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Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

Cinematograficamente Falando ...

Quando só se tem cinema na cabeça, dá nisto ...

O ultimo filme de River Phoenix poderá estrear entre nós!

Hugo Gomes, 27.05.12

 

Dezanove anos após a sua morte, aparentemente por overdose, o imortalizado actor River Phoenix regressará como protagonista em Dark Blood, a fita dramática incompleta de George Sluizer (The Vanishing) de 1993, interrompida com o súbito desaparecimento da estrela. O filme conta a história de um eremita que vive refugiado no deserto num local de testes nucleares e que espera ansiosamente pelo fim do Mundo. Por acidente conhece um casal jet-set de Hollywood (Judy Davis e Jonathan Price), o qual tentará relacionar-se. Dark Blood foi reeditado e espera-se que seja apresentado no Dutch Film Festival ainda este ano, o realizador George Sluizer tenta recolher donativos para o poder terminar, porém a família Phoenix não se encontra interessada em cooperar.

 

Hopkins - O proximo pesadelo de Bruce Willis?

Hugo Gomes, 27.05.12

 

Anthony Hopkins (The Silence of the Lambs, Thor) será o vilão da sequela da fita de grande êxito de Robert Schwentke, RED (2010), protagonizado por Bruce Willis, Helen Mirren, Morgan Freeman e um “wacko” John Malkovich. A continuação que será dirigida por Dean Parisot (Fun With Dick and Jane) ainda contará com as novas aquisições de Catherine Zeta-Jones (The Legendo f Zorro, Ocean’s Twelve) e Byun-Hun Lee (G.I. Joe, I Saw The Devil). Estreia marcada para 2 de Agosto de 2013.

 

 

Albert Nobbs (2011)

Hugo Gomes, 27.05.12

Uma mulher singular!

 

Baseado no conto de George Moore, Albert Nobbs nos apresenta uma homónima e singular personagem (Glenn Close), uma mulher que para conseguir sobreviver numa sociedade machista e discriminadora disfarça-se de homem para conseguir trabalhar num dos mais chiques hotéis de Dublin do seculo XIX. Tal embuste já se prolonga há trinta anos, mas Nobbs não se cede facilmente, escondendo de tudo e de todos a sua verdadeira identidade até conseguir alcançar o seu maior sonho, a somente vida vulgar sem mentiras.

 

 

Este Tootsie invertido ficou marcado pelo regresso em grande de Glenn Close ao grande ecrã, após ter sido reduzida a pequeno papeis e ter emigrado com sucesso para a televisão, o seu retorno garantiu-lhe uma nomeação ao Óscar e inúmeros elogios nesta nova fita de Rodrigo García (Mother and Child). Albert Nobbs é porém uma fita algo académica mas bem orquestrada pelos seus actores e por excelentes valores de produção como por exemplo a caracterização do personagem de Close (o excelente trabalho de transformação de mulher para homem) ou da recriação da época e não deixando para trás a melodicamente triste banda sonora. No campo das interpretações, maior trunfo da fita, encontramos apara além da prestigiada e aplaudida Glenn Close, uma fantástica Janet McTeer a jogar o mesmo jogo que a protagonista e conseguir talvez com resultados mais energético e carismático que a anterior.

 

 

Por outro lado temos ainda Mia Wasikowska, a pequena estrela da versão de Tim Burton de Alice in Wonderland, a garantir algum brilho próprio, porém nota-se algum esforço como muito ainda para aprender, sendo que existem na pelicula uma ou duas cenas que necessitavam de maior explosão por parte desta. Para terminar os desempenhos não poderemos deixar para trás Brendan Gleeson, Pauline Collins e Aaron Johnson que se encontra muito mais maduro que no seu papel-revelação no divertidíssimo e ousado Kick-Ass de Matthew Vaughn.

 

 

Falta-lhe sobretudo mais olhar sobre a sociedade governada por homens do seculo XIX e o início da emancipação feminina, ou seja para todos os efeitos Albert Nobbs é um pouco ausente de feminismo, porém ninguém nega que a nova obra de Rodrigo García é um excelente ensaio de actores.

 

“You are the strangest man I have ever met.”

