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Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

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Più Buio di Mezzanotte (2014)

Hugo Gomes, 31.03.15

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As criaturas da noite!

 

Há qualquer coisa de estranho em Davide (Davide Capone). Ele é um rapaz, mas não se sente como tal. A sua particularidade é vista com um afecto consolador da parte da mãe, que sofre de uma doença óptica regressiva, mas com uma violenta reprovação pelo pai, o que leva o jovem de 14 anos a abandonar a família e a viver à sua mercê nas ruas do bairro San Berillo. Aqui, Davide encontrará uma família adoptiva, um grupo diversificado de homossexuais, transexuais e outros que partilham, com o nosso protagonista, o orgulho pela diferença e o repúdio pela padronização social.

 

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A primeira obra de Sebastiano Riso poderá ser vista como um exemplo mais que modelizado do chamado subgénero "queer", onde até mesmo o seu desfecho nos remete à dor existencial deste tipo de cinema. Porém, Più Buio di Mezzanotte tem como minuciosidade o tratamento da classe homossexual e transgénero como se de criaturas alienadas se tratassem, viventes e falsamente livres na escuridão da noite. Em termos referenciais, diríamos que este leque de personagens excêntricos e de carácter bizarro são vistos como uma espécie de vampiros transvestidos saídos de uma obra qualquer dos anos 70 ou 80, como também são evidentes claras influências do cinema de Walter Hill, nomeadamente The Warriors (1979), em que é possível testemunhar abordagens quase tribais.

 

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É um retrato de uma homossexualidade confundida com contra-cultura, que ocasionalmente encontra a estranha beleza nas suas imagens, entre as quais um primeiro choque para com o bairro San Berillo, com o espectador a ser guiado por um plano sequência frontal e sob um rígido carácter etnográfico. Todavia, Più Buio di Mezzanotte pode muito deter um estética válida, mas é carente em emoção e um dos factores que se destaca é a unidimensionalidade das personagens secundárias e um cenário demasiado "pastiche". Infelizmente, são várias as oportunidades que Sebastiano Riso tem de implantar uma marca pessoal neste enredo demasiado frigido e cumpridor dos códigos "queer".

 

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A sensação final, e embora não seja um total desperdício, é que estamos perante uma pequena desilusão, especialmente  tendo em conta as cartas jogadas. Sob uma esforçada linguagem cinematográfica e no descodificar do erotismo na homossexualidade, Più Buio di Mezzanotte é como aquelas crianças mal comportadas, que afinal são tudo menos irreverentes.

 

Filme visualizado na 8ª edição do 8 1/2 Festa do Cinema Italiano

 

Real.: / Int.: Davide Capone, Pippo Delbono, Vincenzo Amato, Micaela Ramazzotti

 

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Mais um trailer de Mad Max: Fury Road!

Hugo Gomes, 31.03.15

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Foi revelado um novo trailer de Mad Max: Fury Road (Mad Max: Estrada da Fúria), o quarto filme de uma saga cinematográfica iniciada em 1979 e a única sem a presença de Mel Gibson, que fora o herói de um mundo pós-apocalíptico onde o petróleo escasseia e a humanidade tenta selvaticamente sobreviver num interminável e árido deserto.

 

Tom Hardy, Charlize Theron, Nicholas Hoult, Riley Keough, Zoe Kravitz, Josh Helman, Rosie Huntington-Whiteley, Megan Gale e Nathan Jones  compõem o elenco. George Miller continua no cargo de realizador.

 

Mad Max: Fury Road tem a sua estreia no cinemas em Maio de 2015 e será apresentado no Festival de Cannes fora de competição.

 

 

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Iniciam as rodagens de The Neon Demon, o novo filme de Nicolas Winding Refn!

Hugo Gomes, 31.03.15

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Arrancaram em Los Angeles, as filmagens do novo filme do cineasta dinamarquês Nicolas Winding Refn  (Drive, Only God Forgives), The Neon Demon  (anteriormente intitulado de I Walk with the Dead).

