6.1.14

Na condição de escravo!

 

O químico e escritor italiano Primo Levi escreveu em 1947 o livro Se Isto é um Homem, as suas memórias no campo de concentração de Auschwitz que funcionou não como um detalhado retrato das suas vivências perante tal desolador cenário, mas um estudo à própria condição humana. O que leva a homens a assassinar outros homens? A catalogá-los de seres inferiores ou de retira-lhes qualquer humanidade existente? Primo Levi incutiu tais dilemas numa frieza sem precedentes, tornando não só a sua obra num dos mais importantes registos literários e memorialísticos do século XX, como também numa crucial viagem à natureza do ser humano, a sua necessidade para o mal e a incompreensão dos demais. Contudo, longe do Holocausto surge-nos as memórias de Solomon Northup, um negro livre de uma América dividida entre ideais e éticas no século XIX, cujo destino atraiçoam-no quando é sequestrado e vendido como um escravo. Tal como acontecera com Primo Levi nas suas reminiscências escritas, Solomon teve que adaptar-se, não ao cenário a que se encontrava exposto, mas à aceitação de tal destino, "abraçar" o vazio emocional até à própria negação da vida anteriormente vivida.

 

 

Nesta jornada que vai de encontro com uma América que tenta forçosamente esquecer, Steve McQueen, o realizador de Hunger e Shame, incute uma demanda não só visualmente perturbadora, mas também a emoção. Tirando um ou outro "pico" explosivo, 12 Anos Escravo é até grande parte da sua narrativa, uma fita fria com claras preocupações na estética e nos contornos dos recursos académicos, o que é valioso pois a terceira longa-metragem de McQueen é até à data o seu filme mais ambicioso e luxuoso em termos produtivos, mas o autor consegue orquestrá-lo sem a utilização de valores classicamente pré-estabelecidos. Outro factor de perícia por parte da direcção do realizador Steve McQueen (não confundir com o actor de Bullitt e Papillon) é o uso da banda sonora, um dos portentos emocionais da obra que ecoa de forma gloriosa na sua narrativa, para além das partituras de Hans Zimmer terem tons fantasmagóricos.

 

 

Apesar do tema da escravidão e a abolição da mesma terem-se tornado numa "mina de ouro" de Hollywood, este 12 Years a Slave não é de perto nenhum Django Libertado. A verdade é que longe do jubilo criativo de Tarantino, a vingança que os afro-americanos nunca "saborearam", a obra de McQueen assume-se como um retrato não só de uma época onde a escravidão era um negócio sustentável e essencial de uma nação, mas a sobrevivência de um homem perante o país que o traiu. Encarando tal facto, Chiwetel Ejiofor é um mártir, uma base fundamental para todo esse existencialismo, desde o desenvolvimento que consegue auferir ao seu personagem até a própria condição que consegue emergir sobre esta capa meramente cinematográfica. O actor nigeriano é também um dos vários códigos emocionais trazidos pela nova obra do realizador.

 

 

Para além dele, esta viagem por um EUA negro e constantemente exorcizado nos tempos actuais é servido por excepcionais desempenhos, com claro destaque para a Lupita Nyong'o, que partilha o mesmo fardo que o protagonista, mesmo sob uma prestação tenebrosamente sofredora e de Michael Fassbender (o actor "fetiche" do realizador), aqui a personificar toda a banalidade do mal existente. Tudo graças a um desempenho sólido e psicótico que promete causar ódios e culminar em reflexões. Pena apenas que Steve McQueen quase "enfia os pés pelas mãos" quando decide inserir um debate moralmente ético entre a figura antagonista com um Brad Pitt disfarçado de canadiano. O intuito deste extenso dialogo é nobre, mas arriscou-se em tornar-se rebuscado perante a própria composição da fita. Felizmente, o realizador soube então compensar com um longo plano sequência mórbido, mas que nunca cede ao cansaço. Aliás, tal cena é de tirar o fôlego, o climax de toda esta epopeia e sim a explosiva emotividade que se ansiava.