 

Real.: Rodrigo García / Int.: Glenn Close, Antonia Campbell-Hughes, Mia Wasikowska, Brendan Gleeson, Jonathan Rhys Meyers, Janet McTeer, Pauline Collins, Aaron Johnson, Brenda Fricke

 

 

O Melhor – Excelentes desempenhos dos actores principalmente por parte de Glenn Close e Janet McTeer, e respectivas caracterizações

O Pior – falta-lhe mais garra em arrebatar um debate mais específico sobre a mulher no seculo XIX.

 

Recomendações – Tootsie (1982), Boys Don’t Cry (1999), Potiche (2010)

 

Moneyball (2011)

Hugo Gomes, 27.05.12

Quando o Campo dos Sonhos tornou-se retro!

 

As inúmeras ficções cinematográficas de desporto que abundam nas salas de projecção e televisões recorrem facilmente aos modelos do cinema clássico, modelar e apelativos a um vasto público. Um dos exemplos mais claros é o baseball, jogo esse, popular nos EUA que já fora motivo para um abrangente número de metragens de sucesso entre as audiências. Porém este Moneyball é aquilo que deve ser considerado um anti-género, de romântico nem de modelar classicista pouco tem, sabendo esquivar tais elementos, mas nunca esquecer a verdadeira essência do desporto, aliás Billy Beane, personagem interpretada por Brad Pitt cita “How can you not get romantic about baseball?”.

 

 

Baseado no best-seller de Michael Lewis, por sua vez inspirado numa história verídica, Moneyball – Jogada de Risco é uma lição de valor versus preço, onde seguimos Billy Beane, o director geral dos Oakland Athletics, que após sofrer com a saída dos seus dois maiores craques tenta encontrar quem os possa substituir. Porém enfrentando o facto de se encontrar dirigindo uma equipa de baixo rendimento financeiro, contra tudo e contra todos, Beane deposita as suas esperanças em Peter Brand (Jonah Hill), um nerd contabilista apaixonado pelo desporto, que aconselhará o director a fazer as suas contratações.

 

 

O jovem actor de Superbad e de Cyrus, Jonah Hill, encontra-se no seu papel mais sério de sempre conseguindo "calar muita boa gente" o qual sempre o acusaram-no de não saber representar (porém não se compreende a nomeação à estatueta de Melhor Actor Secundário), mas é em Brad Pitt que a nova fita dirigida por Bennett Miller (Capote) e escrita pela dupla Aaron Sorkin (The Social Network) e Steve Zaillian (The Schindler’s List) encontra a sua força. Com uma justíssima nomeação ao Óscar, o actor de Inglourious Basterds e The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford (citando duas das suas melhores prestações como actor e não como vedeta) encontra-se numa fase tão natural que chega a ser perfeito neste papel descontraído, cativante e carismaticamente sedutor, e já que falamos de elenco não poderíamos deixar escapar um fantástico Phillip Seymour Hoffman como o experiente treinador da equipa, um dos lados que motivará o prolongado debate de experiência contra estatística onde o filme se submete com toda a simplicidade, emoção e inteligência.

 

 

Moneyball pode carecer todo aquele romantismo cinematográfico que o publico mais mainstream adora, astutamente conseguindo esquivar dos ingredientes mais bacocos, mas sempre deixando uma “pitadinha” desse estilo tão abundante neste tipo de produções, como a sensação de esperança que nos segue em toda a narrativa. Foi um dos grandes perdedores da cerimónia de entrega dos Óscares de 2012, mas obviamente é uma das mais relevantes obras do ano. Um filme aparentemente frio, inteligente e naturalmente interpretado. Excelente! Um verdadeiro home run!

 

“You get on base, we win. You don't, we lose. And I hate  losing, Chavy. I hate it. I hate losing more than I even wanna win.”

 

Real.: Bennett Miller / Int.: Brad Pitt, Jonah Hill, Philip Seymour Hoffman, Robin Wright

 

 

O Melhor – A naturalidade de Brad Pitt e o debate que o filme consolida inteligentemente

O Pior – Não que tenha uma prestação má, pelo contrário, mas a nomeação de Jonah Hill é um pouco exagerada face a Phillip Seymour Hoffman que nada recebeu.

 

Recomendações – Field of Dreams (1989), The Natural (1984), The Rookie (2002)

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