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Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

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Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

Confirmado mais três filmes em redor do Universo de Harry Potter!

Hugo Gomes, 31.03.14

 

O Universo de Harry Potter poderá regressar ao cinema, desta tendo como base um livro spin-off escrito pela própria autora J.K.Rowlings em paralelo com os livros do jovem feiticeiro (Fantastic Beasts & Where to Find Them: Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los), cuja história decorre 70 anos antes da intriga da série original. O projecto cinematográfico foi confirmado por  Kevin Tsujihara, director executivo da Warner, que adiantou que o livro-alvo dará origem a três filmes. A autora britânica a escrever o argumento do primeiro filme. De momento ainda não existe informação acerca de realizador nem elenco anexado. 

 

Morte de Carlos Castro adaptado ao cinema!

Hugo Gomes, 31.03.14

 

O homicídio do cronista Carlos Castro em 2011 num hotel de luxo em Nova Iorque será adaptada ao cinema, uma produção ainda sem título que tem como principal base a peça escrita e interpretada por João d'Ávila, “Crime em Nova Iorque”. O realizador é Rui Filipe Torres (da curta-metragem Tudo Bem, 2001) e João d’Ávila voltará a desempenhar Carlos Castro, enquanto o seu homicida, o modelo Renato Seabra que se encontra de momento a cumprir pena de 25 anos numa prisão norte-americana, será interpretado por Ruben Garcia. O filme começará a ser rodado a partir de amanhã, 1 de Abril, e tem como ambição estrear no Festival Queer Lisboa deste ano (19 a 27 de Setembro). 

 

 

Frozen torna-se na animação mais rentável de sempre!

Hugo Gomes, 31.03.14

 

Há algum tempo vos falei de uma potencial chegada do filme de animação Frozen à casa dos mil milhões de dólares rendidos em todo o Mundo. Pois bem, para além de ter ultrapassado essa meta a fita vencedora de dois Óscares (um de Melhor Animação e Musica Original) conseguiu bater este fim-de-semana (graças á sua estreia no Japão) Toy Story 3, o anterior detentor do título da animação mais rentável de sempre (1,063 mil milhões de dólares). Frozen, com 1,072 mil milhões de dólares, é até à data a mais bem-sucedida produção animada, e melhor, é que nem uma sequela é!

 

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Frozen (2013)

Pastor acusa Frozen de obra satânica e "gay"!

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Magic Mike 2 com novas informações (e um titulo sugestivo!)

Hugo Gomes, 31.03.14

 

Já há algum tempo que correm rumores de uma eventual sequela do êxito de Steven Soderbergh, Magic Mike (2012), mas recentemente fala-se da possibilidade do actor e protagonista Channing Tatum escrever o argumento da continuação do filme baseado na sua experiência pessoal, segundo o site The Playlist. A mesma fonte ainda adianta que a produção poderá começar em Outono e Greg Jacobs (primeiro assistente de realização da trilogia Ocean’s) é apontado como o realizador (substituindo assim Soderbergh que abandonou o Cinema). Por fim o site ainda revela um possível e para além disso sugestivo título, Magic Mike XXL.

 

 

Cadences Obstinées (2013)

Hugo Gomes, 31.03.14

Obstinar “talento”!

 

Cadences Obstinées marca o segundo trabalho da actriz Fanny Ardante como realizadora, a musa de François Truffaut e o motivo de vénia no La Grande Bellezza de Paolo Sorrentino, quatro depois da sua estreia em Cendres et Sang. Enquanto no seu primeiro produto, a diva usufruía das influências teatrais para esboçar um filme metódico e ciclar, onde a estética é acima de tudo valorizada, nesta pseudo-intelectualidade remetida a “parte alguma” assenta puramente no artístico das suas imagens sem possuir de certo, palavras para o preencher.

