26.1.14

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publicado por Hugo Gomes às 16:51
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Alfonso Cuarón foi distinguido com o Prémio de Melhor Realizador do Sindicato Norte-americano de Realizadores de Cinema (Director's Guild of America) pelo seu trabalho em Gravity. Enquanto isso e no ramo da televisão, Steven Soderbergh foi eleito o Melhor Realizador num telefilme, graças a Behind the Candelabra e Vince Gilligan (Melhor Realizador de uma Série Televisiva) por Breaking Bad. As escolhas foram anunciadas numa cerimónia que decorreu noite passada na Hyatt Regency Century Plaza, em Los Angeles.

 

 

 

Ver Também

Director's Guild of America - Os Nomeados

Gravity (2013)

Behind to Candelabra (2013)

 


publicado por Hugo Gomes às 16:33
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25.1.14

 

Há sensivelmente um mês atrás falei-vos sobre o ambicioso projecto da Aliança Filmes, Em Branco, um retrato de coragem e persistência contra a doença de Alzheimer, dirigido por Luciano Sazo. Para a concretização deste filme, a produção contou com um crownfunding que tinha como objectivos tornar Em Branco numa obra especial e dedicada. Porém e segundo as noticias que decorrem, o filme de Sazo já possui um elenco definido composto por José Neto (Dot.Com), Cleia Almeida (Sangue do Meu Sangue), João Didelet (O Milagre Segundo Salomé), Oceana Basílio (da série Morangos com Açúcar) e Diogo Carmona (Morangos com Açúcar). O Cinematograficamente Falando … aguarda mais noticias sobre o projecto que visa a luta, o afecto e os cuidados daqueles que sofrem em segundo plano com o "maldito" Alzheimer.

 

 


publicado por Hugo Gomes às 20:42
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Segundo a Deadline, Rupert Sanders (Snow White and the Huntsman) será o responsável para trazer a prestigiado manga de Masamune Shirow, Ghost in Shell (Koukaku-Kidoutai), para o cinema e em acção real a serviço da Dreamworks. A matéria-prima, originalmente criada em 1988, já tinha dado origem a duas longas-metragens animadas, uma em 1995 e a sequela em 2004 (ambos dirigidos por Mamoru Oshii), e uma série animada em 2002 intitulada de Ghost in Shell: Stand Alone Complex. Todos eles nos remetem a um futuro onde é possível fundir o cérebro humano com a computação e assim a criação de novos tipos de andróides. Para controlar ameaças que estas novas tecnologias poderão gerar, é criada a secção 9 da Comissão Nacional Japonesa de Segurança Pública. O argumento do futuro filme estará a cargo William Wheeler (The Reluctant Fundamentalist).

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 20:22
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O trágico destino dos super-heróis!

 

O Universo dos super-heróis, principalmente a da cada vez mais ambiciosa instituição da Marvel, têm conseguido tornar este subgénero que no passado esteve diversas vezes ligado a projectos "malditos", num género distinto e independente. Após cumprir o pilar da pretensão que foi The Avengers (Joss Whedon, 2012), um estrondoso sucesso de bilheteira, os estúdios da Marvel em coligação com a Disney estão prontos para repetir tal façanha. Mas apesar do êxito em todo o Mundo, da histeria envolto, os mais recentes filmes da Marvel tem sido enfraquecidos com as ambições comerciais e com uma clara iniciativa de agradar fãs das BDs em geral como os geeks disposto a tornar tais eventos cinematográficos em novos clássicos da 7ª Arte. Parece heresia esta ultima afirmação mas a verdade é que cada vez mais a sociedade actual tem adquirido a tendência e a obsessão para tal. Com isto para dizer que é frustrante ver um filme como Thor: The Dark World, a sequela do filme de 2011 dirigido por Kenneth Branagh, um artificio dos factores mais primitivos do blockbuster inconsequente, obter tamanha adesão e aclamação por parte da critica norte-americana.

