Depois do fiasco da sua última animação motion-caption, Mars Needs Moms, o realizador Robert Zemeckis (Forrest Gump, Back to the Future, Beowulf) parece regressar á sua velha forma, aos filmes de acção real com este Flight, estrelado por Denzel Washington (Safe House, Malcolm X, The Training Day). A história centra-se num piloto de uma linha aérea que consegue algo miraculoso, quando o seu avião parecia estar prestes a despenhar, Whip Whitaker (Washington), consegue aterra-lo e salvar todas as vidas a bordo. Previsivelmente torna-se num “verdadeiro herói americano”, porém Whitaker descobre que se encontrar no meio de uma conspiração que poderá terminar com a sua carreira. Don Cheadle (Iron Man 2, Hotel Rwanda), John Goodman (Red State), Bruce Greenwood (Star Trek, I, Robot), Melissa Leo (Frozen River, The Fighter) e Kelly Relly (Eden Lake, Sherlock Holmes) completam o elenco. Com estreia marcada para 2 de Novembro nos EUA.
A uma semana atrás recebemos a notícia de que o bilionário de Hong Kong, Cecil Chao propôs 65 milhões de dólares ao homem que conseguir conquistar o coração da sua filha, Gigi. Em questão estão a sua sexualidade, Gigi é uma lésbica assumida, porém o seu pai é conservador nesse aspecto e decide com todo os seus meios mudar esse rumo. Uma notícia distinta que está nas bocas do Mundo, porém parece mesmo que estará em breve num cinema perto de nós, é que Sacha Baron Cohen, o cómico actor de The Dictator e Borat, e a Paramount Pictures encontraram nesta história, potencial para uma nova e futura comédia. O projecto já possui título, sendo simplesmente The Lesbian.
Real.: Barry Sonnenfeld / Int.: Will Smith, Tommy Lee Jones, Josh Brolin
Filme – Depois do decepcionante e até mesmo copy/paste Men in Black II, Barry Sonnenfeld tenta compensar os fãs com um argumento mais elaborado e um vilão mais carismático com o ultimo filme de uma trilogia que demorou quinze anos a ser completa. O enredo porém encontra-se cheio de altos e baixos, confirmando a problemática produção que Men in Black III obteve, contudo são as estrelas; Will Smith, Tommy Lee Jones e até Josh Brolin (uma perola de casting) que conseguem garantir alguma instabilidade num filme desequilibrado e com demasiado falhas. Quanto ao vilão de serviço, interpretado por Jemaine Clement é singular porém falta-lhe algo, ou seja presença.
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Parceiros no Tempo: A Produção de MIB3
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Videoclip “Back in Time” de Pitbull
Distribuidora – PRIS Audiovisuais, SA
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Vivendo às custas da sua estrela!
Em 2008 estreou entre nós uma fita tão rotineira, porém, detido com os ingredientes certos e o protagonista indicado. Tais ingredientes geraram um dos mais explosivos e electrizantes filmes de acção dos últimos anos, essa obra chama-se Taken, de Pierre Morel, produzido por Luc Besson. Contudo, o homem que conduziu ao seu êxito foi mesmo o cinquentão Liam Neeson.
A história era muito simples, a filha de um ex-agente da CIA é raptada e posta sobre o trajecto do tráfico humano na Europa, nomeadamente França, tudo isto acaba por enfurecer o progenitor que compõe uma variação de “one-man army”, conseguindo salvar a sua ente querida e não só, “dando cabo” de uma organização criminosa profissional entranhada na sociedade parisiense. Todavia foi Liam Neeson e o seu carisma inegável, como também a sua genica, que ofereceram algum ritmo a uma obra que facilmente poderia cair nas mãos de um Steven Seagal ou qualquer outra estrela do cinema de acção chunga.
O resultado ficou a vista de todos, Taken é nos dias de hoje distinguido e equiparado às melhores obras de Bruce Willis e Sylvester Stallone, tendo rendido mais de 200 milhões de dólares em todo o Mundo e redefinindo a carreira de Liam Neeson como um ícone tardio do cinema de acção. Com todo estes factores benéficos, os produtores não tiveram escolha e decidiram então concretizar mais um tomo a Neeson, que regressa ao seu personagem de êxito na eventual sequela do filme de 2008.
