23.11.13

 

Inicia hoje o Cine Fiesta - A Mostra do Cinema Espanhol, que decorrerá no dia 23 a 26 de Novembro. neste festival de cinema as ultimas novidades do cinema comercial de nuestros hermanos, entre os quais o novo de Alex de la Iglesias, Las Brujas de Zugarramurdi (Bruxas e Outras Loucas como titulo traduzido), que passará no Cinema São Jorge pelas 21h30 e a secção "Um Dia com Luis Buñuel", uma retrospectiva do génio do cinema surrealista, presenteada na Cinemateca de Lisboa. A programação completa do evento poderá ser vista aqui.

 


publicado por Hugo Gomes às 01:48
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22.11.13

 

O realizador Edgar Pêra (O Barão) vais estar presente na FNAC do NorteShopping (Porto) em conjunto com Mário Augusto para apresentar o seu novo livro, "Hollywood. Estórias de Glamour e Miséria no Império do Cinema". Um relato fascinante que tem como objectivo descortinar a luxuriosa "capa de sonho" que cobre uma das maiores industrias, se não a maior, do cinema, Hollywood. O livro da autoria de Edgar Pêra é editado pela A Esfera dos Livros.

 

A sessão de apresentação tem inicio às 17h00

 


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Liberace Boulevard!

 

Quem julgava que Side Effects seria o ultimo filme de Steven Soderbergh meta o dedo no ar. Pois bem, apesar dos anúncios não foi o thriller psicológico de contornos hitchockianos, protagonizado por Rooney Mara e Jude Law a figurar-se como o derradeiro trabalho de tão versátil autor norte-americano, que após ter interagido com território farmacêutico decide "entranhar" no universo de Liberace.

 

 

Universo, esse, que segundo os principais estúdios norte-americanos, "demasiado gay" para passar nas salas de cinemas, sendo que a HBO comprou os seus direitos de exibição que transformou a metragem de Soderbergh em um telefilme irreverente e biográfico, o qual o canal de televisão por cabo já nos habituou. Contudo perante o potencial da vida, Soderbergh não teve mãos a medir do que  concorre-la ao grande prémio de um dos mais conceituados (e mediáticos) festivais de cinema do Mundo, Cannes. Em derivação à sua qualidade quer técnica, quer interpretativa, Behind the Candelabra conseguiu ser distribuído e exibido em inúmeros países europeus, nomeadamente em Portugal.



 

 A verdade é que a nova obra de Soderbergh é de difícil digestão para os menos tolerantes em questões de orientação sexual, contudo o autor nos revela mutabilidade neste biopic que se afasta claramente da esquematização habitual neste tipo de produções. A relação amorosa mas tensa entre o entertainer pianista, Liberace (um singular Michael Douglas) e o jovem e inseguro Scott Thorson (Matt Damon) é visto nos seus olhos de Soderbergh como uma variante de Sunset Boulevard de Billy Wilder (Liberace tem mais de Norma Desmond do que aquilo que se imagina), onde ao invés de incutir o ambiente dignamente noir da obra de 1950, transforma Behind the Candelabra num festim de excentricidades e de brilhantismo.

 

 

Trata-se de um partitura composta pelos seus desempenhos sólidos, Michael Douglas surpreende com a sua composição anti-ego (visto que o actor sempre havia afirmado a sua heterossexualidade como sua figura central) e um confiante Matt Damon (mesmo que demasiado preso à sua pessoa), e pela diversidade artística do autor que nos emane uma realização nada rígida e moldável, uma história livre e corajosa. É um universo de obsessões, narcisismos e réplicas inerentes, o amor como escapatória a um mundo de glamour e extravagâncias, Behind the Candelabra tem mais de poético que supostamente o "fetichismo gay" que havia sido classificado.  

 

"I want to be everything to you, Scott. I want to be father, brother, lover, best friend."

 

Real.: Steven Soderbergh / Int.: Michael Douglas, Matt Damon, Scott Bakula, Eric Zuckerman



 

Ver Também

Side Effects (2013)

 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:26
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21.11.13

Todos querem conectar!