 

 

Trata-se de uma continuação mais musculada, mais "espectacular" nos termos visuais e técnicos mas prejudicados pelo ego "bigger than life", a construção ou simplesmente "ilusão" de uma intriga tão pueril em Shakespeare. A verdade é que ao contrário da sua prequela mais modesta, onde as suas principais falhas advém dos objectivos "ocultos" do estúdio, The Dark World possui uma auto-estima insuportável, uma personalidade oca convencida de forma insaciável e incontrolável. Este é um filme pretensioso, concretizado a "três marteladas" e exposto como simples pirotécnica ou simplesmente fantasia adolescente e imatura.

 

 

Kenneth Branagh  dá a vez a Alan Taylor (anexado à série de Game of Thrones), um realizador sem profundidade que demonstra incapacidade em "moldar" um Universo tão limitado como também em trabalhar com actores pouco concentrado no filme, do que no cheque chorudo que os espera. E já que falamos em elenco, vale a pena referir que em nenhum caso (excepto Tom Hiddlestone) encontramos uma prestação esforçada do luxuoso leque de actores que se concentra aqui. Até mesmo Anthony Hopkins, uma presença imaculada, é aqui deteriorada pelos valores da produção e uma Natalie Portman que após ter vencido o Óscar em Black Swan de Darren Aronofsky (agora utilizando a expressão popular) "não tem dado mais nenhuma para a caixa". Ponto positivo aqui é que a produção apercebeu a tempo do erro que foi em 2011 ter transformado a actriz Rene Russo numa figurante, contudo em The Dark World acaba por servir de "carne para canhão" na construção de um suposto suporte emocional.

 

 

E será com isto tudo Thor: The Dark World agradará fãs? Acredito que os próprios fãs da Marvel, cegos pela "destrutiva" máquina de produção que estes filmes encontram-se agora integrados, parecem que perderam a sua exigência, iludindo-a com  os efeitos visuais, as sequências de acção e o elenco de luxo que cuidadosamente ousam em contratar. Se não isto, como podem explicar o êxito e recepção de um filme de super-heróis com um argumento homicida às memórias do sci-fi, todo aquele "stock" cientifico  de dimensões paralelas e buracos negros é digna do pior da série Z, um vilão tão carismático como "areia de praia", um romance "tosco" e sem química (Chris Hemsworth revela mais química com Hiddlestone) e por último um climax que tem mais parecenças com uma comédia digna de Mel Brooks que com um blockbuster de cariz pretensioso. É risível, é pretensiosamente inóspito e uma colagem rebuscada de fantasia exaustiva, Thor: Dark World faz-nos desejar os velhos tempos marginalizados dos filmes de super-heróis ao invés de produções formatadas e sem alma depositada.

 

"Some believe that before the universe, there was nothing. They're wrong. There was darkness... and it has survived."

 

Real.: Alan Taylor / Int.: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Tom Hiddleston, Anthony Hopkins, Stellan Skarsgård, Idris Elba, Christopher Eccleston, Adewale Akinnuoye-Agbaje, Kat Dennings, Ray Stevenson, Zachary Levi, Rene Russo

 

 

Ver Também

Iron Man (2008)

Iron Man 2 (2010)

Iron Man 3 (2013)

Hulk (2003)

The Incredible Hulk (2008)

Thor (2011)

Captain America: The First Avenger (2011)

The Avengers (2012)

 

3/10
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publicado por Hugo Gomes às 19:43
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A nova obra de Olivier Dahan (La Vie en Rose), Grace of Monaco, foi elegido como o filme de abertura do próximo Festival de Cannes (14 de Maio). Grace of Monaco nos remete à actriz de Hollywood Grace Kelly (Nicole Kidman) que torna-se princesa do Mónaco após ter casado o Principe Rainier III, enfrentando agora um dilema quanto à sua natureza. O filme tinha data de estreia prevista para final de 2013, com claras ambições para a sessão de prémios, chegando mesmo a ter um visionamento especial no Mónaco, mas por razões ainda desconhecidas por parte do estúdio foi adiado para uma data indefinida. Tim Roth, Paz Vega, Milo Ventimiglia, Parker Possey e Frank Langella completam o elenco.  