O homem por detrás de Taken 2 é Olivier Megaton, tal como Pierre Morel, é também mais um tarefeiro sob o comando de Luc Besson, o qual havia trabalhado com este no último da trilogia Transporter, ou seja com outro ícone de acção, Jason Statham, cuja única forma que conseguiu para sustentar uma continuação foi a desculpa de uma vingança arquitectada por uma espécie de máfia albanesa (liderado pelo sinistro e angustiado Rade Serbedzija). O nosso protagonista terá que lidar com as mesmas situações do anterior, matar o mesmo numero de pessoas e viver os mesmo perigos. Resumidamente e confirmando os maiores medos, Taken 2 é simplesmente mais do mesmo, fazendo parte daqueles obras que tal como o antecessor, que somente sobrevivem graças à força e presença do protagonista. Porém, sente-se que Liam Neeson está um pouco cansado destas andanças, e ironicamente parece brincar com a situação.
Istambul substitui Paris como cenário na nova guerra de Neeson, dando novos ares a crescentes déjà vus. De resto vemos Maggie Grace mais confiante no seu papel e uma Famke Janssen a ser o artificio de “dama em apuros” e pouco mais. Taken 2 é apenas isto, tendo pouco ou nada tem para oferecer. Pelo menos o primeiro era novidade em algum sentido.
What are you gonna do? / What I do best.
Real.: Olivier Megaton / Int.: Liam Neeson, Famke Janssen, Maggie Grace, Leland Orser, D.B. Sweeney, Rade Serbedzija
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Um investigador criminal procura resolver o caso de um sniper de treino militar que assassinou cinco pessoas sem relacionamento aparente. Tom Cruise veste a pele de Jack Reacher, neste thriller baseado num popular livro de Lee Child, adaptado para o cinema por Christopher McQuarrie, argumentista de Usual Suspects e Valkyrie que estreou na matéria de realização em 2000 com The Way of the Gun. Um filme cheio de acção e mistério a não perder com Rosamund Pike (The Wrath of Titans), Richard Jenkins (The Cabin in the Woods, The Visitor), Robert Duvall (The Godfather, Get Low) e Werner Herzog (o aclamado realizador de Grizzly Man, Rescue Dawn e The Cave of the Forgotten Dreams) e com estreia marcada no nosso país para 27 de Dezembro de 2012. O regresso de Cruise ao estrelato.
Rock You!
Depois de visualizado Rock of Ages, posso concluir que o musical pouco evolui no cinema á sombra desse fenómeno chamado Glee, uma espécie de saída do armário melódica. Adam Shankman que conseguiu em 2007 com Hairspray, fazer envolto de músicas pop alegre uma história ritmada e aceitável, neste Idade do Rock (titulo traduzido), simplesmente remete o vazio e o puro cliché de muitos outros filmes do género e sobre o género; uma rapariga (Julianne Hough) de uma “cidadezinha” que decide partir para Hollywood em busca do sonho de cantar e que previsivelmente se apaixona; e a preenche com famosas músicas de hair-metal ou rock badalado.
Assim sendo assistimos uma colagem de temas musicais que toda a gente conhece bem e por vezes de cor em situações vulgarizadas pelo cinema e reposta em três pancadas, homenagem ou não, desta vez Adam Shankman parece falhar o alvo. Rock of Ages é uma adaptação de mais um musical da Broadway do mesmo nível de Mamma Mia! (também convertido ao cinema em 2008 por Phillyda Lloyd), vai buscar fonte e força a êxitos de Guns N’ Roses, Bon Jovi, Foreigner, REO Speedwagon, Pat Benatar, Twisted Sister, Poison, Whitesnake, entre outros, interpretadas por estrelas como Alec Baldwin, Russel Brand, Malin Akerman, Catherine Zeta-Jones e Tom Cruise como a megalómana estrela do rock, Stacee Jaxx, uma espécie de alusão ao vocalista dos Guns N’ Roses (Axl Rose). Quanto ao actor de Top Gun e Eyes Wide Shut podemos garantir que emana um brilho próprio e simbiótico para o próprio filme e pena mesmo é a fita de Adam Shankman não se titular somente de Stacee Jaxx, porque historia e até satirização ele possuía e muito.
Rock of Ages é um musical animado e atmosférico pós-Glee (nota-se aquelas pseudo-ousadias e as saídas do armário, e a entrada da musica de Journey – Don’t Stop Believing), porém vazio e por vezes colado, a sua longa duração não é bem uma grande valia, caindo no erro de se tornar um pouco entediante.
“I'm a stripper at the Venus Club! / I'm in a boy band! / You win.”
