Foi divulgado o primeiro teaser trailer do reboot de Fantastic Four (O Quarteto Fantástico), pelas mãos do realizador Josh Trank (Chronicle) e produzido por Matthew Vaughn (X-Men: First Class). Miles Teller, Kate Mara, Michael B. Jordan e Jamie Bell compõem a nova versão da "velha" equipa de super-heróis da Marvel, acompanhados por Tim Blake Nelson, Reg E. Cathey e Toby Kebbell como o vilão, Dr. Doom. Estreia prevista para Agosto de 2015.
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Entre os vales da morte!
A história da mais recente aposta cinematográfica de Andreas Prochaska decorre nos longínquos Alpes, num obscuro vale onde encontramos uma remota vila, governada de forma tirânica por uma família de irmãos. Certo dia, nas vésperas da chegada do Inverno, um desconhecido chega à referida vila em busca de asilo. Visto com desconfiança por parte dos habitantes, o desconhecido fica assim instalado, mas sob constante observação por parte dos irmãos Brenner. Pouco tempo depois deste episódio, começam a ocorrer misteriosos crimes no sombrio vale, ficando o desconhecido associado aos mesmos.
Das Finstere Tal (O Vale Negro) funciona como uma vasta menção de referências, quer cinematográficas ou literárias, para que no fundo opere como um simples filme de vingança, onde o estético é sobretudo salientado. Tudo começa com uma invocação do western profundo (neste caso podemos apelidar de "eastern", tendo a origem da produção), convertendo gradualmente numa variação à memória de Agatha Christie, tentando até certo ponto elaborar um "whodunit", até se moldar ao referido desfecho. Contudo, o seu trajecto é desenvolvido de forma pausada e pouco apressada, ao mesmo tempo que incute um ritmo estilístico na sua narrativa.
O Vale Negro beneficia ainda da paisagem envolvente, cujo longínquo vale é simbiótico em transmitir uma aura de desolação e silenciosa misericórdia. No centro desta intriga encontramos Sam Rilley, o actor inglês que desempenha o sujeito desconhecido, dotado de poucos diálogos (o actor teve que falar alemão). É carismático o suficiente para conduzir o espectador a tornar-se o seu cúmplice. Uma cumplicidade que nos fará esquecer moralidades, maniqueísmos e "politiquices" correctas, inquestionavelmente ligadas ao leque de "malfeitores", roçando o pastiche.
Para terminar esta jornada que termina por ser igual a tantos outros filmes, não se deve negar a sua envolvência emocional. É a sua banda sonora, principalmente os trechos de One Two Three and A Tiger e de Lana Sharp que transmitem uma essência mais alternativa a estes "vales da morte". Um agradável entretenimento, sem duvida.
Filme visualizado no KINO – Mostra de Cinema de Expressão Alemã 2015
Real.: Andreas Prochaska / Int.: Sam Riley, Tobias Moretti, Helmuth Häusler
Eram todos rapazes decentes!
" (...) Na vida, é preciso ser decente, corajoso e ter bom coração", escrevia Heinrich Himmler numa das suas cartas. Palavras sábias que demonstram sobretudo uma humildade de espírito, mas convém sublinhar que Himmler é o braço-direito de Adolf Hitler. O homem por trás dos conselhos de decência foi em tempos apelidado como o arquitecto da "Solução Final", o visionário do extermínio de uma "raça" que ele próprio considerava prejudicial para a ascensão de uma outra, pura e soberana (tendo também sido um dos mentores da concretização dos campos de concentração).
The Decent One (Um Homem Decente, um título irónico e de certa forma trocista ao legado deste homem de mente indecifrável), é um documentário que nos reúne um ponto vista único através da leitura de cartas, fotografias e diários encontrados na casa de família dos Himmler, em 1945. Para além de uma biografia de um dos rostos das atrocidades cometidas e da proliferação do idealismo Nazi na Alemanha e noutras partes da Europa, o filme de Vanessa Lapa remete-nos como um documento sobre os efeitos e réplicas de um regime, descrevendo uma época fatídica e memorável para a Humanidade do século XX.
A descrença dos alemães pela sua Nação após a humilhante derrota da Primeira Guerra Mundial, o desejo de uma nova guerra como uma demonstração de bravura, o realçar dos valores patrióticos que só Adolf Hitler conseguiu estabelecer no seu povo e a premonição de um novo mundo, erguido de uma tremenda poça de sangue, são alguns dos factores que o filme analisa pelos olhos de Himmler, os quais também avaliam a sua própria figura. Tal como um feitiço que se vira contra o feiticeiro, Lapa utiliza o seu legado de forma reflexiva aos seus pensamentos, elaborando não um "monstro", mas um homem de um poder intelectual invejável, embora, distorcido.