 


publicado por Hugo Gomes às 17:17
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publicado por Hugo Gomes às 16:54
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24.1.14

 

O cineasta Sergei Loznitsa (My Joy) aborda a psicologia da Guerra e as consequências desta na condição humana neste retrato algo cinzento, porém calculista e fascinante. No Nevoeiro (V Tumane) nos remete ao ano 1942, no apogeu da resistência bielorrussa aos invasores alemães. Dentro deste cenário de conflito e desolação o espectador segue as escolhas morais de Sushenya (Vladimir Svirskiy), um trabalhador dos caminhos de ferro, acusado de traição e prestes a ser executado no meio da floresta pelos seus camaradas traídos. No Nevoeiro venceu o Prémio FIPRESCI do Festival de Cannes de 2012 e o Prémio de Melhor Filme do Festival de Odessa. Encontra-se de momento disponível em DVD, numa edição editada pela Alambique Filmes.    

 


publicado por Hugo Gomes às 20:36
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Foi apresentado num programa de televisão japonesa o próximo comercial do novo Subaru Forester. Aquilo que seria um simples anúncio televisivo sobre um novo modelo de automóvel viria a tornar-se numa sensação para os fãs e geeks de todo o Mundo. É que na realidade, o dito comercial do novo Subaru tem parceria com o, ainda em produção, filme Attack on Titan (Shingeki no Kyojin como titulo original), onde é possível assistir o referido automóvel a ser perseguido pelas criaturas antagónicas e icónicas da futura longa-metragem, os próprios Titãs. O anúncio custou cerca de 10 milhões de yens (moeda nipónica) e contou com a colaboração da equipa da prometida obra cinematográfica. Attack on Titan é uma adaptação de uma aclamada série de animação japonesa criada por Hajime Isayama, onde nos remete a um mundo alternativo onde os seres humanos encontram-se reduzidos a últimos redutos, ameaçados por colossais criaturas humanóides que se dão pelo nome de Titãs. O filme será dirigido por Shinji Higuchi (um dos argumentista do anime Neo Genesis Evangelion e um dos coordenadores de produção de Kill Bill de Quentin Tarantino) e tem estreia prevista para 2015. Contudo uma pergunta fica no ar em relação à publicidade e as gigantescas criaturas que surgem em CGI, será o aspecto a manter no filme?

 


publicado por Hugo Gomes às 20:00
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publicado por Hugo Gomes às 19:03
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A vida da missionária Madre Teresa de Calcutá, fundadora das Missionárias da Caridade e Nobel da Paz em 1979, será adaptada para o grande ecrã, começando já a ser rodado no final deste ano, anunciaram em comunicado as produtoras Flame Venturas e Origin Entertainment nesta passada Quinta-Feira. O filme sobre o internacional símbolo da caridade tem estreia prevista para 2015 e o argumento será da autoria de Keir Pearson, conhecido pelo seu trabalho em Hotel Rwanda (Terry George, 2004).

 

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publicado por Hugo Gomes às 13:08
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A adaptação cinematográfica do próximo herói da Marvel, Ant-Man, recebe uma nova data de estreia, beneficiando do adiamento da ambiciosa aposta da DC Comics, Superman Vs Batman. Assim sendo Ant-Man encontra-se agendado 17 de Julho de 2015, ao invés do anterior 31 de Julho nos cinemas internacionais. O filme será dirigido por Edgar Wright (Scott Pilgrim Vs The World) e terá um argumento escrito pelo mesmo em cooperação com Joe Cornish (Attack the Blocks). Paul Rudd e Michael Douglas estão confirmados no elenco, herói e vilão respectivamente. 