 

 

Devido a este tormento, algures entre o artístico e a invocação de realismo no seu mais puro estudo, esgota-se o "stock" emocional, que bem poderia ser atribuído ao desfecho. Porém, e infelizmente, este escorrega perante automatismos que só Chiwetel Ejiofor consegue escapar, carregando o resto do filme até aos iminentes créditos finais. Mesmo assim, 12 Years a Slave é de facto uma viagem obrigatória e suficientemente forte para perdurar. O melhor filme de Steve McQueen.

 

"I don't want to survive. I want to live."

 

Real.: Steve McQueen / Int.: Chiwetel Ejiofor, Michael Fassbender, Lupita Nyong'o, Brad Pitt, Benedict Cumberbatch , Quvenzhané Wallis, Scoot McNairy, Paul Dano, Sarah Paulson

 

 

Ver Também

Shame (2011)

Hunger (2008)

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 18:19
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O realizador sueco Ingmar Bergman é a figura destaque deste primeiro trimestre de 2014 no Espaço Nimas, Lisboa. A distribuidora Leopardo Filmes e a exibidora Medeia vão promover a obra do apelidado “o realizador das mulheres” com a exibição de 17 filmes, entre os quais 10 sob versão restaurada, no dito espaço lisboeta. O Ciclo de Ingmar Bergman iniciará a partir do dia 9 de Janeiro e terá como encerrada no dia 5 de Fevereiro, sendo que partir do dia 20 do mesmo mês as obras digressionarão para o Teatro do Campo Alegre no Porto.

 

O valor é 6 euros por cada filme, sendo que na compra de quatro, o quinto é gratuito. 

 


publicado por Hugo Gomes às 15:38
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As bruxas contra-atacam!

 

O regresso do autor Álex de la Iglesia ao sobrenatural trágico-cómico faz-se ao jeito de incursão aos mais variados elementos de bruxaria, situando a “basca” aldeia de Zugarramurdi como o berço deste “culto do demónio”. Um filme que recupera o estilo há muito desejado de El Día de la Biesta (1995), implodindo o sarcasmo e o disparate como motivos de celebração do cinema de terror (existem claras alusões ao cinema de Dario Argento e Benjamin Christensen e até a literatura de Roald Dahl), obviamente num registo descontraído e sim, metafórico, que chega mesmo a satirizar os lugares-comuns dos cânones.

 

 

Las Brujas de Zugarramurdi inicia de forma hilariante, esboçando um burlesco e astuto ensaio cómico que é dirigido de forma dinâmica até chegar à compilação de clichés. Mas Álex de la Iglesia contorna tal rotina em prol da sua faceta cómica com gags inteligentes que sempre apela ao confronto sexista e a emancipação feminina. Todavia este, o desde já “divertidíssimo” filme-paródia, enfraquece à medida que a sua faceta mais delirante é revelada, a introduzir as bruxas propriamente ditas e com elas todo um conjunto de artifícios góticos, invocações do gore e até mesmo aos avanços técnicos deste tipo de produção.

 

 

O climax é decepcionante, contudo evidencia uns valores de produção capazes de rivalizar com muitos do género em terras de Hollywood. Aliás estas “bruxas” conseguem possuir mais irreverência que por exemplo, a falhada mas mesmo assim rentável incursão de Hansel & Gretel por Tommy Wirkola. A verdade é que Álex de la Iglesia tornou Las Brujas de Zugarramurdi divertido o bastante para perdoar os seus erros. Não é o El Día de la Biesta, mas …

 

Filme visualizado no Cinefiesta'13

 

Real.: Álex de la Iglesia / Int.: Javier Botet, Mario Casas, Santiago Segura, Carmen Maura

 

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 11:35
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5.1.14

 