Resumidamente, O Homem Decente é uma autocrítica póstuma, não deixando de ser impressionante o retrato orquestrado sem um pingo de maniqueísmo ou manipulação. Eis um registo linear e formalista que se incorpora como um diário visual de alguém que o Mundo dificilmente poderá esquecer. Quanto aos julgamentos, só o espectador poderá faze-lo, obviamente sob advertências.
Real.: Vanessa Lapa
Com Cinderella a caminho pelas mãos de Kenneth Branagh e Maleficent a revelar-se num êxito de bilheteira [757 milhões de dólares globalmente], a Disney decidiu ainda no ano passado avançar com novas adaptações em acção real aos seus clássicos da animação, sendo "A Bela e o Monstro" a próxima da lista.
Segundo a Variety, e depois de Bill Condon (Twilight: Breaking Dawn, Kinsey) assumir a realização desta nova versão do clássico conto (de origem francesa) de Gabrielle-Suzanne Barbot, cabe a agora a actriz Emma Watson (Harry Potter, Noah) assumir o protagonismo. «Por fim, posso divulgar ... serei eu a interpretar o papel da Bela na nova versão de A Bela e o Monstro!», afirmou a actriz na sua pagina do Facebook. Esta nova versão começará a ser rodado no final deste ano.
Recordamos ainda, que no ano passado estreou igualmente outra versão desta história, uma produção francesa protagonizada por Vincent Cassel e Lea Seydoux, e realizado por Christophe Gans (Le Pacte des Loups).
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Foram revelados os vencedores aos Screen Actors Guild Awards 2015, os prémios atribuídos pelo sindicato norte-americano dos actores. O último filme de Alejandro González Iñárritu, Birdman, saiu como o grande vencedor da categoria de Melhor Elenco, deixando para trás Boyhood e The Grand Budapest Hotel (também apontados como grandes favoritos). Eddie Redmayne foi consagrado como o Melhor Actor pelo sue desempenho em The Theory of Everything, Julianne Moore como Melhor Actriz em Still Alice, e sem surpresas nas categorias secundárias, J.K. Simmons em Whiplash e Patricia Arquette em Boyhood.
Melhor Elenco
Birdman
Melhor Actor
Eddie Redmayne, The Theory of Everything
Melhor Actriz
Julianne Moore, Still Alice
Melhor Actor Secundário
J.K. Simmons, Whiplash
Melhor Actriz Secundária
Patricia Arquette, Boyhood
Melhores Duplos
Unbroken
TELEVISÃO
Melhor Elenco em Série Dramática
Downton Abbey
Melhor Actor em Série Dramática
Kevin Spacey, House of Cards
Melhor Actriz em Série Dramática
Viola Davis, How to Get Away with Murder
Melhor Elenco de Série Cómica
Orange is the New Black
Melhor Actor em Série Cómica
William H. Macy, Shameless
Melhor Actriz em Série Cómica
Uzu Aduba, Orange is the New Black
Melhor Actor em Telefilme ou Minissérie
Mark Ruffalo, The Normal Heart
Melhor Actriz em Telefilme ou Minissérie
Frances McDormand, Olive Kittredge
Melhores Duplos em Série Cómica ou Dramática
Game of Thrones
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De novo o fascínio pelo novo realismo!
Na sua teoria, o enredo de A Corner of Heaven é o seguinte: um garoto de 13 anos é abalado pelo desaparecimento repentino da sua progenitora. Algum tempo mais tarde, recebe uma carta sobre o seu paradeiro, lançando-se numa jornada por uma China desoladora em busca da mãe. A meio do caminho, "tropeça" num covil de "meninos-perdidos" (algo quase dilacerado da imaginação de J. M. Barrie) que tentam emancipar-se do mundo dos adultos.