 

 


publicado por Hugo Gomes às 13:05
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O humorista e criador de série animadas irreverentes como Family Guy, Seth MacFarlane, parece ter ganho um "gostinho" pelo cinema. Depois do êxito de Ted, o comediante volta a realizar, escrever e protagonizar um novo filme, desta vez um western cómico que se dá pelo nome de A Million Ways To Die In The West. Nas novas imagens que foram divulgadas, podemos deparar-nos com uma "pistoleira" Charlize Theron (Monster), que será mentora do próprio Seth MacFarlane, um cobarde criador de ovelhas que fora abandonado pela namorada (Amanda Seyfried, Lovelace) após ter abandonado um duelo. Liam Neeson (Taken), Neil Patrick Harris (da série How I Met Your Mother), Giovanni Ribsy (Avatar), a comediante Sarah Silverman e Dennis Haskins (Red Water) completam o elenco. A Million Ways To Die In The West, distribuído pela Universal Pictures, tem estreia prevista em Portugal para o dia 12 de Junho deste ano.

 


publicado por Hugo Gomes às 13:01
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23.1.14

Fraudes e ambições!

 

Uma coisa é certa: David O'Russell é um exímio director de atores e American Hustle é a confirmação de tal estatuto. A começar por um Christian Bale camaleónico que tal como sucedera recentemente a Matthew McConaughey em Dallas Buyers Club, abdica do seu corpo e visual a favor do manifesto. Porém, não foi apenas mais uma transformação "à la Bale", mas sim uma completa criação da personagem. Para além disso, ninguém pode negar que o actor é realmente a força emocional deste American Hustle. De seguida surge-nos um paranóico Bradley Cooper e uma estrondosa Amy Adams, naquele que é de momento o papel da sua vida, e um Robert DeNiro em versão reduzida mas que vem a confirmar que é sob a "alçada" de David O'Russell que vislumbra os seus tempos outrora gloriosos.

 

 

Em suma, eis uma equipa de serviço excepcional que funciona como um "must", uma estrutura sólida para este arquétipo de filme de golpe, sendo apenas Jennifer Lawrence o elo mais fraco do bando. A actriz que tem vindo a ascender a todo o vapor na industria cinematográfica puxa pelo "overacting" para interpretar um papel de louca, sem com isso convencer os demais que realmente é. Lawrence tem os seu problemas em conseguir afastar a sua imagem de vedeta ou heroína teenager e abraçar a pura alienação. Aliás, colocando agora uma certa calúnia, a nomeação de Jennifer Lawrence aos Óscares ou é uma esforçada tentativa de criar a próxima diva de Hollywood ou limitar os votantes da academia na hora de eleger e avaliar interpretações. Contudo, e ressalve-se, a sua aura como estrela de cinema é indiscutivelmente válida.

 

 

Agora, e voltando ao principio, sabendo que American Hustle é no geral um show de interpretações louváveis, o que resta do filme? Nesta sua nova obra, o anterior realizador do simpático Silver Linings Playbook, remete-nos na trilha do vigarista Irving Rosenfeld (Christian Bale), desde as suas trapaças até à imperativa colaboração com a FBI para desmontar uma extensa e oculta rede de corrupção. Tudo isto resulta num filme que tenta contrair um tom ligeiro e brejeiro em memória de um estilo já incutido pelo autor em The Three Kings, por exemplo, mas que soa verdadeiramente falso quando este tenta descaradamente disfarçar o seu pretensiosismo. É que com tanta nomeação e aclamação, David O'Russell tornou-se num sonhador no mundo dos grandes, arquitectando entretenimentos suaves e, admito, astutos em quase citações shakespearianas.

 

 

A verdade é que American Hustle pode ter a sua graça, o seu brilho, mas tende a ter momentos de jubilo puro e sinceros que são constantemente asfixiados por uma ambição de artista digna do "bigger than life", ou quem sabe, a mimetizar Martin Scorsese. Assim, o novo trabalho de David O'Russell é no geral um impaciente e impulsivo filme exclusivo para a "award season", um embelezamento dos diferentes toques do neo-classicismo norte-americano, suplicados sem amabilidades e sabedoria fílmica. Sem possuir força interna para aguentar-se, este é um daqueles casos em que os atores fazem a diferença e são eles que não deixam o barco afundar.