 

Disconnect de Henry Alex Rubin (o mesmo realizador do documentário de 2005 nomeado ao Óscar, Murderball), propõe uma viagem analítica aos perigos e consequências das novas tecnologias no quotidiano de cada um (os perigos da internet para ser mais especifico), mas ao invés disso concentra-se como um retrato à falta de conexão entre as pessoas.

 

 

Iniciada como a esperada obra que havia sido anunciada, Disconnect nos tece uma narrativa mosaico, quase digna a estilo Iñarritu, em que cada uma das intrigas dadas explora diversos factores e artifícios dessa mesma tecnologia, ora o entretenimento adulto visto como um escape à realidade, ao mesmo tempo visado como um negócio obscuro e de exploração, a dependência das redes sociais e as influências nas relações humanas (há espaços para abordar o cyberbullying) ou até mesmo a própria fraude cibernética. São vários os personagens apresentados e as situações decorridas em simultâneo que em momento algum deixarão o espectador aborrecido ou incrédulo perante a potencialidade dramática destas historias, servindo obviamente com excelentes desempenhos por todo os envolvidos.

 

 

Mas o verdadeiro "click" nesta incursão sobre os perigos da internet e da sua gradual dominância na rotina de cada um, surge ironicamente na incutida ligação dos seus personagens, no contacto entre elas, na reacção que estas manifestações geram, a perda dos teclados, do touch, do ecrã e a rede online, tudo em prol de uma mensagem mais subtil e obvia; afinal há interacção aqui.  E é nesse preciso momento, Disconnect se transforma em algo mais simples que o pressuposto, um drama competente de incrível sensibilidade e de ligação terna, claro que existe aqui alguns moralismos "bonitinhos" de se apresentar, e uma sequência final retrospectiva tão sincronizada e ritmada desde Magnólia de Paul Thomas Anderson. Não sendo claramente uma obra que ficará na memória e que se vingará dentro da sua formula, Disconnect é mesmo assim um retrato a ser visto. Porque os humanos sempre sentirão a necessidade de "tocar".

 

Real.: Henry Alex Rubin / Int.: Jason Bateman, Hope Davis, Frank Grillo, Michael Nyqvist, Paula Patton, Andrea Riseborough, Alexander Skarsgård, Max Thieriot



 

7/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:48
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19.11.13

 

Parece mentira, mas … segundo a Variety encontra-se em preparação, a sequela do clássico de Frank Capra, um dos filmes predilectos da época natalícia com um dos papeis mais memoráveis de James Stewart, sim estou a falar de It's a Wonderful Life (Do Céu Caiu uma Estrela, 1946).

 

É heresia, não é?

 


publicado por Hugo Gomes às 02:04
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18.11.13

Fish & Cat do iraniano Shahram Mokri, a história verídica de um restaurante que servia carne humana, foi o elegido Melhor Filme da competição pelo júri do Lisbon & Estoril Film Festival. Júri, esse, constituído por nomes como Carlos Saboga, Vhils, Dominique Gonzalez-Foerster, Arto Lindsay e Diego Masson. Harmony Lessons de Emir Baigazin e La Ultima Pelicula de Raya Martin e Mark Peranson receberam o prémio de Júri e Primária de Hugo Pedro conquistou o titulo de Melhor Curta do Festival.

 

 

Prémio Melhor Filme - Fish & Cat, de Shahram Mokri

Prémio Especial do Júri João Bénard da Costa (em ex-aequo) - Harmony Lessons, de Emir Baigazin / La última película, de Raya Martin e Mark Peranson

Prémio Cineuropa - Das merkwürdige Kätzchen, de Ramon Zürcher

Prémio Melhor Curta-Metragem MEO - Primária de Hugo Pedro

Menções Honrosas do Prémio Curtas-Metragens MEO, Melhor Comédia - Welkom, de Pablo Munoz Gomez

Menções Honrosas do Prémio Curtas-Metragens MEO, Melhor Drama - La Prima Legge di Newton, de Piero Messina

Menções Honrosas do Prémio Curtas-Metragens MEO, Melhor Ensaio Cinematográfico -Untitled, de Jorge Romariz

 

Ver Também

Harmony Lessons (2013)

 


publicado por Hugo Gomes às 23:40
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Sucesso, Onde Estás Tu?