Depois da teoria, seguimos agora para a prática! Tudo aquilo que fora contado acima não chega sequer para preencher uma hora e meia de longa-metragem. Aliás, isso não parece ser problema para Miaoyan Zhang, cuja resolução encontrada está na inserção de "longuíssimos" planos-sequência que nos remetem à transformação da China. Trata-se de mais uma evidência de que a nova geração de cineastas chineses adquiriu um sintoma que tão depressa não consegue largar: o invocar o chamado novo realismo, o manusear do tempo para contrariar o formalismo desse realismo, talvez influenciados pelo cada vez prestigiado Wang Bing. O tempo, esse, é aqui jogado e concentrado, mas o que se nota é a inutilidade dos planos para a narrativa e o desperdício do enredo, que na sua teoria funcionaria em mais um "coming-of-age". A demanda desta criança em busca da sua infância perdida ou da afeição de que nunca fora alvo, está longe de admirar, até mesmo a técnica utilizada encontra-se a léguas de impressionar.
Ou seja, A Corner of Heaven (titulo traduzido à letra como Um Canto do Paraíso) é um revisitar ao estilo já visto e revisto, sem com isso tenha nada de novo a salientar, tornando a fotografia, um preto-e-branco detentor de uma certa beleza, em algo banalizado e pouco concreto. Nada de novo nem de relevante aqui. Se isto é o Paraíso, mais vale residir no Inferno.
Filme visualizado no âmbito do Festival Internacional de Cinema de Roterdão 2015
Real.: Miaoyan Zhang / Int.: Guo Xinjiang, Huo Xuehui, Bai Haonan
Nicolas Cage vai à procura de Osama Bin Laden numa nova comédia realizada pelo mesmo realizador de Borat e Bruno, Larry Charles, e produzido pela The Weinstein Company. O filme, Army One, baseado num artigo da GQ, nos remete à verídica história de um homem norte-americano que foi detido em 2010 nas montanhas do Paquistão, perto da fronteira com o Afeganistão, declarando que caçava Bin Laden. Esse homem é Gary Faulkner que seguiu para aquela região logo após a tragédia do 11 de Setembro para caçar o dito terrorista, visto que acreditava que uma ofensiva militar não era suficiente, segundo o seu irmão Scott. Na altura em que Faulkner foi encontrado, este tinha em sua posse uma arma, um punhal, uma espada e uns binóculos de visão nocturna. A comédia Army One está prevista estrear ainda este ano.
A MTV divulgou os dois primeiros posters da sua versão televisiva de Scream, baseado no homónimo franchising cinematográfico de horror trazido por Wes Craven (que por cá recebeu o titulo de Gritos). O elenco da série é composto pelos actores, Willa Fitzgerald, Amy Forsyth, John Karna, Carlson Young e Amadeus Serafini. O episódio piloto é dirigido por Jamie Travis (For a Good Time, Call…)
O primeiro filme, datado de 1996, que fora um êxito de bilheteira, funcionou como uma hábil satirização dos clichés do género ao mesmo tempo num arrepiante e fresco enredo sobre um mascarado assassino que ameaça uma pequena cidade chamada Woodsboro. O filme revitalizou o género do terror e relançou o teen slasher para a ribalta. Originou mais três sequelas, sendo que a última (Scream 4 em 2011) obteve escassos resultados de bilheteira, o que impediu de continuar o franchising, como estava previsto. Wes Craven (A Nightmare on Elm Street) assinou todos os quatros filmes.
Foi revelado o primeiro teaser trailer de Knock Knock, o mais recente filme de Eli Roth (Hostel) que se encontra a ser apresentado no presente Festival de Sundance, na famosa secção da "meia noite". O enredo segue uma fantasia dita masculina que se transforma num autêntico pesadelo, quando duas belas raparigas, a fim de protegerem de um temporal, pedem auxilio a um homem casado. Knock Knock é protagonizado por Keanu Reeves (Matrix, John Wick) e conta ainda no elenco com Lorenza Izzo, Ana De Armas, Aaron Burns, Ignacia Allamand e Colleen Camp.
Martin Scorsese vai por fim filmar o seu muito antecipado filme, Silence, baseado na obra literária de Shusaku Endo, que nos remete a um missionário português, Sebastião Rodrigues, que segue para o Japão em pleno século XVII, com o dever de converter os nativos à fé católica. A obra começará a ser filmada a partir do dia 30 de Janeiro em Taiwan. Andrew Garfield (The Amazing Spider-Man 2) é o protagonista, interpretando o referido missionário, que lidera um elenco composto por Adam Driver (Frances Ha), Liam Neeson (Taken 3), Tadanobu Asano (Thor) e Issei Ogata (Yi-yi).