Real.: Adam Shankman / Int.: Julianne Hough, Diego Boneta, Tom Cruise, Alec Baldwin, Catherine Zeta-Jones, Russell Brand, Paul Giamatti, Malin Akerman
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Real.: James Cameron / Int.: Leonardo DiCaprio, Kate Winslet, Billy Zane
Filme – A versão do acidente marítimo mais famoso do Mundo pelos olhos de James Cameron resultou num dos maiores êxitos de bilheteira que o cinema já havia visto e no total de 11 óscares arrecadados incluindo o de Melhor Filme. Um drama pleno que serve de homenagem às vidas perdidas no tão majestoso porém trágico navio, Titanic, além disso um feito técnico na Historia do Cinema em geral e nos efeitos visuais. Um já garantido clássico que lançou para a ribalta os actores Kate Winslet e Leonardo DiCaprio, eternamente como o igualmente trágico casal Rose e Jack.
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Inglês Dolby Digital 5.1
Inglês Dolby Digital 6.1
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EXTRAS
Comentários do realizador James Cameron - Vencedor do Prémio da Academia
Comentários dos actores e dos técnicos, incluindo o produtor Jon Landau - Vencedor do Óscar
Final alternativo Metragem ramificada: Aceda aos "featurettes" e entre no âmago do filme, cena a cena.
Comentários históricos
Vídeo Clip "My Heart Will Go on" da múltipla vencedora dos "Grammy", Celine Dion
Distribuidora - PRIS Audioviduais, SA
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Uma Deusa Exótica!
A vida de Saartjie Baartman é transposta para o cinema com uma crueldade crua que nos deixam sem palavras. A mulher em questão apelidada de “Vénus Negra” ou “Vénus Hottentot”, nome dado pelo naturalista francês George Cuvier, foi trazida da Africa do Sul para a Europa pelo seu “dono” na promessa de fortuna e fama, porém devido às suas características especiais da tribo em que integra (os hottentots), tais como a dimensão invulgar dos lábios vaginais, é exibida como uma fera de circo em espectáculos torturantes e animalescos.
Saartjie Baartman viveu uma vida de pura discriminação, maus-tratos e de ilusões, sendo que o realizador de L’ Esquive (2003), Abdellatif Kechiche o demonstre com tal precisão e sem piedade para com o espectador, sendo capaz de exibir na fita as torturas e desumanidade cometidas para com a mulher nos horripilantes espectáculos cirquenses de forma integral e sem cortes, levando mesmo com que Venus Noir fosse acusado de puro fetichismo ou de tortura gratificante “exploited” nas primeiras visualizações em Festivais.
Yahima Torres, uma actriz de coragem capaz de abdicar o seu corpo e psicológico para o papel, glorifica a memória de Saartjie Baartman de uma forma terna, porém de martírio e tristeza, a sua interpretação causa impacto á dor que fora incutida na mulher “hottentot” e permanece fantasmagórica no espectador mesmo algum tempo após a visualização, destaque também os desempenhos de Olivier Gourmet, André Jacobs, Jean-Christophe Bouvet e François Marthouret como o famoso e respeitável naturalista, Georges Cuvier.
Uma vida menosprezada, contudo abrilhantada numa fita que jus ao seu legado, narrativamente forte e cruel, que não julga mas deixa as audiências julgarem. Um atentado á humanidade desconhecido para muitos, transformado num filme rico, atmosférico e psicologicamente violento. De visualização obrigatória.
Real.: Abdellatif Kechiche / Int.: Yahima Torres, Olivier Gourmet, André Jacobs, Jean-Christophe Bouvet e François Marthouret

Criptozoologia, para quem desconhece é um ramo científico ainda um pouco amador que tem como intuito estudar animais ainda não descobertos. Confusos? Ora bem, um criptozoólogo tem o trabalho de provar a existência dessas criaturas, que apenas vivem graças a relatos, pegadas, fotos e vídeos com o cliché de serem desfocados, são eles o exemplo do Abominável Homem das Neves e o Monstro de Loch Ness. O cinema já tentou abordar essas criaturas principalmente no género de terror e fantasia, porém sem grandes resultados, contudo com a moda do mockumentario e do found footage, essas lendas, como preferem chamar poderão finalmente fazer justiça, espero eu. A começar temos The Dinosaur Project de Sid Bennett, que nos relata a teoria do Mokele Mbembe, ou seja um último reduto dos dinossauros na Floresta Tropical do Congo. Com Natasha Loring (Natalee Holloway), Matt Kane e Richard Dillane (The Dark Knight, The Jacket). Por fim o célebre e famoso Bigfoot (Pé Grande), também apelidado Sasquatch também irá fazer das suas a uma amadora equipa de produção de documentários em Bigfoot: The Lost Coast Tapes de Corey Grant (Hip-Hop Task Forces) com Drew Rausch (Battleship), Rich McDonald (God Bless America) e Ashley Wood (Argo). Ambos os filmes ainda não possuem data de estreia no nosso país.