 

 

É a história de amores perdidos, entregues com paixão mas dissipados pelo tempo e pelo ócio, que nos transporta para um triângulo amoroso a régua e a esquadro onde personagens e interesses são substituídos por “bonecos” automatizados sob consciências vazias. Em Cadences Obstinées, produzido por Paulo Branco (ou seja parte deste filme tem produção portuguesa, não ficando somente pela rodagem e pelos dois protagonistas), tudo soa a falso, a presunção intelectual escorrida sem mensura, a citação de frases ora pacóvias ora de teor poético sem dó nem piedade, os actores que parecem posar para a fotografia o tempo todo (Asia Argento por outro lado comete jogging sem compaixão) e uma intriga esgotada a fim de 10 minutos.

 

 

Sim, é tudo perda de tempo, é o caminhar sob disfarces e mantos com Fanny Ardant a autoproclamar-se de autora, sem o conhecido básico de sê-lo nem as razões para ser, a esconder-se no improviso experimental a fim de evitar a sua inutilidade. Ao menos poderia ter tirado partido da sua experiência enquanto esteve ao lado do cineasta de vanguarda, Truffaut, assim saberia verdadeiramente transgredir as regras pelo qual muito vezes o cinema encontra-se acorrentado, mas “bolas!” nem oito nem oitenta.

 

Real.: Fanny Ardant / Int.: Asia Argento, Nuno Lopes, Ricardo Pereira, Franco Nero, Gérard Depardieu

 

 

CCOP: Fevereiro 2014

Hugo Gomes, 30.03.14

 

Foi revelado o Top de Fevereiro de 2014 dos Circulo de Críticos Online Portugueses (CCOP), com Cinematograficamente Falando … incluído. Her de Spike Jonza é eleito o filme do mês, seguido pelo novo de Alexander Payne, Nebraska e pelo não consensual, mas para o vosso escriba uma obra-prima, La Grande Bellezza de Paolo Sorrentino.

 

A lista completa pode ser vista aqui

 

Ver também

Her (2013)

Nebraska (2013)

La Grande Bellezza (2013)

 

The MatchMaker (2010)

Hugo Gomes, 30.03.14

O amor como recordação!

 

No verão de 1968 em Haifa, uma cidade a norte de Israel, o jovem Arik (Tuval Shafir) arranja trabalho como "espião" ao serviço do casamenteiro Yankele Bride (Adir Miller), um misterioso homem que sobreviveu ao Holocausto. Ingénuo e amante de livros de detectives, Arik vai descobrindo através de Bride os diversos segredos acerca do amor e da conquista, sem saber que tais sentimentos acabariam por "bater na sua porta" durante esse Verão.

 

 

The Matchmaker, de Avi Nesher (Doppelganger, The Secrets), vencedor da Placa de Prata no Festival de Cinema Internacional de Chicago em 2010, é um típico filme "coming-of-age", ou seja, um retrato sobre a transição etária e a transmissão de experiências que irão determinar no futuro da personalidade do protagonista. Sob esse signo de aventura cinematográfica, a fita baseada no best-seller When Heroes Fly, de Amir Gutfreund, é rica em nostalgia, extraindo e usufruindo de um tom de tragicomédia que o torna subtil e dinâmico em termos narrativa. Para além disso instala-se de um jeito referencial ao noir, cuja narração ditada pelo protagonista invoca, não só a sua paixão literária, mas também um tributo algo aguado a esse estilo cinematográfico.

 

 

Mas apesar de ser agradável em diferentes aspectos, auxiliados por uma fotografia de cores quentes (que para além de situar o espectador na estação onde a acção decorre, ainda lhe aufere um conforto visual), em The Matchmaker sente-se a falta de um verdadeiro conflito, uma ênfase dramática capaz de movimentar as suas personagens e torná-las mais independentes do que meras figuras de flashbacks. Mas tudo isso é compensado por interpretações favoráveis (o carismático Adir Miller e uma fragilizada Maya Dagan) em cumplicidade com personagens bem construídas e todo um conjunto de situações que o espectador mais velho, ou até mesmo aqueles que vivem na flor da idade, conseguirão identificar. Tal como Proust, uma simples madalena é capaz de nos transportar ao longínquo da nossa juventude.

