
Real.: Béla Tarr / Int.: Gábor Balogh, Mihály Vig, János Derzsi
Filme – O ano 2012 foi marcado pela primeira estreia nacional nas nossas salas da obra do aclamado autor húngaro, Béla Tarr, A Torinói ló. A sua anterior filmografia havia sido apenas expostas para s portugueses através do circuito home vídeo e das projecções em cinematecas e outros eventos, mas nunca recebendo uma estreia comercial. Em A Torinói ló, o cineasta anunciou que a sua carreira tinha chegado ao seu limite, fim propriamente dito, onde a partir daqui apenas o plágio iria concentra-lo. Esta colecção de DVD integra algumas das suas quatro melhores obras incluindo o recente e já referido A Torinói ló (2011), um eminente fim ao ruralismo que se centra num dos episódios mais marcantes da vida de Nietzsche. Werckmeister harmóniák (2000), a história de um grupo de pessoas que espera em condições extremas temporais para visualizar uma baleia embalsamada, Béla Tarr aproveita a oportunidade para explorar a natureza humana. Sátántangó (1994), uma das obras mais conhecidas e primorosas do autor, um relato lento de uma aldeia que se degrada com a chegada do comunismo. Por fim, Kárhozat (1987), a história de um desesperado que se apaixona por uma cantora de cabaret, tal acto irá ter consequências irreversíveis, a obra que aclamam definitivamente Béla Tarr.
AUDIO
Húngaro
LEGENDAS
Português
Distribuidora – Midas Filmes
Real.: Jonathan Hensleigh / Int.: Ray Stevenson, Christopher Walken, Vincent D'Onofrio
Filme – Inspirada na verdadeira história de Danny Greene (Ray Stevenson), um simples arruaceiro irlandês que consegue tornar-se num dos mais temidos mafiosos dos EUA, Kill The Irishman resulta numa pequena surpresa no seu campo. Uma intriga solida com desempenhos favoráveis desde Christopher Walken e até mesmo Ray Stevenson que garante forte protagonismo.
AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
LEGENDAS
Português
Distribuidora – Films 4 You
Tráfico de Domingo á Tarde!
Baltasar Kormákur consegue o inesperado, pegar numa obra que protagonizou em 2008 que foi o islandês e até interessante thriller, Reykjavík Rotterdam dirigido por Óskar Jónasson, e transforma-la num simples “produtozinho” hollywoodesco. Esperava-se que o actor que agora assume as funções de realizador e produtor no remake norte-americano conseguisse implantar na obra a sua própria experiencia e ligações, ao invés disso, a rotina toma controlo deste bocejante e oco tráfego ilícito e é pena já que o tema é tão pouco explorado no dito cinema norte-americano.
Contraband nos remete á história de Chris Farraday (Mark Wahlberg), um antigo e experiente contrabandista que regressa ao seu talento a fim de conseguir socorrer o seu genro adolescente, Andy (Caleb Landry Jones), que é constantemente ameaçado por um perigoso traficante de droga (Giovanni Ribsi). Seguindo em modo automático o argumento de Reykjavík Rotterdam, Contraband não consegue em momento nenhum incutir o drama desejado no seu leque de personagens, Mark Wahlberg encontra-se demasiado plano para isso e Kate Beckinsale a cumprir os pobres requisitos de esposa indefesa, a intensidade da intriga é assim dissipada á medida que apercebemos das tentativas de ilusão da fita, que não nos chega a surpreender como também nos levam ao encontro de inverosimilhanças desiguais, como se confirma as sequencias no Panamá, puro irrealismo cinematográfico.
Por fim a realização do convertido Baltasar Kormákur é segura mas nada de vivaço, sobrando assim Giovanni Ribsi em overacting que consegue causar um efeito temido no seu esquizofrénico personagem com claras tendências psicóticas, e Ben Foster a exibir o seu subvalorizado talento numa figura mal enquadrada e escrita a três pancadas. Contraband resulta num thriller sem chama, daqueles que se vê e esquece depois de cinco minutos. Fraco, que nem os códigos de cinema de golpe consegue envergar!
“You think you're the only guy with a gun?”
Real.: Baltasar Kormákur / Int.: Mark Wahlberg, Ben Foster, Lukas Haas, Kate Beckinsale, Giovanni Ribisi, Caleb Landry Jones
Depois de ter sido exibido no último Festival de Veneza, 2013 será o ano do novo filme de Terrence Malick, To the Wonder, que conta com as participações de Ben Affleck (Argo), Rachel McAdams (The Vow), Olga Kurylenko (Hitman) e Javier Bardem (Skyfall). O lendário realizador de The Thin Red Line e o bizarro, mas surpreendente, The Tree of Life, irá explorar a força do romance com a história de um casal apaixonado onde uma amizade de infância parece afectá-los. Pode-se esperar com este To The Wonder o mesmo estilo que Malick nos habituou e a mesma beleza fotográfica que nos entusiasma sempre que visualizamos. Estreia marcada para Abril de 2013 nos EUA.
No dia que celebraria 77 anos, dia 28 de Dezembro, os canais de cinema TVCine irão homenagear um dos mais distintos e celebres cineastas da nossa nação, Fernando Lopes. O tributo terá início a partir das 13 horas e contará com depoimentos de personalidades que trabalharam com o autor antes da exibição das suas obras cinematográficas. Por isso recomendo a qualquer amante de cinema ou apreciador da filmografia de Lopes a prestar homenagem a um dos homens mais reconhecidos da nossa cultura cinematográfica. Não se esqueçam dia 28 no canal TVCine 2.