 

Com Inside LLewyn Davis deparamos com os regresso dos irmãos Coen ao seu estilo, quase ausente na sua totalidade desde O Brother, Where Art Thou?. É o retorno às suas comédias negras de carácter irónico, porém nesta sua nova obra, os congéneres são desagradáveis no seu tom, sem com isto transmitir na qualidade da fita. Mas o que realmente os realizadores e argumentistas concretizam aqui é oferecer ao espectador uma premissa com todo os ingredientes propositados do cinema mais mainstream norte-americano com uma particularidade peculiar e vantajosa, os trilhos seguidos pela narrativa não são aqueles que o espectador de ideias formatadas pretende, mas sim o puro sarcasmo em pessoa que é a expectativa.

 

 

Em Inside LLewyn Davis seguimos um músico folk, que após o desaparecimento trágico do seu parceiro decide aventurar-se a uma carreira a solo, arriscando tudo para o conseguir. É uma viagem que parecem adquirir certos contornos de Lewis Carroll, aliás como já havia referido são muitos os pontos comuns com a obra datada de 2000 dos Coens (O Brother, Where Art Thou?), que se expede num poço de excentricidades transcrita nas situações que o protagonista viverá ou das personagens que encontrará no seu atribulado caminho. Tudo isto envolvido numa atmosfera que parece rasgar visceralmente a sua melancólica interior onde a fotografia de Bruno Delbonnel é um indicador de tal vertente. "Existe uma certa beleza triste na derrota", já dizia Fernando Lopes no filme Lovebirds de Bruno De Almeida, em Inside LLewyn Davis os Coens conseguem invocar tal poesia de queda, tal filosofia de vida que no cinema norte-americano parece cada vez mais fortalecer os audazes.

 

 

Este é uma corrente contrária à fixação do cinema local independente em relação ao estereotipo de "loser", porém sabemos que a personagem de Oscar Isaac não preenche tais requisitos, por vezes de má índole, este é uma figura que desejamos torcer mesmo frente aos infortúnios que o perseguem. Tudo descrito numa interpretação de corpo e alma pelo actor que tem vindo nos últimos anos a deixar marcas, ele entrega-se a um desempenho dito coenesco ao mesmo tempo que contorna tal aquisição, depois temos os seus perfomance musicais, emotivos e nada confrangedores. Sou capaz de apostar que a nomeação está no papo para o actor. Por fim temos um elenco ao dispor dos realizadores, demonstrando profissionalismo versatilidade no seu tom; John Goodman, Justin Timberlake, Carey Mulligan, o há muito desaparecido F. Murray Abraham e o gato (quem vir o filme irá perceber tal menção). Inside LLewyn Davis é pura melodia de rua, triste mas enigmática, um dos melhores dos Coens em muitos anos.

 

Filme de abertura do Lisbon & Estoril Film Festival'13

 

Real.: Ethan e Joel Coen / Int.: Oscar Isaac, Carey Mulligan, John Goodman, Justin Timberlake, F. Murray Abraham, Ethan Phillips, Stark Sands, Adam Driver, Garrett Hedlund



 

8/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:17
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17.11.13

A Era das crianças malditas!

 

Qual é a criança que perante em situações vulneráveis nunca desejou a mais extraordinária salvação, nem que seja por vias de algum dom escondido e singular? A resposta para essa fantasia urgente parece de certa forma encontrar-se nesta animação francesa de Antoine Charreyron, The Prodigies. Baseado numa novela do francês Bernard Lenteric intitulado de La Nuit des Enfants Rois, esta fita nos expões em modo de catálogo aos mais variados temas de ameaça directas e indirectas à infância, desde a violência, passando pelo abuso até mesmo a exploração infantil, tudo arquitectado de forma a encaixar numa premissa digna de ficção cientifica. Sabendo que é cada vez mais influente na sociedade a "onda" de super-heróis, porém nos dias que decorrem questiona-se maioritariamente as suas ingénuas intenções de existência,  The Prodigies invoca uma fantasia inerente em qualquer criança para transmitir a sensação de utilidade desse desejo universal da sobre-humanidade. A sua necessidade como combate dos "fantasmas que nos assombram" ou a vulnerabilidade com que aceitamos o nosso destino como rendição, apoiando nossas crenças em "divindades", meras figuras substitutas da impotência das nossas autoridades.

