawn of the Planet of the Apes) e Thomas Kretschmann (King Kong, Wanted) integram o elenco. Desta vez a equipa de super-heróis irá enfrentar o temível andróide Ultron. O filme tem estreia prevista no dia 30 de Abril nos cinemas portugueses.

 

 

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A primeira longa-metragem de Giulio Ricciarelli, Im Labyrinth Des Schweigens (O Labirinto das Mentiras), tem as honras de inaugurar mais uma edição do Judaica: Mostra de Cinema e Cultura, que conta assim com a sua terceira edição. A sessão decorrerá na Sala Manoel de Oliveira, no Cinema São Jorge, pelas 21h30.

 

O enredo deste thriller centra numa Alemanha que tenta descaradamente ocultar todos os indícios do Holocausto e outros horrores cometidos pelo Terceiro Reich durante a Segunda Guerra Mundial, um jovem procurador tenta levar a julgamento alguns dos responsáveis pela desumanidade que manchou o passado de uma nação. O Labirinto das Mentiras é baseado no Julgamento de Frankfurt-Auschwitz em 1963, onde 22 ex-guardas do campo de concentração foram constituídos arguidos, num caso que incentivou uma autêntica "caça aos monstros".

 

O Labirinto das Mentiras estreará nas salas nacionais em Abril.

 

 

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O reflexo dos fantasmas da ausência

 

Yvone Kane marca o regresso da realizadora Margarida Cardoso a Moçambique, a terra que a viu nascer, 11 anos depois da sua primeira longa-metragem de ficção, A Costa dos Murmúrios (2004). Enquanto na sua obra anterior adaptava um romance homónimo de Lídia Jorge, aqui toma total liberdade criativa no argumento e o resultado é um intimismo com a intriga. Yvone Kane é um filme sobre perdas,  aliás todas as personagens deste registo narrativo sofrem desse mesmo mal, funcionando como uma alusão às memórias coloniais e dos traumas das guerras que teimam em não ser dissipados.

 

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A história segue uma jornalista, Rita (Beatriz Batarda), que encontra num novo trabalho de investigação, a da misteriosa morte da ex-guerrilheira e activista Yvone Kane, num escape à tragédia embutida no seu quotidiano. Assim, Rita segue para Moçambique, país que tão bem conhece devido às suas raízes. Nele reencontra a sua mãe, Sara (Irene Ravache), uma mulher que luta para obter um ponto de redenção da sua vida passada, enquanto enfrenta um fim predestinado.

 

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Yvone Kane é um trabalho cuidadoso que se mantém longe da mensagem explícita, investindo numa narrativa por vias de barreiras físicas, como se o contacto directo com esta fosse uma tarefa intransponível. A câmara de Cardoso ostenta essa fobia e filma uma intriga que recorre muitas vezes ao uso de reflexos, janelas e redes, como se as personagens se envolvessem em protecções com o redor devastado por espíritos aprisionados, como é referido na passagem do hotel assombrado nas proximidades do desfecho. O pretexto para este retrato de legados e descendências de "fardos penosos", a misteriosa morte de Yvone Kane (Mina Andala), nunca é devidamente explorado, nem sequer é conclusiva para a verdadeira essência da fita, que subliminarmente parece garantir-nos que não estamos perante de um thriller político.

 

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Mas como havia sido referido, o filme de Margarida Cardoso nunca oferece nada como gratuito (os planos discretos são tais indícios dessa virtude narrativa). Ao invés, tudo nos remete a um retrato da ausência, o convívio entre mortais e fantasmas e o alcance da imortalidade arrependida através de um prometido mundo pós-morte. Mesmo sob a invocação desses vazios, Yvone Kane é acima de tudo uma colectânea de memórias.  Curiosamente, tudo começa num cemitério e termina num enterro, sem a utilização de misticismos. Tal como é citado a certa altura,  "a vida é estranha, não é"?

 

Real.: Margarida Cardoso / Int.: Beatriz Batarda, Irene Ravache, Samuel Malumbe, Adriano Luz, Gonaço Waddington, Mina Andala

 

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6/10

publicado por Hugo Gomes às 12:12
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A felicidade já não mora aqui!