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Foram revelados os actores que irão desempenhar as versões jovens de alguns personagens famosos de X-Men, na sequela de Bryan Singer, Apocalypse. Segundo consta o enredo, grande parte da acção decorrerá nos anos 80, no preciso momento em que alguns mais celebres mutantes integram a academia fundada por Prof. Xavier. Após um rigoroso casting, as escolhas "caíram" em Sophie Turner (da série Game of the Thrones), Tye Sheridan (Mud, Joe) e Alexandra Shipp (do telefilme Aaliyah: The Princess of R&B), que se irão "converter" nas fases adolescentes de Jean Grey, Cyclops e Storm, respectivamente. Personagens anteriormente interpretadas por Famke Janssen, James Marsden e Halle Berry.
X-Men: Apocalypse, com estreia marcada para Maio de 2016, nos remete a uma infernal batalha entre a trupe de mutantes da Marvel contra o antagonista Apocalypse (interpretado por Oscar Isaac), cujo verdadeiro nome é En Sabah Nur (que significa numa língua ancestral como "o primeiro"), que conta com uma variedade enorme da habilidades, nomeadamente a movimentação de partículas e matéria e a transformação do seu corpo (em tamanho e a capacidade de o dividir), para além de ser imortal. James McAvoy, Jennifer Lawrence, Evan Peters, Nicholas Hoult e Michael Fassbender são outros nomes confirmados no elenco, enquanto que certa fontes revelam que nem Patrick Stewart, nem Ian McKellen, estarão presentes nesta sequela.
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Entre amores e desamores, ignorando a História!
O mais constrangedor em Die Geliebten Schwestern (Beloved Sisters), não é o facto de ter sido o candidato alemão aos Óscares, mas sim por adoptar uma postura quase novelesca aos relevantes eventos que a época parece transmitir. No filme de Dominik Graf somos remetidos a um triangulo amoroso que desafiou as convenções da altura, a do poeta clássico Friedrich Schiller (Florian Stetter) com as irmãs Von Legenfeld - Charlotte (Henriette Confurius) e Caroline (Hannah Herzsprung) - estas últimas que haviam feito uma jura de partilharem tudo o que possuem, até mesmo as conquistas do foro romântica. Porém essa promessa trará consequências inevitáveis na relação de ambas.
O argumento da autoria Graf condena as personagens a restringirem a caricaturas falantes, ao mesmo tempo que limita o ritmo e a amplitude da sua reconstituição de época. Nos primeiros momentos o espectador depara-se com um primo quase austero do imaginário de Jane Austen, dilacerando as mudanças sociais anexados com a figura do poeta Schiller (ele foi um dos mais importantes homens de letras do seu tempo) para um conflito quase burlesco e meramente aristocrata. O romance, aquilo que deveria ser a sua virtude, é isente de erotismo e pior de densidade emocional. Depois disso, é a narrativa, que tenta, mesmo sobre o cerco criado por Graf, libertar-se, mas é forçada por um artificialismo quase teatral, e envolvente em labirínticos paradoxismo em termos de personagens e situações. Personagens, é o que não falta nesta demanda romântica, o pior é a sua falta de profundidade e realismos das suas acções.
Die Geliebten Schwestern prolonga-se por mais de duas horas sem coerência nem crença no seu enredo, muito menos nas figuras unidimensionais o qual descaradamente apelida de personagens. O segundo acto é penoso, fugindo dos temas que tão bem mereciam ser explorados, para apostar em uma novela sem razão de ser, o pior é que nem nesse facto, o filme consegue consolidar com o espectador. O resultado é uma bizarria confusa, parola e irrelevante, uma biografia parcial que não faz jus às figuras homenageadas.
Filme visualizado no KINO – Mostra de Cinema de Expressão Alemã 2015
Real.: Dominik Graf / Int.: Hannah Herzsprung, Florian Stetter, Henriette Confurius, Ronald Zehrfeld
É com algum atraso que revelo aqueles que foram para o Cinematograficamente Falando …, as 10 melhores obras cinematográficas de 2014. Distopias alternativas, relações complicadas, passeios pela História e visões únicas do Mundo em que vivemos, são estas os derradeiros filmes, tendo como base as obras estreadas comercialmente em Portugal nesse mesmo ano.