 

A produção tem sido descrita como um conto de horror sobre a obsessão pela beleza, envolvendo modelos e canibalismo, seguindo a história de uma aspirante de actriz que muda-se para Los Angeles ao encontro de novos rumos para a sua carreira. Porém torna-se objecto de obsessão por um grupo de mulheres, a sua juventude é um dos alvos dessa cobiça extrema. Livremente baseado na vida da Condessa Erzebet Bathory, uma aristocrata húngara da Europa de Leste do século XVII que tem tentado travar o seu envelhecimento através de banhos com o sangue de virgens.

 

A jovem actriz Elle Fanning (Maleficent) é a protagonista desta bizarra e psicadélica história cuja ideia, segundo o realizador, surgiu numa certa manhã apercebera que vivia num mundo dominado por mulheres. The Neon Demon, com estreia para 2016, contará com a banda sonora de Cliff Martinez, um colaborador habitual de Refn, e com a fotografia de Philippe Le Sourd  (The Grandmaster). Keanu Reeves, Christina Hendricks, Abbey Lee, Jena Malone e Bella Heathcote completam o elenco.

 

 

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Lázaro Ramos no FESTin 2015!

Hugo Gomes, 30.03.15

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Lázaro Ramos confirma a sua presença na 6ª edição do FESTin: Festival de Cinema Itinerante de Língua Portuguesa (8 a 15 de Abril), o qual apresentará a sessão de abertura, que será marcado pela projecção do filme O Vendedor de Passados. O actor brasileiro desempenha o papel de um homem que ganha a vida "fabricando" passados para quem decide um novo presente.

 

Na mesma sessão estará presente José Agualusa, o escritor angolano do homónimo livro que serviu de base para o filme dirigido por Lula Buarque de Hollanda.

 

Recordamos ainda que Lázaro Ramos encontra-se actualmente nomeado a um Sophia, prémios atribuídos pela Academia Portuguesa de Cinema, na categoria de Melhor Actor, graças ao seu desempenho em O Grande Kilapy, de Zezé Gamboa (que reúne um total de 12 nomeação aos respectivos prémios), curiosamente foi o filme de abertura da 4ª edição do FESTin, em 2013.

 

 

 

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Trailer: Mia Madre, o novo filme de Nanni Moretti!

Hugo Gomes, 29.03.15

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Foi divulgado o primeiro poster e trailer do novo filme de Nanni Moretti, Mia Madre, que terá em principio antestreia no próximo Festival de Cannes.

 

A história seguirá uma realizadora, Margherita (Margherita Buy), que se encontra em rodagens num filme com um famoso actor norte-americano (John Turturro). Fora do seu trabalho, Margherita é confrontada com a doença da sua mãe e filha adolescente, o qual tenta reconciliar os problemas  da sua vida pessoal com a profissional.

 

Nanni Moretti é também um dos actores, voltando ao duplo activo [actor e realizador], quatro anos depois de Habemus Papa.

 

 

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Le Cose Belle (2013)

Hugo Gomes, 29.03.15

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Tempo, porque é que não voltas atrás?

 

Aquilo que o filme identifica como Le Cose Belle (A Coisa Bela) é a juventude,  aqui abordada como algo frágil mas ao mesmo tempo comum a todos nós. A flor de idade serve aqui como um contra-campo para o grande objectivo do documentário, ou seja, o de retratar a desilusão de uma geração sonhadora e convicta em vingar no futuro, mas cujo presente foi atropelado e obrigado a ceder à sobrevivência, tornando essa inocência arcaica em promessas incumpridas e juras burladas. São sonhos perdidos, olhados com tristeza e saudade, mas sobretudo confrontos intrínsecos com o grupo de quatro ex-crianças, gracejadas com uma felicidade irracional, mas convertidas em jovens adultos arrependidos e desesperançados.

 

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A dupla Ferrente e Piperno segue pisadas semelhantes às do cineasta brasileiro, Eduardo Coutinho, falecido em Fevereiro do ano passado, o qual havia feito com igual perseverança e regulamentação com os elementos temporais no documentário Cabra Marcado para Morrer (1985). Nesta obra que adquiriu grande valor na cinematografia brasileira, Coutinho revisitava nos anos 80 uma família do Noroeste do Brasil que tentou filmar nos anos 60, em que foi impedido de continuar o projecto original em consequência do regime militar que o país vivia. Ou seja, este documentário "brinca" com as mesmas condições prescritas do tempo e da memória, e em épocas do hype de Boyhood, Le Cose Belle ostenta como uma confirmação da paciência como um estilo fílmico de produção.