 

"Did you ever have to find a way to survive and you knew your choices were bad, *but* you had to survive?"

 

Real.: David O'Russell / Int.: Christian Bale, Amy Adams, Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Jeremy Renner, Louis C.K., Jack Huston, Michael Peña, Alessandro Nivola, Anthony Zerbe, Robert De Niro

 

 

Ver também

Silver Linings Playbook (2012)

The Fighter (2010)

 

6/10
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publicado por Hugo Gomes às 22:33
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A Primavera Árabe é o centro desta viagem levado a cabo por três jornalistas portugueses; Tiago Carrasco, João Fontes e João Henrique, ao Médio Oriente. O objectivo desta jornada que durou sensivelmente quatro meses e que foi acompanhado de perto na Internet através de blogs, webdocs e centenas de fotografias, centrou-se em testemunhar o coração da Revolução, as brisas de mudança e os factores que levaram a que tais eventos ocorressem. É o Oriente visto de perto, intimo com estes "viajantes" que depararam com um intenso movimento liberal. A queda de regimes, o poder e vontade do Povo em combater os ideais pelo qual preferem morrer tentando do que aceitar tal destino nas mãos dos tiranos e ditadores. A Estrada da Revolução, o documentário produzido pela portuguesa beActive (Collider, Beat Girl) é uma viagem da Turquia até a Marrocos que promete levar os espectadores a um factor comum: a coragem de mudar. Contudo este documentário, que originou um homónimo livro de Tiago Carrasco (que foi o mesmo autor de Até Lá Abaixo, ambos distribuído pela Oficina do Livro) não tem o propósito de relatar acontecimentos como um noticiário se tratasse, mas sim conhecer as "caras" por detrás desses. A Estrada da Revolução, dirigido por Dânia Lucas e narrado pelo actor Ivo Canelas (Call Girl, Arte de Roubar) , foi distinguido o ano passado com o Prémio Gazeta Multimédia 2013, prémio esse, atribuído pelo Clube de Jornalistas, e seleccionado para integrar o Festival de Cinema Raindance em Londres. Prepara-se para chegar a Portugal no dia 13 de Fevereiro, porém conta com antestreia especial no próximo dia 26 de Janeiro no Teatro Municipal de Vila do Conde, terra natal da realizadora.  

 

A Estrada da Revolução é um filme recomendado pelo Cinematograficamente Falando …

 

 


publicado por Hugo Gomes às 22:13
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Já se encontra disponível em DVD o filme The Butler (O Mordomo), um olhar perspectivo sobre a evolução dos EUA e do combate contra a discriminação racial levado a cabo por Lee Daniels (Precious). Inspirado num artigo de Wil Haygood publicado no Washington Post sobre um mordomo afro-americano, Eugenne Allen, que serviu a Casa Branca por mais de 30 anos, o equivalente a oito Presidentes, The Butler é uma biopic adulterada no intuito se tornar algo mais abrangente que o somente filme biográfico, mas sim um retrato de uma nação. Forest Whitaker apresenta-nos uma interpretação elogiada ao lado da igualmente Oprah Winfrey a liderar um elenco de luxo composto por Alan Rickman, Cuba Gooding Jr, Liev Schreiber, John Cusack, Robin Williams, Terrence Howard, Lenny Kravitz, Mariah Carey , David Oyelowo, Jane Fonda, Vanessa Redgrave e James Marsden. A edição de DVD será distribuído pela  Zon Audiovisuais, SA.

 

Ver Também

The Butler (2013)

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 00:26
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A ladra de livros, folheando as páginas do Holocausto!