#10) Her
"Talvez seja um pouco herege enunciar Her como um dos melhores romances dos últimos 5 anos, porque mesmo sentindo a sua vertente romântica e deliciosamente encantadora há que reconhecer a sua discreta, mas mesmo assim, determinada faceta negra. Com uma banda sonora daquelas que fascina qualquer um, The Moon Song de Karen-O é um prazer lírico e poético, em Her de Spike Jonze é um prazer apaixonar, contudo reflectir sobre os caminhos que o nosso mundo social segue a fortes passos." ler crítica
#09) Enemy
"Em Enemy, Denis Villeneuve aposta e vence, um thriller de atributos invejáveis ditado por um estilo único e labiríntico. E voltando à questão inicial, sim, Saramago era bem capaz de adorar esta visão libertina e simultaneamente inerente da sua criação literária, uma tese de autor sobre outro autor. O regresso do cinema provocador num filme para quem acredita que o cinema pode ser profundo e ao mesmo tempo, esteticamente cativante." ler crítica
#08) Nightcrawler
Jake Gyllenhaal veste a pele de um "abutre humano" em cenário desumano de oportunidade e hipocrisia. Nightcrawler é o Taxi Driver da nova geração, porém, mais agressivo, negro e sem um ponta de esperança numa humanidade cada vez mais regida à fama imediata e aos enclausuramentos estabelecidos pelos tempos televisivos.
#07) Ida
"Ida é um filme diatómico, um projecto amargurado e melancolicamente simbólico que nenhum país gostaria de ostentar na sua filmografia, mas que por um lado este é um trabalho de união que a Polónia tão bem concretizou. Uma jornada ao passado isentes de glória e drama digno hollywoodesco, existem poucos filmes assim." ler crítica
#06) The Grand Budapest Hotel
"Depois desta demanda, talvez a mais próxima da perfeição por parte de Wes Anderson, será difícil ultrapassar-se sem cair na limitação do seu estilo (fazendo lembrar o misterioso Terrence Malick). Enquanto não chega essa futura obra que irá ditar o rumo enquanto cineasta verdadeiramente acarinhado na indústria, Grand Budapest Hotel é uma fantástica aventura que nos remete ao misticismo do cinema, algo que parecia perdido." ler crítica
#05) The Congress
"The Congress é um filme genial, extenso e nada tímido para com as suas próprias expressões e ideais, o anúncio da morte do cinema e da sociedade são arranques imaginativos e profundos para a confirmação de um dos mais proeminentes cineastas da actualidade. Depois da Valsa, chega-nos a solicitude." ler crítica
#04) Nebraska
"Agora também é verdade que esta pequena grande produção a preto-e-branco não funcionaria na totalidade se não fosse o seu elenco; um natural e simultaneamente soberbo Bruce Dern a apresentar a decadência temporal e Will Forte a surpreender no seu papel mais dramático, sem esquecer de uma divertida e arrogante June Squibb (impagável). Nebraska é um retrato humanista, emocionante e delicado, uma futura obra-prima do cinema independente norte-americano. Must see!" ler crítica
#03) Mommy
"(…) em Mommy nem nos interessamos em salvações musicais, porque neste mundo confinado à entrega de um aos outros, Dolan é um "Deus" nada misericordioso, que não executa castigos divinos nem sequer recompensas. O magnetismo maternal, os fantasmas por trás desse mesmo deslumbramento, fazem de Mommy um filme de linguagem, de respostas sem perguntas e da afirmação de um realizador que por direito merece ser relembrado. Desencantado mas primoroso." ler crítica
#02) The Act of Killing
Praticamente toda gente está a habituado a encarar o género do documentário com o formato das produções televisivas, mas enganem-se quem pensa que tal é apenas serviço pedagógico. The Act of Killing é o grande exemplo disso, uma veia onírica que abate o panorama real dos nossos dias, os medos de uma sociedade estampados sob um selo fantasmagórico. Aqui não há julgamentos, a ética é mera inutilidade perante a grandiosidade deste filme que nos remete ao mais negro da natureza humano. Corajoso, incisivo e na sua maneira de ser, poético.
#01) La Grande Bellezza
"(…) Sorrentino é multifacetado na sua direcção, por vias de mimetização (segundo as más línguas), consegue invocar Federico Fellini e o seu neo-realismo como também a veia satírica de La Dolce Vita, até aos planos algo simétricos e renascentistas de um Peter Greenaway. Ou seja, até na sua realização, Sorrentino incute a diversidade cultural, homenageando algum dos novos artistas, aqueles desprezados pelos puristas da Pintura e de outras Artes, que são os cineastas, porém sente-se em simultâneo um mise-en-scené por vezes digno do Teatro mais intimista." ler crítica
Menção Honrosa: Nymphomaniac Part 1, The Broken Circle Breakdown, Gone Girl, Boyhood, Philomena
Os Melhores Filmes Vistos num Festival - Elena, Heaven Knows What, The Tribe, The Tale of the Princess Kaguya, Takashi Miike's Over Your Dead Body
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Je suis Chris!