 

 

Fugindo dessas questões que muito bem poderiam ser aprofundadas em outra altura, tendo em conta a crescente "invasão" deste subgénero cada vez mais rentável, The Prodigies de Charreyron é uma animação adulta que se destaca pelo seu visual estilístico, imensamente flexível nas suas sequencias de acção. Todavia, satisfazendo a nível técnico, a fita é enfraquecida por um desequilíbrio narrativo longitudinal, onde encarna como pedestre em territórios já vistos por outras obras cinematográficas, mas ineficaz em extrair desta uma crescente orientação objectiva, originando diversos impasses e uma diagnosticada esquizofrenia entre a acção que decorre e o género a distinguir. Por vezes perdendo no seu próprio campo, querendo ser mais diversificado em termos visuais e estilísticos do que apostar na coerência do seu argumento, The Prodigies anuncia-se, não como inovador nem pioneiro, mas entusiasmante na forma como transmite ocasionalmente as suas situações dignas do cinema hollywoodesco.

 

 

A animação algo alternativa resulta em atribuir uma aura sugestiva, não muito longe dos mais variados videojogos, onde infelizmente o cinema de acção mais frenético possui dificuldades em separar de tais tiques. Em suma, com problemas graves em decidir se "é carne, ou peixe", resulta num passageiro exercício visual, nada mais. Quanto as questões iniciadas pela fita de Antoine Charreyron, ficarão apenas, isso mesmo … no inicio.    

 

Real.: Antoine Charreyron / Int.: Jeffrey Evan Thomas, Lauren Ashley Carter, Moon Dailly



 

5/10
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publicado por Hugo Gomes às 23:51
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15.11.13

 

O cinema não é só Hollywood, e a quem pensa e limita-se a tal reflexão tem uma ideia completamente distorcida do que é a 7ª Arte. Há que defender um cinema diversificado e multicultural, intrínseco perante o seu autor, tese e acima de tudo ao seu país de produção. Talvez cada vez mais “discriminados” pelas nossas distribuidoras que tentam satisfazer o espectador em somente apresenta-los ao puro mainstream, modelo hollywoodesco e até mesmo a estrutura comercial, o cinema fora dos EUA tenta sobreviver à custa de festivais e mostras cinematográficas, onde por vezes enchem de elogios que incentivam o público à sua descoberta, salientando nestes uma ausência de iniciativa própria. Ainda é possível assistir com algum esforço o cinema europeu, sul-americano e até (com mais esforço ainda) asiático, mas o cinema africano tem sido cada vez mais discernido do público geral e por diversos motivos.

 

Sendo um continente pouco afluente em obras cinematográficas, os "intermináveis" conflitos político-sociais e a (muito) desequilibrada gestão de fundos confinam o cinema a ser um ramo de privilegiados para privilegiados, um bem fútil e dispendiosos com ausência de recursos para que os chamados "países do Terceiro Mundo" possam aprecia-los. Ou seja, existe pouca variedade, como também pouco profissionalismo neste ramo, por vezes incapazes de sustentar e expor a sua sétima arte às comunidade, mas mais grave, a ausência nas apostas e riscos em introduzi-las ao mercado internacional. Feito com demasiada dedicação e orçamento quase nulo, e com alguma experimentalidade técnica e narrativa, o cinema africano sobrevive no nosso país graças a co-produções intercontinentais ou como neste caso no catálogo das diferentes mostras e festivais.