 

Hector (Simon Pegg) é um jovem psiquiatra com uma vida organizada e pensada ao pormenor ao lado da sua mulher, Clara (Rosamund Pike). Porém, apesar da organização do seu quotidiano e de tudo correr como planeado, Hector sente-se infeliz, incompleto e que lhe falta algo de autêntico na sua vida. Por causa disso, decide embarcar numa aventura em busca de um "mito". A verdadeira essência da felicidade.

 

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Para além de todos os pontos que o protagonista recolhe nessa mesma jornada, em Hector and the Search of Happiness aprendemos um ponto adicional que não está de certa forma presente na fita: Simon Pegg sem Edgar Wright é um caos. Não no sentido da sua prestação, visto que o actor célebre por Shaun of the Dead é esforçado na sua entrega, mas porque para sua grande infelicidade, calhou-lhe um argumento mais próximo de um guia de auto-ajuda do que supostamente uma obra cinematográfica.

 

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Assinado por Peter Chelsom, o realizador do bem-sucedido mas muito lamechas Serendipity (Feliz Acaso), Hector and the Search of Happiness remete-nos a uma longa viagem do seu protagonista por locais exóticos como a China, África (o filme cobardemente nem especifica qual a nação) e por fim o estado da Califórnia, tudo soando a um documentário turístico mal encenado e frequentado por personagens descartáveis, grande parte deles encarnadas por actores de luxo. Existem emoções para todos os gostos: o dramalhão ao som de acordes melódicos (imperativamente fazem chorar os mais sensíveis, ou talvez não), a comédia que nem um sorriso é capaz de arrancar e um artificialismo nas situações que até assusta. Mas o mais aterrador nisto tudo, é a persistência em querer ser levado a sério.

 

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O que é a felicidade afinal? Ficamos a questionar. Certamente a resposta não irá ser encontrada aqui, nem que Simon Pegg escreva duzentos livros sobre o tema. Porém, ver Rosamund Pike é sempre motivo para um sincero sorriso. Nesta demanda, é o mais próximo que temos da harmonia intrínseca.

 

Real.: Peter Chelsom / Int.: Simon Pegg, Rosamund Pike, Tracy Ann Oberman, Jean Reno, Christopher Plummer, Togo Igawa, Toni Collette, Stellan Skarsgård

 

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3/10
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publicado por Hugo Gomes às 11:43
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Depois de Spider-Man ter regressado à sua “casa-mãe”, a Marvel Studios, várias questões residem quanto à sua reencarnação cinematográfica, e uma delas é quem irá dirigir o agendado filme a solo em 2017.

 

Segundo a The Hollywood Reporter, a Sony Pictures e a Marvel encontram-se em negociação com Drew Goddard, o realizador do filme de terror sensação de 2012, The Cabin in the Woods (ler crítica), para levar Spider-Man de volta ao grande ecrã. Goddard encontrava-se anexado ao projecto Sinister Six, um dos spin-offs programados pela Sony para a fasquia do The Amazing Spider-Man, com Andrew Garfield na pele do “homem-aracnideo”. Porém, já foi adiantado que o actor não regressará ao papel que desempenhou em dois filmes, ambos realizados por Marc Webb.

 

Recordamos que para além do spin-off com estreia prevista para Julho de 2017, Spider-Man irá integrar a próxima sequela de Capitão América, Civil War. De momento nenhuma informação sobre o novo actor a desempenhar foi ainda revelado, mas o estúdio divulgou que este novo “Peter Parker” será mais novo que as incursões cinematográficas anteriores.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 09:29
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3.3.15

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Arranca amanhã, dia 4 de Março, a terceira edição do Judaica – Mostra de Cinema e Cultura, que regressa ao Cinema São Jorge, em Lisboa, até ao dia 8 de Março. Tendo como grande novidade o alargamento da programação para Belmonte, um local de grande valor simbólico, de 7 a 10 de Maio, o Judaica apresenta a mais ambiciosa mostra até à data. O festival irá exibir mais de 18 longas-metragens, ficções e documentários, contando com três antestreias nacionais, e ainda oito curtas-metragens e três sessões especiais.