É possível que com a gradual descredibilização dos EUA no resto do Mundo faça com que seja urgente "resgatar" os seus heróis patriotas. Neste caso, Clint Eastwood, o herdeiro do cinema de John Ford e um dos ávidos defensores do classicismo cinematográfico, remete para o grande ecrã a história de Chris Kyle, o mais recente herói norte-americano. Um habilidoso sniper que se converteu a uma lenda das forças armadas dos EUA por deter um recorde de 160 mortes confirmadas em palco de guerra.
O homem que dissecou o patriotismo numa crítica interna em Flags of ours Fathers (2006), branqueia um soldado, convertendo-o numa figura messiânica e ao mesmo tempo frágil, com consideração para salientar uma veia humanista. Servido por um desempenho robusto de Bradley Cooper, American Sniper funciona na sua capa como o típico filme para salivar os mais conservadores e republicanos. A começar pelas próprias origens do "herói", um orgulhoso texano dotado por um tremendo talento no manusear da arma de fogo, e um devoto religioso com convicções de família, daqueles modelares ao estilo definido dos EUA.
Mas o mais "nobre" das suas qualidades é o seu cego patriotismo, basta evidenciar a sua determinação em alistar ao exército após um atentado numa embaixada norte-americana, que é constantemente desafiada perante drásticas situações no Iraque. Os ditos "terroristas" caiem que nem "tordos" quando confrontados com a sua mira, sejam eles crianças ou mulheres, tudo é alvo a abater. Mas em tempos de guerra não se limpa as armas e todo o registo visual que nos deparamos tem os seus "quês". A vida de Kyle é justificada de forma a não denegrir o seu herói, Clint Eastwood é implacável no seu ensaio, mas não certeiro nos panoramas sociais nem políticos. Aliás, este primo menor de The Hurt Locker, de Kathryn Bigelow, tem uma grande fraqueza, tenta ser demasiado honrado na sua poça de sangue, como se o realizador de Mystic River tivesse medo de "sujar as mãos" ou simplesmente da ira dos republicanos conservadores e alicerces.
Agora se Chris Kyle é um herói, um assassino ou até mesmo um cobarde? Cabe ao espectador julgá-lo conforme o seu idealismo. Porém, é esse idealismo que torna a nova fita de Eastwood em algo obsoleto em termos políticos (e quase roçando as ideologias nazis), fervilhando um conflito social que parece ter ganho outra forma com os atentados a Charlie Hebdo. Talvez seja coincidência a estreia do filme nesta altura do campeonato (e a palavra Charlie no boné de Chris Kyle)! Mas uma coisa é certa, tom crítico não encontramos aqui, apenas a afirmação de um país descredibilizado em termos militares e políticos. Ao menos Clint Eastwood como realizador, não é um Peter Berg!
"I was just protecting my guys, they were trying to kill... our soldiers and I... I'm willing to meet my Creator and answer for every shot that I took."
Real.: Clint Eastwood / Int.: Bradley Cooper, Sienna Miller, Kyle Gallner
Encontra-se actualmente a ser preparado uma nova versão do filme de culto The Blob. Segundo a Deadline, Simon West (Con-Air) estará por trás do projecto, adiantando que esta nova visão da gelatinosa criatura alienígena vai ser refeito com moderno CGI. The Blob será produzido por Richard Saperstein e Brian Witten (The Cell).
A primeira versão data o ano de 1958 (com o titulo português de Fluido Mortal) e contou com Steve McQueen no principal papel, a história remete a uma criatura vinda do espaço, cuja forma viscosa é corrosiva, alimentando-se principalmente de carne humana. O filme obteve uma sequela em 1972 por Larry Hagman. Em 1988 (Blob - Outra Forma de Terror), dirigido por Chuck Russell (The Mask) e co-escrito por Frank Darabont (The Shawshank Redemption), surgiu um remake que fez um tremendo uso dos efeitos práticos, porém, fracassou nas bilheteiras.