Joe Cornish e a sua invasão alienígena!
Attack in the Block (ou com o estranho e estiloso titulo em português E.T.s IN da Bairro) poderia ser apelidado de O Caso de Joe Cornish, argumentista e comediante britânico que revela nesta obra homenagem á série B um talento inconfundível que já vem conquistando meio mundo. Ora vejamos, Edgar Wright (o homem por detrás de Scott Pilgrim Vs The World e Hot Fuzz) já o apadrinhou, a resposta já que a figura produz esta obra de estreia, trabalhou com Peter Jackson e Steven Spielberg no argumento de Tintin (mais dois padrinhos de peso no mundo do cinema) e prepara-se para ser um dos tarefeiros da Marvel na futura adaptação de Ant-Man, um dos próximos super-heróis a fazer parte da lista dos Avengers – Vingadores. E tendo em conta aquilo que já vimos até agora, Joe Cornish parece ter o futuro já feito e agendado, esperemos que sim.
Quanto ao filme em questão, o autor se confirma como um conhecedor nato das referências a um estilo de cinema que é costume fazer parte das mais variadas listas de guilty pleasures de muitos snobs, a chamada e infame serie B. Cornish vai buscar John Carpenter, chegando mesmo a ir mais fundo chegando até mesmo parodiar Stephen Herek e os seus Critters (1986), muito presente na própria caracterização das criaturas alienígenas. Um pouco de John Singleton (Boyz N The Hood), um espirito afável dos The Goonies (Richard Donner, 1985) e claro, influências do seu padrinho Edgar Wright (Shaun of Dead) e voilá … eis um filme divertido, cómico sem ser disparatado e sério sem ser rebuscado.
Attack in the Block garante surpresas na sua própria forma, alguma ousadia pelo caminho e incute emotividade discretamente, porém presente em bens sucedidas sequências aqui e ali. Mesmo os seus protagonistas serem menores, a inocência dos personagens está longe de acontecer, maniqueísmos não existem e alguns deles até servem para figurar caricaturas da delinquência juvenil. Além disso o elenco demonstra talento principalmente os referidos jovens, com principal destaque para John Boyega como o improvável herói da trama, Jodie Whittaker que andou tão escondida desde Venus de Roger Mitchell ao lado de Peter O’Toole, e por fim Nick Frost (Shaun of Dead, Paul, Hot Fuzz). Um excelente filme para os verdadeiros amantes do género. Joe Cornish é um nome a ter em conta.
“Moses, brother! Can you hear that? That's for you, man.”
Real.: Joe Cornish / Int.: John Boyega, Jodie Whittaker, Alex Esmail, Nick Frost
Real.: Katie Lund, Fernando Meirelles / Int.: Matheus Nachtergaele, Alexandre Rodrigues, Leandro Firmino da Hora / Ano.: 2002
O que é? Um relato realista de uma das favelas mais perigosas do Rio de Janeiro, a Cidade de Deus. Aqui o espectador fica a par das vidas de alguns dos seus habitantes, tais como Buscapé (Alexandre Rodrigues) que sonha ser fotografo até ao Zé Pequeno (Leandro Firmino da Hora) um simples jovem que se converte num dos temidos criminosos do local.
Porquê? Uma abordagem cruel, realista e crua da degradação humana e social das favelas brasileiras, uma crónica ambígua do seu “ecossistema”. Cidade de Deus foi um dos filmes que revolucionou o cinema brasileiro, como também constituindo um dos seus maiores êxitos, a partir desta obra surge todo um conjunto de novos cineastas na Terra do Samba. Zé Pequeno torna-se num ícone da cinematografia do país e Fernando Meirelles é requisitado em terras de Hollywood e concretiza algumas obras de sucesso entre o grande público.
Alternativas: Com Cidade de Deus a definir um novo rumo do cinema brasileiro, é difícil encontrar obras que lhe igualam. Em termos de realismo, violência e sucesso, Tropa de Elite de José Padilha (2007) é outro exemplo incontornável desse cinema, sendo que os seus toques quase documentais sejam algo de influências da obra de Katie Lund e Fernando Meirelles. Outros filmes a ter em conta: Carandiru de Hector Babenco (2003), Cidade dos Homens de Paulo Morelli (2007) e Última Parada 174 de Bruno Barreto (2008).