 

Servido como filme de abertura do Festival de Cinema de Luanda em 2012, um dos poucos "poços" de cinema na África de língua itinerante portuguesa, Rastos de Sangue de Mawete Paciência (em Portugal foi apresentado na 1ª Mostra de Cinema Angolano: Olhares sobre Angola) é um dos casos onde a dedicação sobressai ao profissionalismo, porém é de elogiar os valores técnicos e a narrativa energética neste tipo de produções. E como é inerente no cinema africano, principalmente das ex-colónias portuguesas, os efeitos da Guerra e dos eventuais conflitos sociais que se sente, tornam Rastos de Sangue num eco desse estado de violência, os "fantasmas" presentes, as feridas abertas e por fim a visão esperançosa que enxerga uma luz no fundo do túnel. Não há que negar que existe uma certa aura envolto do cinema africano e com isso a aceitação das debilidades em prol de um esforço, que espelhado com tal panorama é pura arte. Por isso, voltando ao exemplo ao filme de Mawete Paciência, os desempenhos algo amadores, os erros de montagem que em muitos casos fílmicos nunca seriam motivos para redenção, os diálogos pobres e sem força e o uso extremo de maniqueísmos não prejudicam os fragmentos de alma que são depositados nestes projectos, munidos de uma força intrínseca, sabendo que cada filme é uma batalha a ser travada.

 

Em suma: enquanto o cinema norte-americano (em geral) procura o seu público e o rendimento envolto, o cinema europeu a sua perfeição nos diversos campos, o cinema africano quer somente a sua oportunidade de ser difundido, por outras palavras, ser ouvido. 

 


publicado por Hugo Gomes às 01:36
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Darren Aronofsky (Black Swan, The Fountain, Requiem for a Dream) irá envergar pela história bíblica e internacionalmente famosa da Arca de Noé em Noah. Envolvido nos últimos dias por polémicas acerca do descontentamento do estúdio em relação ao produto final, afirmando que a visão de Aronofsky é de difícil interpretação para os crentes e não-crentes, Noah promete mesmo fora das controvérsias, ser uma das obras mais relevantes de 2014. Russell Crowe (Gladiator, Robin Hood) veste a pele do homónimo salvador do dilúvio e Jennifer Connelly (Requiem for a Dream), Logan Lerman (Percy Jackson and the Sea of Monsters), Emma Watson (Harry Potter and the Deathly Hallows Part 2), Anthony Hopkins (Thor, The Silence of the Lambs), Douglas Booth (LOL), Dakota Goyo (Thor, Real Steel), Kevin Durand (Legion) e Ray Winstone (Beowulf) completam o elenco. Com estreia marcada para 27 de Março em Portugal.

 


publicado por Hugo Gomes às 01:25
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14.11.13

 

Para os mais distraídos, encontra-se em sala há mais de uma semana, uma trilogia imperdível do cinema português; Um Fim do Mundo de Pedro Pinho, Cama de Gato e Bela Vista de Filipa Reis e João Miller Guerra, que podem ser vistos no Cinema City Classic Alvalade (Lisboa) e o Auditório Charlot (Setúbal). Os três filmes compõem um retrato que varia entre o sensível, o metafórico e o realista sobre a comunidade inerente da Bela Vista, um dos bairros mais infames de Setúbal, porém segundo as obras em questão, locais de diversidade e riqueza humana. O duo, Cama de Gato + Bela Vista irão contar com uma sessão especial na sexta-feira, dia 15 de Novembro pelas 19h50, onde ambos os realizadores estarão presente. No sábado será a vez de Um Fim de Mundo a possuir tal projecção especial com a presença do realizador Pedro Pinho, pelas 21h55. Ambas as sessões decorrerão no Cinema City Classic Alvalade (Lisboa).



 

Relembro que Um Fim do Mundo de Pedro Pinho já possui critica e recomendação no Cinematograficamente Falando ...

 

Ver também

Falando com Pedro Pinho, realizador do Um Fim do Mundo

 


publicado por Hugo Gomes às 21:10
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Roman Polanski e o seu La Vénus à la Fourrure são propostas irrecusáveis para ir ao cinema esta semana.