Arranca amanhã, dia 23 de Janeiro, mais um ciclo de Harvard na Gulbenkain, que tal como o nome indica a decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian no Sala Polivalente do Centro de Arte Moderna. Nesta nova edição o espectador será remetido ao cinema de Manoel de Oliveira, numa mostra que visa a poética disposição de imagens e as marcas autorais que tornaram em sigilos do realizador português mais prestigiado de sempre.
Oliveira, ou o Teatro da Inocência (titulo do ciclo), iniciará com uma das derradeiras obras-primas do realizador, Vale Abraão (1993), que centra nas paixões e as turbulências amorosas de Ema (Leonor Silveira). O filme será sucedido por um debate moderado pelo director da Harvard Film Archive, Haden Guest e pelo produtor Joaquim Sapinho, contando ainda com as presenças dos cineastas Aki Kaurismãki, Matías Piñero, Robert Beavers, a actriz Leonor Silveira, Eduardo Lourenço, Jean-Michel Frodon e Andréa Picard.
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Salma Hayek (Desperado) será uma mulher de acção em Everly, a nova obra de Joe Lynch (Wrong Turn 2). Assumindo como um despretensioso série B, Everly remete-nos a uma mulher que é barricada no seu apartamento, enquanto tem de enfrentar os assassinos enviados pelo seu ex, um poderoso chefe da Máfia. Togo Igawa (O Regresso de Johnny English), Jennifer Blanc (The Crow), Caroline Chikezie (Eragon), Andy McDermott (Everything Must Go) e Hiroyuki Watanabe completam o elenco. Estreia esta semana nos EUA.
MELHOR FOTOGRAFIA
Ryszard Lenczewski e Lukasz Sal, Ida

"Aliás para conhecer intimamente a obra de Pawel Pawlikowski, basta venerar a sua fotografia em tons preto-e-branco, mas tão delicada sob as sombras e luz e nas suaves feições da sua protagonista (a estreante Agata Trzebuchowska). Um trabalho técnico que resulta numa psicanálise visual, um perfil de um país avassalado, “violentado” e por fim, deixado à sua mercê pelos ecos dos seus próprios e fantasmagóricos traumas." ler crítica
Luca Bigazzi, La Grande Bellezza
Leonardo Simões, Cavalo Dinheiro
MELHOR BANDA SONORA
Mico Levi, Under the Skin
"Uma atmosfera que, com o auxílio de uma banda sonora ocasionalmente minimalista de Mica Levi, transmite o arrepio em simbiose com uma sensualidade agonizante. Glazer completa o quadro com uma mise-en-scenè que por vezes parece delineada para um videoclipe." ler crítica
Vários, Guardians of the Galaxy
Vários, La Grande Bellezza
MELHOR EFEITOS VISUAIS
Dawn of the Planet of the Apes
"Dawn of the Planet of the Apes é um entretenimento de "grau prata", que evoca inteligência (voltando à questão inicial) e uma certa memória cinematográfica que se faz deslumbrar com uma qualidade técnica invejável (é um forte candidato à estatueta de Melhores Efeitos Visuais, vistos que as criaturas tecnológicas parecem realmente "bestas" de carne e osso)." ler crítica
Interstellar
Guardians of the Galaxy
MELHOR SEQUÊNCIA DE ACÇÃO
Sequência Time in a Bootle, X-Men: Days of the Future Past
"Longe da mediania que parece ter afectado os demais congéneres, Bryan Singer pompeai-nos com um regresso pela "porta grande" e nos oferece um blockbuster com cabeça, tronco e membros, que consolida o espectáculo visual com o toque autoral deste. Um dos exemplos disso é mesmo a brilhante sequência protagonizada por Evan Peters como Quicksilver, a resposta da Marvel ao Flash da DC Comics, ao som de "Time in a Bootle" de Jim Croce." ler crítica
Godzilla Vs MUTE, Godzilla
A Primeira Missão, Captain America: The Winter Soldier
MELHOR PERSONAGEM
Jep, La Grande Bellezza
"Salienta-se ainda a banda sonora que parece “abraçar” o moderno com o clássico, de uma magnificência contagiante e o desempenho de Toni Servillo, o peão neste versátil jogo de metafísica que é La Grande Bellezza." ler crítica
Groot, Guardians of the Galaxy
Baymax, Big Hero 6
MELHOR MOMENTO
Sequência Time in a Bootle, X-Men: Days of the Future Past
"(…)" ler crítica
Sequência de sedução e alimentação, Under the Skin
Conversa de Casa-de-Banho, Maps to the Stars
Ver Também
Captain America: The Winter Soldier (2014)
Dawn of the Planet of the Apes (2014)
Guardians of the Galaxy (2014)
X-Men: Days of Future Past (2014)
Foi revelado o Top de Dezembro de 2014 dos Circulo de Críticos Online Portugueses (CCOP), com Cinematograficamente Falando … incluído. Mommy, de Xavier Dolan (crítica aqui), foi o filme mais cotado do top mensal, para além essa mesma avaliação automaticamente o colocou no primeiro lugar do top anual. Já na segunda posição, o último e muito elogiado filme de Pedro Costa, Cavalo Dinheiro (crítica brevemente), e por fim, em terceiro lugar, Mr. Turner, de Mike Leigh (critica brevemente).