Real.: Scott Speer / Int.: Cleopatra Coleman, Misha Gabriel Hamilton, Ryan Guzman
Filme- O cenário é a única coisa que muda neste quarto filme. Um franchising que utiliza a força das coreografias musicais para apelar ao tão pouco cinema que os adolescentes se contentam. Em Step Up: Revolution a temática são os flashes mobs, apenas como mera actualização, mas o plot e as personagens não são mais que meras reciclagens.
AUDIO
Inglês Dolby Digital 5.1
LEGENDAS
Português
EXTRAS
Comentário áudio do Realizador e do Elenco
Extras: Tornar-se Uma Estrela; Coreografias; Dançar, Sempre; Escolher os The Mob.
Índice de Flash Mob
Vídeos Musicais
Cenas Eliminadas
Distribuidora – Zon Lusomundo
Real.: Tim Burton / Int.: Ewan McGregor, Albert Finney, Billy Crudup / Ano.: 2004
O que é? Edward Bloom (Albert Finney) tem o dom de contar histórias de uma certa maneira que encanta, historias essas que impressionavam e maravilhavam o seu filho Will (Billy Crudup) enquanto miúdo. Todavia quando a morte tem hora marcada para Bloom, Will tenta a todo o custo conhecer o passado do seu pai, tentando decifrar a realidade por detrás das histórias de carácter fantasioso que o seu progenitor sempre contou.
Porquê? Tim Burton sempre foi um excêntrico gótico, mas em Big Fish consegue algo diferente e verdadeiramente emocionante, esboçando a sua imaginação com o amor entre um pai e um filho. Pode muito bem ser o filme mais sóbrio da sua carreira, como também dos mais imaginativos e brilhantes. E é surpreendente o modo como consegue encantar ao mesmo tempo consolidar os dois mundos distintos.
Alternativas.: A década de 2000 foi um ano bem criativo para o cineasta Tim Burton, entre os quais se destaca o seu regresso á animação stop-motion após 12 anos de A Nightmare Before Christmas de Henry Selick, desta vez o autor encontra-se na cadeira de realizador, com Corpse Bride (2005), um conto gótico com todo o toque de Burton que explora uma ternura mórbida acompanhado com uma fantástica composição musical de Danny Elfman. Outros dois dos seus êxitos cinematográficos a ter em conta é a sua própria visão da fábula de Roald Dahl, Charlie and the Chocolate Factory (2005), e da célebre ópera de Hugh Wheeler, Sweeney Todd: The Demon Barber of the Fleet Street (2007), ambos protagonizados pela sua estrela-fetiche, Johnny Depp.
Ver Também
Sweeney Todd: The Demon Barber of the Fleet Street (2007)
Paris sem brilho!
A actriz celebrada no díptico de culto para românticos incuráveis de Richard Linklater, Before Sunrise / Before Sunset (1995 / 2004), ao lado de Ethan Hawke, um conversa fiada e romântica sem pausas e narrada em tempo real que remete ao mais primitivo e genuíno que o cinema possui, Julie Delpy veste a pele da fotógrafa francesa Marion que em conjunto com o seu namorado Jack (Adam Goldberg) seguem de viagem a Veneza, a fim de atear “as chamas da sua paixão”. Porém a jornada de teor romântico estava longe de se tornar o desejado, uma decepção que Marion quer compensar com uma visita relâmpago á sua cidade natal, Paris, a chamada cidade das luzes. A fotógrafa apaixonada pelas suas raízes apresenta a Jack os seus pais e todo o seio familiar o qual ela cresceu. Com todo os elementos necessários, para reaproximar o casal, a viagem a Paris acaba por ser tribulada e desastrosa, é que os ex-namorados de Marion continuam a rodeá-la, e os fantasmas do seu passado o qual Jack desconhecia começam a assombra-los intensamente.
Julie Delpy protagoniza, realiza, produz, escreve e até compõe a banda sonora esta comédia ligeira onde invoca extractos do cinema de Woody Allen, onde se encontra presente nos longos diálogos descontraídos e inseridos com alguma indiferença e cepticismo sentimental e no pseudo-romantismo que tenta emanar perante um gradual cenário matrimonial caótico, com claros afrontamentos pelo lado mais obsceno e sexual do conteúdo. A autora solicitou situações disparatadas e dignas das variadas comédias francesas e utiliza o choque cultural e o cinismo americano a seu favor, além disso Delpy e Goldberg apresentam química suficiente para aguentar cerca de hora e meia de filme.
Perante tal revisionismo e tiques, 2 Days in Paris apenas ganha dimensão na proximidade final onde Delpy abandona por momentos o tom ligeiro e tenta remeter o sentimento, analisando o sufoco de uma relação e entregar-se a um final algo inesperado, frio, mas simbiótico com a própria narrativa.
“I like you, I would like to be your friend when we break up. Whenever we break up. No, if we break up. I would like you even if we were not together..”
Real.: Julie Delpy / Int.: Julie Delpy, Adam Goldberg, Daniel Brühl, Marie Pillet, Albert Delpy, Aleksia Landeau, Adan Jodorowsky, Alexandre Nahon

O célebre actor da trilogia Rush Hour de Brett Ratner e o êxito oriental Police Story vai reunir com os confirmados Sylvester Stallone, Jason Statham e Nicolas Cage na segunda sequela do sucesso The Expendables – Os Mercenários, aquele que é o franchising que tenta a todo o custo reunir o maior números de action mens possíveis. Com estreia agendada para o Verão de 2014, os produtores de The Expendables 3 estão ainda atrás das confirmações de Harrison Ford (Indiana Jones), Wesley Snipes (Blade) e Clint Eastwood (Gran Torino).
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