 

Filme visualizado no Judaica: 2º Mostra de Cinema e Cultura

 

Real.: Avi Nesher / Int.: Adir Miller, Maya Dagan, Tuval Shafir

 

 

Falando com Ziad Doueiri, realizador de L'Attentat

Hugo Gomes, 28.03.14

 

O Cinematograficamente Falando … conversou com o cineasta libanês Ziad Doueiri, que se encontra em Portugal para apresentar a sua última obra, L'Attentat (O Atentado), o filme de abertura do Judaica: 2º Mostra de Cinema e Cultura (27 - 30 de Março) para depois estrear nas nossas salas de cinemas a partir do dia 3 de Abril. Oriundo da capital libanesa, Beirute, Doueiri seguiu com 20 anos para os EUA para formar-se em Cinema pela Universidade de San Diego.

 

 

Iniciou-se no ramo em 1987 como electricista na comédia de Tina Hirsch, Munchies, para depois destacar como operador e primeiro assistente de câmara em inúmeras produções de Hollywood, nomeadamente os diversos filmes de Quentin Tarantino, o qual é diversas vezes denominado por "Tarantino Protege" (The Hollywood Report). Face a tal titulo, o autor pediu para não o associarem ao realizador de Pulp Fiction, chegando a sugerir a utilização de uma t-shirt com "I'm not associate to Tarantino" impresso para as futuras entrevistas, contudo confrontando com a questão "como foi trabalhar com o cineasta norte-americano", Doueiri revelou que era apenas um "tecnical guy", mas que adquiriu boas experiências nessa sua fase. Depois dos referidos trabalhos técnicos, Ziad Doueiri estreou-se como realizador a solo em 1998 com West Beirut, uma obra tremendamente elogiada que contou com um vistoso currículo no circuito dos festivais  de cinema, tendo consagrado com o Prémio François Chalais no Festival de Cannes desse ano. O realizador voltaria a dirigir em 2004 com Lila Says, também ele bastante elogiado, ambas as obras o tornaram confiante e possivelmente apto de adaptar um livro tão delicado como L'Attentat de Yasmina Khadra, a história de um médico palestino, Amin Jaafari (Ali Suliman, Paradise Now), que tenta provar a inocência da sua falecida mulher, acusada de atentado suicida, nem que para isso tenha que descer às "profundezas" do fanatismo religioso.

 

 

O filme que se assume como um drama intimista com toques de thriller, expõe ao espectador inúmeros dilemas do foro social, politico e religioso, mas Ziad Doueiri desaprova essa "perspectiva politica" ao invés disso o autor refere uma visão dramática, a criação de uma ênfase dramática arrebatadora sobre um homem em busca das varias vertentes da verdade, nada mais. Salienta a força do enredo e do actor em conjunto com a sua personagem, que de optimista se converte num "moralmente falecido", sendo possível "sentir o personagem face à sua decrescente jornada". Em relação ao optimismo inicial do protagonista, Ziad Doueiri não partilha a tal visão em relação ao seu país de origem, porém esta foi a única sugestão politico-social que declarou durante toda a conversa, tendo negado as supostas segundas intenções no seu drama.

 

 

O realizador afirma que o seu trabalho foi sincero, incapaz de enviar tais mensagens ao espectador, aliás como o próprio acrescenta "nem eu sei que mensagem devo enviar". Segundo este, a ideologia que muitos espectadores, críticos e jornalistas constataram no seu filme advém simplesmente das personagens e da trama forte que conseguiu construir, referindo Oliver Stone como um dos exemplos deste seu modus operantis, "uma sólida história e personagens frente a uma mensagem". O realizador ainda abdica da coragem de que foi apontado, "não sou corajoso, nem é a coragem que preenche a minha agenda como realizador", mas adianta que "filmes como estes não são fáceis de fazer", e confrontando com o facto de vir a surgir eventuais consequências em remexer sensibilidade sociais, a religião é e sempre será uma "dor de cabeça", revela não sentir qualquer receio em relação a isso.

