4.9.14
4.9.14

A outra mulher!

 

"Toda a gente tem uma paixão, mas por vezes é a vida que decide por nós", proclama Salvatore Granata em especial consideração ao seu filho, um gesto contraditório aos incentivos que havia cometido no passado. Felizmente o filho, Rocco, não seguiu o conselho do pai nem sequer as suas pisadas profissionais. Como todo o jovem rebelde de espírito e fiel às suas convicções, aposta numa carreira musical. Com mais contras do que prós, Rocco Granata lá conseguiu construir a carreira dos seus sonhos, em grande parte devido ao seu êxito acidental, o lado B do disco Manuela, a outra mulher, a canção Marina.

 

 

Sem grandes surpresas, Stijn Coninx (Daens), com produção dos irmãos Dardenne, dirige um biopic esquemático, intencional e demasiado pegado ao seu espírito como tributo, mas dentro do subgénero que teima em não procurar novos conceitos narrativos, Marina é um caso merecedor de uma espreitadela. Aqui somos remetidos a um trabalho técnico, principalmente na fotografia de Lou Berghmans, que salienta a atmosfera do momento (nota-se a mudança brusca entre a Itália solarenga e a Bélgica cinzenta e melancólica), e a música de Michelino Bisceglia, cúmplice desse mesmo ato emocional.

 

 

E falando em emoção, o catalisador deste no filme Marina não é sequer o seu protagonista e o romance de cariz obrigatório neste tipo de produções, mas sim Luigi Lo Cascio, o actor que interpreta o referido Salvatore Granata, dispondo um trabalho rigoroso em compor uma personagem ditada por diversas dicotomias. Porém, é a sua causa que irá de certo aprofundar a narrativa e, sim, comover o espectador. Como seu pano de fundo, surge uma ingenuidade que funciona como uma crítica social que visa a condição do emigrante, o "alien" como a certa altura é apelidado, e, sob o signo dos estereótipos italianos, a pobreza como caminho directo para a integração ilícita e mafiosa, como pôde ser testemunhado num quase insignificante dialogo inicial entre crianças.

 

Filme visualizado no MUVI Lisboa’14 – Festival Internacional de Música no Cinema

 

Real.: Stijn Coninx / Int.: Luigi Lo Cascio, Donatella Finocchiaro, Matteo Simoni, Evelin Bosmans, Cristian Campagna, Vincent Grass

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 16:08
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Há muito que se falava numa associação do actor Dwayne Johnson ao Universo da DC Comics, especulações que foram acentuando ainda mais com uma possibilidade de um filme sobre Shazam, um dos mais populares heróis da editora. Todavia, Johnson não será o herói da aventura mas sim o vilão, o arqui-inimigo do homónimo rapaz com poderes mágicos, Black Adam (ou Adão Negro em bom português, foi o próprio actor que confirmou a notícia através da sua conta twitter), num filme que será preparado pela New Line Cinema, subsidiado pela Warner Bros. Segundo o presidente do estúdio, Toby Emmerich, à Entertainment Weekly, Shazam não terá nada a ver com as anteriores e as recentes produções da DC Comics nem sequer com as da Marvel, garantindo tratar-se de um novo rumo nas adaptações dos comics, “terá senso de humor como de entretenimento. Mas as apostas neste campo têm que ser sérias.” Darren Lemke (Jack the Giant Slayer) encontra-se de momento por detrás do argumento.

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:04
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3.9.14

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:14
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O canal História apresenta em exclusivo a partir de amanhã, dia 4 de Setembro, a série II Guerra Mundial a Cores. Um olhar a um dos maiores conflitos bélicos a nível global, desta vez sob uma perspectiva diferente do que o habitual, a cores. A série é composta por oito episódios será exibida regularmente em todas as Quintas-Feiras até ao dia 25 de Setembro. A não perder!

 

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publicado por Hugo Gomes às 16:03
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publicado por Hugo Gomes às 15:46
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2.9.14

 

Foi divulgado o trailer completo de The Monsters 2: The Dark Continent, a sequela de um filme-sensação e de baixo orçamento dirigido em 2010 por Gareth Edwards, e talvez a catapulta para a sua passagem para o megalómano Godzilla. Apesar da ausência de Edwards na realização, este se mantém no projecto como produtor executivo, dando o seu anterior lugar a Tom Green. Nesta sequela acompanhamos um grupo de militares norte-americanos com missão arriscada no Médio Oriente, em outra zona infectada pelos seres alienígenas. Johnny Harris (Welcome To The Punch), Sam Keeley (What Richard Did) e  Joe Dempsie (Blitz), Sofia Boutella (StreetDance 2) completam o elenco. Estreia prevista para Setembro no Reino Unido.