 

A critica está disponível aqui

 


publicado por Hugo Gomes às 04:01
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13.11.13

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publicado por Hugo Gomes às 16:16
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O futuro é uma incógnita, um campo de batalha entre a vida e a morte. Estreia amanhã nas nossas salas, Collider, da produtora portuguesa de sucesso internacional beActive. Depois de Beat Girl, as aventuras de uma jovem que descobre o seu talento por vias da musica electrónica, tendo estreado nas salas do nosso país em Maio deste ano, eis uma história de ficção cientifica (aliás o primeiro do género em Portugal) que nos remete à sobrevivência de vários indivíduos numa Terra devastada  por estranhos fenómenos naturais e pelo aparecimento de uma mortífera raça mutante conhecida apenas por Unknowns (Desconhecidos). Realizado pelo irlandês Jason Butler (a sua primeira longa-metragem) e escrito por Nuno Bernardo, Collider é formado por um elenco internacional que vai desde os portugueses Marco Costa (Bairro) e Teresa Tavares (Sangue do meu Sangue) até ao escocês Iain Roberston (Basic Instinct 2) e a inglesa Lucy Cudden (Judas Ghost).

 


publicado por Hugo Gomes às 16:08
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O incontornável e belo In the Mood for Love (Disponível Para Amar) de Wong Kar-Wai, um dos realizadores homenageados no Lisbon & Estoril Film Festival'13, vai ser hoje apresentado no Cinema Monumental pelas 21h45. Esta é uma oportunidade imperdível de ver tão poético e sensível filme numa sala de projecção. Enquanto isso também no Monumental, pelas 19h15, mais um clássico intemporal tem lugar na mostra do festival. Trata-se de Il Deserto Rosso (O Deserto Vermelho) de Michelangelo Antonioni, que se encontra integrado na secção Rupturas.

 

Duas sugestões a não perder!

 


publicado por Hugo Gomes às 15:32
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publicado por Hugo Gomes às 15:13
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O actor Sérgio Grilo faleceu ontem, dia 12 de Novembro, vitima de cancro. Relembrado pela sua polivalência artística; fora figura central do teatro, cinema e televisão, Sérgio Grilo tornou-se uma "cara conhecida" para os portugueses através da sua participação em série televisivas de carácter juvenil como Floribela, Morangos com Açúcar e Inspector Max. Porém foi no cinema e no teatro que o actor arrecadou os seus maiores elogios de carreira. Na sétima arte integrou o elenco de obras como Quarta Divisão de Joaquim Leitão, Os Imortais de António Pedro de Vasconcelos A Sombra dos Abutres de Leonel Vieira e o Filme do Desassossegado de João Botelho.

 

Sérgio Grilo (1973 - 2013)

 

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publicado por Hugo Gomes às 15:11
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12.11.13

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publicado por Hugo Gomes às 16:11
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Esta semana o destaque cairá sobre o novo filme de Roman Polanski que após ter integrado a programação do Lisbon & Estoril Film Festival'13 vai por fim ter o seu circuito comercial nas nossas salas. Da mesma tradição do anterior Carnage, La Vénus à la Fourrure (Vénus de Vison) é uma adaptação de uma peça de teatro, desta feita da autoria de David Ives, que nos remete a uma audição que se converte num turbilhão de conflitos e revelações contraditórias. Com Emmanuelle Seigner (The Ninth Gate, Dans Le Mason) e Mathieu Amalric (Le Scaphandre et le Papillon, Quantum of Solace) são os dois e únicos actores que compõem o elenco. Estreia dia 14 de Novembro.

 

Recomendado pelo Cinematograficamente Falando …

 


publicado por Hugo Gomes às 13:56
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11.11.13

 

O autor Alain Guiraudie estará presente no Espaço Nimas (Lisboa) para apresentar dois dos seus trabalhos incluindo o novo filme, L'inconnu du lac (O Desconhecido do Lago), no âmbito do Lisbon & Estoril Film Festival.

 

O encontro está marcado para as 18h30 com a apresentação do seu Le Roi de l'évasion (O Rei da Evasão), sobre um quarentão farto da sua vida homossexual que parte para aventura com uma destemida jovem. Hás 22h00 tem lugar então a antestreia do L'inconnu du lac (O Desconhecido do Lago), onde desejo e crime são ingredientes precisos numa praia de nudistas gay. O final da sessão será prosseguido por uma conversa do realizador e argumentista com autor João Pedro Rodrigues (Odete, A Ultima Vez que Vi Macau).


 

Fora do festival, O Desconhecido do Lago tem data no circuito comercial para 21 de Novembro.

 


publicado por Hugo Gomes às 16:21
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