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Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

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Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

A farsa do século!!

Hugo Gomes, 30.05.14

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Praticamente, no senso comum, estamos habituados a encarar o género do documentário com o formato das produções televisivas, mas enganem-se quem pensa que tal é apenas serviço pedagógico. The Act of Killing é o grande exemplo disso, uma veia onírica que abate o panorama real dos nossos dias, os medos de uma sociedade estampados sob um selo fantasmagórico.

Joshua Oppenheimer tem a ideia do século, criar um embuste, uma farsa cinematográfica para, de um certo jeito pornográfico, explorar a História oculta e ignorada da maneira explicita possível. Estamos na Indonésia, uma nação que nos dias de hoje encontra-se erguida graças aos esquadrões de morte contratados pelo Governo nos anos 60. Aqui não há julgamentos, a ética é mera inutilidade perante a grandiosidade deste filme que nos remete ao mais negro da natureza humano.

Corajoso, incisivo e na sua maneira de ser, poético, provocante sem ser perceptível, ao mesmo tempo colocando o dedo na ferida e "escarafunchá-la" até se tornar numa experiência para além do humanamente capaz. The Act of Killing representa uma nova geração de documentários, onde a criatividade se funde com a realidade, não de forma passiva, mas de uma violenta agressão.

 

Go where?

Hugo Gomes, 23.05.14

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"Listen to me, Steve. Go where? Steve, this is important. Go where? That's right, go where? What happened in your room... Are you listening? What happened in your room is not an isolated incident. It is something that is happening everywhere. So, where you gonna go? Where you gonna run? Where you gonna hide? Nowhere, 'cause there's no one like you left. That's right..." Carol Malone (Meg Tilly)

- Body Snatchers (Abel Ferrara, 1993)