 

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Mas apesar do seu processo criativo, que por si realçará os atributos do filme enquanto obra de estudo etnográfico, Le Cose Belle apela diversas vezes à emoção, não só os dramas humanos contados sob um jeito nostálgico perdido, mas como música que funciona nessa linha unificada de passado e presente, com claro vislumbre para o futuro. As crianças de ontem, os adultos do amanhã, o espelho dessas duas faces lado-a-lado neste registo cinematográfico. Vale a pena espreitar as "coisas belas" da vida!

 

Filme visualizado na 8ª edição do 8 1/2 Festa do Cinema Italiano

 

Real.: Agostino Ferrente, Giovanni Piperno / Int.: Enzo Della Volpe, Fabio Rippa, Adele Serra, Silvana Sorbetti

 

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Trailer: Jake Gylenhaal é o novo Touro Enraivecido em Southpaws

Hugo Gomes, 29.03.15

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Foi divulgado o primeiro trailer de Southpaw, um filme de Antoine Fuqua (Training Day, Olympus has Fallen) com Jake Gylenhaal no papel de um pugilista que tenta ascender na sua carreira, face a eventuais infortúnios que surgem no seu percurso ao título. Com Rachel McAdams, Naomie Harris, Curtis "50 Cent" Jackson, Tyrese Gibson e Forest Whitaker no elenco, Southpaw é descrito como uma obra da mesma linha de The Fighter, de David O'Russell, ou até de Warrior, de Gavin Hood.

 

Recordamos que o projecto da Weinstein Company já esteve nas mãos da Dreamworks, com Eminem no protagonismo. Estreia em Julho nos EUA.

 

 

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Warrior (2011)

 

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In Grazia di Dio (2014)

Hugo Gomes, 28.03.15

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Será que devemos gritar: "Graças a Deus"!

 

A crise financeira e a austeridade servem novamente como conflito para mais uma produção italiana fincada no realismo formal. No novo filme de Edoardo Winspeare, In Grazia di Dio, a severidade dos nossos tempos leva quatro mulheres, de gerações diferentes, a desfazerem-se das suas vidas passadas e imperativamente subsistirem daquilo que a terra lhes dá. O espectador é constantemente remetido a um jogo de cumplicidades entre o quarteto protagonista e as suas "armas" de combate, as quais convertem em desesperadas atitudes de sobrevivência. Assim, vislumbramos uma panóplia de confrontos geracionais, todos descritos no feminino como se de um filme de Ozon se tratasse .

 

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Até aqui tudo bem, nada que não tenhamos visto anteriormente, e infelizmente sob temáticas mais criativas e dinâmicas (basta ver por exemplo o caso de L'Interprido, apresentado na 8 1/2 Festa do Cinema Italiano de 2014). In Grazia di Dio prolonga-se recorrendo a um teor novelesco que defere todas as suas hipóteses de reconciliação com o cenário realista que falsamente realça, sendo frequentemente "assaltado" por um humor subtil disfarçado de caricatura das personagens, todas elas dignas de abençoadas "segundas hipóteses" e de, por vezes rebuscadas, ambiguidades. Porém, Celeste Ciasciaro consegue oferecer-nos, não apenas um desempenho forte, mas a personagem mais desenvolvida e conciliadora do leque. A proclamada "chefe de família", Casciaro, funciona como a força desta intriga que é dilacerada por ideias vencidas, voltando a frisar a ingenuidade do argumento contra o sistema capitalista e tecendo um maniqueísmo social aprofundado como uma solução credível.

 

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Moralidades à parte, In Grazia di Dio possui outra fragilidade: a sua duração. As suas duas horas e pouco parecem uma eternidade devido a um conjunto de sequências inúteis e entulhadas, sem sequer possuírem um cariz artístico ou experimental. O mesmo ponto de vista e o estilo mais corriqueiro, elementos comuns do realismo cinematográfico, tornam a obra de Winspeare num projecto banalizado e, no seu todo, fragilmente distorcido. De certeza absoluta que não foi com a graça de Deus que este filme não conseguiu vingar.