 

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Os 70 anos do fim da 2ª Guerra Mundial serão tema presente neste evento cultural, o Judaica abrirá com um filme remetente a esse tema, acentuando que um Passado tão negro como esse é difícil de esquecer (devendo-se sobretudo nunca esquecer). Trata-se de Im Labyrinth Des Schweigens (O Labirinto das Mentiras), a primeira longa-metragem de Giulio Ricciarelli, um actor italiano radicado na Alemanha. Esta obra levará o espectador a um país que tenta descaradamente ocultar todos os indícios do Holocausto e outros horrores cometidos pelo Terceiro Reich durante a Segunda Guerra Mundial, um jovem procurador tenta levar a julgamento alguns dos responsáveis pela desumanidade que manchou o passado de uma nação. O Labirinto das Mentiras é baseado no real julgamento Frankfurt - Auschwitz em 1963, onde 22 ex-guardas do famoso campo de concentração foram constituídos arguidos, num caso que incentivou uma autêntica "caça a monstros”.

 

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Outro filme importante sobre o tema que se encontra na programação é Lauf Junge Lauf (Corre, Rapaz, Corre), uma realização de Pepe Danquart (realizador de Schwarzfahrer, o vencedor do Óscar de Melhor Curta-Metragem em 1993) que apesar de persistir em incutir numa perspectiva de uma personagem infantil ao Holocausto, não se resume a um retrato de pura ingenuidade. Adaptação de uma obra literária do autor israelita Uri Orlev, Corre, Rapaz, Corre centra na extraordinária história verídica de “Jurek” Srulik, um rapaz polaco de oito anos que tenta sobreviver entre os horrores da Segunda Grande Guerra e a fervorosa caça aos judeus, comunidade, o qual o protagonista pertence e que constantemente oculta.

 

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Judaica ainda destaca dois filmes portentos do ano 2014, Felix & Meira e Gett. O primeiro apesar de soar como um impossível romance de Shakespeare, é acima de tudo um retrato choque entre culturas divergentes e opostas. Ele (Martin Dubreuil) é um homem em pleno sofrimento com a perda do seu pai, e ela (Hadas Yaron), uma judia hassidica, regida por um quotidiano ortodoxo deveras rígido e intolerante. Eis uma obra que coleccionou elogios por onde passou, nomeadamente no último Festival de San Sebastian, e vencedor do Prémio de Melhor Filme Canadiano no Festival de Toronto. Em jeito de curiosidade: antes de Felix & Meira, a actriz Hadas Yaron já havia interpretado anteriormente um membro da cultura hassidica em Fill the Void (A Noiva Prometida, ler crítica), de Rama Burshtein, onde acabou por ser consagrada com o Prémio de Melhor Actriz no Festival de Veneza de 2012. Uma imperdível obra do realizador estreante Maxime Giroux.

 

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Gett (O Processo de Viviane Amsalem) é uma das grandes apostas do Festival. Tendo sido o candidato israelita aos Óscares e arrecadou uma nomeação na mesma categoria nos Golden Globes, Gett funciona como um retrato alarmante da inexistência do divórcio civil em Israel. Quem o diz é Viviane Amsalem (Ronit Elkabetz), uma mulher que se vê envolvida numa tremenda batalha judicial para concretizar algo que é tão inteligível no Ocidente, um simples divórcio. Como sabem, em Israel apenas as conservadoras autoridades religiosas tem o poder de autorizar tal procedimento ou, como nas maiorias do caso, impedir. Foi premiado como Melhor Filme do Festival Internacional de Cinema de Jerusalém. A sessão contará com a presença do realizador (Shlomi Elkabetz).

 

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Outras ficções a merecer destaque na programação é o thriller político de produção venezuelano-argentina, Esclavo De Dios (O Escravo de Deus), inspirado no real atentado ao Centro Comunitário Judaico de Buenos Aires (AMIA), ocorrido em 1994. Realizado por Joel Novoa, O Escravo de Deus acompanha um agente especial argentino-israelita que vive obcecado em descobrir os responsáveis por tal acto terrorista, ao mesmo tempo que foca em dois homens completamente diferentes que vivem em situações limite. Vencedor do Excellence in the Art of Filmmaking em Palm Beach em 2013 e prémios e passagens por festivais como Mar del Plata, Huelva e Gramado. Por fim, Mr. Kaplan, uma comédia de produção alemã-uruguaia que acompanha as atrapalhadas aventuras de um pacífico cidadão de origem judaica, Jacobo Kaplan (Héctor Noguera), que vive no Uruguai desde a Segunda Guerra Mundial. Acreditando ter descoberto um antigo líder nazi a residir numa praia uruguaia, Jacob une esforços com um antigo policia para revelar a sua identidade e por fim, captura-lo. Realizado e escrito por Álvaro Brechner (Mal Dia para Pescar), Mr. Kaplan é uma sátira ao “payback” que sucedeu depois do Holocausto. Candidato uruguaio ao Óscar e premiado em Mar del Plata, Huelva e nomeado a um Goya, para além de dominar os prémios uruguaios de 2014, Mr. Kaplan encerrará o Judaica sob a forma de um extenso sorriso.