Anterior ao Garganta Funda, as obras pornográficas eram produtos marginais financiados pelo submundo do crime. Graças ao filme em questão, esta industria cinematográfica converteu-se em algo luxuoso e altamente rentável. Lovelace de Rob Epstein e Jeffrey Friedman (Howl) não é apenas um retrato dessa transição mas sim uma denuncia aos abusos a Linda Lovelace, a estrela de Garganta Funda, por parte dessa mesma industria. Amanda Seyfried (Mamma Mia!) interpreta a dita e internacionalmente conhecida actriz pornográfica e James Franco (Spring Breakers) é o incontornável Hugh Hefner. Peter Sarsgaard (Green Lantern), Sharon Stone (Basic Instincts), Adam Brody (The Ring), Hank Azaria (Smurfs), Eric Roberts (The Expendables), Robert Patrick (Terminator 2: The Judgement Day), Wes Bentley (Ghost Rider, The Hunger Games) e Chloë Sevigny (Zodiac) completam o elenco. Lovelace tem estreia marcada para 9 de Janeiro.

 


publicado por Hugo Gomes às 23:26
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Satirizado a Área 51!

 

Durante uma arriscada missão a um planeta "maldito", que não é nada mais, nada menos que o planeta Terra, um herói alienígena inter-galáctico é capturado por militares da Área 51. O seu irmão mais novo, não tão heróico como o seu congénere, tenta a todo o custo resgata-lo.

 

 

Escape from Planet Earth (o titulo que soa como uma alusão a um conjunto de filmes de John Carpenter) é a enésima animação que envolve alienígenas e todos os adereços afins, a relembrar o fracassado caso de Mars Need Moms de Robert Zemeckis, a tal fita que fez com o realizador abandona-se por completo as "pseudo-animações" motion-capture. Talvez visualmente mais cativante que o exemplo acima referido, esta primeira aposta animada da canadiana Rainmaker Entertainment é uma obra leve, talvez demasiado leve para ser apreciada aos mais graúdos (mesmo sob deliciosas referências), que articula os mais modestos e revistos tons familiares e de sátira tão presentes em outros do género.

 

 

Contudo esta fita animada de Carl Brunker, que trabalhou em êxitos do género como o quarto Ice Age ou Despicable Me, é enfraquecido pela falta de irreverência e o cuidado no tratamento dos seus personagens, excepto uma deliciosa auto-paródia de William Shatner. Depois sob o signo de um argumento sem frescura e devera preso às próprias amarras do género o não equilibra de todo este Escape from Planet Earth, temos uma animação eficaz no seu tratamento visual e oleado a nível técnico. Decerto que as crianças irão passar um bom tempo aqui, porém passageiro, já que a fita é facilmente esquecível após o seu visionamento. Quanto aos mais graúdos com queda para a cinéfilos fica o aviso: prestem imensa atenção aos nomes que são atribuídos aos subordinados do vilão de serviço. 

 

Real.: Carl Brunker / Int.: Rob Corddry, Brendan Fraser, Sarah Jessica Parker, Jessica Alba, William Shatner, Sofía Vergara

 

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:03
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4.1.14

 

Morreu aos 92 anos o produtor Saul Zaentz, conhecido pela sua bem sucedida carreira e pelos dois Óscares de Melhor Filme arrecadados por One Flew Over the Cuckoo's Nest (1975), Amadeus (1984), ambos de Milos Forman, e The English Patience (1996) de Anthony Minghella. Segundo a The Hollywood Reporter, Zaentz faleceu ontem (3 de Janeiro) em consequências de males derivados da doença de Alzheimer. Nascido em 28 de Fevereiro de 1921, o produtor iniciou-se na industria musical, organizando turnês de alguns dos grandes nomes do jazz, nomeadamente Dave Brubeck. Foi o fundador da produtora que lançou a popular banda country Creedence Clearwater Revival. Alguns dos seus trabalhos mais conhecidos para além das oscarizadas obras, foram a adaptação de The Unbearable Lightness of Being (1988) por Philip Kaufman e o seu ultimo trabalho, Goya's Ghost (2007, a terceira cooperação com o realizador Milos Forman). Em 1996, Saul Zaentz recebeu o prémio Irvig G. Thalberg da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. No ano seguinte foi premiado com o prémio honorário do Sindicato dos Produtores.