 

 

Quanto aos estereótipos árabes nos filmes ocidentais, Ziad Doueiri afirma que os "americanos estão a mudar a sua perspectiva em relação aos árabes" e que por isso a invocação de tais estereótipos é completamente descabida mesmo em Hollywood. Para finalizar o realizador anunciou, sem aprofundar, pormenores acerca do seu futuro projecto, L'Insulte, que será filmado em Beirut, "um drama de tribunal que estou a escrever com a minha mãe", sendo o Direito algo geracional para ele, revelando oriundo de uma família quase toda ela ligada ao ramo, a mãe é advogada e os tios que são juízes.

 

Entrevista cedida pelo Judaica: 2ª Mostra de Cinema e Cultura

 

 

Ver Também

Vem aí o Judaica: a 2ª Mostra de Cinema e Cultura

L'Attentat (2012)

 

L'Attentat (2012)

Hugo Gomes, 28.03.14

Revisitando "fantasmas"!

 

O já muitas vezes apelidado de “prodígio de Tarantino (devido ao seu trabalho que exerceu como assistente de câmara em inúmeros filmes do realizador nos anos 90), Ziad Doueiri adapta o polémico best-seller de Yasmina Kadhra para o grande ecrã, convertendo a jornada de um homem às profundezas de uma sociedade regida pela religião fervorosa e pelo ódio entre culturas num thriller intimista que apela a pertinentes questões e que nos outorga respostas através da emoção.

 

 

A terceira longa-metragem de Doueiri como realizador a solo (marcando 14 anos desde a sua aclamada estreia com West Beirute onde aborda a Guerra Civil do Líbano, a nacionalidade do realizador, nos anos 70), é um filme que começa sob um signo esperançoso, retratando a cidade israelita Tel Aviv como um último reduto para israelitas e palestinos. Mas com o desenrolar de um enredo que nos traça uma matriz de alusão ao thriller mainstream, L’Attentat nos atenta num vazio existencialista enquanto o espectador em cumplicidade com o protagonista “abraça” o derrotismo que surge após um "choque" com um "mundo subliminar". Ali Suliman (Paradise Now) desempenha assim um médico cirurgião palestino que renega as suas raízes para sobreviver numa sociedade cada vez mais no limiar, mas que é forçado a invoca-las para entender com que razões levaram a sua amada mulher a cometer um atentado suicida que vitimou uma dezena de israelitas. Uma verdade crua e dura que integra como "fraca" na alma deste homem atormentado, deixado ao abandonado e marginalizado pelos dois lados da sociedade que habita.

 

 

O olhar de Doueiri não é denunciante, nem sequer engendra o panfletarismo ou usufrui do tema para requisitar maniqueísmo, um quadro neutro porém forte nas suas convicções e na sua mostra, iniciando debates mas nunca termina-los com opiniões definidas. L'Attentat joga com a sugestão das ocorrências e dos actos, mas no fundo o filme funciona como um potente drama sobre um homem em busca da consciência. Uma obra corajosa que encontra-se de momento proibido de ser exibido em grande parte dos países árabes incluindo a origem do realizador, Líbano.

 

Filme de abertura do Judaica: 2ª Mostra de Cinema e Cultura

 

Real.: Ziad Doueiri / Int.: Ali Suliman, Reymond Amsalem, Evgenia Dodena

 

 

Pierce Brosnan em The Expendables?

Hugo Gomes, 28.03.14

 

Segundo o site Shortlist, Pierce Brosnan confirmou a sua presença numa eventual sequela de The Expendables: Os Mercenários, a fasquia cinematográficas iniciada em 2010 que tem reunido as mais relevantes e diversificadas estrelas do cinema de acção. O actor que já encarnou o agente secreto 007: James Bond em quatro filmes revelou que o convite para participar na saga foi feita pelo produtor Avi Lerner durante a rodagem do filme Survivor de James McTeigue, o qual ambos trabalham juntos. Contudo Brosnan adianta que aceitou a proposta mas nunca foi esclarecido ao certo que sequela, segundo o próprio pode muito bem a ser um "Mercenários 7".

 

 

Ver também

 

Milla Jovovich em novo thriller de acção!

 

 

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