 

Filme visualizado na 8ª edição do 8 1/2 Festa do Cinema Italiano

 

Real.: Edoardo Winspeare / Int.: Celeste Casciaro, Laura Licchetta, Anna Boccadamo

 

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Primeiro teaser trailer de 007: Spectre!

Hugo Gomes, 28.03.15

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Foi divulgado o primeiro teaser trailer do vigésimo quarto filme de James Bond [007], intitulado de Spectre. O título desta nova aventura tem como alusão uma organização fictícia criada pelo escritor Ian FlemingSpectre (Special Executive for Counter-intelligence, Terrorism, Revenge and Extortion), constantemente presente nos seus livros assim como as aparições cinematográficas, neste último caso surgiu na primeira aventura de James Bond, Dr. No (1962). É praticamente a “casa” dos grandes vilões do nosso agente.

 

Neste novo episódio da franquia, James Bond (Daniel Craig) seguirá uma pista do passado que o levará a um secreta organização terrorista. Enquanto isso, M (Ralph Fiennes) tenta combater forças politicas que tentam desmantelar a MI6. Naomie Harris, Ben WhishawChristoph WaltzAndrew Scott, Dave Bautista, Monica Bellucci, Jesper Christensen e Léa Seydoux completam o elenco.

 

O filme tem estreia marcada para 23 de Outubro no Reino Unido.

 

 

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Hungry Hearts (2014)

Hugo Gomes, 28.03.15

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A semente de Polanski!

 

Provavelmente quem desconhecerá qualquer pormenor sobre a obra em si, poderá equivocadamente julgar, tendo em conta a primeira sequência, estar perante de uma comédia sob toques reconhecíveis da escola de Sundance. Mas algo transforma-se e num ápice vemo-nos envolvidos numa rampa decrescente à trépida relação do casal protagonista. Inspirado no livro de Marco Franzoso, Hungry Hearts, de Saverio Costanzo (La Solitudine Dei Numeri Primi), é a história de um jovem casal que assume a responsabilidade paternal no preciso momento em que a "cegonha bate à porta". E é então, nesse determinado instante que a vida dos inicialmente felizes, Mina (Alba Rohrwacher) e Jude (Adam Driver), drasticamente altera para contornos bizarramente dementes. Ela, encarando o seu filho como um divino ser de outra dimensão, tenta purificar a sua estadia neste Mundo e ele protegendo o seu rebento da sua própria progenitora.

 

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É certo que Hungry Hearts, uma produção italiana maioritariamente falada em inglês, tem muito a dever ao suspense de Roman Polanski, nomeadamente o psicológico de Rosemary's Baby com Rohrwacher a comportar-se como uma nova Mia Farrow. O peso desse incutido terror psicológica começa a sentir gradualmente na narrativa, nomeadamente a câmara de Costanzo é embebida por essa dimensionalidade, e nós, espectadores, testemunhamos esse fruto e os efeitos da mesma. Quanto ao elenco, se Adam Driver consegue o apelo, é em Alba Rohrwacher que concentra como o catalisador de toda a teia de suspense ditada por Costanzo. Mais de que uma musa "polanskiana", a actriz vencedora de um respectivo Prémio no último Festival de Veneza, demonstra-nos uma frieza arrepiante na pele de uma psicótica mãe à deriva de um tremendo vórtice.

 

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Hungry Hearts induz-se nesses desempenhos, fortes e de certa maneira bastardos , e de uma atmosférica claustrofobia que apenas adensa no último terço, onde o ritmo parece render-se a uma eventual elipse com claras premonições para com o twist. Apesar deste último ser demasiado repentino e insípido, opera sob uma razoável satisfação. Entenda-se que o filme de Costanzo tinha iminente horizontes a atingir, contudo, o resultado fica-se por um ensaio de suspense construído de forma sombria, mas ritmada a pouco vapor. Sobra então o efeito conseguido desde então e os desempenhos de "cortar a faca", nomeadamente, Alba Rohrwacher a alcançar um dos seus personagens mais singulares, provavelmente mencionada em futuras galerias de mulheres psicopatas do Cinema.  

 

Filme visualizado na 8ª edição do 8 1/2 Festa do Cinema Italiano

 

Real.: Saverio Costanzo / Int.: Adam Driver, Alba Rohrwacher, Roberta Maxwell

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