2.7.14

 

Foi divulgado o primeiro trailer de Horrible Bosses 2 (Chefes Intragáveis 2), a sequela da comédia de êxito de 2011 que seguiu a peripécias de três amigos que executam um maquiavélico plano de assassinar os chefes que tanto odeiam. Neste segundo filme que tem estreia marcada para 27 de Novembro no nosso país, os três companheiros (Jason Sudeikis, Jason Bateman, Charlie Day) decidem agora investir num sequestro. Kevin Spacey, Jennifer Aniston e Jamie Foxx regressam aos anteriores papeis e Christoph Waltz (Django Unchained), Chris Pine (Star Trek) e Keeley Hazell (Cashback) contam como novas aquisições.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:35
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Arranca hoje, 2 de Julho (e termina dia 3), a 3ª edição da mostra - Olhares sobre Angola, uma iniciativa levada a cabo pela Cinemateca Portuguesa – Museu de Cinema com o apoio da Associação Il Sorpasso e Mukixe Produções. Esta mostra tem como fim apresentar à cidade de Lisboa um cinema único porém insólito nos nossos standards de distribuição, a cinematografia da Angola.

 

O evento abrirá portas pelas 20h00 na esplanada 39 Degraus da Cinemateca Portuguesa com o lançamento do DVD Mariano Bartolomeu: Curtas-Metragens 1989 – 2008, contando com a presença dos realizadores Mariano Bartolomeu e do Ever Miranda Palácio. O primeiro para além do DVD será homenageado num ciclo próprio no dito Museu do Cinema, já Palácio será fruto de tributo com a exibição de Angola Ano Zero (pelas 19h00 na sala Félix Ribeiro). Pelas 21h30 na mesma sala, é apresentado o documentário Hereros Angola de Sérgio Guerra, sobre as tradições do povo bantu.

 

No dia 3 pelas 22h00 na sala Luís de Pina, é a vez de Jeremy Xido nos presentear com um lado desconhecido da música angolana em Death Metal Angola (ler crítica aqui).

 

Para mais informação sobre o evento e filmes, ver aqui

 

 

Ver Também

Cinemateca avança com Olhares Sobre Angola: Mostra de Cinema Angolano

Rastos de Sangue - A chegada do cinema africano ao poder!

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 12:16
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1.7.14

 

A língua portuguesa é mais que um mero idioma, é História, é técnica e ao mesmo tempo uma antiga e constantemente moldável arte, e o documentário de Victor Lopes, Línguas - Vidas em Português (produção da Costa Castelo Filmes), acentua essas características que tornaram o português na língua que é hoje descrita. Uma jornada à identidade portuguesa através da maior das nossas heranças, a língua, que poderá ser vista Fórum Lisboa (antigo Cinema Roma), pelas 18h30 de amanhã, dia 2 de Julho, a entrada é gratuita. Esta especial iniciativa da Academia Portuguesa de Cinema conta com o apoio da Costa Castelo Filmes, da Cinemate e da Assembleia Municipal de Lisboa. Vale a pena espreitar e decifrar os segredos por detrás do nosso português. Um documentário com as participações de José Saramago, Martinho da Vila, Madredeus e entre outros.

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 23:42
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Romance com prazo de validade!

 

Se pensarmos bem, existe realmente algo de comparável no romance de dois adolescentes com os "dias contados" entre o real drama vivido por Anne Frank antes desta ter sido capturada pelos Nazis, é que estes jovens aprenderam, dentro das suas limitações, a serem felizes mesmo sob o prenuncio da morte. Este seja talvez um dos pontos mais ousados e porém astutos de The Fault in our Stars, a adaptação cinematográfica do livro de John Green, que segue as crónicas de uma adolescente que sofre de cancro, mas que mesmo assim encontra o amor, infelizmente sendo este temporalmente circunscrito. Como a protagonista discursa a meio do filme, este romance é a discrição "de uma felicidade interminável em dias imputados", e nesse sentido, mesmo sob um esforço em construir uma ênfase dramática, encontramos uma intriga leviana que incute assuntos melodramáticos sem com isso ceder ao registo novelesco do telefilme.