A lista completa pode ser vista aqui
Arranca amanhã, 22 de Janeiro, a 11ª edição da KINO – Mostra de Cinema de Expressão Alemã, que nos apresentará uma variedade mostra de cinema seleccionado produzido na Alemanha, Áustria, Luxemburgo e Suíça. Die Geliebten Schwestern (Beloved Sisters) que foi o candidato alemão aos Óscares, será o filme de abertura da mostra que se prolongará até dia 30 de Janeiro na capital portuguesa, decorrendo no Cinema São Jorge e na Goeth-Institut (o organizador do festival). A obra dirigida por Dominik Graf remete-nos ao triângulo amoroso vivido pelo poeta Friedrich Schiller e por duas aristocratas irmãs da Turíngia. Uma disputa amorosa que desafia as próprias convenções de seu tempo.
Das Finsterne Tal (O Vale Negro), é um dos grandes destaques da programação do KINO. Este western profundo com toques de thriller, que esteve presente no Festival Internacional de Berlim de 2014, centra numa vila remota dos Alpes, o qual tem sido devastada por misteriosos assassinatos e que cuja a suspeita "cai" num desconhecido viajante, Greider. Com o actor inglês Sam Reily (Maléficent) no principal papel, O Vale Negro será apresentado no festival pelo próprio realizador, Andreas Prochaska. Zwischen Welten (Entre Mundos), de Feo Aladag, também ele presente no Festival de Berlim e vencedor do Grande Prémio no Festival de São Paulo, e a fantasia negra Der Samurai (O Samurai), a segunda longa-metragem do jovem realizador Till Kleinert, são duas obras que merecerão de certo a nossa atenção no decorrer do festival.
Porém, não é só de ficção que o KINO funciona, os documentários também têm um papel relevante na sua programação. Na secção KINOdoc será possível assistir a uma mostra recente desse mesmo género, a maioria dos quais apresentados no DOKLeipzig, como é o caso de Master of the Universe, um registo de depoimentos de Rainer Voss, aquele que é um dos mais importantes banqueiros de investimento da Alemanha. O filme foi recentemente premiado como Melhor Documentário Europeu 2014 no referido festival. Para assinalar os 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, será exibido "Produções Da DEFA Após 1945", um ciclo temático especial da DEFA, um estúdio da antiga RDA, sobre o passado nacional-socialista, o qual serão apresentados algumas das suas obras mais conhecidas. Tema também escolhido para integrar a Mostra Escolas, que contará com filmes de jovens protagonista, com o intuito de proporcionar uma perspectiva igualmente jovem do panorama da época, assim como o Holocausto e outras atrocidades cometidas.
O KINO inaugurará uma nova secção, KINOzinha, criado especialmente para os espectadores mais novos, uma selecção de filmes de animação infantis exibidos no festival DOKLeipzig. No Goeth-Institut será possível assistir ao Cinema Jovem, rubrica de filmes protagonizados por jovens e dotados com uma temática mais juvenil. E por fim, as secções Novas Tendências, com os filmes de Dicke Mädchen e Love Steaks, e Next Generation: Short Tiger, uma selecção de curtas-metragens das mais importantes escolas de cinema da Alemanha, exibidas no festival de Cannes.
A 11ª edição da KINO – Mostra de Cinema de Expressão Alemã estenderá ainda a sua programação para a cidade do Porto (Fundação Alves e Casa das Artes, 24 a 27 de Janeiro) e para Coimbra (Teatro Gil Vicente, 3 a 5 de Fevereiro).
Para mais informação sobre o festival, ver aqui.
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