 

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O documentário também terá um papel importante na programação do Judaica, o Cinematograficamente Falando … recomenda Natan, uma realização de Paul Duane e David Cairns que tenta "ressuscitar" a memória de Bernard Natan, aquele que fora considerado um dos pais do cinema francês, como também um dos realizadores mais prolíferos da indústria cinematográfica nos anos 20 e 30. Contudo, os feitos destes encontram-se actualmente "apagados" da História e a sua imagem unicamente associada ao cinema pornográfico gay e ao sadomasoquismo. Mas afinal o que aconteceu? Quem está por detrás desta conspiração de denegrir uma importante personalidade da 7ª Arte? Este documentário seguirá as pistas e explora uma verdade escondida. Será que conseguirá resgatar Natan das sombras?

 

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O Judaica manterá ainda a sua Feira de Livros, e no âmbito da literatura convidará a renomada romancista Myriam Anissimov e o crítico literário Pedro Mexia a integrar um debate em torno do escritor Romain Gary e o seu livro As Raízes do Céu, a história de Morel, um francês que vive na África Equatorial Francesa e que pretende combater o massacre de elefantes para o tráfico do marfim. Ainda haverá a apresentação do roteiro Caminhos Judaicos, da autoria de Esther Mucznik, que conta com o apoio Turismo de Portugal e a Rede de Judiarias de Portugal, atravessando o país percorrendo os caminhos da presença judaica em Portugal ao longo da História. E ainda, uma sessão especial sobre a dieta Kosher: Uma Dieta para a Alma e um debate que se debruçará sobre o Judaísmo, o Islão e o Laicismo: As Pegadas Recuperadas.

 

O Cinematograficamente Falando … acompanhará pelo terceiro ano consecutivo, o decorrer deste sempre crescente Festival de Cinema em Portugal.

 

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Mais informação sobre a programação, ver aqui

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 17:00
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Foi divulgado a primeira imagem de Joseph Gordon-Levitt, como Edward Snowden, no próximo filme de Oliver Stone, The Snowden Files.

 

The Snowden Files girará em torno de Edward Snowden e os seus ficheiros. Baseado na publicação de Anatoly Kucherena [o advogado russo de Snowden], The Time of the Octopus, e no do jornalista Luke Harding, The Snowden Files, The Inside Story of the World's Most Wanted Man. Shailene Woodley, Melissa Leo, Zachary Quinto, Nicolas Cage, Tom Wilkinson, Rhys Ifans, Joely Richardson e Timothy Olyphant compõem o elenco desta produção que chegará aos cinemas no final de 2015.

 

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Jennifer Lawrence vai trabalhar com o realizador Steven Spielberg no seu próximo filme, It's What I Do: A Photographer's Life Of Love and War, uma produção de Andrew Lazar (American Sniper) para a Warner Bros..

 

A protagonista de The Hunger Games será Lynsey Addario, uma premiada e internacional fotojornalista, que fez consagrados ensaios de fotografia em locais delicados e palcos de guerra como Afeganistão, Congo, Darfur e Líbano. Expôs várias as baixas, calamidades, assim como os antagonistas por detrás dos duradouros conflitos humanos que marcam as manchetes dos jornais ou simplesmente a sociedade ignora. Arriscou diversas vezes a sua vida para concretizar o seu trabalho, tendo até sido uma das quatro jornalistas da New York Times a ser sequestrada por forças pró-Qaddafi durante a guerra civil da Líbia, ou até mesmo sofrido um acidente de viação no Paquistão em 2009.