 

 

Porém a invocação é outra, a dos cânones do romance adolescente literário com pouca irreverência em sair dos seus próprios códigos regidos, ou seja, da fidelidade com a sua matéria-prima e o de forçosamente tentar agradar os já formados fãs. Confessa-se que o livro em questão é astuto mesmo navegando em territórios que parecem saídos do romance de cordel ou do "desgraçadinho da semana", contudo como filme, temos, e infelizmente, um amontoado de clichés que se arrasta sobre outros clichés. Uma história que tenta explorar um lado meloso da condenação humana (como diria o cineasta Fernando Lopes - "existe uma beleza triste na derrota") e trazer para o grande ecrã todo uma longa linha de "auto-ajuda".

 

 

The Fault in our Stars de Josh Boone (Stuck in Love) nos chega como um produto cínico disfarçado de boas intenções e de um leve, mas transversal, martírio dos seus personagens. Todavia existe aqui um profissionalismo em devolver uma certa dignidade ao cinema adolescente (com enredos secundários reduzidos a figuras disfuncionais e meramente enfadonhas), por exemplo, o casal protagonista apresenta uma química invejável (Shailene Woodley e Ansel Elgort, que foram anteriormente vistos como irmãos em outro conto cinematográfico juvenil, Divergent). No caso dela, Shailene Woodley, nos regala com um desempenho forte e dinâmico, emotivo para com o estado do seu personagem ao longo da narrativa. Talvez seja nela que encontramos depositado todo um interesse de um filme que facilmente fraquejaria na ausência de uma protagonista facilmente identificável. Devemos porém salientar a prestação tão própria e ao mesmo tempo impar de Willem Dafoe.

 

 

Ao menos isso, já que The Fault in our Stars toca mas não foca nos assuntos fundamentais, como por exemplo a relação entre a "heroína" e os seus pais, e de como estes lidam com a gradual perda do seu ente querido. Uma curiosidade para terminar: o titulo da obra deriva de uma citação shakespeariana, onde Cassius diz para Brutus: "A culpa, caro Brutus, não é das nossas estrelas, mas sim de nós próprios, que somos subordinados.". Por outras palavras, não devemos de maneira alguma culpar as estrelas por este resultado cinematográfico.

 

"But, Gus, my love, I cannot tell you how thankful I am for our little infinity. I wouldn't trade it for the world. You gave me a forever within the numbered days, and I'm grateful."

 

Real.: John Boone / Int.: Shailene Woodley, Ansel Elgort, , Nat Wolff, Laura Dern, Sam Trammell, Willem Dafoe

 

 

Ver Também

Divergent (2014)

 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:46
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1.7.14

Ao volante das emoções!

 

A vida de Ivan Locke (Tom Hardy), um homem de família dedicado e um trabalhador exemplar, desaba gradualmente como "peças de dominó" após ter recebido uma chamada que o colocará numa posição decisiva. Conduzido à noite em direcção a Londres, Locke prepara-se para enfrentar as consequências dos seus próprios actos.

 

 

O novo filme de Steven Knight (Hummingbirds) poderá ser encarado como um exercício narrativo, e certamente o é, contudo este possui uma dimensão psicológica e emocional aguçada que conjuga com o efeito de sugestão. Esta é uma obra regida pelos códigos do thriller (sente-se uma certa vertente do cinema de Hitchcock), onde Knight utiliza usuais artefactos - o carro e o kit de mãos livres - como catalisadores da fluidez narrativa e do empenho de Hardy, confrontado e a mercê dos obstáculos conflituais impostos.

 

 

Obviamente nada disto funcionaria se Tom Hardy não fosse o actor que realmente é, imenso de classe e ao mesmo tempo de uma simplicidade expressiva. Poderemos afirmar que é ele que carrega o filme às costas, ultrapassando o mero exercício e as limitações cénicas. Para além dos seus longos diálogos com os constantes telefonemas que acentuam o drama humano e a colisão das relações de Locke, é nos seus momentos com a solidão, os monólogos entusiasmantes, que Tom Hardy se evidencia como o motor do filme.

 

 

Enquanto isso, as decisões directivas por parte de Steven Knight não são das mais felizes, minando grande parte da sua narrativa com sobreposições e mais sobreposições. Talvez com o medo de limitar ainda mais a narrativa ou de mimetizar o estilo próprio de Abbas Kiarostami. Todavia e apesar disso, este é um ensaio dramático invulgar e competente no seu conceito, com Tom Hardy a converter uma longa viagem numa tremenda jornada às emoções. Nesta silly season, vale bem pena espreitar Locke.

 

Real.: Steven Knight / Int.: Tom Hardy, Olivia Colman, Ruth Wilson, Andrew Scott, Ben Daniels, Tom Holland, Bill Milner, Danny Webb

 

 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:28
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