 

The Book Thief é a adaptação do homónimo romance de Markus Suzak, um retrato das consequências da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto aos olhos da “pessoa vulgar”. Assim sendo, The Book Thief afasta-se dos principais focos e cânones dramáticos que o tema usufruiu no cinema e tenta acima de tudo apostar numa construção de um sociedade credível e sofredora. Contudo aquilo que funciona em livro parece não concretizar em filme, The Book Thief de Brian Percival resultou numa fita que mesmo sendo visualmente deslumbrante e reconstitutivamente eficaz é um exemplar académico, demasiado “bonitinho” para a memória literária.

 

 

É uma história de quotidiano assombrado por fantasmas e profundos medos, onde uma jovem (Sophie Nélisse) encontra refúgio na literatura, um perfeito amontoado de adereços que nunca adquire o seu lirismo, mas que tenta invoca-lo forçosamente no terceiro acto. É triste que só à beira do precipício dos créditos finais que The Book Thief revela a sua faceta mais poética, o misticismo que de certa forma nunca encontrou, caindo assim numa quase anedótica pretensão. Tirando este “the end” mais envolvido, a fita de Brian Percival é antes de mais um fracasso a nível dramático, de uma emotividade vazia, oca sem anexos nem contenção de forças.

 

 

O enredo é complexado, o livro salienta esse plano social com esplendor, mas o seu “primo” cinematográfico é pura invocação episódica, desfragmentada e demasiado “estilhaçada” para se auto-reconstruir. Após o drama falhado só nos resta o elenco, que apenas é sustentado por um Geoffrey Rush em modo “Atlas”, arrecadando com toda a enfase dramática da trama, e uma Emily Watson consistente mas presa a uma “capa”. Depois disto temos uma confusão linguística, ora se fala alemão por momentos ora segue-se pelo inglês de sotaque forçado e composto eventualmente por “yah” e “nines”, algo que soa ridículo e artificial numa produção desta magnitude.

 

 

Enfim, bem trabalhado, The Book Thief estaria bastante próximo de um primo alemão de Amarcord de Fellini, contudo o resultado aqui exposto é um “dramalhão” desequilibrado com intuito de fazer chorar os mais sensíveis e “maravilhar” os impressionáveis. Não faz jus ao legado literário.

 

The only truth that I truly know is that I am haunted by humans.”

 

Real.: Brian Percivel / Int.: Sophie Nélisse, Geoffrey Rush, Emily Watson, Nico Liersch, Ben Schnetzer

 

 

4/10
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publicado por Hugo Gomes às 00:03
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Foi divulgado o primeiro teaser poster da próxima adaptação cinematográfica da saga literária de Suzanne Collins, The Hunger Games: Mockingjay Part 1. Baseado no terceiro e derradeiro livro da série The Hunger Games (Jogos da Fome), a primeira parte do desfecho nos remete ao inicio da rebelião liderada pela carismática Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence). A revolta dos 12 distritos oprimidos pelo regime de "ferro e fogo" do Capitólio e a abolição dos ditos Jogos da Fome, onde são anualmente escolhidos 12 jovens para lutarem entre si num combate até à morte como tributos à capital. O filme será novamente dirigido por Francis Lawrence (que havia realizado o capitulo anterior) e conta no elenco de luxo os actores Josh Hutcherson, Woody Harrelson, Donald Sutherland, Natalie Dormer, Liam Hemsworth, Philip Seymour Hoffman, John Cusack, Evan Ross, Julianne Moore e Robert Knepper. Estreia prevista para 21 de Novembro nos EUA.

 

 


publicado por Hugo Gomes às 00:00
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22.1.14

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publicado por Hugo Gomes às 17:27
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Desiludido, o realizador Quentin Tarantino desiste assim de filmar The Hateful Eight, tudo porque o guião, o qual havia sido terminado, foi publicado online sem a sua autorização. Apontado como seu próximo western, Quentin Tarantino planeava filmar a fita no Inverno no próximo ano e Christoph Waltz (Inglourious Basterds, Django Unchained) já se encontrava confirmado no elenco.

 

 

Ver Também

Django Unchained (2012)

 

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:23
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