 

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publicado por Hugo Gomes às 11:57
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Foi revelado um novo trailer de Dragon Ball Z: Fukkatsu no F (F Is for Resurrection como tradução), no próximo filme animado da série, com estreia prevista para Abril em território japonês. A intriga seguirá os dois soldados intergalácticos, Sorbet e Tagome, que chegam à Terra com o objectivo de reavivar o seu antigo líder, Frieza, através das sete bolas de cristal. Cabe a Goku e os seus companheiros impedir que tal catastrófico evento concretize. Neste novo trailer é no por fim revelado a forma de Deus do vilão. Tal como o filme anterior, Battle of Gods, este novo episódio será novamente escrito pelo criador original da popular série de manga e anime, Akira Toryiama.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 10:40
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O novo filme de Andrey Zvyangintsev, Leviathan (Leviatã), abrirá toda uma nova gama de antestreias especiais e exclusivas dos cinemas Medeia, segundo as palavras do exibidor, produtor independente e detentor da respectiva cadeia de cinemas, Paulo Branco. Cada uma destas sessões será apresentada por convidados especiais, sendo que o jornalista e crítico de cinema, Nuno Galopim, teve a honra de ser o anfitrião da consagrada obra do cineasta russo.

 

Antecedido à sua antestreia, que decorreu na segunda-feira, dia 2 de Março, no Cinema Monumental em Lisboa, Paulo Branco proferiu umas breves palavras sobre o estado da exibição em Portugal. Prometendo ser curto afim de não atrasar a projecção, referiu o ramo da exibição, assim como a distribuição, num sector empresarial em plena queda livre, situação muito mais agravada para o negócio mais independente, como é o caso do seu.

 

Exemplificou o Cinema King (encerrado em Novembro de 2013), como uma das grandes perdas em consequência desse mesmo decréscimo. "O cinema em Portugal já não é para ver em sala", condenando de seguida as novas plataformas de visualização que são os computadores e outros dispositivos, assim como os downloads legais ou ilegais que também referidos como outra das causas para a decadência do cinema propriamente dito. Branco especificou que para combater tal situação era preciso acima de tudo "fazer sentir às novas gerações que ver cinema numa sala é uma experiência".

 

Porém, culpou as outras distribuidoras, nomeadamente a NOS, como indiciadores de uma má educação cinematográfica no espectador. Referindo a essas mesmas distribuidoras / exibidores de apelarem a um numero maior de público por vias de outros produtos - "veiculo comercial para outras coisas, como por exemplo o cabo" - condenando-as e criticando respectivo modo de exibição, exemplificando "projecções abruptamente cortadas a meio como incentivo para vender mais pipocas".

 

Paulo Branco salientou ainda ser um optimista e pretender "dinamizar" a programação dos seus cinemas, nomeadamente a prática das mencionadas sessões especiais, confirmando de seguida que manterá as suas salas no Monumental, assim como no Nimas. "A criação cinematográfica ainda tem muitos anos à sua frente".

 

As palavras do produtor foram acentuadas e finalizadas por Nuno Galopim, que antes de dar inicio à sua palestra acrescenta: "aprendi a ver cinema numa sala escura rodeado por pessoas".

 

Recordamos que Leviatã, que estreia nos cinemas nacionais no dia 5 de Março (um exclusivo dos cinemas Medeia), avança com uma história de uma Rússia corrompida e insaciável por poder. No centro desta sociedade "envenenada", deparamos com uma família que luta contra um corrupto e malicioso presidente da Câmara para conseguir manter a sua habitação à beira-mar. Nomeado ao Óscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira, porém, vencedor do Globo de Ouro na mesma categoria, para além do Prémio de Melhor Argumento no Festival de Cannes, o último filme do realizador de The Return e Elena espelha um conto mal agoirado onde um mal impera porque os homens de bem nada o fazem para impedir.

 

Segundo as palavras de Nuno Galopim, Andrey Zvyangintsev encontra-se de momento nos EUA a dirigir uma curta-metragem.

 

 

Ver também

Estreia da Semana: Leviathan, será o retrato da Rússia actual?

Óscars 2015 - Os Nomeados

Winter Sleep vence Palma de Ouro em Cannes!

Paulo Branco avança queixa contra a Big Pictures 2 Films

Paulo Branco denuncia "insustentabilidade da exibição independente"!

O último dia dos Cinemas King

 

 

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 08:36
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2.3.15

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Ethan Hawke e Denzel Washington voltarão a contracenar, 14 anos depois de Training Day. O motivo deste reencontro será o remake de The Magnificent Seven (Os Sete Magníficos), um western datado do ano 1960, dirigido por John Sturges, que foi por sua vez uma versão "americanizada" do clássico Seven Samurai (Os Sete Samurais, 1954), do mestre japonês Akira Kurosawa. Chris Pratt (Guardians of the Galaxy) e Haley Bennet (The Equalizer) também participarão no projecto. Esta nova versão será realizada por Antoine Fuqua (Training Day, The Equalizer) e o argumento é da autoria de Nic Pizzolatto (série True Detective) com ajustes de John Lee Hancock (The Blind Side).