 

 

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Monsters (2010)

Godzilla (2014)

A sequela de Monsters: Zona Interdita já tem trailer!

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:38
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Foi divulgado o primeiro trailer de Pasolini, o próximo filme de Abel Ferrara que terá estreia no Festival de Veneza no dia 4 de Setembro. Esta será a obra biográfica do polémico realizador Pier Paolo Pasolini, o qual seremos remetidos às últimas horas de vida do referido cineasta, seguindo de perto a rodagem do muito controverso Salò ou Os 120 Dias de Sodoma (hoje tido como o seu filme mais conhecido), até ao seu encontro com Giuseppe Pelosi, o jovem que mais tarde o mataria (os motivos que levaram ao homicídio ainda estão por apurar). Willem Dafoe (The Fault in our Stars) veste a pele do cineasta e Valerio Mastandrea (Viva la Libertá), Giada Colagrande (Before it had a Name), Adriana Asti (The Phantom of Liberty), Riccardo Scamarcio (La Meglio Gioventù) e Maria de Medeiros (Adão e Eva) completam o elenco.

 

 

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Primeiras imagens de Willem DaFoe como Pasolini

 

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publicado por Hugo Gomes às 14:56
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No fundo, são tudo bons rapazes!

 

É possível nas reminiscências do passado obter um reflexo do panorama actual? Com Le Mani Sulla Città de Francesco Rosi a resposta é positiva. Neste consagrado filmes de 1963 (vencedor do Leão de Ouro do Festival de Veneza), o espectador encontra-se consciente e constantemente absolvido por um retrato ambíguo e facilmente corruptível da cidade de Nápoles. Dentro dessa mesma cidade literalmente em ruínas, não apenas físicos como pôde ser evidenciado numa surpreendente sequência inicial (um desabamento mais assombroso do que qualquer imagem gerada por computador como é hoje tido como hábito), mas como também nos contextos morais, somos remetidos ao “ninho de cobras” que é clinicamente demonstrado, esse ninho dá-se pelo nome de politica.

 

 

Politica essa, abordada e retratada como qualquer Máfia se tratasse, não é por menos que Rosi transfira para este quadro político-social, todos os lugares-comuns dos ditos “mob movies”, adaptando-os ao contexto que se actua. O actor norte-americano Rod Steiger é também uma dessas adaptações, emprestando corpo a um dos mais contraditórios anti-heróis do cinema italiano dos anos 60, Edoardo Nottola, um homem de negócios com raízes duvidosas à máfia local que ascende na politica conterrânea. Le Mani Sulla Città (As Mãos sobre a Cidade, como titulo traduzido) é o espelho de uma sociedade corrompida, observado por um olhar isente de esperança e de qualquer traço maniqueísta, tal como se pode constatar na última cena, onde o mal triunfa em consequência da inaptidão dos homens de bem, citando o estadista Edmund Burke.

 

 

Francesco Rosi invoca por vias de um neo-realismo acentuado em contrastes sociais gritantes, e por uma câmara interventiva, cínica e ao mesmo tempo agressiva, um percurso quase e infernalmente descendente de uma cidade que ainda hoje é conhecida pelos piores motivos. A teia criminosa que se revela perante nós, meros mortais, é a tour de fource de um dos mais corajosos e directos trabalhos cinematográficos. Todavia, Le Mani Sulla Città não traz soluções, nem sequer respostas aos eternos tumores, apenas profere o aviso para as gerações futuras, porque este é acima de tudo, um filme inerentemente actual.

 

Filme Visualizado na 7ª 8 1/2 Festa do Cinema Italiano

 

Real.: Francesco Rosi / Int.: Rod Steiger, Salvo Randone, Guido Alberti

 

8/10

publicado por Hugo Gomes às 11:27
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Os tons de Ozu!