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Real.: Peter Lord, Jeff Newitt / Int.: Hugh Grant, Martin Freeman, Imelda Staunton
Filme – dos mesmos criadores de Wallace & Gromit e Chicken Run chega-nos aquele que já é considerado o melhor filme de animação do ano. Conhecido pelos “bonecos de plasticina”, Pirates! Band of Misfits possui um stop motion invejável, detalhado e sofisticado levando a arte a outro patamar, porém é no seu sentido de humor que encontramos a grande valia desta animação. Um elenco vocal de luxo, personagens extraordinárias e um argumento de brilhar os olhos num dos filmes mais divertidos da temporada.
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Jogo: Decifra as Cartas de Sr. Bobo
Do Storyboard para o Ecrã
Criando a Perseguição na Banheira
Distribuidora – PRIS Audiovisuais, SA
Um caso de bom sucesso em Portugal!
Em 2000, Luís Ismael conseguiu um feito único no cinema nacional que depois viria a ser recompensado com o êxito e com o gradual estatuto de culto, sem apoios nem financiamento concretizou aquilo que de início poderia ser tratado como um simples “filme para amigos” – Balas & Bolinhos – curiosamente, segundo o realizador, metade do orçamento desta fita foi para o tabaco consumido durante a produção. Com uma curta duração de 62 minutos, Balas & Bolinhos foi apresentado em 2001 no Fantasporto e depois exibido no canal de televisão, Sic Radical, o qual sempre obteve apoio. Em 2004, Luís Ismael volta a fazer a diferença e dirige aquele que é a primeira sequela de sempre no cinema português, agora com um orçamento generoso e a confirmação do apoio do público, Balas & Bolinhos – O Regresso se tornou num êxito por mais de quatro meses de exibição e com apenas sete cópias em todo o país, fora visto por mais de 58 mil espectadores. Com culto já fermentado, Luís Ismael não desiste no seu quarteto de “cromos” do Norte e das suas aventuras e desventuras hilariantes, realizando outro feito na Historia do Cinema Português, a primeira trilogia da nossa sétima arte nacional.
Contando com maiores apoios por parte do público e com ume excelente trabalho de divulgação através das redes sociais e em outros meios de comunicação, eis que surge O Ultimo Capitulo, o regresso do já quarteto mais famoso do país, naquele que segundo o título promete ser o ultimo filme de uma saga que conquistou um país tão pouco crente no seu cinema. A verdade é que Balas & Bolinhos já é um dos maiores êxitos de sempre das nossas produções cinematográficas, e não é por menos, além de sentir aqui um enredo mais trabalhado com uma narrativa mais coerente que os dois anteriores, Luís Ismael compõe aqui uma colecção de gags mais controlados porém sempre fiel ao espirito da saga. É que o realizador tem a perfeita noção que já não está a fazer o dito “filme para amigos” mas sim para um público mais vasto e talvez mais exigente, todavia não é por isso que não se diverte a faze-lo. As personagens principais e preferidas dos portugueses regressam melhor que nunca, sentindo aqui também um equilíbrio no espaço de antena de cada um, e alguns secundários conseguem captar atenção tais como o pai do Tone (interpretado pelo actor Octávio Matos) e o vilão de serviço (o carismático Carlos Paulo), porém nada que destaque verdadeiramente.
Balas & Bolinhos – O Ultimo Capitulo é um mártir para críticos e cinéfilos mais exigentes, e verdade é que os defeitos são muitos e no que reside em divulga-lo no resto do Mundo, a fita de Luís Ismael cai no catálogo de amadorismo. Mas como somos ainda humildes no que refere ao cinema, arrisco a afirmar que este é uma das melhores comédias do nosso panorama cinematográfico dos últimos anos e é valioso ver tanto esforço envolvido para trazer um filme que foi direccionado para o publico e que vive graças á dedicação e amor pelas audiências. É por isso que mesmo reconhecendo os erros de uma comédia vulgarizada e pouco inteligente, não consigo odiar um produto como este que faz tanta falta á nossa cinematografia. Esperemos que com o sucesso do “último capitulo”, a produtora cinematográfica Lightbox decida explorar novos horizontes do nosso cinema. Fecha assim a primeira trilogia portuguesa, e com chave de ouro.
Real.: Luís Ismael / Int.: J.D. Duarte, Jorge Neto, João Pires, Luis Ismael, Jason Ninh Cao, Octávio Matos, Carlos Paulo, Jaimão, Fernando Rocha
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