 

 

Saul Zaentz (1921 - 2014)

 

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publicado por Hugo Gomes às 18:39
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Michael Caine sobrevivendo à idade!

 

Quando Peter O'Toole nos deixou, foi sentido um completo desprezo por grande parte dos órgãos de comunicação social e não só, as pessoas em geral, quanto à relevância do lendário actor. Tal cenário me fez questionar o facto e aludindo um pouco ao titulo da obra literária de Cormac McCarthy, se esta sociedade, cada vez mais estética e falsamente rodeada de brilhantismo, não é de todo para velhos. Nota-se na forma como é preservado os clássicos na cultura pop actual e pior, no tratamento e reconhecimentos das velhas estrelas e personalidades que tanto contribuíram para o desenvolvimento; quer da arte, da música, de manifestação de foro social ou como na categoria o qual refiro, o cinema.

 

 

Nesse ponto essencial é só contar pelos dedos o números de obras que estreiam nas nossas salas em que o protagonista é alguém mais com os 65 anos e sem ambições de ressuscitar as glórias do seu passado. Assim sendo e talvez apenas por esse motivo apenas, é agradável ver um filme como Mr. Morgan's Last Love, o novo palco para o Sir Michael Caine regressar aos holofotes do protagonismo, sem manipulações nem sequer resgates de um passado outrora glorioso. Após o desaparecimento de O'Toole, Caine é a nova lenda viva do cinema, um detentor de clássicos que anseia sobretudo "sobreviver" num mercado cada vez mais competitivo, não por estrelas do seu calibre, mas pela juvenilidade, pela beleza que conquista multidões ou simplesmente pelo fascino naturalmente humano pela juventude eterna, pelo repudio do envelhecimento dos nossos ídolos.

 

 

Por isso, Mr. Morgan's Last Love, adaptação cinematográfica do romance Le Douceur Assassine de Françoise Dorner, é uma anti-tendência com um protagonista peso-pesado que ostenta um teor de "vinho de porto", ou seja, quanto mais velho melhor. Contudo a obra de Sandra Nettelbeck (Helen) é um autêntico enxoval de academismos a começar pelos planos sem genialidade e de invocação de convenções académicas até um conjunto de situações telenovelescas sem uma resolução fácil. Tudo isto caindo numa narrativa repetitiva e sem fulgor rítmico. Outro factor prejudicial nesta obra que tenta ser doce ao mesmo tempo incutindo um drama de "fazer chorar até mesmo pedras de calçada" é na composição dos seus personagens, onde até mesmo Caine é vitima dessa esquizofrenia, um leque mal descritivo e sem objectivos claros se não o próprio impasse narrativo.

 

 

Mr. Morgan's Last Love apresenta-nos temas como morte, amor, legado e até reencarnação (pelo que se entende), uma alternativa formatada de Amour de Michael Haneke para todos aqueles acusaram a obra em questão de ser demasiado "parado" e limitado em termos cénicos e de personagens. Para além do veterano actor, Mr. Morgan's Last Love conta ainda com as prestações de Jane Alexander, Clémence Poésy, Justin Kirk e Gillian Anderson, todos eles com desempenhos favoráveis.

 

Real.: Sandra Nettelbeck / Int.: Michael Caine, Jane Alexander, Clémence Poésy, Justin Kirk, Gillian Anderson

 

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 01:31
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3.1.14

 