 

Recordamos que Os Sete Magníficos remete-nos a uma trupe de sete vigilantes que tentarão defender uma pequena cidade de ser "violentada" por temíveis bandidos. Steve McQueen, Yul Brynner, James Coburn, Eli Wallach e Charles Bronson estiveram integrados no elenco.

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:17
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Estreia esta semana, dia 5 de Março, o esperado filme de Andrey Zvyagintsev (The Return, Elena), Leviathan (Leviatã), a obra que tem causado polémica na Rússia por demonstrar um país corrompido. Nomeado ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, estatueta que acabou por ir para o polaco Ida, de Pawel Pawlikowski, Leviathan segue a história de um casal vivente numa pequena cidade à beira-mar que confronta com um corrupto Presidente da Câmara pela posse de um terreno. Aleksey Serebryakov, Elena Lyadova e Roman Madyanov compõem o elenco.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 09:56
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1.3.15

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Via Sacra de Maria!

 

A religião é tida como um assunto delicado. Qualquer abordagem a ela é automaticamente uma declaração de guerra, seja ela séria ou cómica o resultado é inevitável. Enquanto falamos exaustivamente no nosso quotidiano sobre Estados Islâmicos e medos racionais ou irracionais do extremismo muçulmano, é curioso assistir um filme como Kreuzweg (As Estações da Cruz), um retrato sufocante sobre o fascismo religioso e a sua influência na nossa sociedade. Tudo isso esquematizado na personagem de Maria (Lea Van Acken), uma adolescente que tem a mais fatal das decisões: enveredar pelo caminho de Cristo, sacrificando o seu corpo em prol da preservação do seu espírito.

 

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O amor a Deus não é transmitido ao espectador, ao invés, a intolerância e a sobreposição de pensamentos, que de certa forma irão influenciar a jovem, dedicada a morrer para que o seu sobrinho de quatro anos, diagnosticado com autismo, possa proferir as primeiras palavras. É penoso assistir a todo o processo de santificação, baseado nos ensinamentos mais fundamentalistas da Igreja Católica, mas Dietrich e Anna Buggermann tornam a experiência cativante através de uma narrativa composta por 13 longos planos, todos eles alusivos às 13 estações de Via Sacra de Jesus Cristo. Quanto mais avançamos na narrativa, mais conflituoso é o dilema de Maria, sucumbindo aos ideais religiosos, fortemente apoiada pela sua mãe intolerante.

 

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O primeiro plano, cerca de 15 minutos sem cortes nem mudanças de planificação, serve como introdução a esse "mundo" fechado, guiado pelo sofrimento e pela recompensa divina que é uma benevolente vida pós-morte. O padre refere-se a esses sacrifícios como um modo de vida correcto e castiga severamente o júbilo e a melodia como invocações satânicas. Maria ouve atentamente o sermão e confessa-se interessada no sacramento. A partir daqui, como espectadores, ansiamos por uma salvação divina da doce menina dessas correntes teológicas, temos esperança que a martirologia seja "sol de pouca dura", mas a contradição às nossas expectativas dará lugar a um dos finais mais penosamente satíricos. O par de realizadores aborda as dúvidas da crença e provoca uma dualidade no seu desfecho, porém, não poupam em castigos silenciosos e subliminares.

 

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Kreuzweg é um filme desencantador, duro de assistir, mas inventivo na sua alusão narrativa. As personagens são eficazes na sua provocação, aptos para leituras que de certa forma transmitem a actualidade do nosso "Mundo", cada vez mais à mercê das influências religiosas. Mas acima de tudo é um filme que ilustra hipocritamente a liberdade de escolha dos nossos filhos, mas com um pé sob a influência familiar e social. Por fim, tendo em conta a expansão do chamado cinema cristão, esta será uma obra dificilmente comercializada em território norte-americano, enquanto em Portugal a sua distribuição parece demorar.

 

Filme visualizado no KINO – Mostra de Cinema de Expressão Alemã 2015

 

Real.: Dietrich Buggermann, Anna Buggermann / Int.: Lee Van Acken, Lucie Aron, Anna Brüggemann, Michael Kamp

 

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8/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:26
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