 

Yasujiro Ozu teve não só voz no trajecto geracional como também na ténue emancipação feminina, mulheres que o autor as remete às diferentes causas rebeldes, desafiando todo um legado de tradições. A verdade é que nessa transição entre a modernidade globalizada e o primórdio Japão que teima em desvanecer, o realizador de A Viagem a Tóquio (Tokyo Monogatari) regressa com a sua paleta, neste caso a primeira a se pintar a cores, concretizando um quadro divergente com o mesmo uso de tons, ou seja, todos os elementos inerentes do seu cinema encontram-se presentes e ainda mais, a sua linguagem fílmica, imutável e intransmissível (planos filmados a pouco centímetros do chão, a implementação do “falso-raccord” na montagem e a quase ausência de expressividade dos seus personagens).

 

 

Tal como a estilizada dança kabuki, os palcos são os mesmos como as próprias “marionetas”, actores afáveis ao estilo de Ozu que emprestam as suas almas em prol dos seus contos, é como visitasse-mos os mesmos amigos sob circunstâncias diferentes. E para quem está habituado às jornadas de simplicidade transcritas pelo autor, encontrará neste seu leque de actores uma comodidade calorosa. Como é bom presenciar cada esquina, sala de estar, bar de saké com estes mesmo homens e mulheres ao serviço de Ozu, as suas rotinas, a sua conversa fiada e cinematograficamente inútil que nos remete a algo deveras simples mas genuíno. O realizador não tem bonecos, nem personagens, mas sim pessoas.

 

 

A Flor do Equinócio (titulo traduzido) seja talvez o filme mais moderno de Ozu, que evoca a nostalgia mais uma vez para ser o alicerce ensaísta das novas mudanças. Repetidamente os casamentos arranjados são tema de conversa e a conduta directa para a intriga. Aqui, somos remetidos ao patriarca Wataru Hirayama (Shin Saburi), desafiando pela própria filha que arranja casamento sem o seu consentimento. Hirayama, defensor dos valores tradicionais japoneses, porém apologista do amor livre entre jovens, opõem a esta decisão, não por desacreditar a causa da sua filha mas como preservação da sua autoridade. Estas desavenças entre pai e filha levarão a Ozu criar material necessário para culminar o subliminar, a referida mensagem de desconstrução da sociedade conservadora nipónica por parte das gerações mais novas.

 

 

Este é o cinema guiado pelo signo do autor japonês, apoiado por um drama rotineiro que qualquer espectador (conforme seja a sua sociedade e crença) identifica, o humor singelo e autêntico que contagia e por fim, como parece ser habitual na grande parte das suas obras, o clímax emocional, que implode na narrativa de forma crescente sem que o público aperceba. Sendo este o seu primeiro trabalho a cores, Yasujiro Ozu não perdeu, de maneira alguma, o seu delicado toque.

 

Real.: Yasujiro Ozu / Int.: Shin Saburi, Kinuyo Tanaka, Ineko Arima, Yoshiko Kuga, Chishû Ryû

 

Ver Também

Sanma no Aji (1962)

Tokyo Monogatari (1953)

 

9/10

publicado por Hugo Gomes às 09:43
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1.9.14

 

Durante a conferência de imprensa de apresentação da versão integral do filme Nimphomaniac no Festival de Cinema de Veneza, a decorrer actualmente, o produtor da Zentropa, Louise Vesth, revelou que Lars Von Trier encontra-se de momento a trabalhar numa série televisiva. A série que terá como titulo The House That Jack Built, alusão a um antigo poema infantil inglês que já fora utilizado numa das anteriores obras de Von Trier (The Element of Crime de 1984), será produzido em língua inglesa e possuirá um elenco internacional de luxo. "Será uma série televisiva sem igual, que não voltarão a ver. Sustenham a respiração." foram estas as palavras proferidas pelo também produtor e co-fundador da Zentropa, Peter Aalbæk Jensen. As filmagens estão previstas iniciar em 2016. Relembramos que esta não será a primeira vez que o controverso realizador de Dogville e Antichrist aposta no formato televisivo. Já o havia feito na mini-série Riget (O Reino, 1994), as experiências sobrenaturais num dos mais avançados hospitais na Dinamarca.

 

Ver também

Nymphomaniac Vol 1 (2013)

Nymphomaniac Vol 2 (2013)

Antichrist (2009)

Melancholia (2011)

Lars Von Trier escreve filme de terror!

I Am Not Famous Anymore: Shia LaBeouf contra-ataca em Berlim!

Shia LaBeouf abandona Conferência em Berlim!

Nymphomaniac Vol 2 proibido na Roménia!

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:50
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