Na praia da Barra, Ílhavo, algo de estranho conquistou as atenções dos locais, uma baleia de mais de dez metros de comprimento deu à costa. Contudo o animal em si não era mais do que uma replica de esferovite. Replica, essa, parte integra de uma cena de rodagem do novo filme de Miguel Gomes, As Mil e Uma Noites. Mas para quem deambulava naquele local, o facto da criatura encontrar-se bem representada, sentiria enganada, sendo mesmo que a Capitania do Porto de Aveiro tomou conhecimento da ocorrência previamente para que não acha equívocos. A nova obra do realizador de Tabu e Aquele Querido Mês de Agosto, segue a mesma estrutura do clássico e popular conto persa, mas assumindo como um relato de um "de um desgraçado país, Portugal", segundo as palavras do autor. Miguel Gomes ainda salientou que o filme combinará a realidade nacional com uma fantasia que funciona como crónica e ironia: "ficção e retrato social, tapetes voadores e greves". As Mil e Uma Noites é uma co-produção portuguesa, francesa e alemã que terá produção até o Verão de 2014 (segundo as estimativas da rodagem) e entrará em pós-produção em Fevereiro de 2015.

 

 

Fonte: Lusa

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:39
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Fruto de uma prolífica campanha kickstarter, onde a meta era 2 milhões mas  resultado ultrapassou os 6, eis que finalmente é divulgado o trailer do filme de Veronica Mars, a adaptação cinematográfica da popular série de TV. Kristen Bell (Push, Forgetting Sarah Marshall) regressará na pele da detective feminina num filme que será distribuído pela Warner Bros, e que conta com data de estreia para  14 de Março nos EUA. O argumentista e realizador de muitos episódios, Rob Thomas, toma rédeas na direcção e os actores James Franco (127 Hours, Spring Breakers), Jamie Lee Curtis (Halloween), Justin Long (Die Hard 4.0) e Krysten Ritter (She's Out Of My League) no elenco. 

 


publicado por Hugo Gomes às 17:26
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2.1.14

 

 

Michel Gondry (Eternal Sunshine of the Spotless Mind) foi durante a sua obra apelidado como descendente directo da manifestação do surrealismo na arte em geral, onde tal "boom" decorreu nos anos 20. Com L'Écume des Jours - A Espuma dos Dias, Gondry tenta provar titulo ao adaptar o homónimo clássico literário de Boris Vian, o mais importante escritor da manifestação surrealista. Neste filme que apesar da fantasia e dos elementos irrealistas é fiel aos cânones do romance, assim sendo seguimos Colin (Roman Duris), um homem abastado, que apaixona-se pela bela e doce Chloe (Audrey Tatou), ambos começam a enamorar até por fim aquela relação resultar em casório. O que era à partida uma história de amor com um final feliz, é corrompido quando Chloe é atingida por uma doença rara e fatal. Michel Gondry assina o argumento ao lado de Luc Bossi (Empire of the Wolves, Le Proie).

 

A Espuma dos Dias estreia hoje, dia 2 de Janeiro, e tem sessões exclusivas na Sala de Cinema Francês da Zon Lusomundo Amoreiras, Lisboa. A critica no Cinematograficamente Falando … poderá ser lida aqui

 


publicado por Hugo Gomes às 17:58
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1.1.14


publicado por Hugo Gomes às 23:55
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publicado por Hugo Gomes às 23:20
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Foi revelado a primeira imagem oficial de uma das grandes apostas de 2014, Guardians of the Galaxy, a outra equipa especial (e espacial) da Marvel. O filme em questão é dirigido por James Gunn (Slither, Super) e conta com os actores Zoe Saldana (Avatar), Bradley Cooper (A Place Beyond the Pines), Lee Pace (The Hobbit), Vin Diesel (Fast and Furious), John C. Relly (Carnage, Step Brothers), Chris Pratt (Moneyball), Dave Bautista (Riddick), Benicio Del Toro (The Wolfman, Che), Glenn Close (Fatal Atraction) e Djimon Hounsoun (Blood Diamond) no elenco. Guardians of the Galaxy tem estreia prevista para 1 de Agosto nos EUA, e segundo a produção, será uma "ponte" importante para The Avengers 2.

 

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publicado por Hugo Gomes às 19:50
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Takes
10/10 - Magnífico
9/10 - Imprescindível
8/10 - Bom
7/10 - Interessante
6/10 - Razoável
5/10 - Medíocre
4/10 - Muito Fraco
3/10 - Mau
2/10 - Péssimo
1/10 - De Fugir
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